Archive for 01/03/15 - 01/04/15

Comentários, surtos e teorias sobre Yurikuma Arashi 11

Olá a todos!

Cá estamos mais uma vez para comentar a Tempestade das Lesbo-Ursas! O dia de lançamento deste post é também o dia em que foi ao ar o último episódio de Yuri Kuma Arashi. A ansiedade está no ápice e este episódio que vamos comentar agora tem grande parcela de responsabilidade nessa emoção toda!

Esse décimo primeiro episódio com certeza é o que maior comoção vem causando no público, em todas as partes. Não é sem motivos! Vamos logo aos fatos e aos  comentários. Segurem os corações!

#11 - O que nós esperamos


Começamos com uma introdução inesperada. Ginko diante de Kureha, no terraço da escola. Segurando fragmentos do livro de Reia. Em seus pensamentos ela pensa em Lulu, com pesar. E diz que, mesmo sendo tarde, gostaria de lhe contar sobre o dia em que abandonara o amor de Kureha e porquê.

(Já começamos bem, com a primeira intro em muito tempo a nós mostrar algo completamente novo. O episódio já promete desde aí!)


Depois da abertura já caimos em um flashback. Mais uma vez o encontro entre Kureha e Ginko, só que dessa vez estamos acompanhandos da voz de Ginko, que fala sobre os acontecimentos. Vemos então um trecho inédito desse encontro, onde Kureha tenta carregar Ginko nas costas, mas acaba caindo e desmaiando. Teria sido um fim bem precoce para aquela história, se Ginko não tivesse recebido uma inspiração naquele momento. Ela sentiu como se Kumaria lhe mostrasse o caminho e assim, reuniu todas as suas forças e começou a levar Kureha consigo, em meio à nevasca. Por fim elas chegaram à Porta da Amizade, onde Reia estava surgindo, procurando por sua filha.




Vemos então várias das lembranças de alegria que Ginko viveu ao lado de Kureha naqueles dias em que elas foram amigas. Pequenos momentos recheados de pura felicidade, que deram à pequena ursa a sensação de que ela havia encontrado aquilo que sempre faltara em sua vida.

Porém, a realidade tratou de mostrar-lhe que as coisas não seriam tão doces assim para sempre.

Em uma tarde, Kureha e Ginko estão observando a fonte quando um grupo de garotas surge ao longe. Kureha se preocupa e manda Ginko se esconder e não aparecer por nada. A pequena Ginko então apenas observa e testemunha uma cena de crueldade absoluta.


Kureha e julgada e condenada por sua maneira de pensar sobre os ursos.

(Essa é uma cena muito intensa e que me fez notar de imediato a diferença de linguagem que este episódio está nos propondo. Aliás, surgiram na internet diversas comparações desta cena com a cena também impactante de Utena, do julgamento e condenação de Anthy pela sociedade. A ideia de ambas as cenas é a mesma.)




Depois de toda a crueldade Kureha é deixada machucada e desacordada. Ginko então se aproxima, com o coração pesado, por pensar que aquilo era sua culpa. Se ela não fosse um urso, ela poderia ficar ao lado de Kureha sem que ela mais precisasse sofrer daquela maneira.


Então uma voz lhe pergunta: "O seu amor é verdadeiro?". Ginko responde sem hesitar e então, é dado início ao Julgamento.



Na Côrte da Segregação Ginko pergunta se aquele lugar é onde Kumaria vive e Life Sexy lhe responde que Kumaria foi perdida, que se tornou os meteoros que caíram sobre o planeta.

Então começa o Julgamento. Ginko pede para poder se tornar uma garota humana, pois assim poderá estar sempre com Kureha. Então os três membros da Côrte começam a lhe explicar as condições para aquele pedido se tornar realidade. As condições primárias são:

1 - Kureha iria esquecer de Ginko e tudo o que viveram juntas
2 - Ginko jamais poderia revelevar o segredo daquele acordo (como a Pequena Sereia, exemplifica Life Beauty)

Quando Kureha desperta ela de fato rejeita Ginko. Não parece lembrar quem ela é e simplesmente foje apavorada por estar perto de um urso. A voz de narrativa de Ginko sobrevem e ela confirma o que Lulu havia suspeitado e enunciado no episódio anterior: Ginko havia trocado o amor recebido de Kureha pela chance de tornar-se uma garota humana.




Os acontecimentos avançam. Nós vemos mais uma vez a despedida de Reia e Ginko na Porta da Amizade. Mas depois disso vemos a realidade dura que Ginko teve que enfrentar ao retornar ao mundos dos ursos. Sendo incapaz de negar o fato de amar uma garota humana, Ginko é rejeitada e expulsa da sociedade, voltando a ser um lobo solitário, um urso indesejado.

Porém isso não é o suficiente para desanimar a determinação de Ginko. Nós descobrimos os outros detalhes do Acordo:

4 - Ginko deverá esperar até o momento certo de retornar ao mundo dos humanos
5 - Ela deverá se tornar amiga de Kureha mais uma vez e
6 - Se ela conseguir o Beijo Prometido, aí sim se tornará uma garota humana

Ginko então espera, por um longo tempo. Ela então conhece Lulu e recebe o sinal: a Tempestade Invisível começou a agir. As duas então partem para o mundo humano. Revemos a cena da apresentação de Ginko e Lulu como alunas transferidas, só que dessa vez pelo ângulo de Ginko.






Toda essa sequência pontuada pela narração de Ginko. Esta falando o tempo inteiro sobre Lulu.

De volta ao presente, temos a KMTG fazendo uma seleção praticamente simbólica sobre quem irá ser a isca para capturarem o urso que falta. Sem surpresas, vemos que Kureha é a escolhida. Aliás, enfim vemos Kureha, que está desacordada e amarrada.



Entrementes, Ginko está tentando escapar do cerco cada vez mais fechado da KMTG. Mitsuko, que representa todo o seu desejo selvagem de devorar Kureha, instiga Ginko. Esta então passa a predar todas as suas caçadoras (será que ela matou todas elas?! Caramba ein!)




Até o raio eco-kumagical (Pfffffff, impossível não rir desse troço!) é usado. Porém nós ficamos cientes de que aquilo não passa de uma maneira de forçar Ginko a ir direto para onde elas querem, direto para a isca. Kureha, que está devidamente amarrada no terraço da escola.

Oki então demonstra como uma pessoa pode ser cruel dependendo da sua posição. Ela debocha e humilha Kureha. Depois rasga o livro de Reia. Alguns fragmentos do livro caem longe e um urso observa-os.




Enquanto isso, Ginko ("acompanhada" de Mitsuko) está escondida enquanto o ataque do raio eco-kumagical (...) continua disparando para vários lados. Mitsuko diz que deveriam ir comer Kureha, afinal nada é capaz de superar a força do desejo. Só que, nesse instante, Ginko dá um contra-ataque àquelas palavras.

Ginko diz que não irá desistir do amor. Enquanto ela sobe a escadaria que levará para o terraço ela diz que não irá desistir, agora que encontrou o verdadeiro amor. Mitsuko rebate, lhe diz que já havia aceitado o desejo. Ginko então dispara:

O Verdadeiro Amor não será quebrado para uma tempestade estúpida. O Verdadeiro Amor nunca me deixará só.


A cena muda, nós passamos para o plano representativo das coisas. A escadaria se transforma na mesma escadaria que leva à Porta da Amizade. A mesma escadaria que aparece no início dos Julgamentos. Ginko diz que pode ouvir Kureha chamando-a. Ela sobe determinada.



Em uma última tentativa desesperada, Mitsuko corre e abraça Ginko. Nós vemos novamente a cena delas na cama negra, despidas, onde Mitsuko argumenta. Elas são ursos. Ela, Mitsuko, é o seu desejo, o seu amor próprio.

Mas Ginko resiste a isso.

A escada se divide em duas e Mitsuko fica para trás. Ginko chega ao topo e se vê diante do espelho onde sua imagem é refletida como a imagem do livro de Reia. Ela então ataca a si mesma e atravessa a barreira (quebrou a casca do ovo! XD)




Ginko chega ao terraço. Ela começa a caminhar, mas Kureha lhe diz para parar. A dor e desespero são evidentes na voz de Kureha enquanto ela tenta convencer Ginko de todas as maneiras que ela a odeia, que deve ir embora, que tudo aquilo é culpa de Ginko.

Mas a ursa não se deixa levar por aquelas palavras cruéis. Ela repete o mantra de jamais desistir do amor e continuar avançando (como nosso Bicha-sensei gosta de frases de efeito né. Acho que nunca mais vou esquecer dessas, de tanto escutá-las).


Kureha se desespera enquanto vê Ginko avançando. Ela sabe que Oki irá atirar a qualquer momento. Ele a chega a vacilar e dizer que não quer perder mais ninguém.

E então, o inevitável. O disparo.

Porém, ele não acerta Ginko. Mas sim Lulu.



Ginko corre até a amiga. Lulu pede desculpas para Kureha por não ter ficado longe. Ela diz que Kureha é uma mentirosa muito ruim. Ela diz a Ginko que Kureha provavelmente já a perdoou por tudo. Lulu afirma mais uma vez que acredita em Ginko e que ela conseguira dar o seu Beijo Prometido. Ela então mostra que recuperou "o futuro" dela, o fragmento do livro que mostra o beijo da Garota da Lua e Garota da Floresta. Lulu sorri, pela última vez, e repete a sua afirmação de ser esperta.

E então, o silêncio da verdade. Lulu está morta.

O grito de desespero de Ginko encerra o episódio.




(Cara, a quebra da música foi algo mortal, não? É pra despedaçar os sentimentos de qualquer um. E a carinha serena da Lulu ursinha então? Isso foi apelação monstruosa, Bicha-sensei!)

Mas, claro, temos uma breve cena pós-créditos. A continuação do Julgamento de Kureha. Life Sexy pergunta se a jovem admite os seus crimes. Sem sabermos a resposta o episódio enfim acaba.

Episódio 11 - Comentários finais


LULUUUUUUUUUUUUUUUU.

Ok, tenho que contar pra vocês que não chorei quando assisti a primeira vez essa cena. Nem na segunda e terceira! Claro que a morte da personagem com maior carisma entre o público foi algo aterrador. Pra mim, diferentemente, apesar de ter sido um momento decisivo, não foi algo realmente surpreendente. A maioria dos expectadores acabou chocado demais com essa morte (Lulu era a Waifu da galera).

Mas, antes disso, vamos falar da direção deste episódio. QUE DIREÇÃO foi essa? Olha que eu achei o episódio 8 maravilhoso em termos de direção e composição, mas este foi notavelmente impressionante. Graças a um comentário em inglês que vi pelo twitter tive curiosidade de pesquisar a respeito de quem dirigiu este episódio. As informações são igualmente impressionantes. Segurem essa.

Quem dirigiu este décimo primeiro episódio de Yurikuma Arashi foi Yuki Yase.

Ok, talvez você não conheça pelo nome, mas é provável que você já tenha visto o trabalho dessa pessoa em ação. E, se viu, é possível que tenha se impressionado com esse trabalho.

Yuki Yase trabalha no Shaft e dirigiu, entre vários episódios da série monogatari, hidamari sketch (e também parece ter trabalhado em episódios marcantes de outras séries). . . Dois episódio bem específicos de Puella Magi Madoka Magica: o famosíssimo episódio 03, que culmina com a morte de Mami e, o episódio 10, onde toda a história de Akemi Homura é revelada.

Eu bem que suspeitava que o diretor desse episódio era alguém de talento, mas isso me deixou com o queixo arrastando no chão! Caramba! Isso que é direção competente! Deu pra sentir esse diferencial

Well, eu poderia fazer milhares de outros comentários aqui, mas não tenho tempo hábil e o último episódio já está no ar. Sem demora volto para falar de como terminou essa saga de amor tão sofrida para Kureha e Ginko.

Será que a Kureha vai se tornar um urso e a Ginko uma humana?! Elas vão viver?! Vão morrer?! Vão morrer e viver ao mesmo tempo?! (Ao estilo Utena sabe, onde a Utena morre para se libertar daquela realidade)
AFINAL , COMO VAI TERMINAR ESSA BAGAÇA?!?!


Quadrinhos: Marceline e as Rainhas do Grito

Olá pessoal!!

Aqui é a Se-chan finalmente fazendo sua primeira analise (?) do ano! E logo algo sobre um dos casalzinhos mais queridos atualmente do público (principalmente nos Estados Unidos)......

Bubbline!!

Para quem não sabe, ano passado teve as bafônicas revelações de dois dos maiores ships da atualidade: Bubbline (Marceline e Princess Bubblegum/Princesa Jujuba, de Adventure Time) e KorrAsami (Korra e Asami de The Legend of Korra/A Lenda de Korra). Contei um pouquinho disso numa postagem até, além da postagem sobre o final de TLOK.

Mas para quem não está muito inteirado no assunto, o resumo é: O pessoal da produção (a.k.a. dubladora) deixou a entender que Marceline e PB já foram um casal. Por isto o rebuliço que todo mundo fez. E para não deixar os fãs de mãos vazias, andam saindo algumas HQs bem interessantes que tem um conteúdo interessante sobre as duas. Não estou falando que elas são um casal nelas, mas que tem um conteúdo "shoujo-ai", tem.

Quero dizer que tem uma amizade muito.... legal ali. E quem diria, a Editora Panini trouxe para nós um desses para o Brasil! O excelente Marceline e as Rainhas do Grito!

Então, que tal vermos como ele ficou por estas bandas?

Análise da Obra

Não sou o tipo que fica analisando e dizendo se um enredo é super complexo e tal. Acho que esse é o trabalho da Mazaki (XD). Para mim, que li a obra antes de sair no Brasil, foi uma grande surpresa dele sair por aqui antes de qualquer outra HQ de Adventure Time. Mesmo que a Marceline seja a personagem feminina mais popular da série (os meninos não devem ser tão fãs assim da PB), foi sim uma surpresa.

O enredo gira em torno da turnê que Marceline e sua banda (as Rainhas do Grito) vão fazer em todo Ooo. No primeiro capítulo vemos a implicância que a Princess Bubblegum (desculpem, mas não consigo chamar ela de Jujuba naturalmente) tem sobre a banda, mas acaba virando a empresária da banda, e tendo que cuidar dela (que não consegue nem organizar suas próprias roupas intimas..... XD).

O primeiro capítulo é legal, tanto pelo feeling Bubbline, quanto pela "complexidade" que as personagens mostram. Não é em todo desenho/quadrinho voltado inicialmente para o público jovem em que seus personagens trocam de ideia ou pensam se são bons naquilo que fazem. É normalmente como o Finn é, um menino despreocupado que vai pra porrada sem medir o perigo. Mas Marceline mostra a preocupação com sua banda e se são bons mesmo, enquanto Bubbline muda de ideia após a apresentação da Marceline e as Rainhas do Grito em um Festival no Reino Doce. (desculpe, mas ai já enxerguei com meus Yuri Googles o feeling entre elas... XD) Também é bem legal ver a PB se desculpando com a Marceline, elas conversando e tendo a ideia dela ser a empresária da banda. É tudo muito sério. Não que seja dramático, mas você vê a profundidade daquilo.

No segundo capítulo vemos a banda em sua turnê e conhecendo um empresário muito importante. Quase morri de rir da Marceline indo arrancar o vermelho dos lábios do empresário no meio do show! Cara, que demais! (XD)
Nos capítulos seguintes vemos a Marceline enfrentar seu medo da crítica que a banda anda tendo em jornais, além da história paralela do Guy. E esse é o ponto chato do one-shot para mim. Não que me irrite o fato que haja um possível leve clima entre a Princess Bubblegum e Guy, mas por ele ficar naquela coisa de mudar de forma e fazer misteriozinho. É meio.... sem propósito. O principal da história é a Marceline, seu problema com alta-estima e o estresse que chega ao ápice dela virar um demônio-lagarto gigante e a PB tendo que interferir xingando, batendo e tudo mais. Além da descoberta do crítico da banda..... (quem mais poderia ser? Vejam vocês por si mesmos.. XD)

Eu gosto muito do visual dele. Tem cores lindas, e as cenas de shows são maravilhosas, toda aquela doideira no meio do show. É tudo muito bonito e plástico, me deixa sempre maravilhada. Em especial a primeira apresentação e o capítulo que se passa na Noitosfera são lindos (~~SOOOOOO MANY FEELS~~ *o*). Todo aquele vermelho/rosa/magenta, os saltos da Marceline, cara, é uma das coisas mais bonitas que já peguei na mão para ler. (ao vivo entende? É uma experiência totalmente diferente de ler no computador)

E outra coisa legal é que o encadernado vem com vários extras, como capítulos curtos e sem conexão com a história principal, e umas ilustrações muito legais no final! 


Qualidade e Comparações

Versão Brasileira (a esquerda) ao lado da original americana.
Quanto a qualidade do material, eu sinceramente não sei o que a Panini fez para ele ser tão barato. Como trabalho atualmente em uma gráfica (não da parte de livros, mas temos materiais que usam o que eles usaram), sei que ele está estupidamente barato. Tem uma capa dura, folhas internas boas e uma impressão maravilhosa. Além de que ele não tem acabamento com cola, e sim costurado. 

Verso das edições.
Tenho as duas versões (sim, tenho uma edição importada da americana, babem~~) e tenho que dizer que a brasileira não deixou nada a desejar! As cores são tão boas quanto a original, e ele é apenas mais fino por que não tem alguns dos materiais extras americanos (como as amostras de testes dos logos e as imagens extras serem expostas cada uma em uma página inteira), além de que o papel parece levemente mais fino. Mas não me importei nenhum pouco por isto, principalmente pelo original ter saído por volta de R$ 150,00 e a brasileira surpreendentemente ter saído por R$ 19,90.
Versão americana com imagens grandes (parte superior) / Versão brasileira com imagens em miniatura (parte inferior)
Em tempos em que vemos material sair por quase R$ 20,00 e em preto e branco, ver a qualidade do Marceline e as Rainhas do Grito me fazem ver como o cuidado e a certeza de vendas (afinal, Adventure Time vende bastante) trazem sim um material de qualidade.
Comparações de tamanho.



Por fim, quero aconselhar todos a comprarem, pois é um ótimo material. Eu adoro as personagens, principalmente a PB. O relacionamento entre elas evolui de um modo muito interessante na série e ele mantém o clima da série, mesmo não tendo o protagonista verdadeiro da série.

E se você gostou de Marceline e as Rainhas do Grito, não pare por aí! Não sei se a Panini irá trazê-lo, mas aconselho a darem uma olhada em Marceline Gone Adrift, que tem um pouco do clima do material, mas tem bem mais feelings Bubbline. Sério, eu fiquei de queixo caído com algumas cenas!

Vamos torcer para a editora trazer mais materiais assim! Oremos por Godoka! (/o/)

Por favor, comentem. Gostaria de ver se alguém também se animou como eu com esse encadernado maravilhoso!

Até logo! o/

Comentários, surtos e teorias sobre Yurikuma Arashi 10

Olá a todos!

Juro que tentei voltar bem mais rápido com esses comentários, mas cada postagem leva uns três/quatro dias, no mínimo, pra ficar pronta. Aliás, nesta postagem teremos uma sessão de comentários finais bem recheada de teorias e teoremas, fiquem atentos.

Então, sem mais demora, vamos aos comentários desse décimo episódio da Tempestade das Lesbo-Ursas!

#10 - A Porta da Amizade

Nós já começamos com esse episódio com um Flashback (o elemento mais presente de Yurikuma Arashi, até então, mais do que. . . Ursos, até XD). A noite da morte de Reia. A pequena Kureha está em casa, procurando sua mãe, mas encontra apenas um bilhete desta onde ela diz que está indo levar "ela" de volta para a Porta. A pequena Kureha se pergunta quem será essa "ela" e o que será essa tal "Porta".


Reia aparece carregando a ursinha Ginko nos braços, correndo desesperada, com um sentido de urgência no máximo. Ela promete a si mesma que não vai permitir que a preciosa amiga da sua filha seja excluída. Então, nós voltamos à cena onde Reia se despede da pequena Ginko, lhe entregando seu pingente Agora já sabemos que esse lugar é a Porta da Amizade, que fica no jardim dos lírios. Reia se despede, dizendo a Ginko que, no futuro, haverá um mundo onde humanos e ursos poderão viver juntos, em paz.

(Essa foi a primeira abertura em vários episódios com algum conteúdo novo. Claro, na verdade nós já sabíamos de tudo o que estava ali, mas foi outro trecho que ainda não havia sido mostrado diretamente da fatídica história do passado. E, fazendo cá minhas apostas, não será o último trecho importante que vamos conhecer antes do fim dessa série)

De volta ao presente, estamos na escola. Temos aqui um clima diferente. Várias alunas com armas e braçadeiras cinzas com a sigla KMTG. Inclusive Oki, a atual líder da Tempestade Invisível, que parece patrulhar junto com duas colegas.


Do meio dos arbustos saem então Lulu (Oh! Pra alegria de todos os seus fãs!). Oki diz para ela não surgir assim de surpresa, pois poderia ser confundida com um urso. Lulu então pergunta sobre o caminhão estacionado na frente da escola, que leva a sigla das braçadeiras. Oki então lhe explica que trata-se de uma arma de destruição de ursos, movida à energia gerada por um urso já morto, transformado em ciborgue. (What the. . . )



Oki faz algumas perguntas a Lulu, que se esquiva, nervosa. Depois de sozinha mais uma vez, a ursinha disfarçada se pergunta onde irá continuar sua busca. 

Do alto, Life Cool se questiona e diz não compreender os atos de Lulu a respeito de Ginko. Já Life Beauty diz que ele pensa de modo muito complicado. A verdade é que Lulu ama Ginko e isso é o que lhe faz buscá-la, mesmo sabendo que seu amor não pode ser recuperado. Life Sexy sentencia que o amor vem de diferentes formas e que talvez seja por isso que a pergunta que Kumaria faz a todos que tentam cruzar a Segregação é "O seu amor é uma coisa real?"

Depois disso, vamos para Kureha, que está em seu quarto, com as páginas faltantes do livro de sua mãe em mãos. Ela relê a parte final que conhecia do enredo para então ler o que seria inédito. E então nós descobrimos o desfecho da história que Reia queria contar.



Ao ficarem diante da imagem de si mesmas, tanto a Garota da Lua quanto a Garota da Floresta reuniram coragem e atacaram a própria imagem. Assim, a barreira entre elas se desfez e ela puderam compartilhar, sem a necessidade de quaisquer palavras, o Beijo Prometido. Depois disso, Kumaria lhes permitiu traçar juntas o caminho para a Estrela do Amor, onde poderia viver juntas e felizes pela eternidade.

Do jeito que as coisas vão eu já tô acreditando que esse beijo só vai rolar no livrinho mesmo. . .

 Um final digno dos mais belos contos de fadas. Porém, um final que Kureha não acreditava ser possível no mundo real.

Um detalhe que pode passar despercebido nessa cena está durante a narração do livro, feita em paralelo com uma cena onde o grupo antes conhecido como Tempestade Invisível está reunido. Nessa reunião Oki diz claramente que não existe mais um Muro da Segregação para protegê-las do Mal e por isso precisariam lutar. Parece que o frágil equilíbrio daquele mundo dividido está ruindo. . .

Quando Kureha termina de ler a história e reflete sobre a impossibilidade daquilo que sua mãe escrevera ela ouve a campainha de casa. Era Lulu, que viera devolver o pingente de sua mãe. Lulu faz menção de ir embora, mas Kureha a impede, como que buscando qualquer desculpa. Ela vê a sujeira no rosto de Lulu, que estivera procurando, e lhe pergunta se ela não quer tomar um banho antes de ir.



(Esses detalhes de elipse no enredo são sempre muito legais de se ver, não acham? Lá no episódio dois foi a Lulu quem forçou a entrada na casa de Kureha com o pedido de ao menos poder tomar um banho. Agora é Kureha quem usa isso para fazê-la ficar um pouco mais)

Kureha aproveita o banho para perguntar a Lulu o porquê de Ginko ter afirmado ser quem matara Sumika. Lulu lhe diz que era porque Ginko pensava ser dessa forma. Ela explica que Ginko sabia que Mitsuko estava preparando uma armadilha para Sumika, mas que não fizera nada para impedir a tragédia. 

Isso porque Ginko tinha ciúmes de Sumika. Assim ela ela, Lulu, tinha ciúmes de Kureha e por isso tinha aparecido para revelar a verdade naquele momento crítico.




Kureha usa o pingete de sua mãe e consegue pegar a foto que havia na caixinha de música. A mesma foto já mostrada antes, onde Reia e Kureha seguram a pequena Ginko entre elas. Kureha não consegue entender porque sua memórias foram perdidas daquela maneira. Mesmo com a prova nas mãos ela era incapaz de lembrar. Ela sabia que tudo era verdade, mas sem as lembranças os fatos parecem algo muito distante.

Lulu pergunta então a ela se ela irá perdoar Ginko por tudo. Se irá voltar a ser amiga dela e lhe dar o seu amor. Kureha, sem muita emoção, diz que não poderá fazer isso. Era impossível para qualquer um vencer a segregação existente entre Humanos e Ursos.



Nesse momento o seu telefone toca, mas não se trata de um desafio do Muro da Segregação, mas sim de um chamado urgente da KMTG. Oki fala que descobriram que Yurishiro Ginko e Yurigasaki Lulu são ursas disfarçadas. Kureha devia tomar muito cuidado e deveria avisar ao KMTG imediatamente se encontrasse alguma delas. Kureha, com a voz vazia, apenas confirma e desliga.

Porém, um ataque da KMTG já estava se direcionando para a casa de Kureha.


 Depois da pausa de metade do episódio temos um novo flashback. A pequena Kureha sentada em uma praça ouve uma voz que parece vir da sua mente e de outro lugar ao mesmo tempo. Um chamado. No presente vemos que a KMTG invadiu a casa e procurou por todos os cômodos, sem encontrar nada além das duas xícaras recém-abandonadas.

Kureha e Lulu correm o máximo que conseguem, se afastando da casa. Lulu pergunta porque a outra está lhe ajudando. Kureha diz que não sabe explicar, apenas sente que aquela é a coisa certa a se fazer.





A caçada segue. Enquanto isso Lulu diz à Kureha que talvez ela saiba o motivo dela não lembrar de Ginko no passado. A ursinha conta então sobre o acordo que se faz para se tornar humano. Ela então supõe que Ginko deva ter abrido mão da coisa mais preciosa para si para fechar seu acordo: o amor recebido por Kureha.

Porém, revelar o segredo por detrás dos acordos feitos na Côrte da Segregação tem um custo. Lulu perde a sua forma humana, retornando a ser o urso apenas. Lulu então se despede e parte.




Entrementes, Oki enfim encontra um urso com o seu tanque de extermínio e, sem hesitar, ordena do disparo. O urso-alvo e acertado e cai. Mas, ao verificar o corpo do mesmo, Oki percebe que não se tratava de nenhum dos dois ursos que estava caçando.

Um pouco distante dali vemos Kureha, abraçada à pequena ursinha Lulu. Suas palavras são de que ela não deixará um amigo ser excluído. Kureha então parte, com Lulu embrulhada em seus braços. Uma imagem muito semelhante à do começo do episódio, quando Reia carregou Ginko. (oh as repetições. . .  *suspira*). O alarme de ursos se faz soar mais uma vez e, nas memórias de Kureha as lembranças do dia em que cruzou pela primeira vez a Porta da Amizade vão surgindo. Ela então sente com muito mais impacto do que antes, a verdade. Ela chega até à Porta com Lulu nos braços e, dentro de si, o seu amor por Ginko parece ter se tornado muito mais real, agora acompanhado das lembranças daquele encontro fatídico.




Kureha então coloca Lulu no chão e lhe diz para cruzá-la e de lá voltar para o mundo dos ursos. Lulu faz uma última pergunta: Ela conseguiu se tornar sua amiga? Kureha é pega de surpresa, mas logo coloca sua frágil máscara de frieza e nega que sejam amigas. Diz que, se um dia se reencontrarem, ela com certeza irá atirar para matar. Kureha dá um pequeno último empurrão para que Lulu atravesse a porta e lhe diz para jamais voltar.



Não para aquele mundo estúpido.

E quando a porta se fecha, Kureha diz a si mesma que aquela foi, com certeza, a coisa certa a se fazer.



(Kyaaaaaaaa~~~ Kureha sua maravilhosa! Sua racional incorrigível! Sua garota de tremenda força! Nesse momento sim você mostrou toda a fibra que existe nessa sua cabeça-dura! Caramba. . . . . Você pode ser uma descrente, mas é uma descrente com incrível retidão de atos e atitudes que te fazem ser realmente uma protagonista e tanto!)

Well, claro que as coisas não poderiam acabar bem, né? Depois que a porta é fechada, luzes incidem sobre Kureha e ela se vê cercada pelos tanques e garotas armadas, apontando em sua direção. Oki então declara que ela era uma traidora, o verdadeiro Mal. Então acusa Kureha de ser a pessoa que trouxe os ursos para o mundo humano desde o começo das mortes das estudantes, como uma maneira de vingar-se da exclusão que sofrera por parte da Tempestade Invisível.

Kureha nega aquelas acusações, mas ninguém lhe dá ouvidos. Todas estão prontas para puní-la. A última coisa que vemos são dois olhos vermelhos, no meio do mato, observando aquela cena. A voz de Ginko repete a frase que lhe era tão costumeira à princípio e que agora voltou a ser seu principal bordão:

Eu vou comê-la.



FIM!!!! Ah, quer dizer, CENA EXTRA! Isso virou regra nos últimos episódios né.

Nessa cena extra, tão rápida que se piscar perdemos tudo, temos nada menos do que o início de uma sessão na Côrte da Segregação. E a réu desta vez é ninguém menos do que Kureha.

Episódio 10 - Comentários finais

Nossa. Confesso a vocês que a primeira vez que vi esse episódio, no dia do lançamento, eu achei ele um dos mais fracos até então. Porém, ao revê-lo para começar essa postagem tudo foi bem diferente.

O comentário mais pertinente que esse episódio nos possibilita também é um dos mais questionadores da série até então: Trata-se do fato de que ainda está faltando uma parte fundamental da história entre Kureha e Ginko a ser esclarecida. Apesar desse ponto estar subentendido a bastante tempo no enredo, cada vez mais esse buraco na informação foi se tornando crítico para a nossa compreensão. É praticamente tudo o que falta para completar as informações sobre a história precedente.

Por que, afinal de contas, Kureha não se lembra de Ginko? Mesmo que seja como Lulu diz, as memórias tenham sido trocadas pela forma humana de Ginko, quando foi que isso aconteceu? E porque Ginko fez o acordo, no começo das coisas todas? Todas essas são dúvidas que estão gritando para serem solucionadas.

Sobre nossa amada protagonista, Kureha. Não é deste episódio que ela vem se mostrando uma pessoa que se guia muito mais pelo intelectual do que pelo emocional. Desde o começo tem sido assim. Quando ela estava no auge do seu sofrimento pela morte de Sumika, era nos conceitos de não desistir do amor que ela se apoiava para ter forças para agir. Mesmo que seus sentimentos estivessem destroçados, se havia à lógica daquela "regra universal" ela estaria bem.

Neste décimo episódio essa sua característica salta aos olhos como nunca antes. Desde a sua incapacidade de aceitar que seria possível haver um futuro para ela e Ginko como o da história de sua mãe. Até suas incríveis atitudes de fibra moral incontestável ao salvar Lulu.

Porém, ao mesmo tempo que é extremamente determinada em seguir esses preceitos da lógica e razão, Kureha é frágil em manter-se dessa forma. Algo que me ficou bem explícito no decorrer desse episódio é que, sua frieza quanto à Ginko e a descrença na história de sua mãe, era alimentadas em imensa parte pela falta de memória afetiva daquele doce passado em que vivera e amara Ginko sem medo de mais nada. Não que ela fosse deixar tão fácil suas convicções lógicas se tivesse as lembranças, afinal ela é uma cabeça dura, mas com certeza é mais fácil quando ela não sente tudo aquilo que se perdeu do passado.

Por fim, gostaria de deixar alguns pontos extras que são interessantes para fins de curiosidade e análise.

O Morro dos Ventos Uivantes (Arashi ga oka)

As teorias dos fãs surgem na internet de diversos pontos diferentes, quase simultaneamente. Esse sobre a trama ser muito inspirada pelo livro de Emily Brontë, Wuthering Heights (em português brasileiro O Morro dos Ventos Uivantes) me surgiu nas buscas do tumblr, quando uma pessoa comentou ter feito um trabalho escolar a pouco tempo a respeito do livro e, agora assistindo Yurikuma, estar vendo vários paralelos com a história clássica.

Demorei um pouco para fazer essa averiguação, mas provou-se bastante fácil comprovar que, de fato, existe uma influência direta do texto da irmã Brontë na obra de Ikuhara. Isso fica evidente com o nome da escola, que também faz influência no nome da série: Arashigaoka. Se lermos "Arashi ga oka" não temos nada menos do que o nome japonês de O Morro dos Ventos Uivantes. Em inglês esse nome ficaria como Stormy Hills, em português, Colinas Tempestuosas, que é uma tradução muito mais aproximada do significado original de Wuthering Heights.

Peguei o livro para ler (em inglês, o que dificulta um pouco) e graças a um rico prefácio da edição escolhida acabei tendo uma série de informações bem interessantes sobre o livro. Como, por exemplo, o fato do mesmo ter ganhado fama maior apenas muito tempo depois de publicado, já no Século 20. Anteriormente era considerada uma obra enigmática, de nuances indescifráveis. E isso se deve, especialmente, pelo caráter nada ortodóxo das relações entre os personagens envolvidos.

Um resumo mínimo da obra seria (e esse é O ponto que nos interessa): um romance entre "uma filha da casa da tempestade" e o filho da "casa da calmaria" que é impossível, acaba não se concretizando e gerando um rancor no amado, que irá, após a morte da sua eterna amada, buscar vingança sobre a geração seguinte a eles, tentando destruir o seu amor.

Claro, essa é apenas uma nuance bastante rústica e simplificada do livro, mas creio que deu pra perceber fácil onde está a influência de Arashi ga Oka em Yurikuma Arashi, não? Yuriika e Reia e seu amor não concretizado, a vingança sobre a geração seguinte, as duas casas de naturezas distintas (que no livro são casas mesmo, famílias) e aqui podemos encaixar na dualidade Homem x Urso.

Bom, a questão que fica, dessa influência é: será que o paralelo com a obra de Emily Brontë vai se limitar ao papel de Yuriika, ou teremos ele até o final? Não vou comentar o final do livro, pelo risco, mas não é difícil adivinhar quando se deixa claro que Emily foi fortemente influênciada pelo movimento literário do Romantismo.

Próximo ponto!

Lifes x Garotas

Antes de começar a escrever este post vi pela segunda vez esse episódio (Isso a três dias atrás ^^'') e acabei chegando a um paralelo interessante entre as três protagonistas e o Trio dos juízes que acompanham todo o desenrolar dessa trama. Naquela hora postei uma montagem simples no meu tumblr e a coisa se espalhou bastante pela mesma rede. Parece que o pessoal gostou do meu ponto. Vou deixar a imagem aqui pra vocês.



O paralelo se encaixa muito bem quando paramos para pensar na maneira de agir das nossas protagonistas.

Kureha, neste episódio mais do que nunca, mostrou como é uma pessoa que só se deixa levar pela razão e pelas atitudes que julga corretas. Ela é capaz até mesmo de passar por cima dos seus sentimentos e instintos quando o pensamento lhe diz que deve agir de tal forma.

Lulu é pura emotividade. Ela é guiada pelo seu amor e comete erros por conta disso. Mesmo assim ela tem seus valores, construídos sobre seus sentimentos e tenta fazer de tudo para seguí-los, mesmo quando ela felicidade poderá ser prejudicada diante da felicidade daqueles que mais ama.

Já Ginko é movida primariamente pelos seus desejos e instintos. Diferente de Lulu ela não pode colocar seus sentimentos antes dos sentimentos de quem amava, por isso acabou deixando que Sumika, que era o amor de Kureha, ser morta. Por várias vezes Ginko já provou que sua maneira de expressar o seu amor é muito mais física do que etérea.

E vocês, o que acham desse paralelo? Ainda pretendo trazer muito mais análises, depois que a série em si terminar, mas esse tópico é uma boa para ir "aquecendo os motores" nessa direção.

PS: Depois, assistindo alguns episódios de Utena, no mesmo sábado, só que à noite, acabei me perguntando se esse mesmo paralelo de cores não poderia ser aplicado aos três duelistas de Utena, respectivamente Saionji, Tohga e Miki. Parece encaixar bem, não? É como se a cor fosse um sinalizador de que tipo de atitude de pensamento e ação aquele personagem irá ter a princípio.

ENFIM, esses foram os muitos comentários sobre Yurikuma Arashi 10! O episódio 11 está aí na nossa cara, para destruir nossos sonhos, então, o quão antes, retornarei com mais comentários para vocês! Obrigada pela participação de sempre e vamos seguir rumo ao clímax dessa história louca!

Até mais!


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