Archive for 01/02/08 - 01/03/08

PaRtNeRs CaP 07


Oii! o/

Pra quem jah viu o OVA de ep único “Candy Boy” (Apesar do nome eh shoujo-ai) que é a coisa mais fofa do mundo eu informo: Haverá uma série com 7 episódios!!
O eu não sei se terá mais, mas já tem site oficial e é tudo certo! Esse certamente estará na lista de fenômenos shoujo-ai! *Sim, Shoujo-ai, é fofo e romântico, não são gurias que se agarram do nada XD*

Vídeos:

OVA No YouTube(Tem 7:39 min)
Música Tema (Cantada pela Meilin)
Site Oficial de Candy Boy

Lista de Dubladoras:

(Dubladora – Personagem – Quem a dubladora já dublou)

Nabatame Hitomi – Kanade Sakurai - Shizuma Hanazono/Etoile-sama (Strawberry Panic), Eriko Torii (Maria-sama ga Miteru) * SSIMMM.. adorei essa seiyuu *.* Shizuma-samaaaaaaaaa*

Ryoka Yuzuki - Yukino Sakurai – Tsunami (Steel Angel Kurumi), Ino Yamanaka (Naruto) *Não consegui achar animes melhores pra vcs lembrarem da voz dela.. ¬¬ Não queria colocar a Ino.. mas fui cruelmente forçada pq vcs naum iam saber quem eh a Katsumi de Initial D* *

Katō Emiri - Sakuya Kamiyama - Kagami Hiiragi(Lucky Star), e 7 pontas no XXXHolic! Sim! 7! XD *Ela é uma seiyuu muito nova pelo jeito, não tem mtos trabalhos ainda*

Quem quiser olhar o site oficial vai encontrar um wallpaper mto fofo desse trio do anime! o/


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Capítulo 07 – Casais à Solta

A espadachim e sua protegida iam caminhando pelas proximidades dos dormitórios despreocupadamente após o momento carinhoso que passaram no quarto de Konoka. O convite veio da guarda-costas, provavelmente tentando desviar de futuras investidas tentadoras da namorada.

“Nya, Set-chan... Por que sair há essa hora? Poderíamos estar aproveitando a noite melhor...” A garota fazia um beicinho que merecia se tirar uma foto.

“Por que quero ver você sorrir, Kono-chan...” Uma pequena vergonha veio na curandeira depois da confissão. “... você ia continuar naquele clima meio triste se ficassemos lá.. tenho certeza..”

“Set-chan...” Começava Konoka enquanto passava o dedo indicador pela face da outra. “Por que você tem que ser tão fofa assim?”

“Por que eu tenho que pelo menos chegar aos seus pés, né?” Ambas coraram. As palavras simplesmente saiam, revelando o amor que sentiam uma pela outra.

Andando até uma área mais inabitada do campus, se depararam com duas figuras atrás de uma árvore. Setsuna posicionou-se frente à sua amada e chamou quem é que fosse com um timbre de voz firme.

As duas figuras pareciam ter saltado detrás da árvore até quase darem-se de cara com o casal. Era a dupla de fofoqueiras de primeira, a mangaká e a reporter. “Né né, quando é que vão deixar a Kazumi-chan fazer uma super matéria sobre vocês?” O olhar de Haruna assustava a espadachim de tão pervertido que era.

“Posso até ver! Uma foto das pombinhas abraçadas com olhares envergonhados e com uma fonte tamanho 72 dizendo ‘O Casal do Ano!’ e ‘Fotos secretas da espadachim e sua princesa!’!” A similaridade da desenhista com uma certa fuinha safada certamente não deveria ser somente coincidência.

“Ka-Kazumi...-chan!?” A espadachim estranhou o tratamento altamente informal que Haruna usou para se tratar da colega informante de boatos.

“É. Por acaso não posso chamar assim, não?”

“Bem... pode...”

“É! Pensam que vocês são o único casal da sala?” Kazumi falava enquanto se atirava nos braços da outra.

Os olhos da espadachim quase saltaram do rosto e os da namorada enchiam-se de brilho empolgados com a descoberta.

“Peraí.. Eu já disse que não quero nada com você Kazumi-chan!” Reclamava enquanto afastava a jornalista de perto, procurando segurança.

“Ahhh... Paru-chan... Vai dizer que você nunca me quis!?” Kazumi enchia o peito orgulhosa de seu corpo escultural e, ainda mais, de seu busto, um dos maiores da turma.

“N-Não me venha com essa conversa!” Paru arrumava os óculos enquanto tentava argumentar contra Kazumi, reconhecida como a maior arranjadora de desculpas furadas para tirar foto de qualquer coisa que fosse. “Passado é passado! V-Você não quis antes, agora eu que não quero!” Fazendo pose exaltando sua protuberância peitoral, Haruna parecia pronta para fazer uma comparação de “crescimento”.

O, verdadeiro, casal foi retirando-se antes de presenciar mais revelações altamente interessantes sobre o, talvez, casal de amantes ou algo do tipo.

“Então.. agora podemos nos divertir?” Perguntava maliciosamente a repórter enquanto entrelaçava a cintura de Haruna.

“O que você acha?” Respondia já puxando Kazumi pelo pescoço, dando-lhe um beijo exageradamente caloroso.


“N-Nunca... pensei que pudessem ... ter algo...” Setsuna tentava falar algo que não fosse uma das perversões que passaram em sua mente ao pensar em como deveria ser interessante o relacionamento não assumido das amigas. Realmente, era difícil não pensar em algo tão emocionante após ver as duas quase se agarrarem em sua frente.

“S-Será que... as interrompemos?” Um silêncio se fez ao imaginarem as duas atrás de um bosque escuro onde pensavam não serem encontradas por ninguém.

“E-E-Eto.. É melhor voltarmos para o quarto!”

Ao voltarem para o quarto, abrindo devagar a porta para não acordar os outros moradores, sem alguma intenção de achar ninguém na intimidade, afinal, já haviam espiado demais os outros, admitiam. Mas, como a sorte, ou azar, permanecia, depararam-se com Asuna segurando firme o braço de Negi, que só fazia corar, enquanto a garota iria em direção ao seus lábios, se não fosse por ver suas alunas entrarem ao quarto.

“Ano... G-Gomen..” Tentava achar alguma desculpa do tipo “entrou areia nos meus olhos e eu não vi que você ia dar uma de iincho-shotakon nesse exato momento!”, mas simplesmente não conseguiu, a cena fora inesperada demais para seus miolos sem maldade.

“Só viemos avisar que eu vou passar a noite no quarto da Set-chan. Já estamos indo!” Enquanto fechava a porta completou. “Aproveitem!”. A maga realmente tinha coragem. Quase fora perseguida mortalmente pela garota de cabelos laranja.

“Mou... Não era nada do que elas pensaram!” Reclamava enquanto cruzava os braços.

“N-Não?” Ainda corado, o mago estranhava a “parceira”. Será que ele estava enganado? Depois de todo aquele papo de parceiros, beijos, fase-não-quero-senhores-idosos e todo o resto, a senhorita baka redoo não iria tentar nada com ele?

“C-Claro que não! Baka Negi!” Dando um gancho de direita, que pegara no queixo do garoto, ia em direção à cozinha, mas parou quando viu que o garoto não levantou instantaneamente. Ele poderia estar machucado, nunca se sabe? Magos não são de ferro!

Quando chegara mais perto, quase colada do garoto-professor, notou um certo sorriso vindo dele. E-Ele estava se vingindo de dodói! Co-Como pudera!? Sem nem pensar duas vezes, a garota virou-se de costas e tentara ignorar Negi, mas fora puxada para perto. Demasiadamente perto! Extremamente perto! Daqui a pouco perderia a virgindade!

Apesar dos exageros da usuária de Kanka, Negi virou-a e mostrou um olhar firme e determinado. Não iria resistir à aquela carinha de santo que ele tinha! Até agora, nesses meses que andou surtada e esquecera, de certo modo, Takahata, lutara bravamente contra essa depravação em sua mente, mas estava descarado demais o clima. E se nunca mais houvesse oportunidade de mostrar esse “sentimento” para o garoto?


“Será praga?”

“Você não lembra de ver eles assim? Quer dizer, eu não sabia, mas você poderia ter visto eles antes, não é?”

“N-não lembro de nada.. Acho que eles finalmente vão se entender! Que bom!” Novamente com os olhos brilhando a maga seguia até o quarto com sua namorada.

Konoka sentiu um puxão na manga da roupa enquanto caminhava. “Vamos ir até o telhado antes?” Já eram mais ou menos meia noite e meia, mas quem se importa, seria gostoso sentir de novo a brisa com sua amada ao lado para aquecê-la.

Ao chegarem no local, viram logo de cara uma Kaede sendo empurrada brutamente contra uma parede por uma certa gunslinger girl quase colada em seu rosto. Preferiram sair de fininho, sem serem percebidas, apesar de que o poder mágico de Konoka poder ser percebido há quilômetros por um mago mediano, o que poderia se dizer há cerca de quatro passos de duas das mais fortes garotas de Mahora?

“Acho que elas não viram que...” Tentando tomar fôlego, a ninja continuava com uma voz um tanto prejudicada por ter uma mão a sufocando o pescoço. “..elas não notaram que era um treino de gozaru.”

“E eu com isso?” Uma pausa para fazer uma cara de assassina com sorriso psicopata. “I just want power and money. I don’t care about what other peoples thinking about me!” (Tradução: Eu só desejo poder e dinheiro. Eu não me preocupo com que as outras pessoas pensam de mim!)

“Ano... poderia traduzir de gozaru?”


“A-Até elas?? Como eu nunca notei nas nossas missões!?” Setsuna ficara inconsolável. Era tão abobada que nem notara que as duas “colegas de profissão” tinham um caso tão... tão... indecente!

“Ara... Calma Set-chan..” A curandeira ria-se sozinha enquanto a outra continuava desolada. “Vamos indo?”

Setsuna se “acordou” do choque após a proposta. “K-Kono-chan!! Por que você quis..” Abaixou o tom de voz de repente. “..dormir no meu quarto..?”

“Bem... na verdade...” a garota foi se aproximando enquanto a outra só fazia ficar paralisada. Na verdade, nem que quisesse iria conseguir, Konoka ia se aproximando tão sedutoramente com seus olhos fixos na gola da blusa da espadachim, onde estava brincando com os dedos. “.. eu queria... fazer ‘aquilo’...”

Setsuna quase caiu no chão. O que diabos a garota estava pensando!? Acabara de perder a memória e já queria avançar ainda mais na relação!? N-Não podia! Não! ‘K-Kono-chan... Não me leve para o mundo da perdiçãaaaaoooooo........!’

“Set-chan...”

“Eu tava brincando.. Ehe”

BRINCANDO!?!?!? BRINCANDO SUA MAGA IRRESSISTÍVELMENTE LINDA! Vá dar intenções depravadas para outras!! *cof cof* Não... para outras não.

“Na verdade foi por que eu não queria ficar atrapalhando Negi-kun e Asuna... Eles pareciam tão bem..”

“E.. Então vamos?”

“Hai!” A herdeira das Associações segurou a mão de sua namorada rapidamente com um sorriso estampado no rosto. Era bom demais brincar com sua Set-chan e com todo o pudor que ainda existia dentro da garota. Como ela conseguia segurar todas as vontades que lhe viam em mente? Será que ela se soltaria um pouquinho para ela hoje? Só um pouquinho... Só tocar um pouco por debaixo da blusa, né? NÃO! Aff.. tinha que se controlar, seguir o exemplo de sua doce namorada e ficar vermelha COM CARA DE PERVERTIDA DESVIANDO O OLHAR!? O QUE SET-CHAN ESTAVA PENSANDO??

A outra só fazia corar, delicadamente, mas a expressão denunciava os pensamentos maquiavélicos. Isso fez com que Konoka soltasse uma rápida risada ao melhor estilo pervertida. Será que a maga tentaria com todas as suas forças soltar o “dark side” (lado negro) de Setsuna?

Chegando ao quarto, a guardiã soltou por alguns segundos a mão de sua amada e abrira a porta. Era tão limpo, lindo, arrumado, levemente tradicional e dava uma certa impressão de tranqüilidade e alto confiança. A curandeira entrou e, passo a passo, sentia mais a tal impressão. Não era a toa que Set-chan era tão tranqüila, para algumas coisas, e quieta, tinha um quarto perfeito que combinava com seu modo de agir.

‘Acordou’ das observações quando a outra chamou-lhe pelo apelido. Já tinha estado naquele quarto, afinal, já tinham quase feito um pacto no local, mas tudo parecia diferente, de certo modo. Era uma atmosfera mais... romântica?

Caminhou até a mesa e, quando menos esperava, recebera um abraço de sua querida guarda-costas. Setsuna a puxou para mais perto, as costas da maga encostavam-se no tecido que cobria a outra.

O aroma que vinha do pescoço de Konoka deixava os membros da garota fracos. A namorada estava claramente aprontando com todas as armas possíveis. Seu jeito era fofo demais, seu cheiro doce, seus cabelos brilhosos encostavam sobre seu rosto, estava tudo a favor de um momento de intimidade entre as garotas, mas sem perversidades, é claro. Estava tudo muito carinhoso para os desejos carnais se apossarem das garotas.

As mãos da espadachim massageando os braços da garota estavam fazendo uma espécie de terapia na estressada maga que antes só conseguia pensar em salvar seu maravilhoso anjo. Como é que podiam cogitar tirar a vida de alguém tão carinhosa e bondosa? Mas não devia pensar nesse tipo de coisa, afinal, sua linda estava a tratando tão bem, para que pensar em problemas?

O carinho se intensificava e, junto dele, uma leve vozinha da preocupação. “Kono-chan...” As lágrimas vinham ao rosto de Setsuna. “..E-Eu... não quero que isso termine...”


‘!? Ela havia segurado toda a tristeza até agora!?’ Ela já havia sofrido o bastante, mas nunca tinha visto que sua querida Set-chan estava todo aquele tempo segurando a dor de saber que iria morrer no futuro.

“E.. Eu também...”

As garotas continuaram ali até as lagrimas de Setsuna cessarem. Aos poucos o abraço se desfez e os sorrisos voltaram a se formar. ‘Que bom que posso contar com você.’, ‘Você é o amor da minha vida.’, ‘Só você pode me fazer ser tão feliz.’ e outras tantas frases transpareciam dos olhares que as garotas trocavam naquele momento.

Aos poucos o casal foi em direção à cama. Setsuna convenceu a garota de cabelos chocolate a se deitar na cama sozinha, sem o calor do corpo da espadachim. Sim, após tudo, ainda havia o pudor. Mas a maga sabia que podia esperar, afinal, uma amava a outra.


Ao acordar, Setsuna encontrou-se sentada na beirada de sua cama. Havia pegado no sono enquanto via sua linda Kono-chan sonhando. Tranquilamente acordou sua amada. Os olhos da garota abriram-se calmamente até que—

“Nani? Set-chan? Você havia vindo para Mahora? E-E... que quarto é esse?”

“O QUE?? DO QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO KONO-CHAN! VO-VOCÊ NÃO PODE TER PERDIDO A MEMÓRIA DENOVO!!”

A maga, que não sabe que é tal, levantou-se de uma vez só. “M-Mas eu não me lembro!”

“Como assim não se lembra? Você tem que lembrar! Você lembrava antes!”

“E.. Eu não lembro... Não vejo você desde Kyoto..”


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Ae!
No final eu escrevi meio mal, eu só queria postar mais rápido!
Espero que naum me espanqueeemmmmm! XD

Vcs tem lido o Sis Mea Pars?? Tah taum bom * . *
E outras fics? Alguém me aconselha algo? Não precisa ser de Negima... Desde que seja yuri e num seja de Maria-sama ga Miteru.. *Não sei pq... mas num vo com a cara desse manga XD*
Como vai a vida de vcs?
Espero que bem?
Os que não conheciam Candy Boy gostaram? Espero que sim! * . *
Bjus a todos! o/
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Posted by Se-chan

LiVeS 23

CENA 23: REVENGA



Próximo ao colegial Mahora estava cheio de passantes como sempre era no horário do fim das aulas. A tarde estava fria e o sol parecia estar com muita preguiça de aparecer naquele dia. Parecia mesmo que o inverno estaria logo de vez por ali.
Negi Springfield, Asuna Kagurazaka, Konoka Konoe e Setsuna Sakurazaki andavam por ali sem muita pressa como os outros. Vinham na verdade conversando descontraídos sem se preocupar muito com horas. O mago havia recebido uma pequena folga aquela tarde de seus treinos diários com Evangeline e agora conversava sobre o que poderia fazer para relaxar naquela tarde livre:
- É mesmo uma raridade você ter um tempinho livre. – comentou Asuna que caminhava ao lado do garoto enquanto folheava um mangá novo que Paru a emprestara. – Como pretende aproveitar esse tempo “Sr. Moleque-Cheio-de-Compromissos” ?
- Ah... sei lá... – começou Negi sem ter mesmo muita idéia do que fazer. Estava mesmo muito acostumado à rotina apressada de professor-mago. – Quem sabe eu possa continuar um estudo que estava fazendo sobre porções de fortalecimento...
- Puxa Negi, que coisa mais sem graça pra relaxar... – comentou Konoka que caminhava quase pendurada no braço de Setsuna, vinha exibindo um sorriso besta no rosto desde o início da manhã.
- Cada um tem sua maneira de se distrair Kono-chan... – comentou a espadachim que tinha o costume de se fogar ainda mais em treinos quando queria algo relaxante pra fazer. Mas de repente pensou que havia conseguido um novo hobby muito mais interessante para as horas de lazer... ‘Hei! Desde quando fico pensando nessas coisas?!’
- Ué... por que ficou vermelha Set-chan. – perguntou a quase-maga baixinho observando a mudança repentina de cor da protetora. Setsuna engasgou.
- N-Nada! – gaguejou desajeitada em resposta.
- Agente bem que podia ir no fliperama novo que tem no campus 2 da Universidade! – sugeriu a bararanger lembrando-se do estabelecimento que havia inaugurado há duas semanas.
- Cê gosta mesmo de uma jogatina dessas, heim Anesan! – comentou Kamo que vinha no ombro de seu assessorado e a ruiva coçou a cabeça como quem diz “fazer o que né?”.
Nesse momento o grupo de esportistas passou pelo grupo. Akira, Makie, Ako e Yuuna conversavam animadas entre si e saudaram os quatro amigos ao passarem por eles. Todas cumprimentaram alegres até que os olhos da jogadora de basquete recaíram sobre Setsuna. Ela virou o rosto rapidamente parecendo ter ficado muito chateada e saiu da conversa que suas amigas tinham, ficando calada acompanhando-as:
- Ah.... o que deu na Akashi? – perguntou Asuna sem entender a reação da jogadora.
- Hum.... sei lá... – começou a espadachim reflexiva. – Mas parece que sempre que passo por ela nesses dias ela fica desse jeito... – comentou fintando as costas da outra.
- E por que ela estaria com raiva de você Setsuna? – questionou a ruiva sem ver a mínima lógica. Na verdade nem a própria Setsuna via lógica nisso, mas era o que aparentava ser.
- Você fez alguma coisa para ela nesses últimos dias Setsuna? – perguntou o professor-mago e de repente o grupo todo fez silencio. Aparentemente o fio de raciocínio foi o mesmo para todos:
Setsuna não poderia ter feito nada contra Yuuna nos últimos dias se não estava falando com ninguém desde que voltara de Kyoto, também não poderia ter feito nada antes da viagem se antes ela agia naturalmente com ela. Então... só poderia ter acontecido algo quando não era ELA quem estava em Mahora... só quem poderia ter feito algo era...
- Será.....? – a ruiva começou boquiaberta com as possibilidades que surgiam em sua mente do que poderia ter feito SEtsuna-P para deixar Yuuna Akashi tão recentida. Konoka engoliu em seco também formulando muitas possibilidades sinistras (e por que não... pervertidas?!). O que teria acontecido?
- O que ce acha dessa Aniki? – perguntou Kamo que mais parecia muito interessado e curioso sobre os possíveis acontecimentos secretos da passagem de Setsuna-P por Mahora, mas Negi não respondeu.
-.... !
Negi parou de andar sem aviso e Asuna colidiu com ele quase deixando o mangá que segurava cair de suas mãos. Setsuna também parou de andar prendendo o braço de Konoka com o seu com mais força:
- Aniki?
- O que aconteceu moleque?! – perguntou Asuna irritada para as costas de Negi, mas este não respondeu imediatamente.
- Set-chan o que.... – começou Konoka, mas começou a compreender antes que terminasse a frase. Pode sentir uma força mágica que vinha de algum objeto pequeno mais a frente. Não era mesmo algo perigoso, mas parecia querer chamar a atenção deles.
- Aquela folha... – disse o jovem apontando para uma pequena folha extremamente verde para a época do ano. – Alguém enviou ela com magia para nos atrair...
- Ãh?! Aquela folha ali? – Asuna olhou incrédula para o pedaço de vegetal. Nunca pensara que uma simples folha poderia servir de mensageira. Esses magos ainda conseguiam surpreende-la depois de tantas coisas que vira.
- Pode ser uma armadilha. – advertiu o arminho que fintava desconfiado o “mensageiro”. – Tem que ser um mago ocidental para ter feito algo assim.
- ...Eu sei mas... – tentou contra-argumentar Negi sem completar a frase. O chamado da folha era urgente, soava quase como um pedido de socorro. Era como se a frase “Sigam-me, preciso de vocês” estivesse sendo dita seguidamente na cabeça do mago. Apenas ele e Setsuna podiam ouvir tal voz que não existia.
A espadachim começou a caminhar na direção da folha soltando o braço de Konoka. Mesmo que fosse se meter em uma furada sabendo disso, nunca teria a ousadia de arrastar sua amada Kono-chan junto consigo. Konoka segurou sua mão quando a viu afastar-se:
- O que esta fazendo Set-chan? – perguntou preocupada encarando os olhos negros da guardiã.
- Tenho que verificar o que é isso... – respondeu num tom vazio tentando desvencilhar-se da mão de Konoka sem sucesso. – Se algum mago tivesse entrado em Mahora Evangeline saberia, este é o trabalho dela aqui, ela teria nos avisado...
Negi e Setsuna foram na direção da folha seguidos por Asuna e Konoka logo atrás. A ruiva tinha certeza de que vinha alguma treta feia por ai e Konoka tinha uma impressão parecida. Já o jovem mago e a shinmei apenas queria apurar o que acontecia.
Como já esperavam a folha foi se deslocando graciosamente pelo ar a medida que tentavam se aproximar dela. Estava levando-os. Para onde? Só saberiam quando já estivessem lá. E era exatamente isso que Setsuna queria que acontecesse logo.
Depois de quase vinte minutos seguindo a misteriosa folhinha o grupo chegou a uma praça deserta perto do mini-campus 4 da Universidade de Mahora. Era normalmente um lugar calmo mesmo, mas nunca o tinham visto completamente vazio. A coisa cheirava cada vez pior.
Sem o mais nem menos a “folha-alada” desfez-se no ar alertando os quatro jovens. Setsuna levou a mão ao cabo da Yuunagi e Negi empunhou seu báculo a frente do corpo esperando uma investida a qualquer momento. Porém nada aconteceu. Os segundos foram passando silenciosos. Asuna e Konoka ainda estavam muito atordoadas com a situação para se precaverem contra qualquer coisa que fosse.
Os olhos ágeis de Setsuna varriam os arredores a procura do menor sinal de pudesse indicar a posição de um inimigo, ou mesmo o que denunciasse que estavam quase sendo pegos por uma armadilha. Mas nem seus olhos nem seus sentidos apurados captavam qualquer presença mágica ou outra coisa. Mas foi ao olhar para o chão logo a sua frente que viu algo que roubou-lhe a atenção.
Era um pequeno apito. Um apito incomum que era preciso apertar para soar. Não era o tipo de objeto que se via por ai com freqüência. Na verdade só os havia visto duas vezes na vida toda. Foi ao recordar-se disso que a mente da espadachim voou para o passado em menos de um segundo: uma tarde de sexta-feira... Konoka chamando-a para ir ao cinema junto com Asuna, Negi e Kamo.... ela dando dois apitos como aquele para dois shikigamis seus... ela recebendo de volta apenas um deles sem a explicação do que acontecera com o outro de seu principal shiki.... seu shikigami mais forte e no qual mais confiava...
Não era possível...



- Até que você tem uma boa memória...
A voz veio das costas do grupo. Todos se viraram para ver de quem se tratava. Todos menos a própria Setsuna que inconscientemente amassou completamente o apito que segurava. Seu coração e sua mente estavam sentindo um misto de choque e o mais puro rancor... Não precisava ver para saber de quem se tratava...... Não havia como confundir aquela voz feminina meio grave e suave....
Isso por que era a sua própria voz.




Konoka recuou três passos para trás. Sentiu-se completamente atordoada. Como era possível? O que estava acontecendo?! Seria um pesadelo? Os seus batimentos cardíacos acelerados teimavam em dizer-lhe que não era ilusão. Parecia que alguém havia acabado de roubar-lhe toda a vontade de existir de uma só vez. Era uma sensação ruim demais para que pudesse dizer ou fazer alguma coisa além de olhar incrédula para aquela pessoa...
Não... não era uma pessoa ali.





Asuna fez sua espada conjurada surgir sem mesmo precisar ser conjurada. A energia que liberou pelo choque da visão foi o suficiente. Assumiu posição de luta sem realmente entender: Como?!?!
Negi empunhou o báculo com mais força encarando a figura a frente sem temer. Estava confuso, mas isso não nublaria sua visão de batalha. E experiência que já havia adquirido lhe dizia para não perder a concentração mesmo diante se situações muito adversas. Mas tinha que admitir que aquilo estava alem do que ele classificava normalmente em situação adversa:
- Como isso é possível? – perguntou o jovem mago sem hesitar.



- Que bom saber que causo tanta sensação quando chego nos lugares... – admirou-se Setsuna-P com um sorrisinho que já poderia dizer-se típico seu.
A ex-shikigami encarava o grupo de cima de um banco de madeira mais a frente. Usava roupas totalmente negras e uma espada mais curta e larga do que normalmente seria uma espada Shinmei. Encarava os rostos surpresos um a um, demorando-se mais no que não podia ver: Setsuna ainda parecia paralisada:
- Mas você foi... – começou Asuna sem conseguir disfarçar o abobalhamento.
- Morta? – perguntou a “garota” fazendo a ruiva engolir em seco. – É... era mesmo isso que devia ter acontecido comigo quando meu feitiço de conjuração foi desfeito...
- Mas então, como você pode estar... – começou Negi, mas a “shikigami” o interrompeu também.
- Viva? – seu sorriso frio e sarcástico cresceu no seu rosto que era igual ao de Setsuna. A única diferença eram os cabelos que estavam soltos. – Infelizmente esse é um segredinho que prefiro manter... se não se importar Negi-kun...
Setsuna não conseguia prestar atenção no que diziam. Parecia haver um zunido em sua mente. Tudo o que conseguia saber era que Setsuna-P, shikigami que ela criara para ser-lhe completamente leal e a traíra da maneira mais vil possível, estava viva. E estava bem ali logo atrás de si... sua respiração estava forçada e seus músculos completamente tensos. Sabia que o que sentia só poderia ser dito como uma coisa: Ódio. Tinha um ódio profundo daquela “criatura” que ousava achar que poderia ter a vida que pertencia a ela para seu ser desprezível:
- O que você quer conosco... Setsuna-P? – perguntou o mago sem perder a calma. Os olhos da “garota” fecharam ligeiramente.
- Na verdade tenho muito assuntos para resolver em Mahora... – seu olhar focou-se em Konoka ao dizer isso e a quase-maga se encolheu mais ainda no mesmo lugar. – Mas hoje.... vim acertar algumas pendências com minha.....”ex-chefa”...
Usou o mesmo tom de pouco respeito que sempre guardava para referir-se a Setsuna e os três puderam sentir o clima do lugar se tornar extremamente hostil e isso intimidou até o jovem Springfield. Setsuna-P encarou insistentemente as costas da verdadeira Setsuna e esta parecia saber disso, sua mão apertou o cabo da Yuunagi com mais força. Sua voz saiu tremida como se tentasse conter-se para não explodir quando falou:
- Saiam daqui...
- O que?! – Asuna escandalizou-se. – Não vamos deixar você sozinha nessa!
- Saiam...
- Setsuna... – Negi parecia compreender um pouco do que a espadachim sentia.
- Set-chan... – Konoka temia terrivelmente o que poderia acontecer se as duas lutassem. Seu coração gritava para que impedisse seu anjo de lutar contra aquele... demônio.
Setsuna virou para encarar Setsuna-P. O olhar que trocaram foi frio e assassino. Era como se tentassem destruir uma a outra apenas com os olhos. A quase-maga-branca percebeu que seria impossível para sua protetora naquele estado de nervos:
- Set-chan...
- Isso é um assunto apenas meu... não se intrometam... – a shinmei nem piscava ao encarar a criatura que mais conseguira despertar-lhe ódio em toda a sua vida.
Asuna sentiu-se revoltada. Lembrou-se perfeitamente da época em que Negi dizia a mesma coisa: “Não se intrometa em meus assuntos!”. Como esse pessoal se acha!? Pensam que podem resolver tudo sem ajuda de ninguém..... idiotas!
- É assim que se fala. – Setsuna-P parecia muito ansiosa para a batalha. Seu sorriso não deixava enganar.
- Por favor... tome cuidado... – pediu Konoka fintando os olhos frios de sua amada Set-chan. Setsuna sentiu o peso dessas palavras e piscou. Sem desviar-se de Setsuna-P respondeu com a voz mais controlada.
- Não se preocupe. Nada vai me fazer deixar de te proteger.
- Então.... vamos a briga...




Setsuna avançou contra Pee que preparou-se. O inpacto das espadas fez ambas afastarem-se quase cinco metros uma da outra. A ex-shikigami avançou brandindo sua espada na direção do abdômen da meio-uzoku que por pouco não foi atingida, desviou-se por pouco tendo o uniforme rasgado pelo foi extremamente afiado da espada ocidental da adversária. Contra-atacou com um corte diagonal que Pee defendeu sem esforço. A mente de Setsuna questionava-se de onde a shikigami tirava poder para auto-manter-se e ainda por cima lutar com um nível alto daqueles. Pee apenas divertia-se com o calor da batalha:
- Raí Mei Ken! – a espada curta de Setsuna-P emitiu raios que por pouco não paralisaram Setsuna. Esta avançou contra a adversária desprotegida por ter aberto a guarda para proferir o golpe.
- Shin Raikou Ken! – um brilho forte fez com que Negi, Asuna e Konoka não pudessem ver a cena por alguns segundos. Os três se perguntaram aflitos o que teria acontecido, mas aliviaram-se ao conseguir enxergar novamente a luta.
Pee estava a cinco metros de Setsuna. Parecia ter sido arremessada com força para trás, provavelmente pelo impacto do golpe, e arfava muito com as costas em uma árvore atrás de si. Sua espada tinha sumido de vista e o mago deduziu que o impacto par defender o ataque de Setsuna havia sido o suficiente para que Pee a soltasse. Setsuna estava parada no mesmo local em que proferira o golpe shinmei. Seus olhos focados em Pee. As duas ficaram paradas por um instante. Pareciam ainda estudar-se. Era mesmo uma cena muito estranha ver duas Setsunas lutando daquela maneira feroz.
A Setsuna verdadeira avançou primeiro na direção da “shikigami”. Proferiu um corte horizontal que Pee quase não conseguiu desviar-se. A arvore atrás de si foi partida ao meio quando ela rolou pelo lado da shinmei e começou a correr para longe. Porém Setsuna não parecia disposta a dar tempo para a adversária:
- Zan Tetsu Sem!!! – Pee só teve tempo de proteger o rosto com os braços antes que o golpe a atingisse em cheio, arremessando-a no chão seis metros adiante. Seus braços ficaram tremendo sem que pudesse controla-los. Sua respiração parecia difícil devido ao impacto quando atingiu o solo.
Setsuna foi caminhando sem perder tempo na direção a parou de frente para esta. Encarou o ex-shikigami com um olhar sem piedade de cima por alguns segundos. Pee revidou o seu olhar, mas agora era visível a preocupação que tinha. De repente Setsuna pareceu notar algo que a deixou perplexa. Sua boca entreabriu-se.
- Você... – começou encarando o rosto da inimiga com crescente pavor. – Você... está.... sangrando.
Negi sobressaltou-se ao ouvir essas palavras e olhou melhor para Pee. Realmente os arranhões que haviam no rosto deste sangravam um pouquinho:
- Como assim? – Asuna não entendeu o significado de tanto drama por causa de uma gotinhas de sangue.
- Anesan... – Kamo também estava estupefato com a cena. – É que.... na verdade... shikigamis não tem sangue...
Konoka lembrou-se perfeitamente do dia na vila cinema, em Kyoto, durante a excursão escolar. Quando o Negi-shiki se botara na frente da flecha que viria a atingir Setsuna. Realmente ele não se ferira, apenas fora distorcido e atravessado sem sofrer dano. Mas... o que isso queria dizer?
Pee levantou-se e encarou Setsuna reabrindo seu sorriso sarcástico. Estava com uma grande vantagem agora, aquela era sua chance. Infelizmente percebia que não poderia terminar com aquilo naquele dia, mas sair inteira para ter uma nova chance já era muito bom:
- É... eu estou sangrando sim. – disse com uma voz mortalmente suave. – Essa é a prova de que você estava errada naquela noite... Eu sou SIM real... e em breve você será a ilusão...
Setsuna sentiu em choqre ao ouvir essas palavras. Sim era única explicação. Ela não era mais um simples shikigami. Era uma pessoa. A verdade por detrás dessas palavras era tão assombrosa que a espadachim não conseguiu ter nenhuma reação quando Setsuna-P começou a andar para trás, afastando-se dela:
- Voltaremos a nos ver em breve... ainda tenho muita coisa a fazer por aqui... – seus olhos rondarem ameaçadoramente o lugar onde estava Konoka ao falar isso. – Ai então você verá o que é ser real e o que é deixar de ser...
Num movimento rápido, Pee foi em direção a mata do bosque que havia ali nos arredores e sumiu de vista. Negi nem Setsuna fizeram a mínima menção de seguir a.... garota?!
- Ei! Vamos deixar ela fugir assim!?! – indignou-se exasperada (ainda não tinha entendido completamente o por que de tanta surpresa com o sangue da falsária).
- Não é seguro. – disse o mago com simplicidade virando-se para encarar a cidade estudantil sob o céu cinzento daquele dia de início de inverno.
- Mas então o que vamos fazer?!
- É mais negocio falarmos o que aconteceu pra Eva, Anesan. Ela vai saber o que fazer, mesmo que seja contar sobre isso pro pessoal todo. – disse Kamo que também estava sério.
Setsuna olhava para o chão sem se mover. Parecia ter sido completamente desarmada por Pee com suas palavras enigmáticas. Konoka observava a protetora com um nó no peito.
- Além disso... – continuou o garoto olhando também na direção de Setsuna e Asuna também o fez. – Temos outras coisas mais importantes para cuidar Asuna...
- É...
Konoka olhou para a mata na direção onde Pee desaparecera. Não conseguia aceitar que aquela cena toda havia mesmo acabado de acontecer. Era surreal demais. Era horrível demais. Era cruel demais... esse tipo de coisa só acontecia em estórias de aventura quando estão perto do clímax dramático. Como poderia estar acontecendo com ela?
“Por que isso não pode ser só um pesadelo?”.






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Que belezaaa!!! >D
Bom demais!
Ahh... como eh ruim saber que jah está se encaminhando pro final... ¬¬
MAAASSS.. como sabemos que terá outras sagas tá tudo bem!! >D
Bjus para todos e até... espero que amanha, se eu resistir ao meu vicio de internet e escrever o resto de Partners (naum falta mto pra acabar)
Bye Bye o/
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Posted by Se-chan

MoDiFiCaDo - PaRtNerS 06

Sem enrolação!
Voltei pra minha cidadezinha e arrumei o final de Partners! >D
To traduzindo Blessed Child, mas devo postar o cap 7 de Partners antes!
Amanhã *Acho* postarei o Lives!
Até! o/

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Capítulo 06 – O Re-encontro dos Lábios

Ainda era de noite quando Setsuna fora informada que o Grã-Mestre de Kanto, também conhecido como avô de sua, novamente, namorada, desejava vê-la em sua sala. A espadachim, como todo serviçal Konoe fora ensinado, obedecera sem hesitar. Afinal, provavelmente Tatsumiya já teria descoberto sobre a perda de memória da neta do diretor e informado o senhor Konoe “quero empurrar um noivo para minha neta” Konoemon.

Quando abrira as grandes portas da sala, vira o velho sorridente, com um olhar malicioso, quase igual aos olhares constantes de Paru e Kazumi quando as virão juntas de manhã. Fazendo sinal para a garota aproximar-se, foi o próprio indo de encontro a garota no meio da sala e, sem permissão, aviso, ou qualquer coisa do tipo, dera um apertado abraço na garota, com direito a batida nas costas e uma risada de como se fossem os amigos mais íntimos do mundo. Bem, se conhecerem bem, se conheciam, mas isso não quer dizer que ele viria em direção a ela para dar-lhe um abraço tão querido enquanto sua neta está desmemoriada.

“Eu soube a pouco Setsuna-kun.” Disse o idoso, seguido de uma risada que parecia de um maníaco assassino sanguinário de filme de segunda categoria. “Você heim? Nem para me dar chance!”

O rosto confuso da Meia-Uzoku revelava as palavras que desejava pronunciar: “Mas do que diabos você está falando??”

“Ora, não se faça de boba! Por isso que Konoka sempre recusava os pretendentes!”

A guarda-costas paralisou-se. Uma estátua viva, talvez. Maldita Tatsumiya! Havia fofocado para o velho sobre o romance dos outros! Não se pode mais namorar em paz sem que uma Associação Mágica inteira tome conhecimento!? Não se fazem mais “companheiros de trabalho” como antigamente! Sabia que não poderia contar com a garota desde o início. Fazer o que? Estava fadada a morrer nas mãos do velho maníaco por Omiais.

Espere um pouco? Ele está sorrindo?? Viva! Joguem confetes! Dancem! Bebam até cair no chão ou até fazerem perversões sem que se lembrem no dia seguinte que hoje Sakurazaki Setsuna pagará tudo para todos!

“Ano.... Diretor-geral...” A garota de cabelos escuros envergonhada, com o rosto tão para baixo que parecia ter perdido o pescoço, tentava fazer com que a conversa não virasse um monólogo. “Bem...”

“Me chame de Konoemon, avô, avozinho, ou qualquer coisa, menos essas coisas formais! Afinal, você é a ‘grande escolha’ da minha neta!” Argumentava alegremente o Grã-Mestre batendo mais uma vez carinhosamente nas costas de Setsuna.

“‘Grande Escolha’...?”

“Tudo o que eu mais desejava era que Konoka encontrasse logo sua ‘cara metade’, ‘alma gêmea’, ‘a pessoa só para ela’, ‘a pessoa mais importante da vida dela’, ou seja, que encontrasse logo o amor verdadeiro!” (A utilização de falas de mangás conhecidos da Clamp são meramente “ilustrativas”.) Abrindo ainda mais o sorriso, continuara. “E no final, eu não olhei para o lado da minha neta! Como sou cego, não enxerguei o quanto ela amava você!” Setsuna tinha o dever de acalmar o coração demasiadamente acelerado do senhor ao seu lado. Daqui a pouco o velho correria perigo de vida por causa de um, bem provável, infarto no meio de sua sala.

“C-Calma Dir.. Konoemon.... sama....” Deu uma pausa até ver que o velhote não iria interrompe-la com mais um discurso. “O senhor ainda não sabe do estado de Kono-chan?”

“Do que você está falando? Não faça piadas! Ela não pode ficar grávida!”

O choque pelo pensamento perverso do homem a sua frente fora enorme. Como alguém que aparentava ser tão sábio conseguia pensava tanta bobagem maliciosa? Setsuna tentava continuar sem demonstrar o trauma em sua mente.

“N-Não é esse tipo de coisa... É... Kono-chan perdeu a memória no fim desta tarde...” Disse seriamente enquanto notava a expressão facial do idoso mudar da mais adorável para a mais horrorizada possível.

“Como? E onde você estava? Não deveria estar com ela?”

“Bem.. Foi durante o meu turno de vigilância na área do Templo Tatsumiya.” E fora explicando passo a passo o que se passara.

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“Mou! Sobre o que será que o vovô está falando com a Set-chan?” A garota parcialmente sem memória não estava gostando da idéia de não poder ver onde a garota estava. O susto que passara ao ver a previsão de sua namorada ainda não tinha passado por completo. Sabe-se lá se, por causa da previsão, a morte de sua tão querida Set-chan não havia sido adiantada alguns meses.

“Para de drama, Konoka! Setsuna-san é empregada da sua família, ela sempre é chamada pra conversar com o diretor-geral, ou não se lem... Ops!” E, mostrando a língua e batendo na própria cabeça de leve como reprovação, fizera a maga sorrir.

“Mesmo assim (mesmo você falando isso, não lembro direito), Set-chan pode muito bem ter sido chamada pelo meu avô por ele ter descoberto sobre o nosso namoro.. Pelo que vocês disseram a gente foi pra sala de aula de mãos dadas e tudo!” Exclamando que poderia ser o fim dos tempos para a Uzoku, mostrava as quinhentas mil razões (que sabemos que estão erradas) para o velho querer tirar o pescoço da Shinmei.

“Bem... é real... O teu véio tava sempre te empurrando tudo quanto é cara cheio da grana e pra vê se te grudava num deles...” O arminho argumentava enquanto “fumava” um chocolate em forma de cigarro. “Vê se abre o olho na próxima! Aquela mana das armas num é uma espiã das boas? Então, vê se dá um fim nela!” A resolução absurda do problema certamente não daria certo, afinal, o que é a morte de um quando se tem centenas de magos preparados para receber ordens da Associação?

“Err... Esquece... não escuta esse ero-arminho!” A guerreira de cabelos laranja dizia a amiga enquanto esgoelava o “pobre” animalzinho.

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“Mas pelo jeito está tudo bem. Apenas tome cuidado. Se foi Konoka que previu.. É bem possível que se torne verdade...” O conselho do idoso fora anotado em mente pela espadachim. Devidamente anotado, com luzes ofuscantes e com uma camiseta do palmeiras cor de caneta marca texto ao lado para não se esquecer. Todo cuidado era pouco.

“Amanhã traga Konoka até mim, se ela estiver em condições.”

“Sim, senhor.” Recebendo como uma ordem, Setsuna saíra da sala calmamente.

‘O velho aceitou??? Demais!’ A garota quase saiu voando, literalmente, pelo corredor do prédio principal do colégio. Tudo o que fez no final fora mostrar um sorriso de orelha a orelha a cada pessoa que passava por ela, ou dizer um “excelente boa noite” para os que a cumprimentavam.

Chegando aos dormitórios, vira Konoka saindo do apartamento. A maga fora correndo em sua direção. Apesar de já estar mais recuperada, não escapou de um “Você não deveria estar forçando tanto o seu corpo” e um “É melhor descansar no seu quarto.”. Mas, como toda boa Konoe independente que é, ignorou o conselho e seguiu para o salão de banho.

“Você vem comigo, Set-chan?” Mostrando um sorriso falso de pura inocência, a maga perguntava enquanto brincava com a gravata de Setsuna.

“Bem... É melhor eu ir junto.. Para assegurar sua segurança, já que Asuna-san não irá junto..” A desculpa mais idiota dos últimos 500 anos. A espadachim sabia que Konoka já estava bem, notava só de sentir o poder mágico da maga voltando cada vez mais à normalidade.

E foram até lá, sendo seguidas pelos olhos das estudantes da 3-A que estavam pelos corredores. Chegando ao local, a Shinmei despiu-se rapidamente, antes que a própria Konoka notasse. Em seguida, já estava muito bem localizada em uma das grandes “termas artificiais” lendárias do dormitório.

Algum tempo depois, a maga entrara na sala. Todas, não algumas, simplesmente TODAS as alunas da 3-A olharam maliciosamente ou de forma reprovadora para as duas garotas. Claro, que tipo de pessoa iria para o banho junto de sua namorada? Certamente já teriam se agarrado em algum canto e firmado bem firme o relacionamento delas, era o pensamento da maioria ali presente.

Em meio aos ruídos de “depravadas”, “inacreditável”, “será que é um relacionamento sério?”, “por que ninguém as proíbe de fazer isso?”, e dos mais interessantes “o que será que elas estão pensando?” e “Será que elas estão exci&*#@?” (Não resisti, tive que colocar isso!) que somente Setsuna escutava infelizmente por ter sentidos super-humanos, as duas tentavam não ter trocas de olhares muito longas, afinal, a carne é fraca e não queriam ter uma recaída (Elas já caíram nesse fanfic pra ter uma “recaída”?) em frente à tantas garotas familiares presentes. Então, pela lógica usada, se as “familiares” não estivessem presentes, elas poderiam ter a recaída? Provavelmente não.

“Então, Set-chan...” A curandeira ia falando enquanto jogava um pouco d’água nos próprios longos cabelos chocolate. “O que meu vovô queria falar com você?”

“Bem... Pra falar a verdade... Ele sabe sobre “nós”....”

O choque fora terrível. Como é que Set-chan estaria viva neste momento? Será que estava machucada? Não, pelo que notara durante o banho, até agora, não havia nenhum arranhão em seu corpo. Será que o vovô teria dito para Set-chan se despedir dela e depois cair fora de Mahora antes que ele solte os cachorros(Ou Tatsumiyas) atrás dela?

Tentando acalmar a garota, Setsuna foi em direção à ela e colocou a mão em seu ombro. “Não se preocupe... Ele aceitou bem...” A expressão de “Você está louca espadachim? Será que você fumou uma antes de falar com ele? Nunca que ele iria aceitar!” da maga fora bastante compreensível para Setsuna, afinal, ela mesma ainda não acreditava muito nas palavras do chefão da família Konoe. “Pode confirmar com ele amanhã. Já o informei do seu problema de memória e ele gostaria de vê-la amanhã, se você for à aula.”

“Bem... se você diz... não tenho do que duvidar...” Com um sorriso meio tímido a Konoe tentava ignorar o corpo nu da sua namorada quase encostando no seu. Começou a corar pela proximidade e pela capacidade da espadachim de não notar tal fato. Será mesmo que a via de forma diferente das outras pessoas? Ela não tinha atração por ela ou estava aproveitando a vista?

Resposta para tal pergunta é: Sim, Setsuna é tapada e com um parafuso a menos. Somente depois do impulso de acalmar Konoka que notou que a outra estava sem roupa, sem toalha, sem nenhuma coisinha sequer para tapar o corpo. Pois bem, os olhos nervosos da guarda-costas acabaram por, de fato por tentar focar outro lugar que não fosse alguma parte intima da namorada, mirar exatamente onde não devia. Claro, sabe como é, um ataque de nervos aqui, um olhar no busto da namorada e você logo está escorrendo sangue pelo nariz.

Tentando disfarçar a depravação, a samurai olhara para o lado contrário o mais rápido possível e focou os olhos em qualquer outra coisa. Bem, aparentemente a “outra coisa” foram as “outras coisas” da sua “querida” colega Saotome Haruna.

‘Mas o que diabos Set-chan está fazendo? Não quer olhar os meus, mas vai olhar os das outras que são maiores!?’ Com uma cara emburrada a maga pegou qualquer coisa que estivesse lá, entre shampoo, sabonete e outras coisas do gênero, e foi quase derrubando porta e tudo, a não ser pela sua amada namorada tê-la pego pelo braço enquanto ainda não tinha dado dois passos em direção à saída.

“Gomen... Kono-chan... Não foi de propósito... eu juro...” Com um rosto irresistivelmente fofo Setsuna lamentava-se por ter feito tais bobagens por “simplesmente” ter visto o corpo de Konoka nu, o que já tinha visto milhões de vezes. Prazerosas vezes, admitia para si.

“Foi por que então?”


“Eu acabei olhando pros seus --! Acabei perdendo o controle por causa da emoção e--” Notando as revelações que fazia para a curandeira, Setsuna se atirou na parede mais próxima para tentar enfiar um pouco de juízo em sua mente.

A maga, em compensação, via-se num mar da velha e adorada luxúria dentro de si. ‘Ah, Set-chan. Podia ter falado mais cedo esse tipo de coisa...’ Surpreendeu-se quando acabara se lamentando por não ter tido outros banhos como esse depois de tantas vezes indo para essa área dos dormitórios com a Shinmei.

Rapidamente, Setsuna afastou-se tentando manter todo o pudor possível em um momento como esse. Fora rápida, mas mesmo assim continuava a ver as costas da herdeira das Associações Mágicas, o que já chamava bastante atenção.

Os longos cabelos chocolates de Konoka agora estavam sendo lavados. Há cada jorrada de água, a espadachim engolia a seco milhões de perversões que passavam em sua mente secretamente.

Aquele dorso, aquela fina curva que o corpo novo e puro que Konoka tinha, a harmonia no corpo da curandeira fazia a espadachim quase ter suas depravações percebida pelas demais ali presentes. Tinha que ter calma, afinal, mal tinha completado seus 14 anos e já estava pensando em fazer besteiras com Kono-chan!?

Após o longo e prazeroso, na querida e bem entendida opinião de Setsuna, banho, as garotas dirigiram-se para o quarto da maga. Estava vazio. Completamente vazio, escuro, com ares de armação feita pela amiga usuária de Kanka e de cenário para uma seção de fotos pornográficas dirigidas por um certo ero-arminho conhecido de todos.

“Ara... Estranho... Por que Negi-kun, Asuna e Kamo-kun não estão aqui?” Mais se perguntava do que para a samurai enquanto acendia a luz do quarto.

“Aqui diz que foram fazer um pequeno treino com Evangeline-san.” Respondia para a maga enquanto pegava um pequeno pedaço de papel localizado na mesinha de centro da sala-quarto do pequeno apartamento.

“Hmm... Você vai ficar mais um tempo aqui, não vai Set-chan? Eu não quero ficar sozinha aqui...”

“Hai hai... Não se preocupe.. ficarei bem aqui enquanto eles estiverem fora.”

A Konoe sentou-se na ponta de sua cama admirando Setsuna enquanto esta procurava por algo em sua pasta do colégio. Retirava um álbum de fotos, na capa dizia “Propriedade do Jornal Mahora”.

“Olhe, Kono-chan.. Talvez isso ajude a você se lembrar de alguma coisa...” A espadachim sentou-se ao lado de Konoka e ternamente abriu o álbum com um sorriso para a curandeira.

Konoka ia folheando e prestando atenção a cada foto. As mais importantes, como as da viagem escolar, incluindo a que tirou junto de Setsuna na Vila Cinema, as de aniversários de colegas, de dias de festas arranjadas com qualquer desculpa, entre outras, lembrava-se imediatamente do ocorrido, mas sempre só com meras imagens e leves “falas” vindo em sua mente. Nada completamente concreto, somente o bastante para confirmar que aquilo acontecera de verdade.

“Ne ne.. Set-chan... Foi uma boa idéia... Okini...” E, quando virou o rosto para olhar para a guarda-costas, sentira seus lábios encostarem levemente nos de Setsuna. Não fora de propósito, ia apenas mostrar sua expressão de agradecimento.

A troca de olhares surpresos, de temperaturas, a sensação do toque, tudo pareceu tão misteriosamente familiar, tão fantasticamente tentador e aquela sensação de “eu sempre quis fazer isso” com “eu quero mais” fez com que a maga encostasse o rosto sob o ombro de Setsuna.

Era quente, macio, com um cheiro gostoso e um carinho incomparável. Cada gesto de Setsuna parecia feito com a intenção de provocar sua felicidade. Cada treino, cada aula inutilmente (afinal, é uma espadachim, e não uma garota comum), cada mínimo detalhe da vida da guardiã parecia feito para sustentar a vida da maga. Agora tinha certeza de que não sobreviveria sem aquela garota. Sem Sakurazaki Setsuna. Sem seu carinho, sem seu amor, sem sua proteção, sem sua existência de nada seria a vida de Konoe Konoka. Tinha que fazer Set-chan sobreviver ao que fosse aquela terrível visão, senão não seguiria sua vida. Não conseguiria sem ela, sem a pessoa mais importante no mundo para ela.

Afinal, todo aquele raciocínio após o contato dos lábios das namoradas foi dado, obviamente, por ser o primeiro, apesar de apenas encostarem os lábios, após a perda da memória da maga.

Setsuna era só silêncio. Tudo o que fazia era acariciar a cabeça nitidamente avoada da maga. Era tão gostosa aquela sensação de paz, poderia permanecer ali passando as mãos no cabelo de Konoka para sempre. Ou, senão, fazendo outras coisas com ela. ‘Droga! Pare de pensar bobagens!’ Realmente, 14 anos é uma idade delicada. Idade de crescer hormonalmente, e fazer bobagem em pensar nas conseqüências. Ei! Mas que conseqüências? Poderia fazer mil safadezas que não engravidaria a garota!

A lembrança do senhor Konoe veio em mente. Não tinha algo mais broxante para falar velho de uma figa? A maldita frase só podia ser proposital! Tentando recuperar a compostura, a meia-Uzoku tentava pensar em algo para conversar com a lindíssima Konoe quase dormindo com um rosto que parecia um SD (super deformed) de neko (gato).

A espadachim vira a dificuldade de fixar um assunto quando se está apenas pensando em o quanto se é sortuda por ter em seus braços a criatura mais fofa do mundo. Olhando a maga mudar cerca de 15 vezes de posição em seu ombro, fizera sinal para a garota deitar-se. Konoka sentiu-se um tanto contrariada, afinal, estava tão bom ali com sua(nossa, a pequena Konoe já está se adonando novamente da espadachim) Set-chan. Então, se ia deitar, que fosse junto dela!

“Vem aki, Set-chan!” O tom de felicidade não podia ser ignorado. Konoka puxou a guarda-costas cama abaixo e deixou-a com o meado de cima do tronco por cima do seu.

‘Kono-chan! Você já recuperou tanto a memória que já quer avançar o nosso relacionamento com relação ao ponto que nós estávamos!?’ A visão da maga atirada na cama fez Setsuna lembrar dos momentos de infância e, claro, daquele maravilhoso dia em que as duas descobriram o amor.

“Set-chan...” O apelido foi dito mais para si do que para a outra. Um tipo de suspiro, ou algum problema mental dado à magia que utilizara que a fizera perder o poder de segurar as palavras que lhe vem em mente (quanto sarcasmo).

“Hai... Kono-chan?”

“Me beija?”

“N-ã-o.”

“NANI??”(Traduzindo: O QUE??) A espadachim estava louca é? Que diabos aconteceu?

“Calma.. era brincadeira... já vou...” E calmamente a espadachim chegou até o rosto de Konoka, passando a mão sobre sua franja, tirando-a do caminho, alisando o cabelo, tocando-lhe a face levemente rosada, estavam muito próximas, afinal. Vinha pouco a pouco querendo aproveitar ao máximo aquele momento. Era tão gostoso estarem juntas, ali, parecia que o tempo fora parado por alguma magia misteriosa. Arg! Malditas magias! Era bom não pensar em magias no momento, poderia estragar todo aquele momento carinhoso.

A maga foi-se adiantando passando com os lábios levemente pela face de Setsuna. O cheio misteriosamente sedutor da Uzoku parecia cada vez mais embriagar suas narinas. De beijo em beijo na bochecha, Konoka chegara a beirada dos lábios da Shinmei.

Após Setsuna ligeiramente procurar pela mão da curandeira e entrelaçar com a sua, foi aproximando-se até encostarem suas testas.

“Kono-chan....”

“Hm?”

“Você é linda...”

A declaração da espadachim a fizera corar. Bem, poderia se concluir que Setsuna a achava atraente, senão de nada passaria o relacionamento de uma pequena amizade colorida, mas não era todo dia que se via a guarda-costas falar tão abertamente seus sentimentos.

“Não vou a lugar algum...” “Estarei sempre aqui para te abraçar...”

Um arrepio na espia a maga sentiu. Era como se Setsuna estivesse sempre um passo a frente de seus próprios pensamentos. Será uma técnica Shinmei?

E os olhos de Konoka fecharam-se enquanto seus lábios ficavam entreabertos. Estava sob total controle da garota. Estava dada! Descaradamente dada! Após um sorriso de canto por parte de Setsuna, que a maga não vira por estar com os olhos cerrados, o contato entre os lábios começara. Fora lento e prazeroso, apesar de ainda estarem com suas línguas em suas respectivas bocas.

Cada momento deparavam-se com mais novidades sob seus corpos. Sentiam uma alegria subir em seus corpos quando Konoka achou uma brecha na espadachim e encontrou sua língua junto da dela. O calor subia a cabeça da herdeira das Associações, pouco a pouco desejava mais, e o pouco de agora, logo seria muito.

Claramente o corpo da curandeira desejava mais do que simples beijos. Estava claro, mas Setsuna não deixaria levar-se pelo momento. Talvez devesse rever seus conceitos e deixar-se levar pelo momento, afinal, o velho Konoe sabia e já tinha até falado que não havia mal nenhum!

‘Não! De modo algum! Só por serem namoradas não quer dizer que possam sair fazendo esse tipo de coisa! Afinal, existem regras a serem seguidas!’ É isso aí! Nada antes do casamento! Ei! Casar? Mas não podiam. Solução: Mudem-se para algum lugar onde seja permitido, case e “faça a festa” com a Konoe!

Após algum tempo de investidas falhadas, Konoka deitou-se ao lado da guardiã. Sabia que não conseguiria fazer algo assim facilmente com sua doce Shinmei. Ela era uma pessoa controlada e seguia as normas de etiqueta até demais. Mesmo assim, adorava esse jeito de Setsuna e esperaria até a outra dar-se permissão para mostrar o lado luxurioso de sua mente.

A outra virou para seu lado e ternamente beijou-lhe a testa passando os dedos entre as mechas de cabelo que iam caindo sobre o rosto da maga. Uma dor veio no peito da garota.

“Set-chan...” Dizia com um olhar preocupado. “Como é que você consegue ficar tão calma sabendo que .... você vai mo--” A espadachim tapou-lhe os lábios com um dedo para que não continuasse.

“É o meu destino....” Setsuna misteriosamente respondia com brilho nos olhos. “Kono-chan... Eu sempre desejei protege-la... é o que mais desejo...” Segurando uma lágrima que vinha, cortou a frase por um momento por uma leve falha na voz. Respirando fundo, continuou. “Se eu pelo menos conseguir realiza-lo... não me importarei de partir deste mundo...”

“......”

“Mou, você é sempre tão séria e calma!” Konoka sentava na cama com as pernas dobradas e os braços entre elas. “Não me venha com essa desculpa de “destino”. Se existe algum destino para mim....” Parou de repente, colocando um tom sério na voz. “... tenho certeza que ele será junto com você.”

O rosto tristonho da garota, que mesmo com um tom quase choroso, mantinha um beicinho fofo nos lábios, fez criar um sorriso terno na guardiã.

“Arigatou ne...” Aproximando aos poucos da garota, Setsuna abraçou-a com os olhos cerrados e acariciando os longos cabelos chocolate da curandeira. “Não se preocupe... vou fazer de tudo para continuar junto com você, Kono-chan...”

“Eu...” Dizia murmurando. Mesmo que desejasse falar mais alto, o nó na garganta trancava sua voz. “.. eu te amo...” Entrelaçando os braços pelos meados do tronco da guarda-costas, seguia com o tom fraco, quase inaudível. Por isso, Konoka posicionou-se para deixar os lábios perto de um dos ouvidos de Setsuna. “.. não quero ficar longe de você... então... sempre... sempre me abrace.. afinal...anata wa watashi ni tenshi desu ne...?” (Tradução: Você é o meu anjo, não é...?)

O abraço se intensificava e um sorriso doce aparecia nos lábios da espadachim. “Não...” Acariciando com dois dedos a face de Konoka, continuara. “Kono-chan é o meu anjo...” “...Afinal de contas...” “... Kono-chan wa watashi ni mainichi hikari desu...” (Tradução: ...Kono-chan é a minha luz de todos os dias... - Se é que tá certo)

“Okini Set-chan...” (Tradução: Obrigada Set-chan... – Dialeto de Kansai.)


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E dá-le Kono-Setsu!
Até a próxima! o/
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Posted by Se-chan

EdItADo - PaRtNeRs 05

Bem..
To atualizando esse pq..
Pro cap 6 tah certo (Pra ser o título "O Re-encontro dos lábios").. naum poderia ter beijo nesse cap...
entaum modifiquei! XD
Além disso...
Eu tinha que escrever a ultima linha que ficou cortada! XD
Soh isso de modificações..
entaum troquem um beijo por um abraço e leiam a ultima linha do cap uahauhauhauh
o/

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Capítulo 05 - Watashi ni Kanojo Janai (Tradução: Não é minha Namorada)

Setsuna fora chamada o mais rápido possível. A maga havia sido levada para seu quarto e a guarda-costas correra desesperadamente até o local. Tudo o que sabia era que havia acontecido algo com Kono-chan, mas não especificaram o que.

Teria sentido uma presença maligna se acontecido algo de mal, mas realmente, mais para a noite, sentira uma magia incrivelmente forte por volta de um dos pavilhões de Mahora.

Será que Konoka estava gravemente ferida? Será que não conseguiria protege-la logo agora que estavam juntas? O pavor passava na mente da espadachim enquanto chegava nos dormitórios.

Batera na porta firme e em incontáveis vezes até que Asuna abrira a porta com o rosto apreensivo.

“Setsuna-san... isso não vai ser fácil para você...” disse puxando a garota para dentro do quarto.

Mas o que teria acontecido? Algo difícil para ela!? Será que Kono-chan havia –

Olhara para a cama da maga e a vira sentada com um sorriso.

“Ko-Kono-chan... o que houve?” Perguntava enquanto passava pelos moradores da casa sem cumprimentar e sentando-se na ponta da cama.

“!?” A garota de cabelos chocolate surpreendeu-se alegremente. “Set-chan! Você está aqui! Que bom que voltou a falar o meu apelido!” E, dando um abraço gentil na espadachim, deixou-a sem palavras.

“M-Mas como assim voltei a falar o seu apelido!? Kono-chan nós --” E fora cortada por um toque de Asuna.

“Esse é o problema, Setsuna-san.” O mago-mirim intrometeu-se na conversa. “Konoka-san não se lembra de quase nada das suas lembranças após entrar no ginasial de Mahora.. Quanto mais recente... mais dificuldade ela tem para lembrar...”

O estalo instantâneo fizera Setsuna quase desmaiar de dor no coração. ‘Como assim não se lembra?? E.. E... TUDO!? Co.. Como..?’ O olhar confuso da espadachim começara a ganhar forma de inconformada e de que tudo não passaria de um terrível pesadelo, mas logo fora confortada pela sua namorada que não sabe que é tal.

“Não se preocupe, Set-chan. Eu posso não lembrar, mas se alguém me conta é como se imagens passassem em minha mente e eu me lembro.” A garota olhou para o professor. “Eu não lembrava de Negi-kun, mas quando Asuna me falou dele, do pacto e de magia, eu me lembrei do que ocorrera em Kyoto na Viagem Escolar e também de quando Negi-kun chegou aqui.”

“Mas...” As palavras simplesmente não saiam da boca da guarda-costas. Havia realmente sido rebaixada para o posto que tinha acabado de sair, se assim podemos sarcasticamente dizer. “E... sobre... hoje..?”

“Tudo o que me lembro é de ver umas imagens. Quando me acordei sem memória, Nodoka-chan, Yue-chan e Paru e disseram que eu havia feito um feitiço de previsão de futuro...” Os olhos da espadachim encheram-se de lágrimas, mas a garota controlou-se respirando fundo e conformou-se com tudo.

“Então, meu pressentimento que você estava me escondendo algo estava certo...” O tom magoado da voz fez Konoka tremer de remorso.

Asuna, tentando consolar a garota-Shinmei, colocou a mão sobre o ombro desta. Tudo o que conseguira fora uma Setsuna desesperada.

“E VALEU A PENA? SACRIFICOU TODA AS SUA MEMÓRIAS PARA VER UM FUTURO QUE PODIA MUITO BEM ENFRENTAR SEM VÊ-LO!!” Gritava enquanto empurrava a maga para a parede encostada à cama. “... como ... como você pode... esquecer TUDO...” Perdendo as forças para a tristeza, a espadachim abraçara Konoka e colocou o rosto sob o ombro da Konoe. “Logo agora...”

Sem entender nada a herdeira das Associações Mágicas deixara que Setsuna ficasse ali, até que acalmasse um pouco. “Set-chan... o futuro que eu vi... você morria... nos meus braços.. Agora que eu vi aquilo.. tenho que impedir! Não quero ficar sem você! Não sem a minha querida amiga..”

A dor no coração de Setsuna se intensificara. Fora realmente jogada para o posto de amiga sem ao menos ser avisada. Konoka teria perdido seu amor por ela? Será que nunca mais iria ter a maga em seus braços no sentido mais amoroso do gesto? Tudo o que conseguiu pronunciar naquele momento fora a palavra que a garota de cabelos chocolate mais gostava de escutar, pelo menos no passado, “Ko... Kono-chan..”, e lágrimas vieram ao seu rosto, demonstrando o caos que estava passando dentro de si.

A herdeira das Associações Mágicas não entendia muito bem, mas sentia o coração de Setsuna bater forte, rapidamente, mas de um modo que fazia o seu bater do mesmo modo, triste, como se tivesse perdido tudo o que tinha no mundo.

“Vamu quebra o clima depre pé no saco que temu muito o que conta pra Konoka, né, Se-tsu-na-san?” E com o tom despojado a garota conseguiu fazer a espadachim afastar-se levemente de Konoka corando ao pensar em como iria contar para a garota o relacionamento recém admitido das duas.

“Vocês vão começar pelo que, Asuna?” A maga inocentemente perguntou a amiga que estava louca para ver Setsuna corar com a cor de uma rosa vermelha.

“Que tal pelo meu recente começo de namoro com o Negi?” No mesmo instante que a garota de sininhos acabara de falar, Setsuna deu um pulo que fez a garota bater contra a cama de cima do beliche.

“DO QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO, ASUNA-SAN!?!?” Desesperadamente a mente curiosa da espadachim faz seu próprio corpo descontrolar-se ao ponto de perder a compostura.

“Eu não lembro disso. É verdade, Asuna?” A cara da maga mostrava uma certa suspeita com relação ao fato novo que ouvira.

Soltando uma risada frenética, a guerreira debochou da amiga senpai no kendô. “Calma ae Setsuna-san. Era só pra testar se a Konoka ia cair em alguma mentira. Se não, muito bem as aproveitadoras lá da turma podiam ir falando mil bobagens pra garota. Vê lá se alguma tinha uma paixão secreta por ela e rouba a Konoka de você, Setsuna-san!”

Os momentos dos últimos dias passaram em imagens calorosas na mente de Konoka. O coração confirmava, era real. Tinha mesmo um relacionamento com a garota que agora achava sua mais querida amiga.

Não queria aquilo. Estava tão bem estando perto da guarda-costas. Não desejava beijar, abraçar, ou qualquer coisa tão .... depravada(!?) assim com Setsuna! Q-Quer dizer... Desejava sim.. Mas não podia! Não! De modo algum! A fúria vinha na cabeça desmemoriada da garota. Não queria, não poderia ter isso dentro de si, se não... Set-chan iria...

A garota de cabelos chocolate embranquecera após a novidade. Seus olhos revelavam surpresa e seus lábios estavam cerrados.

“O... Ojou-sama....” Colocando a mão sobre o ombro da garota, tentava ajudar a garota lembrar-se dos momentos lindos que passaram, de sua declaração mais do que verdadeira quando a pedira em namoro, de tudo, tudo o que passaram.

“Não toca em mim!” E dando um tapa na mão da espadachim, Konoka afastou a espadachim que ficara chocada e que dera cerca de dois ou três passos para trás. “Você não pode ser minha namorada!” As lágrimas vieram ao rosto da Meia-Uzoku, que saíra correndo o mais rápido possível do quarto da, agora, ex-namorada.

“KONOKA-SAN! Por que fez isso??” O professor-mago gritara reprovando o ato da herdeira das Associações Mágicas.

“VOCÊ NÃO ENTENDE!” Lágrimas vinham aos olhos de Konoka. “Se eu...nós... ficarmos felizes juntas... Set-chan... vai morrer...” E aos prantos a garota ficara junto de Negi, enquanto a guerreira fora atrás de sua senpai.

A porta do quarto estava fechada, mas destrancada. Batendo duas vezes na porta, foi entrando no quarto com um “com licença” de quem está entrando onde não deve. Setsuna estava atirada sobre a cama, havia móveis espalhados pelo chão. Provavelmente a espadachim teria tentado aliviar sua dor descontando em tudo o que via.

“Setsuna-san... Sou eu... Asuna...”

“Eu sei! .... Acha que não reconheço seu Kanka de longe? Quem mais teria tanto poder mágico misturado com ‘Ki’ em Mahora?”

“Não sei... Tem tanta gente estranha nesse colégio que não se pode duvidar de nada!” Tentando arrancar alguma risada da garota respondeu. Até conseguira, mas por dois segundos, e depois a aura de depressão voltara ao tom de voz da Shinmei.

“Me desculpe.. Mas... Pode me deixar aqui sozinha por um tempo?” Enterrando o rosto sobre o travesseiro.

“Foi mal... Mas eu tenho que falar com você...” Foi se aproximando aos poucos da garota. “Se não for por bem...” A garota disse em tom baixo a palavra “Adeat”, tentando não ser ouvida. “SERÁ POR MAL!” E golpeando a Shinmei com sua espada de aproximadamente 1,90m, Asuna decepcionou-se quando vira que a outra já estava atrás dela.


“Teimosa... Se não quiser se ferir sério é bom você parar..” Com um olhar sem brilho a espadachim fora de encontro a espada de Asuna. O impacto fora tão grande que fizera a garota de sininhos voar pela janela.

Setsuna pulara até uma árvore, de onde observara a garota cair até o chão. Asuna ria com gosto. “Nem parece a minha senpai! Não doeu nadinha Setsuna-san!” Pulando rapidamente a garota tentara um golpe vertical sobre Setsuna. Nada conseguira, a espadachim apoiou-se sobre a própria espada que a ameaçava e pressionou a cabeça de Asuna sobre a árvore, em uma altura realmente arriscada para pessoas comuns.

“Não me provoque quando eu estou de mal humor..”

“B-Bem... V-você s-sabe ... K-Kono-noka ainda t-te ama..”

“Eu sei ....” Soltando a amiga, veio nos olhos uma profunda mágoa. “Mas.. se ela quer tanto assim impedir esse futuro..”

“BAKA! Se ela não estiver com você, você vai parar de protegê-la?” Dando um soco no rosto de Setsuna, a guarda-costas da família Konoe finalmente entendera o recado da amiga.

“Não... Nunca deixarei que algo de mal aconteça com ela!” Encarando com um sorriso Asuna, a Meia-Uzoku parecia agradecer com os olhos a fiel e querida amiga.

“Então vê se dá às caras lá pelo quarto e desabafa logo, Setsuna no baka!” Com um sorriso orgulhoso do que fizera, Asuna fora deixada pela companheira de luta.


A espadachim corria desesperadamente pelos dormitórios até chegar ao quarto da maga. Batera uma vez como aviso, nada responderam. Batendo mais forte, tentara ser ouvida, nada novamente. Quando iria bater pela terceira vez, Negi abrira a porta. A herdeira das Associações Mágicas estava deitada na sua respectiva cama, tapada até a cabeça. Parecia tão amargurada quanto a espadachim estava há pouco.

Foi aproximando-se aos poucos e fizera sinal para o professor-mirim sair um pouco do local. Provavelmente seria uma discussão bem feia, com direito a tapas, ponta-pés, beijos, abraços, arranhões, quebração de móveis e o que mais poderia se imaginar numa briga de casal.

Relutante, Setsuna tocou o ombro da garota. A outra, não notando que era a espadachim, apenas mexeu-o para afastar a ‘tal’ pessoa que estava querendo incomodar-lhe. Insistindo, a garota destapou-a até o meio do tronco, fazendo a outra virar até ela com uma cara próxima ao ódio, e que se transformara em total depressão em um único segundo.

“O que você está fazendo aqui? Não deixei você entrar!” Dizia mal-educadamente a maga.

“Negi-sensei me deixou entrar, então, posso muito bem estar aqui.” Respondera com um sorriso de ‘eu venci’ a guarda-costas.

“Eu não quero nada com você! Você não vai ser minha namorada, nem guarda-costas, nem nada!”

“Como queira... O-J-O-U-S-A-M-A!” Dando um sorriso descaradamente debochado, mostrou-se superior ao mal-humorismo da garota.

Logo se encararam por uns segundos e, de surpresa, Setsuna segurou-a firmemente e puxou-a para um abraço. A maga nada conseguira fazer, no máximo, soltara uma ou duas lágrimas. Não de ódio, mas de uma misteriosa saudade que sentira.

“Eu te amo, Kono-chan.” Com um olhar terno a espadachim declarava-se após a demonstração de afeto.

“M-Mas... e..” a Konoe estava nitidamente confusa. Não poderia voltar a entregar-se aos prazeres daquele amor, se não.....

“Mesmo se você não me quiser, isso nunca me impedirá de protegê-la!” Abraçando a maga novamente com aquele carinho indescritível, Setsuna sabia que teria que abrir-se ao máximo para que a garota finalmente volta-se a se entregar aos seus sentimentos. “Eu nunca irei deixar de proteger Kono-chan! Mesmo que você não me ame mais! Eu morrerei por você do mesmo modo! E nunca me arrependerei! Nunca!”

As lágrimas davam lugar às dúvidas. Não adiantara, nunca iria poder ficar longe daquele anjo que a protegia. Para que deixar as coisas mais difíceis de ela terá que morrer de qualquer jeito? (Nossa, que horrível esse pensamento XD) Amava sua Set-chan, sempre iria amar, então, que esses últimos tempos junto a ela, de acordo com a visão que tivera, sejam felizes até que a morte as separe, literalmente. (Outra frase incrivelmente deprimida ^^’’) Retribuindo o abraço, o amor, Konoka respondera a espadachim.

“Eu lembro... do seu amor.. Set-chan...”

“Que bom...”

“Você pode... Me contar tudo? Eu não me lembro de muita coisa... mas... se for com Set-chan.. Sei que vou lembrar...”

“Claro... Minha Kono-chan...”

Ambas sabiam que reatar todas as memórias da garota iria ser difícil. Um trabalho árduo, mas que certamente iria ter resultados. Se não houvesse, com todo o prazer a espadachim colocaria novas, doces e prazerosas lembranças na mente novamente apaixonada de Konoka.

Mal saberiam elas que este não seria o único efeito colateral.



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Bye Gente!
Até! o/
Posted by Se-chan

LiVeS 22

CENA 22: ETERNIDADE EM UMA HORA



O sol já começava a se aproximar do horizonte naquela tarde dentro do refúgio de Evangeline. Como era de costume quase todos os membros da Ala Alba estavam presentes no lugar, alguns assistindo ao treino diário do jovem professor-mago, outros tendo seus próprios treinos, e outros ainda fazendo coisas nada relacionadas a treinos ou lutas.
Estranhamente Setsuna Sakurazaki se encontrava no terceiro grupo de pessoas. Deveria na verdade estar treinando como sempre fazia no refúgio para melhorar sua técnica, mas naquela tarde não estava conseguindo se concentrar em nada direito. Isso porque uma estranha sensação que não conseguia discernir estava incomodando-a desde que acordara naquela manhã. Ao invés de treinar observava o de Negi contra Chachamaru e Chachazero de longe com o olhar vago, mas isso provavelmente não tinha haver com a sensação misteriosa, mas sim com o fato de Konoka estar com a cabeça deitada no seu ombro a quase meia hora respirando no seu cangote:
- Ah... Kono-chan? – chamou a espadachim corada pela situação. Mesmo que tivesse “se entendido” com a quase-maga, não lhe agradáva nem um pouco a idéia de expor essa nova fase da relação das duas as outras garotas, principalmente a repórter e a mangaka (provavelmente Mahora inteira saberia menos de vinte e quatro horas depois se a informação caísse nas mãos da Paru). Já bastava Negi, Asuna e Kamo terem visto o “cuidado médico” que Konoka havia aplicado-lhe após o treino da tarde anterior.
- O que foi Set-chan? – perguntou Konoka com a voz calma. Acabara de descobrir que o cheiro da pele de sua protetora tinha um forte efeito anestesiante sobre seus sentidos normais e um efeito... “bem interessante” sobre outros sentidos que ainda não conhecia bem em si mesma.
- Ah... – Setsuna reparou no tumultuo que se fazia mais adiante: parecia que as garotas haviam conseguido uma desculpa para iniciar uma festa com o estoque pessoal de vinho de Evangeline que estava esbravejando. De repente uma idéia bem ousada e ao mesmo tempo extremamente convidativa surgiu na mente da meio-uzoku.
- Que houve? – perguntou a garota de longos cabelos erguendo-se para olhar a outra nos olhos. – Que cara é essa Set-chan?
Setsuna corou por um instante, mas rapidamente acalmou-se. “Vamos lá... qual o problema afinal?” disse sua consciência apoiando seu instinto que dizia para dar vazão a sua idéia repentina. O estranho é que essa vontade parecia surgir de algum lugar próximo de onde estava a estranha sensação que vinha tendo o dia todo:
- Você quer voar? – perguntou a espadachim com um olhar direto e sem nenhuma timidez para Konoka que sentiu o coração dar um pulo diante dos olhos profundos da garota.
- Voar? Agora? – perguntou confusa e ao mesmo tempo ansiosa.
- É. Pra algum lugar mais calmo. – Setsuna não sabia por que, mas sentia que aquilo que dizia era a coisa mais certa a se fazer naquele momento. Mesmo que o convite dela pudesse ser interpretado de uma maneira maliciosa, a quase-maga sentia que não havia realmente nada de tão obscuro assim nas intenções de sua Set-chan. Que seria de tomar uma atitude assim tão repentinamente seria.... aquela outra pessoa.... mas ela já tinha ido para sempre.
- Ta bom.
Sem que as outras garotas notassem (elas pareciam mesmo era muito concentradas em fazer Evangeline aceitar de vez que se embriagassem com seus vinhos raros) Setsuna pegou Konoka no colo e abriu suas asas. Konoka sentiu uma emoção intensa ao ver aquelas asas brancas e límpidas. Nunca se cansaria de ver a figura angelical de sua Set-chan naquela forma. Ficava incontestavelmente igual a uma criatura divina daquele jeito (mesmo que ela própria nunca tivesse visto mesmo uma criatura divina alem dela). Era mesmo a garota de mais sorte no mundo por ser amada por seu anjo. Setsuna voou e desceu, desceu até a praia que havia no refúgio. Ali com certeza era bem distante dos olhares das outras pessoas. Era o local perfeito para passar algumas horas, ou quem sabe a eternidade, desfrutando da companhia intima de sua princesa.
A quase-maga não fez cerimônia sentando-se na areia perto do mar e puxar Setsuna para o seu lado. O céu estava começando a tingir-se de um laranja vivo e as duas passaram alguns segundos em silencio admirando a beleza daquele pôr-do-sol ilusório tão belo:
- Isso é melhor do que qualquer sonho que eu já tive, Set-chan. – disse Konoka quebrando o silencio, seus olhos ainda observando o horizonte. – Estar com você aqui agora é um sonho único.
Setsuna sentiu o coração aquecer-se a essas palavras. Mesmo que já tivesse ouvido antes, ainda era como algo inimaginável para ela. O amor de sua Kono-chan... quanto tempo havia sofrido por acreditar sentir algo não correspondido, por pensar que nunca poderia expressar seus sentimentos tão... verdadeiros. Mas tinha mesmo se tornado verdade que sua Kono-chan a amava e isso era algo tão incrível que ainda era difícil de acreditar:
- Eu... também... – a espadachim tentava dizer sem conseguir vencer completamente a timidez. Era tempo demais reprimindo seus sentimentos para libera-los de maneira tão fácil. - ... também estou muito feliz... de estar com você... aqui...
Konoka virou-se para encarar Setsuna. Os olhos negros da hanyo pareciam um abismo sem fim no qual queria perder-se para sempre. Sentia como se tivesse lutado toda a suas vida apenas para poder agora ver-se de frente para aqueles olhos. Sem perceber foi aproximando seu rosto do da “quase-alguma-coisa” que não fez nem menção de se afastar ou mesmo ficar desconcertada. Talvez também estivesse hipnotizada pelos olhos cor de chocolate da Konoe:
- Eu te amo de verdade Set-chan. – disse sem realmente perceber que falava e Setsuna aproximou-se mais. Konoka estava com o corpo quase encostado no da guerreira e ambas podiam sentir o calor do corpo uma da outra. Setsuna se conteve apenas por um segundo antes de acabar com a distancia que separava seus lábios dos de sua princesa.
Konoka perdeu a noção de realidade em meio as carícias de seu anjo. Setsuna degustava os lábios da maga com muito mais vontade e menos timidez do que fizera da vez anterior. Aos poucos os beijos foram se tornando mais quentes e profundos. A cada minuto que provava um pouco mais do calor da boca de Konoka, a espadachim tentava provar um pouco mais. Em determinado momento moveu-se e segurou o queixo de Konoka para que pudesse beijá-la profundamente. A quase-maga apenas aproveitava para também sentir o gosto que tinha sua Set-chan. Estava entorpecida por aquelas sensações de prazer, teve certeza que nenhuma bebida ou coisa qualquer poderia levá-la aquele estado de completo esquecimento do mundo.
“O que é ‘mundo’ mesmo, afinal?”.




O tempo foi passando sem que as duas percebessem e a noite caiu completamente tornando o céu negro e pontilhado de um número de estrelas sem fim. Setsuna envolvia a quase-maga completamente com o calor do seu corpo e dos seus beijos e Konoka segurava a espadachim junto a si com o a mão. Apenas depois de um tempo que parecera sem fim para ambas, elas se separaram e encostaram as testas. Setsuna manteve-se de olhos fechados como se relutasse em acordar de um sonho maravilhoso e Konoka admirava a face linda de sua protetora com um sorriso abobalhado que nem percebia estar:
- Já deve ser tarde. – comentou a espadachim ainda sem abrir os olhos sentindo o vento frio. – O mar já esta esfriando...
- ... – a outra apenas continuava a admirar sua “praticamente-alguma-coisa” com um sorriso que parecia querer se tornar perene ali. Setsuna abriu os olhos e encarou o rosto absurdamente belo e fofo de Konoka. Um terno sorriso também surgiu na face dela. Queria ficar ali pelo resort da vida a admirar a criatura mais bela do Universo. Infelizmente seu senso de “estraga-prazeres” despertava muito rapidamente e ela não conseguia ignorar o fato de que já devia ser muito tarde.
- Melhor voltarmos lá para cima. – disse ela despertando de vez e trazendo a quase-maga também de volta ao mundo.
- Dorme comigo, Set-chan?
- Quê?!
Dez minutos depois as duas entravam silenciosas pelo dormitório do refugio. Realmente deveria ter tido uma farra daquelas: havia copos e restos de comida por todos os lados, as garotas pareciam ter desmaiado depois da festa. Ninguém ali movia um músculo sequer enquanto dormia.
Konoka foi até um armário próximo para pegar um pijama. Havia se tornado tão normal a presença do grupo no refúgio outrora particular da vampira que já havia roupas para todas dormirem de reserva. Sem o menor pudor Konoka começara a despir-se e Setsuna corou violentamente ao virar-se para esta e vê-la desabotoando o sutiã. Teria gritado se não soubesse que isso acordaria a todas. Levou as mãos a boca e virou-se costas bruscamente. A quase-maga riu-se da reação da “realmente-ex-amiga” e continuou trocando-se calmamente.
De repente ocorreu a Setsuna que as duas dormiriam na mesma cama aquela noite. Seu rosto avermelhou-se perigosamente, mas a garota tratou de acalmar-se. Claro que nada aconteceria, e isso por dois motivos bem claros: não estavam realmente sozinhas ali (“Ah... nada que um pouco de silencio ou mesmo um feitiço de surdez não cuidasse”).......... ah........ bem, e dois: ainda era mesmo muito cedo para.....(“fazer coisas bem divertidas?”), NÃO! Ah....... a-a-adiantar tanto o relacionamento delas. Estava tão bom curtir cada novo passo assim, sem muita pressa.... por que avançar o sinal assim agora?(“Por que seria BOM demais....”)......................hum, a meio-uzoku nunca se acostumaria com as opiniões que vinha do seu sub-consciente...
“Ah.... os leitores vão mesmo ficar chupando dedo?! Que maldade....”.
- Não vem Set-chan? – chamou Konoka e só então Setsuna virou-se novamente na direção desta. A garota já estava sentada como uma criancinha esperando a hora de ir para o parque em uma cama de solteiro. De solteiro?! Ah... tinha mesmo que afastar esses pensamentos ‘sujos’(“Sujos nada! Ótimos!”). Se não, não conseguiria pregar os olhos aquela noite. Balançou a cabeça com força antes de ir até a Konoe.
Deitaram e Konoka rapidamente aninhou-se nos braços de sua Set-chan com o rosto não muito distante do desta. Setsuna sorriu, já estava completamente sob controle e podia admirar a fofura de sua princesa sem temer fazer ‘bobagens’ (“Ah.... estragou a onda dos leitores mesmo!”). Sono veio caindo sobre ambas rapidamente. A sensação de paz que sentiam cooperava incrivelmente para isso. A sensação de aperto que Setsuna sentia no peito havia desaparecido completamente. Era como se estivesse em paz por ter aproveitado verdadeiramente o tempo que tinha e agora não precisasse temer nada:
- Quero viver tardes assim para sempre Set-chan... – disse Konoka com os olhos semi-cerrados.
- Eu também Kono-chan. Quero ficar assim pra sempre com você... – respondeu Setsuna adormecendo logo em seguida e rapidamente a Konoe também dormiu. Tiveram sonhos tranqüilos aquela noite, na verdade o melhor sonho deveria ser relembrar as horas aproveitadas naquela tarde ilusória. Ambas tinham certeza de que nada podia separa-las ou lhes fazer qualquer mal. Tinham uma a outra.
“Gostaria mesmo que isso fosse verdade” disse uma voz no escuro daquela noite literalmente mágica.



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Posted by Se-chan

LiVeS 21

CENA 21: OBJETIVOS



A manhã se iniciava quieta na floresta próxima a cidade acadêmica de Mahora. Parecia que tudo estava parado, que a própria natureza estava dormindo. Tudo ali parecia estático a não ser dois seres humanos que caminhavam lado a lado enquanto conversavam serenamente, como se temessem despertar a natureza de seu sono magnífico:
- O clima da manhã não é mesmo formidável querida? – perguntou Mash Magno recolhendo uma pequena flor pelo caminho e guardando-a em um pote pequeno e de aspecto frágil.
- ... – Setsuna-P nada respondeu ao comentário, na verdade o mago vinha tentando driblar a mudez da ex-shikigami desde o segundo dia convivendo com está, mas ainda não tinha conseguido muito sucesso. A quase-garota parecia sempre distante, concentrada em algo além que ele não podia ver.
- Pensando em seus objetivos querida? – perguntou suave como sempre. A “garota” encarou-o por um momento antes de responder.
- Talvez... e você, o que está fazendo catando essas ervas? – perguntou e o mago sentiu feliz por ela estar puxando conversa depois de cinco dias de silêncio.
- Ah... isto é só uma pequena precaução para a nossa breve investida... – respondeu sendo vago. Queria muito conversar com a quase-humana, mas interessava-se mesmo em tentar entender uma mente tão diferente e única que levara um shikigami até o estado em que se encontrava agora.
- “Nossa investida”... – repetiu refletindo a ex-shikigami. – Desde quando essa investida é nossa? Eu estou apenas retribuindo o favor que me fez salvando minha vida...
Mash demorou alguns segundo para processar a frieza das palavras da “garota”:
- Ora minha querida. Pensei que seus objetivos também estivessem em Mahora...
- “Meus objetivos”... – Setsuna-P refletia sem expor seus pensamentos. Mash teria dito a sua querida que não é um hábito muito educado ficar repetindo as palavras das outras pessoas com esse tom de desdém e dúvida que ela fazia se não estivesse interessado em descobrir mais do jeito de ser dela.
- Eu não estou certo?
- O que você sabe sobre os meus objetivos? – desafiou a quase-humana parando de caminhar e encarando seu salvador. Mash se surpreendia com a falta de temor pelo que poderia acontecer se ela desafiasse seu protetor. Claro que ele nunca faria mal a ela, mas ela deveria ao menos ponderar sobre o risco...
- Pouco. Por isso mesmo gostaria de ouvir de sua boca quais são eles, minha querida. – respondeu no tom mais afável e lisonjeiro que possuía. Setsuna-P não pode evitar sentir-se convidada a falar.
- Eu vou entrar em Mahora e tomar para mim Konoka Ojou-sama... – começou a “ex-shikigami” sem vergonha nenhuma de suas palavras. - ... eu preciso.... mereço...
- E em dois dias estará em perfeitas condições de obter isto! – apoiou Mash sendo cavalheiresco. – Apenas dois dias...
- Mas.... antes de mais nada... eu vou... me tornar Setsuna Sakurazaki...
Fez silêncio por um instante:
- Acho que não consegui acompanhar seu pensamento querida... – admitiu Mash que realmente fora pego de surpresa.
- Eu vou mata-la.... e terei a vida que mereço.... serei real...
Setsuna-P parecia absorta em seu próprio universo de aspirações e desejos. Parecia que nem mais notava a presença do mago logo a sua frente. Mash sentiu encantado e ameaçado ao mesmo tempo por aquela atitude:
- E como pretende fazer isso?
- .... você verá na hora... – respondeu vagamente Setsuna-P.
Mash teve a certeza de que ela nunca conseguiria mesmo atingir esse objetivo, claro que nunca magoaria seus sentimentos revelando-lhe esta verdade, mas tinha todas as certezas do mundo. Como seria possível realizar o que queria? Obter a vida de outra pessoa para si?
- E você? – perguntou de repente a quase-garota sentando-se em uma pedra logo ali. Encarava-o com curiosidade e o mago de presença imponente com sua capa negra não conseguiu deixar de sentir-se hipnotizado pelo rosto angelical moldado por aqueles cabelos negros lisos caídos pelos ombros. – Qual são, afinal, os seus objetivos?
- Eu vou entrar em Mahora e encontrar uma fonte secreta de poder mágico escondida pelo próprio Thousand Máster. Depois vou adquirir esse poder e vencer o lendário assassino que se infiltrou no Japão e me tornar uma lenda no mundo da magia. – contou o homem de meia idade com os olhos sonhadores. Setsuna-P(*gota*) observou reticente a quase narrativa fantasiosa do homem.
- E como pretende conseguir isso? – questionou sem conseguir esconder a incredulidade quanto ao mago achar tão simples a idéia de invadir uma cidade guardada por mais de uma centena de magos treinados pra descobrir um tal poder oculto guardado pelo Magister Magi mais famoso de todos os tempos simples.
- ... você verá na hora... – respondeu vagamente o mago da mesma maneira que fizera a “garota”. Setsuna-P teve certeza que o homem já estava mesmo na idade de caducar e o estava. Era simplesmente impossível realizar tal feito, mesmo que o tal “poder secreto” estivesse mesmo de fácil acesso nos terrenos de Mahora.
O mago refletiu em silêncio por alguns instantes enquanto Setsuna-P apenas observava. Não que ela tivesse se afeiçoado ao homem, mas devia algum respeito por um mago que armara uma missão falsa de roubo do tal Chikarasei apenas para libertá-la dos laços com sua “criadora”. Não jogaria na cara já velha do misterioso Mash Magno que ele era um louco, mas apenas por consideração aos mais velhos:
- Em dois dias nós vamos dar nossos primeiros passos decisivos para a conquista dos nossos planos querida. – afirmou o mago acordando do seu devaneio e voltando a catar ervas e flores.
- É... vamos realizar “nossos planos”. – concordou Setsuna-P perdendo o olhar na direção de Mahora. Uma pequena ponta da estrutura da ponte que ligava Mahora ao mundo externo era visível e a quase-garota parecia hipnotizada pela visão. Seus pensamentos se concentravam em seus mais profundos desejos, mais especialmente nas duas pessoas que habitavam nas suas aspirações: Konoka Konoe e Setsuna Sakurazaki. Era engraçado como elas tinham um papel totalmente contrário nos seus planos.
“Eu vou me tornar real”.



- Sério mesmo que aconteceu isso?!?!
Asuna Kagurazaka e Setsuna Sakurazaki terminavam mais um treino de kendo àquela tarde. Os ânimos haviam aliviado depois da conversa entre Setsuna e Konoka no refugio no dia anterior. Mesmo que nenhuma das duas tivesse contado a ninguém o conteúdo da conversa, quase que instantaneamente Asuna, Negi, Kamo e Evangeline deduziram que as duas haviam se acertado. Até mesmo as outras garotas notaram a diferença no clima entre o “quarteto maravilha” (Negi, Asuna, Konoka e Setsuna), mesmo sem ter certeza do que acontecera Paru e Asakura tinham certeza de que se tratava de algo do tipo “escândalo do século”:
- Quer dizer que aquela “vaca-anã” da tal Tsukuyomi teve a cara-de-pau de te agarrar assim a força?! – escandalizou-se a ruiva guardando a carta de pacto que até pouco era uma enorme espada.
- Não precisa falar tão alto assim Asuna... – advertiu Setsuna olhando para mais a frente onde Negi e Konoka conversavam enquanto assistiam ao treino.
- Bom, pelo menos você teve a dignidade de se livrar dela bem rapidinho... já a Kon...
- Não vamos entrar nesse assunto. – pediu a espadachim guardando Yuunagi e enxugando o suor. Asuna pode perceber uma leve sombra de abatimento passar pelo rosto da amiga. Mesmo que tivesse perdoado o acontecido era mesmo uma falta de delicadeza da parte dela tocar num assunto tão recente.
- Foi mal... – a ruiva sentiu desconfortável por um instante, mas a veterana fez questão de apagar aquele clima.
- Não se preocupe, já é coisa do passado.
As duas se encararam. Era em momentos assim que Setsuna percebia como era incrível ter uma amizade verdadeira com a qual contar. Só mesmo com Asuna ela poderia se abrir e ter contado do “incidente” em Kioto e mesmo só ela seria capaz de faze-la sentir-se melhor com aquilo referindo-se a Tsukutomi como “vaca-anã”. “Vaca-anã.... sinceramente...”:
- Ei, se continuar me encarando assim é capaz da Konoka ficar com ciúmes de mim. – riu-se Asuna despertando a espadachim que desconcertou-se completamente.
- HEIM?! – Setsuna corou por inteiro à piada e Asuna riu abertamente da cara da amiga enquanto Negi e Konoka chegavam até elas.
- Puxa Asuna, suas técnicas estão muito boas mesmo! Formidáveis! – elogiou sem receio o jovem professor e a ruiva sentiu-se incomodada.
- Ta mesmo ficando muito boa nas técnicas Nee-san! – concordou Kamo.
- Você sempre se esforça tanto nos seus treinos Set-chan... – comentou Konoka com um tom de “não se esforce tanto assim, pode fazer mal”.
- Só faço tudo isso para proteger você Kono-chan. – respondeu a espadachim com um sorriso que pegou Konoka de surpresa, e acrescentou para que apenas ela ouvisse. – Para poder estar sempre perto de você...
Konoka corou. Realmente pouco a pouco Setsuna vinha aprendendo a demonstrar mais seus sentimentos sem medo. Estava mesmo sendo uma experiência extremamente agradável acompanhar essa evolução de sua Set-chan. Ainda mais sabendo que seria a principal pessoa a lucrar com essa evolução toda. Quando havia se tornado tão interesseira? Bom, mas ainda assim era uma ótima oportunidade...
- Ara Set-chan, você está machucada. – disse a quase-maga reparando em algo no rosto da espadachim.
- Ãh? – Setsuna não entendeu do que a garota se referia, mas antes que pudesse ter alguma reação Konoka encostou seus lábios nos dela.
Asuna nem reparou na cena por estar de costas, mas Negi quase teve um ataque ao ver as duas garotas se beijarem. Ficou estático e com uma cara de “velho-tarado” assim como o arminho no seu ombro. Ao se virar distraída a ruiva se deparou com a cena de um Negi prestes a babar e decidiu que, ao invés de um ataque cardíaco, seria mais útil fazer o garoto retornar a realidade dando-lhe um cutucão.
Setsuna não conseguiu ter nenhuma reação contraria ao “ataque” inesperado da sua “praticamente alguma coisa”, apenas aproveitou os instantes de contato com os lábios macios de Konoka antes que essa se afastasse e a espadachim voltasse a realidade corando violentamente afastando-se cinco metros para trás:
- K-K-K-K-Ko..... – tentava balbuciar a shinmei em protesto a algo que nem sabia o que seria, mas não conseguiu concluir o raciocínio mínimo necessário para formar uma palavra completa.
- Agora sim. Você estava com o lábio cortado Set-chan, deveria tomar mais cuidado durante seus treinos. – recomendou Konoka com seu sorriso de sempre que retornara com toda a força depois de acertar-se com Setsuna. Pouco a pouco a espadachim foi conseguindo sair do estado de choque e entender melhor o que tinha acontecido. – Vamos indo pessoal? – perguntou a quase-maga virando-se para Asuna e Negi como se nada tivesse acontecido.
- Ah...... bah...... – tentou dizer o garoto que parecia tão aturdido quanto Setsuna.
- ... Ta certo.... – concordou Asuna sem encarar Konoka, com a face meio corada.
Os quatro amigos (“amigos” só pra falar de uma maneira genérica...) partiram em direção a republica estudantil. Konoka conversava distraidamente com Kamo e Negi (o garoto ainda parecia um pouco abalado com a visão que tivera) enquanto Asuna e Setsuna aim seguindo-os um pouco mais silenciosas:
- Hunf... – resmungou a baka red torcendo a boca. Setsuna sentiu incomodada com o silencio da outra.
- Ah.... algum problema Asuna? – perguntou sabendo que estava sendo muito cara de pau em faze-lo.
- Nada demais... – respondeu evasiva e sua expressão foi se tornando zombeteira. Ela encarou a veterana com um sorrisinho maroto. – Você e a Konoka estão se dando bem mesmo, não?
- QUÊ?! – a espadachim ruborizou violentamente. Não tinha nem como responder ao comentário. Asuna aproveitou-se da falta de reação da amiga para começar a cantar baixinho numa voz fininha.
- Ta namorando... Ta namorando...
- ASUNA!?!?!?
- hehehehe.....
- Ah.... Konoka.... fico feliz que.... você e a Setsuna tenham voltado a se entender... – comentou Negi tentando ser impassível sem muito sucesso.
- Obrigada, Negi. – respondeu Konoka ficando rosada.
- Ta namorando.... ta namorando...
- ASUNA! DÁ PRA PARAR COM ISSO?!?!
Setsuna passou o resto do caminho de volta para a republica tentando de todas as maneiras calar a amiga. Isso incluindo sufocar e até técnicas shinmei para o divertimento de Negi, Konoka e Kamo que não podiam ouvir o que afinal a ruiva dizia para irritar tanto a tímida espadachim.
No intimo, porém, Konoka sentia como se estivesse sido sorteada na loteria tamanha era a sua felicidade. Poder “brincar” com sua Set-chan e ver uma cena divertida como aquela depois de.... bem, não importa realmente o que, mas.... não conseguia deixar mesmo de sentir como se tivesse acabado de acordar de um sonho ruim. Apenas um sonho que não poderia mais lhe fazer mal agora que estava bem acordada. Agora era só aproveitar os dias longos de paz e... outras coisas, que estavam ali.
“Nada vai nos atrapalhar de agora em diante Set-chan”.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Posted by Se-chan

LiVeS 20

Ae genteeeee *apressada*
capitulo novo e hiper-d+!!! >D

CENA 20: PRECISO TER O SEU SORRISO




O grupo das garotas que era mais próximo de Negi já havia percebido que algo havia dado errado na passagem de Setsuna-P por Mahora, mas comentavam isso apenas entre si. Já fazia quatro dias desde que Setsuna voltara a escola e o estranhamente o tempo parecia se arrastar para todas as pessoa próximas a ela e Konoka. Todas faziam um ar de “eu não sei de nada”, principalmente depois da briga que Asuna tivera com a neta do diretor em plena sala de aula porque Konoka havia conseguido tirar a nota mais baixa nos exames preliminares do semestre que haviam se realizado logo que Setsuna voltara.
Claro que Paru e Asakura já haviam inventado mil possibilidades do que poderia ter acontecido. Incrivelmente suas teorias pervertidas e sem-noção desta vez estavam muito próximas da realidade. Asuna apenas dizia que não deviam se meter naquilo, apesar dela própria estar fazendo questão de discutir com a quase-maga todos os dias criando um clima ainda mais pesado dentro do grupo. Yue comentava que provavelmente todas estavam contagiadas pela falta de alegria de Konoka e por isso os dias pareciam durar séculos a mais.
Era de tarde e estavam todos no resort de Evangeline. Negi treinava contra Chachamaru enquanto as garotas assistiam Kotarô e Kuu Fei lutando. Konoka havia se isolado de todos indo para um lado solitário do lugar, Asuna e Setsuna tentavam retomar o treino de kendô, mas a ruiva não parava de reclamar e esbravejar:
- Que droga, não agüento mais a Konoka! – disse ela entre dentes sentando-se no chão coçando o queixo. – Por que você não vai logo falar com ela e acabar com toda essa coisa? – perguntou a mestra encarando-a severamente.
- ... – Setsuna olhou de volta para a amiga sem dizer nada por alguns segundos e desviou o olhar, a ruiva não sabia, mas estava olhando na direção em que estava Konoka, mesmo sem vê-la, apenas para sentir sua presença mágica. A verdade é que os dias iam se arrastando e a dor de Setsuna ia se transformando em algo que ela não entendia. Tudo o que sabia é que ver Konoka naquele estado a consumia como um ácido. Mesmo assim não havia conseguido sequer trocar um olhar com a garota, de que tinha medo afinal? Será que não mais conseguiria consertar tudo aquilo e as duas viveriam como zumbis para sempre? Não... não era isso que ela queria...
- Vocês me dão raiva... – comentou Asuna olhando com raiva para o lugar onde estavam as outras garotas e viu que Negi (todo machucado e com marcas de mordida no braço) e Evangeline se aproximavam das duas.
- Ainda está fazendo-se de “garota traída”? – provocou a vampira com um sorrisinho maléfico e Setsuna desviou os olhos de onde estava Konoka para encará-la.
- Ah... mestra... – Negi fez uma careta à provocação. Vinha tentando conversar com a espadachim todos os dias para tentar convence-la a ir falar logo com a quase-maga, mas nunca pensara em ser tão direto assim.
- Sei que foi uma baita sacanagem o que aconteceu, mas pretende ficar nesse “chove e não molha” pra sempre garota? – continuou Evangeline encarando profundamente os olhos negros e cheios de duvidas e dor de Setsuna. – Sabe, até um Evangelho Negro pode errar nos assuntos amorosos, o que se dirá de uma maga branca mimada e folgada?!
- ... – Setsuna desviou o olhar dos da vampira. Já sabia de tudo aquilo, não precisava da “grande” ajuda da imortal para saber de tudo aquilo. – Por que isso te interessa?
- Hu... por que já basta eu ter me dado mal no amor. – Asuna e Negi se surpreenderam com essa resposta e encaram abobados a “menina”. – Não gosto de ver alguém fazendo idiotices quanto a isso...
- Ah... Setsuna... – Negi chamou e a espadachim olhou-o. – Sei que você não quer ver a Konoka daquele jeito triste...
Setsuna sentiu o peso das palavras dos três. Sim, erros podem ocorrer... sim, não queria ver sua Kono-chan triste como estava... sim...
Sem dizer nada Setsuna começou a caminhar na direção em que estava Konoka. Os três apenas assistiram a garota sumir em uma esquina que levava até o outro lado do resort. Evangeline abriu um sorriso maquiavélico:
- Esses jovens são tão idiotas... – comentou antes de voltar para seu quarto para continuar uma leitura. Negi e Asuna ainda ficaram em silêncio por um tempo até que o mago falou.
- Será que vai dar tudo certo Asuna?
- Eu espero. E se não der... eu quebro a cara da Setsuna.






Konoka olhava para o mar que refletia o sol se pondo no fim daquela tarde ilusória dentro do resort encostada em um parapeito. Seus pensamentos vazios e sem nexo. Não conseguia mais refletir sobre o que acontecera, na verdade não conseguia refletir sobre nada. Tudo o que tinha era a culpa cortando-lhe lentamente a alma. Não tinha coragem de falar com sua Set-chan, mas a cada dia sentia que acabaria morrendo por sentir sua falta. Queria tanto o conforto do abraço forte de sua protetora... por que tinha que ter estragado tudo?! As lágrimas tão comuns nesses dias desceram mais uma vez pelo seu rosto pálido e abatido.
Setsuna caminhava silenciosamente em direção a quase-maga. Tinha um nó sufocante no peito. Podia sentir a tristeza e dor emanando desta e sua própria dor crescia. Tinha que consertar aquela situação, não agüentaria mais viver sem ver o sorriso de Konoka. Precisava dele para existir realmente. Por que fora tão estúpida em sua reação diante do que acontecera com Setsuna-P? Podia muito bem ter gritado com sua protegida (apesar de que tinha certeza que nunca teria coragem para isso) e perdoado-a em seguida. Mas não... tinha que complicar tudo...
- Acho que precisamos conversar... – Konoka quase teve um enfarte quando ouviu a voz de Setsuna ao seu lado. Virou e constatou que era mesmo a espadachim quando seu coração deu um salto no peito. A mesma reação interna se passou na outra ao ver as lágrimas no rosto de sua protegida.
- Ah... Set-chan... – a quase-maga não esperava pela iniciativa da outra de se aproximar para conversar. Setsuna encostou-se também no parapeito para apreciar a vista, não sabia muito bem como dizer o que na sua mente era tão fácil.
Houve mais um minuto de silencio entre as duas garotas. Setsuna sem saber como remover a camada espessa de gelo entre elas e Konoka se sentindo indigna de falar qualquer coisa que fosse. Por fim a maga decidiu que as desculpas eram um bom começo:
- Sinto muito por tudo, Set-chan.... – a espadachim prendeu a respiração ao ouvir aquilo: ela, uma reles meio-uzoku, recebendo desculpas da futura herdeira das Associações de Magia do Japão? Simplesmente absurdo. – Sei que você deve ter sofrido muito por ver... bem... o que viu entre mim e... a Setsuna-P...
Setsuna notou o nome que Konoka usara. Um fio de alegria se instaurou no sei peito ao perceber que, apesar das coisas que havia feito Konoka ainda tratava Setsuna-P como devia: apenas como um shikigami:
- É... – Setsuna percebeu o som que escapou de seus lábios como resposta a seus pensamentos. Konoka sentiu a coragem de falar diminuir muito: realmente Setsuna ainda a odiava. Entrementes a espadachim chegava a conclusão de que realmente a voz da maga,mesmo fraca e entrecortada, era um elixir que refrescava sua alma.
- Sei que fui uma idiota Set-chan... – continuou a quase-maga reunindo todas as forças que tinha. Mesmo que não fosse mais poder viver o que sentia por sua guardiã, deveria contar a esta o quanto estava triste e arrependida. Mesmo que fosse para receber um adeus em seguida por ser a patricinha mais mimada e desprezível de todas. – Não queria que você sofresse... eu...
- Todos erram, não? – Konoka ficou paralisada quando ouviu a espadachim tomar a palavra. Ia ouvir tudo o que merecia afinal. – Até mesmo herdeiras de famílias poderosas podem errar, não acha?
A garota não conseguiu distinguir de primeira o significado das palavras de Setsuna. Observou o mar sem compreender, mas rapidamente o entendimento lhe chegou ao pensamento e ela olhou assustada para o lado dando de cara inesperadamente com os olhos castanhos que tanto a fazia sonhar. Não podia ser o que achava... seria bom demais... mas, pensando bem, seria uma atitude digna de um ser tão magnífico quanto sua Set-chan.
Setsuna engoliu em seco. Os olhos de sua Kono-chan nos dela, depois de uma semana que mais parecera séculos de distancia. Tinha que terminar o que começara. Não poderia conter-se por mais tempo encarando aqueles olhos negros tão belos:
- Por que não deixamos tudo isso pra lá... já passou mesmo. – disse a espadachim deixando uma lágrima escapar-lhe por um sentimento estranho que não sabia descrever: tudo o que sabia que estava a um passo de voltar a sonhar.
- Você... Set-chan... você me perdoa? – perguntou Konoka sem acreditar no que ouvia. Era mesmo aquilo?! Tinha vontade de gritar e medo de morrer a qualquer momento. Como uma espadachim tão linda e perfeita podia amar-lhe daquele jeito? Não merecia tal benção...
Setsuna sorriu de lado. O sorriso mais incrível do universo para Konoka. O sorriso que dava uma vontade de viver sem precedentes na quase-maga branca. Precisava mesmo daquele sorriso para viver:
- Eu não sou capaz de sentir raiva de você Kono-chan... – na mente de Setsuna não havia espaço para qualquer culpa ou vergonha agora. Podia expressar o que sentia da melhor maneira possível em palavras. – Eu não posso viver sem o seu sorriso... Kono-chan...
O tempo pareceu parar. As duas garotas se encararam e suas mentes estavam vazias. Não pensavam, apenas se olhavam nos olhos como se nunca tivessem se visto. O olhar entre elas lembrava o do dia em tinham mesmo se visto pela primeira vez. Profundo e eterno, cheio de um sentimento inexpressável que surgia quando duas pessoas estavam se tornando parte uma da outra pela alma. Realmente Setsuna-P não existia mais e na vida delas. Um sorriso brotou nos lábios de Konoka enquanto o de Setsuna se abriu um pouco mais:
- Você é um anjo.
- E você a patricinha mais linda de todas.
Konoka riu da piada inesperada de Setsuna. A espadachim sentiu a alma se iluminar ao ver aquela alegria. Teve certeza naquele momento que poderia passar a vida inteira fazendo a garota sorrir e sorrir novamente para ela. Seria uma vida maravilhosa com certeza. Não... talvez sorrir somente não fosse tudo o que quisesse.
Setsuna encostou seus lábios nos da sua protegida num impulso. A aprendiz de magia se surpreendeu por um momento, mas rapidamente se localizou e se entregou a sensação de ter os lábios carinhosamente tomados pelos de sua guardiã. Setsuna podia ver a luz do pôr do sol pelas pálpebras, mas tudo o que percebia éramos beijos de sua, sim, novamente sua, Kono-chan. O momento pareceu durar vários minutos e quem sabe tenha durado até que Setsuna se afastou e contemplou o rosto mais feliz da galáxia que era o de Konoka.
Konoka quase não conseguia conter-se para não sair pulando de felicidade: realmente seu anjo era uma criatura única e perfeita. Nunca haveria ninguém em seu coração além de sua Set-chan. Percebeu que, mesmo que cruzasse novamente com uma Setsuna-P, depois de sentir o quão grande e maravilhoso era o sentimento que havia entre elas, não cairia novamente na armadilha de se deixar levar por outros braços. Somente sua Set-chan a fazia sentir aquele sentimento indescritível, o que fazia ela achar que a vida só existia ao lado dela:
- Eu te amo Set-chan. – a quase-maga não conseguiu deixar de expressar o que sentia na frase que mais se aproximava do tamanho de sua felicidade. Outra lágrima escorreu pelo rosto de Setsuna. Não gostava de chorar, mas sua emoção era maior que qualquer pudor.
- Melhor voltarmos para junto do pessoal antes que venham nos caçar. – disse a espadachim. Claro que preferiria ficar a sós com sua Kono-chan, mas a prudência sempre vinha antes na mente dela. – Não acha, Kono-chan?
- É... - o sentimento de ouvir a voz de sua Set-chan chamando-a pelo apelido que somente ela tinha permissão de usar com aquele tom de voz carinhoso era mais do que Konoka imaginara ter depois de tudo o que havia ocorrido. Mas... pensando bem: o que tinha acontecido mesmo? Realmente era melhor deixar o passado bem enterrado no passado e só viver o hoje.
Setsuna tomou uma das mãos de Konoka com a sua para conduzi-la de volta para a inevitável realidade. Ambas perderam-se na troca de olhares mais uma vez, espadachim admirando aquele sorriso que a fazia sentir-se viva e a quase-maga saboreando os olhos doces de sua guardiã e o calor da sua mão na dela.
Konoka despertou de seu devaneio ao ouvir uma explosão distante. É... não tinham como fugir do mundo real. Mas isso não tinha importância na frente do fato de ter sua Set-chan novamente com ela. Esse pensamento fez o sorriso da garota aumentar. Dando um rápido beijo em Setsuna rumaram de volta para o mundo.
“Como ela parece tão melhor só com a sua presença...” comentou a consciência de Setsuna referindo-se a cor que parecia estar de volta quase que normalmente ao rosto de Konoka. Apesar de desconcertada com o pensamento, a shinmei ficou feliz por ter certeza que dali pra frente não haveria mais ninguém entre elas (talvez excluindo os conselhos das Associações de Magia do Japão, mas ainda era muito cedo para pensar em qualquer coisa desse tipo).
Eu e você mais uma vez...(pensou Setsuna).
Uma nova chance... (pensou Konoka).
“Ah... como o amor é lindo”
...
- Adolescentes são mesmo ridículos e idiotas quando se trata de amor... – conclui Evangeline do conforto da sua leitura.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Posted by Se-chan

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