Archive for 01/04/16 - 01/05/16

[Notícia] Yamada Ako inicia série da Comic Yurihime

Yamada Ako (conhecida também pelo pseudônimo de CITRON), artista de doujinshis yuris de grande repercussão no nicho nos últimos dois anos com trabalhos baseados na franquia Madoka Magica estreiou uma nova série original na antologia Comic Yurihime na edição 2016/5, lançada em março deste ano.

A série chama-se Choko Matte e praticamente ainda não há informações à respeito na internet. Abaixo segue a foto do anúncio, na Yurihime 2016/3 e uma ilustração.






Aqui no Kono-ai-Setsu iremos fazer um comentário detalhado dessa série assim que a edição 2016/5 chegar na redação, o que infelizmente só acontecerá por junho. Quaisquer informações antes disso, tratemos ao blog.
domingo, 24 de abril de 2016
Posted by Lilian Kate Mazaki

[Notícia] Kobayashi-san chi no Maid Dragon ganha animação

Há algumas semanas do lançamento do quarto volume do mangá yuri de comédia Kobayashi-san Chi no Maid Dragon, vazou na rede a capa do volume com uma informação nova incrível: uma adaptação para anime.




Já licenciado nos Estados Unidos pela Seven Seas, com previsão de início da publicação em outubro deste ano, Kobayashi-san Chi no Maid Dragon é uma comédia nonsense da vida compartilhada da pacata Kobayashi, uma pessoa comum que por inocência acabou salvando a vida de uma "garota-Dragão" que passa a viver em sua casa como empregada para retribuir o favor de vida.

Até o momento não há outras informações mais concretas como estúdio responsável, duração de episódios ou quantidade dos mesmos. Conforme novas informações forem liberadas iremos atualizar tudo aqui no Kono-ai-Setsu.


[Resenha] Deuses de Pedra - Uma reflexão disfarçada de livro

Olá a todos! Mais uma vez, a semi-nova redatora do blog, Lume, volta com outra postagem, desta vez sobre (pasmem) um livro Yuri. Isso mesmo, um livro, escrito, impresso e vendido nas livrarias para qualquer interessado comprar. Em mais de uma década indo periodicamente até livrarias e revistarias, reunindo centenas e centenas de livros e mangás, 2016 foi o ano em que eu obtive meu primeiro livro de romance lésbico para. Pensando sobre isso agora, foi uma surpresa e tanto pensar que eu só havia achado um desses agora, já que eu posso afirmar para quem quer que seja sobre meu status de leitora compulsiva e colecionadora de livros. Mas chega de enrolar; vamos ao livro!

Deuses de Pedra, ou The Stone Gods no título original, é um livro interessante. Jeanette Winterson dividiu ele em quatro histórias, O Planeta Azul, Ilha de Páscoa, Depois da Terceira Guerra e Cidade dos Escombros. Os contos são ambientados sempre em lugares diferentes e são como reencarnações de Billie e Spike, as protagonistas. Vou tentar resumir tudo ao máximo para o post não ficar tão longo de ler, mas sem fazer aquele resumo de 6º ano de cinco linhas, porque até eu me irrito com coisas desse tipo.

Planeta Azul
O Planeta Azul conta a história de Billie Crusoe, uma cientista humana do Planeta Orbus, e Spike, uma robô sapiens prestes a ser desmantelada, que fogem juntas do governos para o Planeta Azul. Em Orbus, descobriu-se a possibilidade da Adaptação Genética, a qual consiste em uma "cirurgia plástica das células": através de procedimentos, é possível manter-se jovem por um longo período de tempo. Os humanos podem ficar com idades entre 25 até 12 anos. Com os avanços tecnológicos, todos têm acesso a essas técnicas, transformando o mundo num lugar de crianças e jovens adultos. Além disso, ainda temos a cirurgia plástica convencional, então todos são lindos e maravilhosos o tempo todo. E, como o ser humano enjoa fácil, as "aberrações", humanos que escolheram não seguir o padrão, são super valorizadas no planeta, como mulheres com bocas humanas nos seios. Sim, uma dessas apareceu em uma das cenas do livro. E tentou oferecer uns "servicinhos" pra Billie. Mas isso não é o foco aqui.

Obviamente, o romance entre a Billie e a Spike é o principal do conto. Elas cruzam olhares pela primeira vez em uma conferência do governo sobre o recém-descoberto Planeta Azul, que o leitor logo identifica como nosso Planeta Terra. O povo de Orbus fez com seu planeta natal o mesmo que fazemos atualmente com o nosso: extração intensa de matéria prima, poluição, danos a camada de ozônio, etc. Eles se deram conta disso tarde demais, e mesmo com as medidas avançadas que implementaram para retardar a morte do planeta, o alto escalão do governo sabia que Orbus tinha menos de 50 anos de vida. Portanto, a descoberta do planeta Azul foi algo fantástico para todos. Uma nova casa, com abundância em matéria prima, com risco zero de de auto destruir. Simplesmente fantástico., eles pensaram.

Depois dessa troca de olhares e do fim da conferência, algumas horas se passam até o segundo encontro. Nesse meio tempo, Billie foi visitar uma mulher, Rosinha McMurphy, que queria fazer uma Adaptação Genética para ter 12 anos de idade novamente. Tudo por causa do marido dela que, ao meu olhar e o de Billie, era um pedófilo totalmente sem-vergonha. O livro justifica essa vontade nojenta assim: "Agora que todos são jovens e bonitos, muitos homens preferem meninas ainda quase crianças. Querem alguma coisa diferente, porque tudo ficou igual." Realmente, esse não é um livro que se encontra todo dia na livraria da esquina.

Após essa visita, Billie recebe uma ligação de seu chefe. Ele diz que Spike pediu que ela, Billie, fosse sua entrevistadora no programa de um minuto mais detalhado da mídia (Contraditório, mas só faz você gostar mais da história). O chefe diz que esse foi o pedido de Spike antes de ser desmantelada. Descobrimos isso no comecinho do livro: Spike fora enviada para o planeta Azul, a fim de recolher informações sobre o lugar para o governo, e seria desmontada e enviada para a reciclagem após sua volta. O que incomoda Billie é que Spike é uma robô sapiens e, além de frustrar sexualmente a protagonista, deixa a humana se perguntando por que o governo iria reciclar um robô sapiens, que custa ao governos muito dinheiro na produção. Robôs sapiens são criaturas mecânicas feitas para agirem como humanos, porém sem emoções. Como o próprio livro diz, ter um robô sapiens é sinônimo de luxo e poder, já que são insanamente caros.

Meio forçada, meio curiosa, Billie vai entrevistá-la. Tudo termina bem, apesar de Spike partilhar informações "poucos apropriadas" para um programa nacional, como detalhes de sua vida sexual com astronautas enquanto estava em missão e dados coletados pela robô. Elas se despedem sem mais problemas depois disso. Então pulamos para uma cena no sítio de Billie, um sítio mesmo, com vacas e cavalos. É considerado ultrapassado pelo resto do mundo, mas para Billie, é um paraíso. Enquanto relaxava de noite, recebe a visita de um guarda, que diz a ela que Billie deve 3 milhões ao governo por multas de trânsitos. Descobrimos logo depois, com uma ligação de seu chefe, que Billie é inocente e que era tudo um plano governo para prendê-la. A cientista já havia participado de um movimento contra o Estado, justificando a armação dos 3 milhões de dólares. Ele oferece a ela uma viagem ao planeta Azul para escapar das políticas de Orbus, e ela, claro, aceita. Já na nave, ela se encontra com Spike, que havia fugido das garras do governo também. É lá que somos agraciados com um beijo das duas e suas reflexões sobre a nova vida.

Quando o grupo da expedição ao Planeta Azul finalmente chega ao seu destino, algo dá errado. Um asteroide fora de curso abalou as fundações da nave e sua comunicação com Orbus, prendendo a todos no planeta. Billie escolhe passar seus últimos momentos com Spike, e quando a robô descarrega completamente, ficamos com Billie e suas palavras doces, assegurando-nos de que tudo isso é apenas uma história e que logo outro começará. O fim.

Esse conto me intrigou bastante por ter uma semelhança com outro livro, "Admirável Mundo Novo". É um cenário futurista, uma utopia totalmente maluca para nós, onde os fetos são produzidos em laboratório e crianças são incentivadas desde cedo a terem relações afetivas com outras crianças. Tudo em prol do maior desenvolvimento humano. Realmente, a história assemelha-se tanto a esse livro que Admirável Mundo Novo é citado duas vezes no conto, mas apenas por alto.

Ilha da Páscoa
Estamos na época do que aparenta ser as Grandes Navegações. Billy, um marinheiro, é abandonado por seu navio em uma ilha desconhecida por conta de um ataque dos nativos. Perdido, ele tenta sobreviver por conta própria, até que é descoberto pelos locais, que o levam como oferenda para seu deus. Felizmente, um incidente ocorre, e Billy é salvo por Spikkers, filho de um marinheiro holandês. Billy conhece a história da ilha através de Spikkers, que lhe conta sobre uma disputa entre dois povos do lugar. O benfeitor de Billy tem um plano para acabar com esse conflito, mas, enquanto o punha em prática, as coisas não vai tão bem para Spikkers…


O segundo conto mostra uma reencarnação masculina de Billie e Spike. No entanto, não há um envolvimento amoroso explícito entre os dois, tanto que Billy até menciona que já é apaixonado por outro marujo chamado James Hogan (mas essa suposta paixão só é citada duas vezes no conto inteiro). Resumindo, Ilha da Páscoa não foca no romance. Aliás, o livro não foca no romance. Se você ler com atenção, dá para perceber que todas as quatro histórias são, na verdade, críticas sobre alguns acontecimentos na Terra.

Eu gosto bastante desse conto pois ele é o que mais puxa para o lado imaginativo. Jeanette Winterson é uma das autoras mais criativas que já li, e ela não economiza sua imaginação nesse conto. Não quero contar muito sobre a história em si; sou uma pessoa que odeia certos tipos de spoilers de todo o coração. Digamos que, apesar de ser curta, essa história vai cativar mais aqueles que gostam de saber todos os detalhes do universo que o escritor cria.


Depois da Terceira Guerra
Voltamos agora com a versão feminina do casal da vez. Depois da Terceira Guerra começa como uma biografia de Billie, nascida de uma mãe adolescente e abandonada num orfanato com menos de um mês de vida. O conto todo são divagações e reflexões de Billie, assim como impressões que teve de sua genitora.. Só no final ficamos sabendo que Billie trabalha no projeto da robô sapiens, o projeto para construir Spike. Detalhe: nesse conto, Spike é uma cabeça robô. Só a cabeça mesmo. Ela foi criada após a 3G, ou a Terceira Guerra Mundial, a fim de evitar uma Quarta. Billie tem a função de dialogar com a cabeça de Spike, contar a ela assuntos do mundo inteiro para que Spike possa processar todas essas informações e tomar decisões para ajudar o planeta. Um dia, por algum motivo, Billie leva Spike para passear, e a história continua no quarto e último conto, Cidade dos Escombros.


Cidade dos Escombros
Planeta Azul e Cidade dos Escombros são as duas histórias com mais de oitenta páginas, e por isso dediquei uma maior atenção a elas. O quarto conto dá continuidade a saída de Billie e Spike, que vão até a Cidade dos Escombros, uma espécie de subúrbio. É aqui que o leitor é melhor elucidado acerca do acontecido nessa realidade: a Terceira Guerra Mundial.

Não fica claro o porquê da guerra, mas suas consequências foram muito bem exploradas no livro. Após o conflito, o mundo teve que recomeçar. Todos culparam os governos que, enfraquecidos, deram lugar à MAIS, uma empresa "faz-tudo" que é considerada o novo governo. A MAIS aboliu qualquer tipo de dinheiro e noções de propriedade; agora tudo é alugado com jetons. Jetons são uma forma alternativa de dinheiro, sendo que todos tem os jetons de que precisam. Tudo nesse novo mundo é alugado, carros, roupas, até mesmo quadros. A MAIS deu uma nova oportunidade ao mundo, oferecendo empregos na reconstrução do planeta, além de segurança, educação, moradias, etc. Ela é uma espécie de "pseudo governo".

Continuando a história, Billie e Spike param num bar na Cidade dos Escombros. Elas conhecem um barman chamado Sexta-Feira e os três jogam conversa fora, até que, de repente, um carro com alguns japoneses para no bar, alegando estar ali para oferecer ajuda aos "refugiados dos Escombros". Sexta-Feira, com a ajuda de alguns motociclistas, expulsa os asiáticos, que não desistem fácil. Infelizmente, esse conflito termina com os japoneses explodindo e com a MAIS declarando uma invasão à zona dos Escombros.

No meio da confusão, Billie perde a cabeça de Spike. Com a ajuda de Sexta-Feira, ela procura a robô sem parar. Após algum tempo buscando, ela encontra Spike na casa de duas garotas, fazendo sexo oral numa delas. Billie fica revoltada, não por preconceito, mas por acreditar que "robôs não precisam saber fazer sexo oral". Spike acha uma injustiça, e no meio da discussão, declara que desertou da MAIS, sua empresa de origem, e que quer viver ali, na zona dos Escombros.

Uma das garotas que vivem ali acalma as duas, e convence Billie a passar a noite ali. Ela, no entanto, foge no meio da noite, levando Spike a tiracolo. As duas encontram um antigo telescópio, com anotações estranhas. Mas isso não é muito relevante para a história. Algum tempo depois, elas chegam numa festa acontecendo no meios dos escombros, mas que é invadida por agentes da MAIS e por mutantes, frutos da radiação deixada pela Terceira Guerra. Billie e Spike se refugiam no antigo telescópio, mas Billie decide sair, deixando a robô lá.

Previsivelmente, Billie leva um tiro de um agente. Em seus últimos suspiros de vida, que também são os últimos suspiros do livro, ela sonha com um sítio, possivelmente o sítio da Billie de Orbus. Lá, alguém não identificado a acolhe e assim, o livro termina, deixando uma grande interrogação em nós.

Deuses de Pedra não é um livro que deve ser lido de um dia para o outro, apesar de um leitor ávido conseguir terminar ele nesse período. Pelo menos, eu não aconselho fazer isso. Esse livro foi feito para nos fazer pensar. Pensar em coisas que consideramos banais, mas que ainda são importantes. Todos os contos têm uma crítica escondida sobre o conflito humano, seja ele em escala mundial ou entre tribos, sem contar no puxão de orelha que Jeanette nos dá sobre o descaso que temos com nosso planeta em Planeta Azul.

Algo que me chamou atenção no livro foi que ele não tem capítulos. O máximo que encontramos é a separação dos contos e um certo espaçamento entre linhas de pensamento, mas nada que seja um verdadeiro capítulo. Foi minha primeira experiência com uma história assim, e para ser sincera, gostei bastante. Esse tipo de estratégia faz você criar uma ligação mais forte com os personagens, pois não é como se você estivesse lendo um livro, mas sim como se escutasse a Billie te contar diretamente as aventuras dela.

Não é um livro para qualquer um, devo avisar. Se você não gosta de refletir, ler um livro de pouquinho em pouquinho, a narrativa de Deuses de Pedra será entediante. Até para mim foi um pouco difícil no começo, porque me acostumei a ler livros com uma dinâmica mais ágil e direta.

Eu poderia enrolar falando mais alguns detalhes desnecessários sobre o livro, mas a melhor resenha que eu poderia fazer de Deuses de Pedra seria apenas uma única frase: "O livro fala por si só."
sábado, 23 de abril de 2016
Posted by Lume Rin

Momento "Leia um mangá junto com o KaS" #31 - Queria que minha namorada fosse um menino (?!)

Como estão?
O calor aqui no Sul está demais e estou tentando sobreviver e raciocinar em como fazer uma boa postagem no meio do inferno na Terra.

Para facilitar, lembrei de um capítulo único (one-shot) que li esta semana e que fiquei apaixonada. A obra se chama Boyfriend, de Meno, e foi publicada pela Comic Yurihime dentro da coletânia "Kawai sa Amatte Suki sa 100-bai!". (link para leitura em inglês)

Portanto, confiem no gosto da Se-chan aqui, relaxem e segurem firme, por que o coraçãozinho de vocês vai ficar um pouquinho apertado com esse amor de mangá!

Boyfriend
de Meno

A história começa com a protagonista Risa, de cabelos claros, explica a situação atual de sua vida. Depois de falhar no exame para entrar em um colégio público, ela teve que entrar em uma escola feminina privada. Em seguida, aparece ela dando um beijo em uma outra menina, depois de dizer que a outra estava muito legal durante a aula de Educação Física. Esta outra menina é Yuuko, sua "namorado" (sim, ela chama a menina de "boyfriend" na versão em inglês que li).
Risa explica que no primeiro dia de aula, os alunos formaram uma fila de acordo com o número de estudante, e Yuuko ficou logo atrás dela. Logo ela admirou a garota alta, com cabelos curtos e que achou que parecia muito um menino. Também fala que terminou com seu antigo namorado por não gostar de namoros a distância (tipo, de mudar só de escola?!).

A história continua em um flashback, mostrando como Yuuko era popular, e Risa não aguentava mais ficar sem um namorado. Quando teve oportunidade, Risa logo perguntou se Yuuko-chan (-chan é uma expressão de carinho usado referenciando meninas). queria ser sua "namorado" (ainda fico meio chocada com essa menina, mesmo relendo a história...). A outra aceita sem pestanejar.

Agora com a introdução feita, a cena é de Risa falando para Yuuko que quer ir há um café que tem promoção para casais. Só que, obviamente, Yuuko adverte dizendo que não saberia dizer se as aceitariam por serem duas meninas. A outra só diz que será fácil, já que Yuuko irá facilmente parecer um menino aos olhos dos outros quando se vestir casualmente. Então elas combinam de se encontrar e irem juntas no local.

Quando Risa vê Yuuko, repete novamente a fala, dizendo que a outra parece realmente um garoto. A outra se tranquiliza, dizendo discretamente aliviada por ter roupas como esta para momentos assim. Elas são recepcionadas no café e pedem o serviço de casal. As garotas ficam nervosas, mas são atendidas normalmente e Yuuko passa despercebida. Mesmo assim, Yuuko acaba escutando alguns clientes comentando sobre elas, por Risa se referir à outra com "-chan" (o normal, para chamar um menino, seria com "-kun").

A garota, portanto, pergunta por que Risa sempre a chama com "-chan", já que a outra a chama de "namorado". Mas elas são interrompidas pela atendente antes da garota dar uma resposta. As garotas saem do local e vão à uma loja, onde Risa vê um elástico de cabelo bonito, porém caro. A outra decide comprar para a garota. Chegando ao caixa, Yuuko acaba comprando duas, para as duas combinarem. Risa fica chocada, pensando se a garota usaria em seu cabelo. Mas Yuuko coloca em seu pulso.
Após isto, as duas vão em outra loja, onde as duas se perdem uma da outra. Risa acaba sendo "atacada" por alguns garotos que ficam a incomodando perguntando se ela não quer sair com eles. A garota fala que tem namorado, e Yuuko vê a cena e fica um tanto chateada. A outra a vê e a puxa para irem embora.

Quando saem do local, Risa percebe que Yuuko está com a presilha no cabelo, e não no pulso. A garota fica perguntando se a outra está brincando por usar aquilo no cabelo, mas a mais alta pergunta séria se o enfeite fica tão ruim nela. A outra tenta responder, dizendo que algo tão feminino não cai tão bem nela. Yuuko diz que apesar de tudo, também é uma garota. E que por mais que ela se esforce, continua sendo uma.
Ela pergunta se Risa a ama. A outra fala que sim, e ela continua, perguntando se a ama como "namorado". Yuuko segue, falando que no início pensava que estaria tudo bem, desde que ela permanecesse como amante de Risa. Porém, ela não sabe se quem Risa ama agora é exatamente ela, ou a versão "namorado" dela. E, por amar Risa, que ela odeia ser sua "namorado". Ela quer ser sua "namorada". Yuuko termina, falando que ela foi feliz em seu amante dela, e que seria muito bom ela ter sido sua namorada e, pior ainda, que seria muito bom se ela fosse homem. E dá adeus e se prepara para ir embora.

Nesse instante, Risa grita, dizendo que não era o que ela queria. Que Yuuko não parece nenhum pouco com uma garota. E que ela já pensou em perguntar se deveria chama-la de "Yuu-kun", mas que, se isso acontecesse, ela começaria a ama-la como um homem, e não como garota. Risa continua, falando que agora, ela só consegue a ver como um garoto, e por isso que é sua "namorado". E que, por isso, ela diz que Yuuko terá que começar a deixar o cabelo crescer se vestir mais como garota, para que ela possa vê-la, finalmente, como namorada. E que o fato dela amá-la nunca irá mudar.
Depois disso, há uma passagem de tempo onde as duas conversam e chegam ao mesmo café, pedindo o mesmo combo de casal. Agora, como um casal de garotas (adultas!).



Tenho que dizer que achei esse one-shot super fofo, não só pelas personagens em si, ou pelo traço, mas a interação e a sinceridade com que a obra acaba. Risa falando que ama Yuuko não importa o que for, é lindo, por que fica claro que para ela não importa se a menina quer ser menino ou menina, mas que continue a mesma pessoa. Além do mais, a chama por "-chan" por que não tinha coragem de tomar a decisão de vê-la como ela (Risa) pensava que a outra parecia. E também Yuuko, que ficou revoltada por que é sim uma garota, e queria ser tratada como tal. Essa interação é linda. O final com as duas juntas, adultas, e claramente felizes e firmes de sua relação é maravilhoso.

A evolução de nossa visão sobre as duas personagens também é muito interessante. Afinal, no começo vemos Risa como uma garota infantil, necessitada de atenção e de um namoro (seja lá com quem for, fica a impressão). Ao final, observamos como a garota realmente ama a outra, e está disposta a vê-la como mulher. Além disso, Yuuko aparenta inicialmente ter muita convicção e confiança sobre quem é e não liga para como a outra a imagina. Porém, ao final, vemos a garota abrir seu coração de modo meigo, cheio de dúvidas e querendo ser vista como se vê, uma garota.
Fiquei super feliz com o final! Espero que tenham gostado também. É muito bom para "abrir a mente" sobre alguns padrões, talvez. Não quis pensar sobre "A menina não pode se vestir um pouco unissex?", por que acho que não é bem o que a obra quis explicar. Mas acho que poderia ter ido para este lado. Seria também muito interessante.

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[Assistindo] Sailor Moon Crystal 3ª Temporada - Episódio 01

Olá pessoal!

Estamos entrando na nova temporada de animes e o que procuramos sempre é achar as novidades yuris, correto? Mas e se nos deparamos com a nostalgia e sapatice suprema voltando a ativa? Esse é o caso dessa vez, com a mais recente temporada de Sailor Moon Crystal, onde irão finalmente aparecer nossas paixões do passado e exemplos supremos de como não ser primas (OPS), Haruka e Michiru.

Ops. Você, leitor do KaS e que não está muito por dentro dos animes recentes, talvez esteja confuso. Sailor Moon Crystal é um remake da série Sailor Moon que é mais fiel ao mangá. Esta terceira temporada será correspondente à série S do anime original, também conhecida no mangá como Mugen (Infinity) story arc (desculpa se estiver errado..). Ou seja, é onde finalmente irão aparecer as Outer Senshi (grupo secundário de Sailors formado pelas mais estilosas: Uranus, Neptune, Pluto e Saturn), incluindo nosso casal amado da infância.
Portanto, nessa postagem irei falar tudo o que achei sobre o primeiro episódio da série. Eu sinceramente não sei se verei a série inteira, mas foi muito gostoso relembrar esse velho carinho que tenho por Sailor Moon. Aviso também que apenas tinha visto os 3 primeiros episódios da primeira temporada, então não tinha prestado atenção em vozes alteradas como a da Minako (Sailor Vênus). Portanto, não se incomodem com meus surtos com alguns detalhes que possivelmente já haviam nas outras temporadas.

Para quem não viu o episódio, ele está disponível de graça e oficialmente pelo Crunchyroll.

Sailor Moon Crystal 3ª Temporada - Episódio 01

Logo no começo vemos os vilões falando de seu plano maligno, Hotaru e Mamoru (Darien para os brasileiros) tendo previsões sob o futuro, e Usagi (nossa Serena) também tendo, mas sendo tão tonta que acha que são sinos de igreja onde irá se casar com seu amado (tadinha, é meio retardada).

Referências ao Ikuhara (fonte)
Depois disto, temos uma abertura cheia de referências ao diretor da série S, Ikuhara Kunihiko (ícone do gênero yuri), incluindo a cantora da abertura Etsuko Yakushimaru (cantora de Yuri Kuma Arashi e Mawaru Penguindrum, ambos de Ikuhara). Além disso, ela faz referência há alguns detalhes da série antiga, como elas voando no céu. Infelizmente tenho que dizer que, apesar de ter amado as imagens da abertura, quanto a música eu gostei muito mais da primeira de Crystal (cantada pelo grupo Momoiro Clover Z), que tinha uma pegada mais animada e com uma letra totalmente feminista (maravilhosa!).

Após o mar de referências, o anime continua, com Usagi acordando e enquanto corre para se arrumar atrasada, Chibiusa vê uma reportagem na TV falando sobre pessoas que estão regredindo (virando selvagens, resumindo). E aí está uma coisa que eu sempre acho maluco em Sailor Moon: ninguém estranha uma imagem de um monstro e falar que realmente é um monstro no Japão?! Por que que diabos, aquilo não era humano!

Usagi se encontra com Mamoru, e Chibiusa estraga o momento quase-beijo dos dois. Após isto, o garoto tem mais um sentimento premonitório, e a protagonista, ao se despedir do amado, começa a refletir sobre seu mundo de paz, que acha que não irá durar muito.

Essa é uma coisa que eu acho bem interessante do mangá e desse anime. Eles mostram como Usagi se torna mais adulta com ao passar da série. Na animação original não temos quase este impacto na personagem. Ela parece uma tonta do início ao fim, enquanto aqui vemos a garota pensar em como seu mundo nunca será totalmente calmo, e que é seu dever cuidar de seu planeta.
E finalmente temos a apresentação das nossas amadas! Michiru nadando como sempre (com um leve fanservice), e com um helicóptero buscando ela e aparecendo na janela (TÃO IKUHARA! XD), enquanto Haruka corre de carro feito doida e .... QUE VOZ!! OMG, PARECE UM HOMEM. Estou em choque, assim realmente é fácil se confundir quanto ao sexo dela. E também confunde o pessoal da tradução, pois enquanto no japonês seu sexo fica ambíguo, por lá ter como manter um "sexo neutro" nas frases, em português é impossível. Então a decisão do Crunchyroll foi de deixar as frases em masculino. É complicado, afinal fica parecendo que Haruka está escondendo que é mulher para poder correr e frequentar locais normalmente como "namorado" de Michiru.

Haruka brincando de simulador de corrida com Usagi e Makoto foi muito divertido (assim como na versão S, onde era com a Minako). Achei muito engraçado a Makoto e a Minako todas caidinhas pela Haruka, pesquisando e vendo que ela é uma corredora profissional (sem saber que é mulher). Gostei também do momento da Michiru falando com o Mamoru, colocando um ar misterioso na trama.
Após isto, temos mais um mar de referências à série S, com todas as transformações completas das 5 protagonistas muito próximas à versão antiga da série e uma batalha simples contra uma garota "possuída" por um artefato estranho (para variar, só que não). Fiquei apaixonada. Muito bom mesmo! Mesmo estranhando a voz da Makoto (dublada pela mesma dubladora da Ryuko de Kill la Kill) que é super grossa, achei super interessante o momento dupla-dinâmica dela com a Minako.
O que nos traz para o fim do episódio, com alguns mistérios para revelar, além de um encerramento cantado pelas dubladoras de Haruka e Michiru. Que música maravilhosa! Com frases combinando e que tinha os nomes das personagens nela! Estou apaixonada pelas vozes desse casal. Além da dublagem perfeita para Haruka, a voz da Michiru estava muito interessante durante o encerramento, com um ar meio clássico como a personagem deve ter.

Pode até não ser algo super yuri, mas eu queria trazer Sailor Moon para o KaS por que ele é uma influência muito grande para quem gosta de yuri. O que posso dizer é que o episódio me agradou muito, e passou rápido até demais! Quero ver os próximos, com certeza! Se desejarem que isto se torne uma série do KaS, por favor, me comuniquem!

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[Resenha] Murciélago

Olá a todos, aqui é a nova colaboradora do blog! Sou a Lume, pretendo escrever sobre os vários mangás que já li/vou ler e entrei no site com este belo texto que vocês estão prestes a ler. Sou apaixonada por Murciélago, Renai Idenshi XX, Yuricam e as obras da Takemiya Jin e da Chi-Ran em geral, além de Orange is the New Black. Antes de começarem, eu queria aproveitar para agradecer uma última vez o pessoal do blog que me aceitou (mesmo que elas já estando cansadas de ouvir meus agradecimentos, haha). E por último, mas não menos importante, eu queria agradecer aos leitores do blog. Vocês são, afinal de contas, o que se interessam pelo conteúdo do KaS e nos motivam a continuar com as matérias. Então, vamos dar nosso melhor juntos! Espero que gostem dos meus textos, e claro, continuem a acompanhar sempre o blog. Até a próxima!


Murciélago foi por um tempo só mais um mangá que eu sempre via enquanto procurava por outras histórias para ler e que ficava abandonado na minha lista de leitura. Para ser sincera, a capa dele na época não era muito chamativa, então só me desanimava mais ainda. Mas, um belo dia, quando eu estava sem fazer nada, eu finalmente respirei fundo e falei: "Vou ler". E foi uma das melhores coisas que eu já fiz.

O mangá, uma ação com toque de comédia seinen misturada com cenas +18, gira em torno da serial killer e prisioneira 1788, Koumori Kuroko, com quase 2 metros (!) de altura e com uma insaciável fome por meninas (preferencialmente as de peito grande). Kuroko concordou em trabalhar para o governo assassinando os inimigos do Estado ao invés de ter sua morte pela cadeira elétrica. Aparentemente, ela cresceu matando os outros como é mostrado nas primeiras páginas do capítulo 1, onde pode-se vê-la em várias idades assassinando diferentes pessoas, desde sua própria família até o que parecem ser figurões de alto escalão. Kuroko faz dupla com a Hinako, uma garota ainda no colegial, mas que consegue dirigir qualquer carro dado a ela, fazendo dela a parceira perfeita para Kuroko, ou Kuuh-chan. E como não poderia deixar de ser, a Kuroko é assumidamente lésbica (dá pra ver isso muuuito bem nos primeiros capítulos).
(Koumori Kuroko em um de seus dias ruins.)
O objetivo da história toda, pelo menos até onde foi lançado na scan que eu leio, é a Kuroko matar todo mundo que se torne um risco para a nação. Ela e Hinako são as protagonistas da coisa toda, porque o resto, ou são mais meninas que, na minha opinião, servem para não deixar a história tão repetitiva, ou são os vilões da história que sempre morrem pelas mãos da Kuroko depois de um tempo (exceto uma certa personagem, que no final vai pro lado da serial killer).

O meu maior medo é que Murciélago acabe tendo do que eu chamo de síndrome de Sailor Moon Crystal, que seria basicamente o mangá ficar preso num loop interminável de lutar com vilões > ficar na paz, algo que infelizmente, me deixou com certo trauma das séries de Sailor Moon (tenho até hoje a coleção que lançou aqui no Brasil, mas isso não vem ao caso). Muitos mangás ótimos acabam caindo nesse padrão, e isso deixa os leitores com uma vontade imensa de pedir seu dinheiro de volta na banca de revistas.

O lado bom do mangá é que os vilões sempre têm estilos muito diferentes uns dos outros. O primeiro a aparecer, um psicopata que usa fios quase invisíveis para matar as vítimas, não tem muita participação, mas a partir daí já fica entendido que a criatividade da autora Yoshimura Kana não tem limites, como muitos outros mangákas, aliás. De velhos ricos que constroem uma mansão cheia de armadilhas a "Onee-sans" de internatos femininos suspeitos, os antagonistas da história vêm para agradar a todos.

O surpreendente de Murciélago é que foi um dos primeiros mangás que eu li que não censurou as cenas de gore. Sempre me decepcionava um pouco ver as censuras, mas Murciélago me libertou. Também tem algumas cenas de sexo ao longo do mangá, mas não é algo recorrente, você se depara mais com as insinuações do que com o cenário propriamente dito.
(Eu sempre gostei desse tipo de Gore por algum motivo.)
O traço é uma parte muito bonita do mangá. Não é algo que chama muito a minha atenção, como o trabalho da Takemiya Jin ou da Chi-Ran, dois traços que eu admiro muito e que vale toda a pena conferir, por sinal, mas é muito bem feito, principalmente o rosto das personagens; Yoshimura Kana consegue desenhar perfeitamente bem tudo de todos os ângulos. E por ser um mangá de comédia também, não poderiam faltar as poses exageradamente superiores da Kuroko seguidas de uma amostra do quanto ela pode ser cabeça-oca também. É um recurso bastante comum nesse tipo de mangá, mas eu considero essencial para dar aquele ar cômico.
(Também quero um terno desses pra mim.)
A leitura dos capítulos e dos quadrinhos fluem muito bem. As falas são organizadas e a história, apesar de parecer não ter um objetivo e um final concreto, não deixa de ser uma ótima opção de um mangá alternativo do gênero Yuri, os quais geralmente giram em torno do ambiente escolar ou de universos alternativos. Vale notar também que Murciélago não é um mangá shoujo. É uma história cheia de Gore, insinuação de sexo e que pode desapontar bastante aqueles leitores que gostam de mangás com meninas colegiais que ainda nem sabem se gostam de outras garotas ou não. A Kuroko, conhece muito bem suas preferências, e não hesita em dar em cima da qualquer menina bonitinha e de peito grande.

Infelizmente, pasmem: esse mangá não é nada conhecido. Nos meus tempos de fanatismo, eu fui pesquisar sobre ele e não encontrei nada de nada, só algumas poucas fanarts no Tumblr, um cosplay da Kuroko e da Hinako aqui e ali e o resto foram imagens de roupas (?). Murciélago deve ser nome de alguma coisa a ver com vestuário mas eu não me incomodei em procurar. O ponto é que, se você for procurar por fãs de Murciélago, vai penar muito, porque a) gêneros Yuri não são muito reconhecidos, com exceção  de Citrus, Girl Friends, etc, e b) Murciélago não está nem entre os conhecidos. Mas como eles dizem, a esperança é a última que morre, então continue na procura! Até porque vocês já têm uma fã extremamente obsessiva bem aqui.   
(A Kuroko tem essa língua da qual ela se orgulha muito e usa pra amar as garotas)
E pra ferrar ainda mais com a vida de fã brasileira de Murciélago, a scan daqui traduziu apenas 11 capítulos. 11 capítulos. Sim, eu fiquei chocada quando descobri, mas o que fazer? O S2 Yuri lançou o capítulo 0 em 2014 e fez mais 10 até julho de 2015, mas depois disso, o coitadinho do Murciélago nunca mais foi visto. Usando toda a audácia que eu tenho, estou montando uma estratégia para tentar salvar esse projeto do esquecimento e talvez colocá-lo numa outra scan yuri, o Gokigenyou, onde eu trabalho como tradutora, por falar nisso (se algum dia vocês se depararem com uma "Lume-chan" na parte dos créditos, podem ter certeza de que é esta que vos fala). Mas, como eu disse, ainda nem levantei um dedo em prol de Murciélago, e não sei nem o que o S2 Yuri e o Goki pensam disso tudo. Na pior das hipóteses, vou ter que traduzir e editar eu mesma. Tudo pela Kuroko-sama!

Concluindo, se você ainda não conhece Murciélago, leia. Se você não se interessa por Seinen e só fica naquela de meninas inocentes na flor da idade, leia do mesmo jeito. Mesmo com meu limitado conhecimento de mangás Yuri, deu para ver que não é uma história igual às outras do gênero, e é perfeito para aqueles que se encheram dos mangás água com áçucar ou os quase Hentai e querem algo diferente nas leituras da madrugada. Afinal, Yoshimura Kana parece saber muito bem como balancear mortes, cenas de sexo e protagonistas de 1,90 m em Murciélago.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Posted by Se-chan

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