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MaStErEd NeGiMa - LiVeS cEnA 18

CENA 18: UMA CHANCE PARA VIVER




“Eu sou um monstro.”.

Konoka Konoe estava sentada sozinha na sala do clube de artes esotéricas. Era o inicio da madrugada, mas ela não tinha a mínima vontade de ir para seu quarto ou dormir. Olhava para o céu parcialmente coberto por nuvens que se podia ver da janela aberta. Sentia-se fraca e desolada com tudo que ocorrera. Principalmente sentia uma amargura mortal contra si mesma.

Como havia se deixado levar daquela maneira por Setsuna-P? Havia perdido completamente o senso do que estava fazendo, mesmo sabendo do risco que havia em se envolver. Mesmo sabendo que se arrependeria, ela não havia conseguido impor limites a shikigami, e agora... O pior havia acontecido: Setsuna havia descoberto sua falha antes que ela pudesse minimizar seus efeitos ou mesmo explicar pessoalmente como havia sido tola.

Seu anjo protetor agora devia odiá-la. Nem sequer havia lhe olhado no terraço, como se talvez desprezasse agora a sua figura. Não havia nem lhe chamado pelo apelido... “Ela não vai mais perturbá-la, Konoka Ojou-sama.”. A frieza na voz da espadachim havia cortado toda reação que Konoka poderia ter tido naquele momento para tentar explicar-se ou desculpar-se. Fora uma voz sem sentimento algum, como se estivesse falando a uma desconhecida. Ela havia conseguido o que era praticamente impossível: destruir o sentimento puro que Setsuna guardava em si durante todos esses anos. Sim, era um monstro.

Mesmo que agora Setsuna-P já não existisse mais, Konoka não via como iria poder se reaproximar de Setsuna. Sua Set-chan.... não teria mais coragem de encara-la depois de tê-la ferido tão cruelmente. Não conseguiria nem mesmo se perdoar por ter feito o que fez... sim, ela tinha feito e não podia se esconder sob a desculpa de “deixara ser feito” por que realmente havia retribuído a “Pee-chan” (sentiu desprezo ao lembra-se do apelido). Não poderia nunca tirar a culpa de suas costas. Nunca.

Observando o céu noturno enquanto consumia-se na própria culpa naquela noite que provavelmente nunca esqueceria, Konoka só conseguia repetir a cada alguns minutos uma única palavra:

- Set-chan...






Setsuna-P foi abrindo os olhos vagarosamente. Não conseguiu enxergar direito o lugar onde estava, pois estava um pouco tonta. Sentia o corpo dolorido, mas.... como assim?! Era um shikigami! Não podia sentir dor!!! Não dores musculares como aquelas! Como estava sentindo então?! Ergueu-se de um salto sentando-se no que percebeu ser uma cama. Sua cabeça girou por um momento:

- Que bom que acordou querida. – disse uma voz masculina que não lhe era estranha.

A “shikigami” olhou para o lado e viu o mago de longa capa preta e ralos cabelos grisalhos sentado a uma mesa mais ao canto na penumbra do que ela finalmente reconheceu ser um quarto de hotel. O homem a observava como carinho enquanto tomava algo em uma xícara:

- Quem é você? – perguntou a garota meio confusa com tudo aquilo. Só se lembrava de estar morrendo e agora... estava sentindo dores no corpo em uma cama de hotel com um homem misterioso. Isso chegava a soar estranho, mas era a sua situação.

- Meu nome é Mash Magno. – apresentou-se o homem repousando sua xícara na mesa e virando-se para ficar de frente para a menina. – Sou um mago ocidental como pode perceber pelo meu sotaque e vestimentas. Venho da Irlanda e estava esperando para encontrá-la há bastante tempo, Pee-chan.

- Me encontrar? – Setsuna-P estranhou muito a fala do mago. Como a conhecia afinal? – Mas...

- Eu sei tudo sobre você querida. – disse Mash antes que a garota fizesse a pergunta. – Estive te observando desde que surgiu, a oito meses.

A “pseudo-espadachim” tentou entender a situação por um momento. Um mago que havia impedido sua destruição e a vinha observando a muito tempo... que diaxo estava acontecendo ali? E por que sentia dores?! Era um shikigami, não?!

- Você é o tal assassino que está no Japão? – perguntou lembrando-se do comentário feito por Kotarô logo que voltara de Kyoto, na mesma data e que ela havia assumido a posição de Setsuna em Mahora. Mash riu da pergunta com entusiasmo.

- Você é ardilosa mesmo! – comentou ele parecendo contente com a acusação de ser um assassino. – Infelizmente devo responder que não sou. Mas minha presença aqui tem relação com esse tal assassino sim, e por isso me impressiono com seu pensamento!

- Heim? – Setsuna-P estranhava cada vez mais a situação.

- Eu explico querida: na verdade eu estou aqui por que quero derrotar esse assassino. E é para isso que eu preciso de sua ajuda.

- Para vencer esse outro mago?

- Não. Preciso de sua grande ajuda para conseguir um poderoso item mágico que está em Mahora. – explicou o homem com simplicidade.

-... entendo. – respondeu Setsuna-P começando a entender o por que da ajuda do mago.

- Na verdade, estimo tanto sua pessoa que fiz uma grande busca para poder arranjar um modo de trazê-la para o meu lado querida. – disse Mash com um tom amável na voz.

- Do que está falando?

- Observe este pingente que está usando querida. – disse o mago apontando para o pescoço de Setsuna-P, só então esta reparou que estava usando um cordão com um pingente estranho feito de ouro maciço. – Este é o Chikarasei, um amuleto extremamente poderoso que obtive para poder salvar sua existência.

- Salvar? – repetiu Setsuna-P levantando-se e caminhando até a janela para poder ver melhor o pingente mágico. Era um pouco pesado e tinha a forma de uma chama incandescente.

- Sim, o Chikarasei é muito poderoso. Tive que investir em mercenários e em um amuleto falso para que a Associação de Magia de Kansai não soubesse que eu já estava com ele a algum tempo. – contou o homem parcialmente careca com orgulho de seu trabalho bem feito. – Fiz tudo isso para poder dar ele você, minha querida.

- Pra mim... – a garota sentia-se quase hipnotizada pelas formas do objeto que carregava. Podia perceber a energia que dele emanava, era algo diferente de tudo o que já havia visto em sua curta vida.

- Você sonhou com algo bom antes de acordar querida? – perguntou Mash tomando um gole de sua xícara.

- Eu sonhei que... – foi então que percebeu o que significava aquela pergunta: um sonho! Mas... shikigamis não sonham! Como ela poderia ter sonhado que... - ... eu era real.

A verdade caiu como uma bomba na mente de Setsuna-P. Então... mas como?! Não existia nenhuma magia que pudesse fazer algo desse tipo! Mas era a única explicação para as dores, por estar sentindo o cheiro do chá que Mash tomava. A possibilidade de que fosse aquilo fez um sorriso enorme aparecer nos lábios da garota. Um sorriso como nenhum outro que já dera, isso por que sua mente chegou a única conclusão que poderia: seu sonho não havia sido um sonho:

- É isso mesmo, minha querida. – disse Mash ao ver o sorriso de Setsuna-P. – Você agora não é mais um shikigami, é uma pessoa de verdade... ou quase...

- Quase?! – a garota olhou para o mago com um tom de “você está me enrolando!!” e esta procurou corrigir sua fala rapidamente.

- Sim, quase. Isso por que o processo que o Chikarasei esta efetuando sobre seu corpo ainda não está completo. Não pense que é simples fazer um shikigami tornar-se uma pessoa, mas em uma semana você poderá de fato dizer que é uma pessoa.

- Uma semana... – repetiu Setsuna-P com um tom vago, sua mente estava processando a informação mais incrível e absurdamente maravilhosa do mundo num ritmo muito lento: ia ser uma pessoa, um ser real. Ia poder esfregar na cara de sua... “criadora” que não precisava mais dela para existir, poderia.... poderia... o sorriso se alargou novamente na face da futura garota. – Uma semana...

- Sim. Em uma semana estaremos prontos para voltar a Mahora e... bem... bagunçar as coisas... – concluiu o mago de maneira misteriosa sorrindo serenamente antes de tomar mais gole de seu chá amargo, segundo o novíssimo olfato da ex-shikigami.

Pee olhou pára o céu estrelado, admirava a beleza das coisas da natureza, mas dessa vez sentiu uma emoção única por poder ver aquilo tudo: o céu, as nuvens, as estrelas entre as nuvens. Estava praticamente viva e em pouco tempo poderia enfim dizer que era real. Sim o que mais queria na sua mais nova existência era ser real, era ter a chance de viver. O sorriso no seu rosto mudou para um muito mais enigmático quando ela continuou seu raciocínio e concluiu que só havia mais duas coisas que queria depois de existir: Konoka Konoe e a morte de Setsuna Sakurazaki por suas mãos.

“Eu vou ser real!”.








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devo começar a atualizar lives as quintas ou sextas.. aviso quando postar XD
no ultimo ep do parallel *que eu ainda naum vi* parece que acabou a saga da Eva.. entaum.. pode se ter chance de ter a saga de kyoto.. to colocando aki a minha dor de naum fikar com internet o verão inteiro.. bah.. se eu naum puder ver uma saga de kyoto versão live eu acho que eu morro ¬¬''''''''
ateh algum dia gente >D
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Posted by Se-chan

MaStErEd NeGiMa LiVeS CeNa 17

CENA 17: SENTIMENTOS



O vento soprava forte à vinte metros de altura nos arredores de Mahora. Setsuna-P voava numa velocidade espantosa como se fugisse da forca. E era mesmo isso que estava fazendo. Já estava a vinte minutos rumando na mesma direção e já estava um pouco além dos limites da escola comandada pelos magos. Um vórtice de emoções e pensamentos se passava em sua mente. Sim, ela tinha uma mente e pensamentos confusos também.
Estava a beira da inexistência, a qualquer momento Setsuna iria desfazer seu feitiço e ela simplesmente deixaria de existir para todo o sempre. Por que as coisas tinham que ser assim?! Ela se esforçara tanto para ganhar uma chance de poder continuar existindo durante o período em que ficara em Mahora no lugar de sua criadora. Aquela havia sido a semana mais incrível da curta vida dela, por que tinha que acabar assim? Não se conformava.
Claro que havia escolhido métodos nada seguros para tentar garantir sua existência, mas... o que podia fazer? Era um shikigami de Setsuna, seria natural que também fosse completamente apaixonada por Konoka. Queria tanto poder ter a garota para si, mas esta havia resistido bravamente a suas investidas e seu tempo se esgotara. Agora não havia mais como fazer-se necessária à Konoe. Estava condenada e havia no fim perdido tudo que tinha lutado para conquistar. Konoka e a própria vida. Ela tinha vida? Sim, claro que tinha!
De repente uma dor aguda tomou o coração de Setsuna-P, não uma dor puramente emocional, era uma dor física, como se seu peito fosse rasgar a qualquer minuto. Era o inicio do ritual para desfazer o feitiço de conjuração dela, ou seja: era o começo da morte.
- Argh! – a dor era tamanha que desequilibrou o vôo da shikigami que caiu com um baque sonoro no gramado de um parque da cidade vizinha a Mahora. O lugar estava vazio e ninguém viu a garota alada desabando desajeitada. – Aaah....
A “garota” levantou-se em meio a seus gemidos de agonia e caminhou as cegas pelo parque sentindo a dor se intensificar sem poder fazer nada. Caminhou alguns metros até sentir a dor se alastrar por todo o seu corpo. Setsuna-P gritou em desespero caindo na grama com o peito para cima. Não conseguia pensar em nada além de que aquele era seu fim. Não conseguia nem abrir os olhos, tamanha sua agonia:
- Por quê?! Por que eu não posso existir?! – perguntou aos berros para o céu percebendo que não conseguia mais sentir os braços, estavam dormentes, a um passo de não existirem. Com certeza era muito grande a agonia de deixar de existir pouco a pouco. Talvez fosse uma vingança sádica da espadachim a destruir de maneira tão lenta, talvez isso fosse apenas pela grande distancia que estava desta. Provavelmente havia escolhido sofrer ao fugir da morte.
Os sentidos iam diminuindo enquanto a dor crescia. Ela perdia a noção de onde estava. Não ouvia mais ou via. Tudo o que conseguiu perceber foi uma luz azul difusa que vinha de debaixo do seu corpo. Com certeza fazia parte do feitiço sendo desfeito. Logo ela, um shikigami com potencial inimaginável iria terminar de maneira tão humilhante, como um simples boneco inútil. Estava tão afogada na agonia que não pode ouvir uma voz masculina não muito distante dizendo calmamente e ela:
- Não se preocupe querida, não vou deixar você terminar assim.
Setsuna-P chegou ao limite entre a existência e o nada, mas, ou invés de deixar de saber qualquer coisa, começou a sentir-se novamente, o ar gelado da noite entrando por seus pulmões. Nunca havia sentido a própria respiração realmente, como estava fazendo isso agora? Depois de morrer? A dor foi sumindo pouco a pouco e ela passava a sentir o chão sob seu corpo e o suor que escorria pela sua face. Estava mesmo morta? Parecia sentir-se muito mais viva do que antes... Como era possível. A voz masculina lhe falou novamente, dessa vez ela conseguiu ouvir seu tom sereno e grave:
- Você vai ficar muito bem querida.
O cansaço começou a tomar conta do corpo da “shikigami”. Quando abriu os olhos viu a figura de um homem que trajava uma longa capa preta como a de um mago. Tinha um rosto já de idade e sorria de maneira gentil para ela. Tentou dizer algo, mas o cansaço ia derrubando-a rapidamente:
- Não se preocupe querida, quando acordar tudo será explicado. Agora durma, tenha o primeiro sonho de sua vida.
Setsuna-P não tinha idéia de quem era aquele homem, mas dormiu, não por que confiasse, mas por que não restaram forças no seu ser depois de tanto voar q quase morrer. Dormiu e teve seu primeiro sonho, um sonho onde ela era real.





Setsuna terminou o feitiço para terminar com a existência de Setsuna-P se sentou na beira da cama desolada, como se ela própria tivesse deixado de existir. Estava sozinha no seu quarto, as malas ainda feitas a um canto, o silêncio preenchendo cada espaço no lugar e dentro da espadachim. Estava sangrando na alma, um sangramento que não parava e nem diminuía, parecia que havia sido partida ao meio de maneira destruidora e lenta. Seus pensamentos estavam embaralhados e incompletos. Encarou o espelho solitário a um canto.
“Você foi usada.” disse sua consciência sem parecer ter a mínima pena do sofrimento de Setsuna. A espadachim não conseguiu conter as lágrimas que começaram a cair pelo seu rosto quando ela deitou de lado na cama, ainda encarando o espelho:
- É mentira... – sua voz estava cortada e engasgada pelo choro silencioso. Não podia acreditar, não depois de ter ouvido da própria Konoka uma confissão tão verdadeira sob a Árvore Mundo! Haviam até se beijado naquele dia! Como podia agora não passar de uma mentira?!
“Ué? Mas você não a viu beijando a shikigami também?” contra-argumentou sua mente de maneira astuta e Setsuna engoliu em seco. Sim, tinha visto. Konoka e Setsuna-P beijando de maneira tão... intensa! Se realmente se importasse com os sentimentos dela, por que teria beijado Setsuna-P daquela maneira?!
- Não pode ser... ela não pode ter... – será que realmente havia sido um brinquedo nas mãos de Konoka? Sua mente dizia que sim enfaticamente, mas algo dentro dela, algo mais profundo que os pensamentos dizia que não era isso, deveria ter alguma explicação.
“Explicação?! Qual?”.
Ora, a maga poderia ter sido usada por Setsuna-P, ela mesma vira o quanto a shikigami podia ser egoísta e inconseqüente, seria bem lógico achar que a quase-maga fora usada!
“Ninguém sendo usado, beija daquela maneira...”.
O argumento de Setsuna fora a baixo. Sim, Konoka estava retribuindo os beijos de Setsuna-P à tarde no terraço, estava gostando deles! Gostando dos beijos de Setsuna-P!!! será que só queria mesmo aproveitar-se de seus lábios?! Todo esse tempo Konoka apenas se aproximara dela com o interesse de provar-lhe?! Seria apenas isso?! Mais lágrimas escorreram pelo rosto de Setsuna, não conseguia mais conter os soluços do choro, fechou os olhos para tentar silenciar sua consciência, porém não é tão fácil silenciar um inimigo tão próximo.
“Você foi usada” repetiu com a mesma falta de piedade de antes e Setsuna se encolheu na cama, apertando o peito:
- Não... eu a amo... isso não pode ser...
“Mas é exatamente isso”.
-NÃO!!! – Setsuna berrou sentando-se na cama, estava ofegante, as lágrimas borrando sua visão. Enxugou-as percebendo que conseguira o silêncio de seus pensamentos.
Não era isso. Konoka não a tinha usado... também não tinha sido usada por Setsuna-P, então... o que era verdade ali? Bom, parando para raciocinar com mais frieza Setsuna percebeu rapidamente o que havia de fato ocorrido: um erro. Um grave erro da herdeira das Associações de Magia do Japão. Ou quem sabe não...talvez quisesse ter feito tudo aquilo, mas isso não importava... a espadachim sentia que o amor que sentia por Konoka não havia sido morto por aquele fato. Estava apenas ferido, marcado, traumatizado. Percebeu que demoraria algum tempo até que conseguisse olhar novamente nos olhos da maga sem temer ser usada ou enganada... será que um dia conseguiria? Talvez... esperava que sim, amava demais a garota para não mais falar-lhe.
Setsuna esticou-se na cama olhando para o teto. Uma semana atrás sentia-se imensamente feliz por estar se aproximando tanto de Konoka. Agora estava completamente atordoada, confusa, questionando-se se não fora um erro ter se entregado por um segundo aos seus sentimentos pela Konoe que carregava consigo por tanto tempo em segredo. Seu pensamento foi até Tsukuyomi: sim, havia como evitar aquele sofrimento... na verdade Setsuna percebeu que aquela situação era um grande ponto a favor da espadachim. Mas... mesmo que houvesse uma saída do sofrimento que sentia e que talvez fosse ainda piorar... não podia evitar, amava Konoka mais do que qualquer coisa na vida... a confissão que fizera sob a árvore mágica da escola fora verdadeira, disso ela não tinha como duvidar... mesmo que fosse sofrer como estava sofrendo... amava Konoka... a única questão era saber quanto tempo seu coração precisaria para perdoar a atitude da garota... naquele momento parecia que ia demorar anos, mas quem sabe uma noite de sono não pudesse ajudar a diminuir esse tempo...
Setsuna adormeceu embalada do sentimento de dúvida, um sentimento nada amigo na hora de dormir. Não sabia o que aconteceria com seus sentimentos dali pra frente, mas esperava que acontecesse logo, não agüentaria ficar muito tempo naquele vácuo.
“Kono-chan...”


segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Posted by Se-chan

MaStErEd NeGiMa - LiVeS cEnA 16

nome do cap -> PONTO FINAL!!!!!
...

ou seja..................

OOOOOOOOOOHHHHHHHHHH


cap MTO bom!!!!!!!!! XD

Vamos a ele logo! ^^''


CENA 16: UM PONTO FINAL




Asuna olhava temerosa para a figura de Setsuna que estava sentada na cadeira à sua escrivaninha de estudos. Estavam no quarto da ruiva a mais de dez minutos no mais completo silêncio. A garota não conseguia pensar em nada que pudesse consolar a amiga, a bakaranger se perguntou se a espadachim ainda estaria na realidade depois de ter visto o que viu. Ela própria não conseguia digerir as imagens do terraço que insistiam em repassar pela sua mente.
Konoka e Setsuna-P... Como isso era possível? A primeira coisa que ocorreu a garota foi o fato da shikigami agir de maneira sempre muito estranha, era diferente demais de Setsuna e chegava ao ponto de ser suspeita por parecer sempre estar escondendo algo atrás do sorriso debochado que carregava. Sim, provavelmente a pseudo-garota havia manipulado os sentimentos de Konoka a ponto de... Mas ainda assim, mesmo sendo manipulada, Konoka não teria também sua grande parcela de culpa? “Como assim Asuna? Você ta dizendo que ela fez... aquilo(!!) por que quis?”. Ora, se alguém mata sob influência das idéias de outra pessoa passa a ser inocente de seus atos?! Ora, mas que coisa estranha... já estava parecendo a Yue e suas filosofias!
O fato era que ela mesma não conseguia perdoar a atitude de Konoka intimamente, como estaria se sentindo então Setsuna?! Antes da viagem da garota as duas estavam num clima tão... “quase alguma coisa”! E a ruiva podia perceber o quanto a aproximação com a quase-maga estava sendo boa para sua amiga. Na verdade desde que voltara a falar com Konoka, Setsuna vinha se tornando mais acessível, mas desde o tal beijo das duas a espadachim estava se dando ao luxo de viver quase como uma garota comum de 16 anos, aproveitando as coisas simples de ser adolescente. Mas... e agora?! Devia estar com seus sentimentos despedaçados! Temia que a amiga fizesse alguma besteira contra si própria em um momento de aflição, talvez por isso ainda não tivesse tido coragem para falar qualquer coisa. Setsuna olhava fixamente para o chão de costas para ela, não chorava, mas provavelmente estava sangrando por dentro:
- Setsuna... – começou Asuna sem saber muito bem como continuar, se aproximando da espadachim e colocando uma mão sobre o ombro da amiga. Mesmo sem boas palavras queria consolar a garota.
- Sabe Asuna... – começou Setsuna ainda com o olhar perdido, a voz fraca e tremida. - Talvez seja melhor por um ponto final nas coisas antes do pior...
- Hum? – Asuna não entendeu o que a outra queria dizer com “coisas”. O que estava pensando em fazer? – Setsuna o que...
Porém, a ruiva não completou a fala. Setsuna se levantou subitamente da cadeira olhando na direção da porta do quarto. Asuna se surpreendeu e ia questionar o que havia acontecido quando ouviu o barulho de alguém colocando a chave no trinco. Setsuna não se deteve nem um segundo e saltou pela janela aberta do aposento:
- Setsuna! – Asuna exclamou indo até a janela vendo a outra garota pousar com firmeza no chão e sair em disparada pelo pátio. No instante seguinte sua indagação muda foi respondida ao se virar e ver Konoka entrando no quarto.
- Ah... oi Asuna. – cumprimentou a quase-maga e a ruiva se surpreendeu novamente: a garota parecia arrasada, tinha uma expressão de extremo desgosto na face.
- Oi... er... algum problema, Konoka? – perguntou tentando não evidenciar que havia descoberto qualquer coisa. Konoka parou no meio do caminho para a pequena cozinha do apartamento, os olhos fintando o vácuo.
- Como é possível trair a si mesmo sabendo disso?
- Quê? – a resposta-pergunta fora inesperada. Estaria Konoka se referindo a....
- Só alguém desprezível pra ser capaz de algo assim... – concluiu Konoka como se Asuna nem estivesse ali.
- Konoka do que você...
- Preciso por um ponto final nisso... não posso viver assim... – disse a garota distante mais para si do que para qualquer um. Asuna se assustou com a maneira de falar da amiga. Lembrou-se perfeitamente de Setsuna falando exatamente de “por um ponto final”. Konoka entrou na cozinha sem dizer mais nada deixando Asuna completamente ignorada sozinha.
A ruiva estava atordoada, fora muita coisa para sua mente de bakaranger. Parecia que Konoka afinal estava tão sentida com aquela situação quanto a própria Setsuna, mas... o que iria acontecer? Não tinha um bom pressentimento quanto ao que viria, sentia-se apreensiva pelas duas amigas. Será que tudo ia desandar assim?! Logo para as duas pessoas que mais pareciam feitas para serem “felizes para sempre”?! Droga! Asuna sentia-se frustrada por simplesmente não poder fazer nada para evitar o pior...
“Não estraguem tudo assim garotas...”




O céu estava parcialmente coberto por nuvens aquela noite e ventava bem frio. Sempre era assim no fim do outono em Mahora. O clima inspirava paz a calmaria. Infelizmente essa noite não seria assim para todos.
Setsuna-P chegou ao terraço vazio do prédio da república estudantil com o rosto um pouco corado, como se tivesse corrido para ali chegar. Trajava o casaco com o “Y” bordado e olhava ao redor como se buscasse algo com os olhos. Não demorou nem dois minutos para que a pseudo-espadachim abrisse um largo sorriso ao ver Konoka saindo pela porta que dava acesso ao local. Estava um pouco escuro e ela não conseguia divisar a expressão desta:
- Ojou-sama! Que surpresa receber sua ligação dizendo para vir até aqui! Estava assistindo ao jogo de basquete... – exclamou a shikigami caminhando até a outra garota com um sorriso maroto no rosto. – Será que você finalmente decidiu deixar de resistir a mim?
Konoka nada respondeu e continuou caminhando até chegar à beira do terraço, onde havia um parapeito. Setsuna-P foi até ela exibindo seu sorriso. Porém ao se aproximar mais da outra percebeu a expressão muito séria que esta tinha:
- Ojou-sama? – perguntou a shikigami perdendo um pouco do seu ar relaxado.
- Eu te chamei aqui, Setsuna-P, por que quero colocar um ponto final nessa estória que já foi longe demais. – disse Konoka sem olhar para a pseudo-garota que ergueu as sobrancelhas ao ouvir estas palavras, abriu a boca para falar algo, mas foi interrompida. – E não me venha com esse papo de “do que está falando, Ojou-sama?”! - exclamou encarando os olhos de Setsuna-P com determinação que esta ainda não tinha visto. – Isso é uma ordem.
Setsuna-P pareceu levar um tapa invisível ao ouvir a palavra “ordem”. Ficou com uma expressão atordoada. Afinal, era um servo, um servo que tem que cumprir tudo o que lhe digam ser “uma ordem”. Konoka percebeu os efeitos da palavra que usara sobre a pseudo-espadachim e aproveitou para continuar seu discurso:
- Tudo isso que aconteceu entre nós... isso tudo foi um erro... um erro meu...
- Mas Ojou-sama... – Setsuna-P parecia perdida diante da posição da quase-maga.
- Eu não posso continuar com isso...
Setsuna-P ficou sem reação por um momento. Konoka parou de falar percebendo que desta vez estava com o domínio da situação, pensou que desta vez conseguiria mesmo acabar com aquela “monstruosidade” que estava fazendo com sua Set-chan sem esta saber. Afinal, não é só por que não se sabe que deixe de contar. Porém a shikigami assumiu um tom agressivo depois de alguns instantes de aparente reflexão:
- Tudo isso é por causa dela?! – questionou em um tom exasperado que assustou a outra. Olhou nos da interrogadora antes de falar.
- “Dela”? Você está se referindo à...
- A outra. – afirmou Setsuna-P fintando os olhos de Konoka com algo que parecia quase mágoa. A garota de longos cabelos ergueu as sobrancelhas: “Outra?!”.
- Mas do que está falando?! – encarou incrédula a pseudo-garota a sua frente não acreditando na coragem desta de expressar-se dessa maneira. – Você é que é “a outra” Setsuna-P! Você é um shikigami!
Setsuna-P pareceu ficar muito mais irritada com esta afirmação de Konoka. Respirava com força encarando com verdadeiro rancor a garota. Segurou os dois pulsos desta com força prendendo-a para continuar:
- Mas eu não sou muito melhor do que ela?! Eu posso fazer tudo o que quiser de mim Ojou-sama! Não pode preferir ela!
- Setsuna-P, me solta. – Konoka sentia os pulsos presos, sendo puxados para a “garota”. – Para com isso... – dizia tentando livrar-se, mas não tinha força para isso e Setsuna-P não parecia nem um pouco disposta a ajudar, na verdade puxou Konoka até o corpo das duas encostar. A maga não acreditava que ia ser dobrada dessa maneira! Ainda por cima na força bruta mesmo!
- Ojou-sama... você tem que ser minha... – Setsuna-P parecia completamente fora de si (e há algum “si” nela?!). Puxava os lábios de Konoka para junto dos seus, mesmo que esta quase implorasse para que parasse enquanto fazia de tudo para livrar-se.
- Acho que isso não está no conjunto de coisas que eu mandei que fizesse, não é?
A shikigami estalou. Não apenas ela, Konoka também. Não podia ser verdade, mas ao soltar a quase-maga e virar-se a pseudo-garota confirmou seu provável pensamento que foi expresso pela sua fala estupefata:
- Setsuna Sakurazaki.
Setsuna encarava seu shikigami com uma expressão quase homicida. Respirava com força, as mãos tremendo, tentando controlar-se para não sacar a espada e acabar com tudo de uma vez. Konoka sentiu um alivio imenso ao ver sua Set-chan. Ela havia voltado afinal, porém rapidamente esse sentimento tornou-se temor: ela descobriria o grave erro que cometera? Não tinha coragem para falar diante da cena, apenas expressou-se com uma palavra:
- Set-chan...
- Não encoste mais nenhum dedo em Konoka Ojou-sama, Setsuna-P. – ordenou Setsuna com a voz tremida. O coração de Konoka apertou desconfortavelmente: “Konoka Ojou-sama?!”.
- Ora, mas eu não estava fazendo nada.... Setsuna Sakurazaki. – afirmou a serva erguendo os braços exibindo um sorriso debochado. Realmente não era um shikigami como outro.
- Não... minta pra mim... – Setsuna estava prestes a explodir a tentava se controlar de todas as maneiras. A “outra” pareceu perceber o que fazia a sua “mestra” estar tão alterada. Alargou mais o sorriso incomodo.
- Você nos viu aqui nesse terraço à tarde, não foi? – perguntou. Konoka prendeu a respiração: seria verdade? Será que Set-chan já sabia da sacanagem que havia “se deixado aprontar”?! Para o horror da garota o rosto de Setsuna tremeu ao ouvir a pergunta da shikigami e ela apertou os punhos com força. Setsuna tinha uma expressão de ódio no rosto e em nenhum momento olhou para a maga, como se esta nem estivesse ali.
- Set-chan... – Konoka sentiu um nó na garganta. Setsuna-P, por outro lado, parecia muito mais feliz e confiante diante do olhar ameaçador da sua “mestra”.
- Bom, se viu mesmo, então sabe que você não é mais necessária aqui. – afirmou a “garota” avançando lentamente na direção de Setsuna que continuava apenas a encarando. – Ojou-sama não precisa de você! Eu posso fazer tudo o que ela precisa! Por que não sai de Mahora e deixa eu ser Setsuna Sakurazaki por você? Garanto que eu me saí bem melhor do que você nisso!
Setsuna olhava sem piscar para a sua “eu” que desejava vê-la pelas costas o mais breve o possível. Um ódio mortal a consumindo por dentro: além de querer tomar Konoka para si, queria tomar sua vida toda para si. Mesmo que estivesse com muita vontade de quebrar a cara daquela shikigami com os próprios punhos, sabia que tinha uma arma muito mais sutil e eficiente. Sorriu com amargura para sua adversária fazendo esta se surpreender:
- Existe um detalhe que você está esquecendo, Setsuna-P.
- Detalhe? Mas do que está falando? – a pseudo-espadachim pareceu sentir-se verdadeiramente ameaçada.
- Eu sou real. Você não passa de uma ilusão. – disse Setsuna com simplicidade, com seu sorriso amargo ainda no rosto. Konoka não tinha reação, mas Setsuna-P pareceu sentir uma agonia aguda àquelas palavras.
- Eu... eu... – começou a recuar contra o parapeito do terraço como se tivesse sido gravemente ferida. Tinha a mão direita sobre o peito como se sangrasse.
- Eu posso acabar com sua existência a hora que quiser.
- NÃO! – Setsuna-P berrou ao encostar-se no parapeito. Se tivesse lágrimas provavelmente estaria chorando. Ofegava olhando com medo e raiva para sua “criadora”. Subiu no encosto encarando os olhos agora gélidos a sua frente. Tirou suas asas que eram as mesma de Setsuna. – Você não pode fazer isso comigo! Não vai!
Setsuna nada disse e sua shikigami saltou do terraço saindo pelos céus de Mahora. Apenas observou a figura distante de Setsuna-P, tinha agora uma expressão cansada e triste. Konoka não teve coragem de dizer nada: seu anjo sabia de seu pecado horrendo, nunca a perdoaria. Tinha que criar coragem para tentar se desculpar, mas as palavras não chegavam a sua boca:
- Ela não vai mais perturbá-la, Konoka Ojou-sama. – foi a única coisa que a espadachim disse a quase-maga, ainda sem olhá-la, antes de virar de costas e partir para dentro do prédio.
O vazio dentro do peito de Konoka era sufocante. Setsuna a odiava agora. Nunca mais teria o abraço da garota que tanto amava e esse pensamento fez lágrimas correrem pelo rosto da garota.
Era o fim.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Posted by Se-chan

Mastered Negima Lives 15

CENA 15: A OUTRA SETSUNA – PARTE 3




- Você vai mesmo, Setsuna-senpai?! – perguntou Yunna Akashi emocionada.
Setsuna-P vinha atravessando os campos próximos a um dos prédios dos clubes culturais de Mahora, havia acabado de ser expulsa da sala do clube de artes esotéricas por Konoka e agora seguia em direção ao campus universitário quando encontrara com o quarteto esportista.
- O que? A Sakurazaki-san vai assistir ao seu jogo, Yunna? – perguntou Makie curiosa.
- Não sabia que você gostava de basquete, Sakurazaki-san. – comentou Akira com seu tom tranqüilo de sempre.
- Sim, eu na verdade aprecio muito o basquete. – disse Setsuna-P com um sorriso de lado. – Estou mesmo curiosa para saber se Yunna-chan joga mesmo tão bem... – disse olhando de lado para a jogadora.
- Você não vai se decepcionar, Setsuna-senpai! – prometeu Yunna erguendo o punho no ar.
- Você não quer ir assistir ao meu treino de ginástica um dia desses Sakurazaki-san? – perguntou Makie que andava convidando a todos que podia para exibir sua melhora significativa na ginástica. Setsuna-P olhou Makie de cima a baixo antes de responder. No que estaria reparando? Talvez nas curvas da garota que haviam se acentuado bastante no último ano, ou talvez...
- Pode ser... – respondeu enigmaticamente e Ako ergueu uma sobrancelha.
- O que está fazendo por aqui, Sakurazaki-san? – perguntou a enfermeira.
- Apenas deixando Konoka Ojou-sama no clube. – respondeu tentando ser impassível, mas Akira reparou num leve tom de irritação que não comentou.
- Ah... por acaso, Setsuna-senpai... – começou Yunna corando levemente.
- Hum?
- ... Você e a Konoka-san... vocês tem alguma coisa? – perguntou e as outras esportitas engasgaram. Claro que toda a turma tinha essa curiosidade, mas não haviam ainda chegado ao ponto de perguntar assim tão descaradamente para a espadachim. Setsuna-P ergueu uma sobrancelha em surpresa.
- Sabe... – disse baixo inclinando-se para Yunna que aproximou o ouvido para escutar. As outras três garotas ficaram ávidas de curiosidade, mas a pseudo-garota tomou cuidado para ser ouvida apenas pela jogadora. – Minha relação com Konoka Ojou-sama não me impede de conferir sua habilidade durante e depois do jogo amanhã...
- Q-Quê!? – Yunna surpreendeu-se e se afastou de Setsuna-P como se esta pudesse ter alguma doença contagiosa e as outras garotas ficaram ainda mais curiosas.
- Heim?! O que houve Yunna?! – perguntou Makie puxando a jogadora que estava muito corada.
- Você está bem Yunna? – perguntou Ako preocupada colocando a mão sobre a testa quente da garota de cabelos pretos amarrados. – Está com febre?
- Ah... – Yunna fintou o rosto impassível de Setsuna-P que olhava para frente enquanto caminhavam, parecia meio confusa com o que ouvira, mas logo percebeu que não poderia mesmo compartilhar com as amigas o motivo de tanto alvoroço. – Não foi nada... sério mesmo.
- Nada? – estranhou Akira nada convencida. Yunna pode observar um sorrisinho discreto surgir àquela afirmação, não entendeu o por que, mas não conseguiu evitar corar.
“Mas o que houve com a Setsuna-senpai nesses dias?”




Enquanto isso, Konoka Konoe estava sentada no chão bem no meio da sala do clube de artes esotéricas. Estava tentando esvaziar a mente para a realização de alguma magia, porém a imagem de Setsuna-p não parava de lhe ocorrer de minuto em minuto. Droga! Por que tinha se deixado levar daquela maneira?! A culpa a havia remoído a noite inteira, não a deixando dormir e nem a deixando sentir sono durante o dia. Como podia ser tão... estúpida! Sim! Essa era a palavra que a melhor definia naquela situação: estúpida! Estava traindo sordidamente os sentimentos da espadachim que tanto amava e não fazia nada para parar com isso! Argh... Setsuna podia muito bem se castigar chamando-se de “monstro”, mas a quase-maga tinha certeza que ela não era capaz de cometer tamanha atrocidade como aquela.
Bom, mas talvez não estivesse tudo assim tão perdido! Ainda podia por um ponto final naquilo tudo antes da volta de Setsuna. Ainda tinha dois dias para isso, já que estava na tarde do quinto dia sem a guarda-costas. Como o tempo se arrastara desde o dia da partida desta! Konoka sentia como se tivesse vivido mais de um ano desde que seu anjo se fora a trabalho, estava exausta e triste, mas ainda havia alguma determinação para tentar consertar as coisas. Já havia conseguido algum progresso, afinal, conseguira expulsar Setsuna-P da sala do clube pra ficar sozinha, a shikigami não conseguira passar por cima de suas vontades para satisfazer seus... próprios interesses. Isso era mesmo uma pequena vitória a se comemorar!
“Ara Konoka! Concentre-se!” disse a si mesma em pensamento, tirando os devaneios de foco.
Concentrou-se, fez um silencio audível na sala. Não era um silencio comum, era como se tivesse sido retirado todo o som dali. Konoka fechou os olhos e começou a tentar expandir sua percepção. Estava tentando fazer uma magia de telepatia. Estava na verdade tentando se comunicar de alguma maneira com Setsuna, mas isso era quase impossível. Estava muito distante e ela não tinha preparo o suficiente para conseguir contato em um lugar tão longe, não conseguia nem ao menos estender sua percepção mágica por toda Mahora! Mas isso não impedia a quase-maga de tentar, afinal já havia conseguido superar muitas barreiras no caminho da magia nos últimos meses sem que nenhuma das pessoas próximas a ela percebessem.
“Set-chan...” emitia a garota através dos pensamentos com uma força de vontade imensa pra tentar completar a ligação com algum lugar próximo a Kioto. “Set-chan.... volta logo.”.
De repente a quase-maga sentiu algo muito forte. Uma dor, mas não uma dor física, mas sim um sentimento terrível, como a angustia de se sentir o mundo desmoronar. O que era aquilo?! Konoka abriu os olhos ofegante. Seria a sensação... os sentimentos de Setsuna?! Mas... haveria conseguido mesmo chegar até o coração de sua espadachim mesmo ela estando tão longe?
Com ainda mais empenho que antes, a garota de longos cabelos chocolate fechou os olhos e procurou novamente aquele sentimento no vácuo dentro de si. Conseguiu localiza-lo a sentir o quanto era forte. Haviam palavras! Mas não conseguia escutar o que diziam. Konoka forçou ainda mais a mente fazendo suas têmporas pulsarem no esforço. Era uma voz feminina, mas turva como se a pessoa que as ouvisse não conseguisse ordenar o que havia recebido. Por algum tempo continuou tentando decifrar aqueles sons até que eles ricochetearam e se tornaram claros e audíveis, por mais estranho que fosse ouvir algo dentro da mente de outra pessoa.
“Konoka Ojou-sama nunca vai poder ser sua, senpai”.
O coração da garota disparou. Aquela voz, aquelas palavras... não podia ser, mas tinha certeza que era e estava acontecendo em algum lugar muito distante dali. Aqueles eram mesmo os pensamentos de sua Set-chan! Konoka nem conseguia parar ver o quanto era incrível o fato de ter conseguido se ligar a mente de Setsuna a tantos quilômetros dali. Seus sentidos estavam todos voltados para os sentimentos que se modificavam e se tornavam ainda mais terríveis. A maga branca recebia os sentimentos de dor e confusão que ali estavam, havia muito sofrimento e havia uma certeza crescente: as palavras que ouvira eram verdadeiras.
“Não!” Konoka não podia permitir que Setsuna concluísse aquilo! Será que simplesmente desistiria delas?! Ela forçou ainda mais os pensamentos, não se importou com os avisos que lera nos livros de magia branca sobre os riscos de tanto esforço na comunicação telepática. Tudo o que importava era impedir que o pior acontecesse.
- Não me deixe Set-chan! – exclamou a garota às paredes do clube batendo com os punhos no chão. O elo foi desfeito e Konoka sentiu-se de volta ao clube de artes esotéricas. Sua respiração estava dolorida e ruidosa. Ela abriu os olhos e sentiu náuseas incrivelmente fortes junto com uma dor aguda na cabeça. Deitou-se no chão com o peito para cima para tentar respirar. Havia perdido a ligação que tivera com Setsuna no momento anterior... será que havia perdido a espadachim também? A dúvida formigava no seu peito enquanto ela tentava recuperar a noção de espaço-tempo. Sentia-se realmente cansada agora, havia empenhado todo o poder que conseguia manipular naquele contato e agora não sabia se teria forças para sequer sair dali:
- Konoka? – ouviu-se uma voz junto com batidas na porta da sala. Konoka olhou para esta ainda deitada.
- Asuna? – perguntou de volta com a voz cortada pela vontade de chorar que também sentia.
- O que houve Konoka? Você tá bem?! – perguntou a voz sobressaltada de Asuna ao perceber o tom estranho na voz da amiga. Konoka sentiu um pouco melhor só por perceber que a amiga estava ali e se preocupava com ela, e principalmente, sentiu-se melhor por ter certeza que conseguiria livrar-se de Setsuna-P pelo resto do dia agora que Asuna estava ali para buscá-la.
Levantou-se sentindo as pernas tremerem, havia sido mesmo a experiência mais forte que já tivera desde que começara a usar a sala do clube de artes esotéricas como sala de treino. Enxugou as lágrimas que haviam conseguido cair pelo seu rosto e foi até a porta, abrindo-a:
- Você ta bem garota? – perguntou a ruiva vendo a expressão nada saudável no rosto da amiga, estava com um tom ligeiramente acinzentado na pele, colocando uma das mãos sobre o ombro desta.
- Não foi nada Asuna. Só estou um pouco cansada. – respondeu Konoka tentando sorrir, sem sucesso.
- Tem certeza? – a baka ranger pareceu não acreditar muito na desculpa. – Hum... vamos, então?
- Ta. – foi tudo o que Konoka conseguiu responder e as duas garotas começaram a caminhar de volta para a república estudantil. Asuna ainda desconfiava, mas preferiu deixar a amiga nos próprios pensamentos. Konoka por sua vez, não conseguia deixar de pensar que não sabia se realmente Setsuna pudera ou não ouvi-la. E se não? E se a tivesse perdido para sempre?! Agora mesmo era que Konoka sentia que devia por um ponto final na história escabrosa que estava “deixando acontecer” entre ela e Setsuna-P. Tinha que se ver logo livre de pelo menos uma das coisas que agora a atormentava. Logo.



- O que houve Ojou-sama? Por que me chamou aqui?
Setsuna-P observava a bela paisagem da república estudantil que se podia ver do terraço onde agora estava apenas com Konoka. Trajava um casaco de time com uma letra “Y” gravada em roxo. Tinha uma leve expressão de curiosidade misturada com um sorrisinho malicioso, talvez por estar a sós em um belo lugar como aquele com Konoka, e mais: tendo sida chamada lá pela mesma. Quem sabe sua misteriosa mente já estivesse formulando teorias ou armadilhas astutas para a jovem Konoe.
Já Konoka observava a paisagem até ensolarada para um dia do meio de novembro enquanto colocava os pensamentos em ordem. Estava ali para por um fim naquela situação mais que desconfortável na qual se deixara pôr. Já era a tarde do sexto dia sem sua Set-chan e ainda não tinha tido coragem para falar a sério com a pseudo-espadachim. Tinha que fazer isso logo, pois em breve sua “(eu espero que ainda) quase alguma coisa” estaria chegando e ela não conseguiria encara-la se não resolvesse aquela situação. Pensando bem: será que ela realmente voltaria?
A quase-maga estava tão absorta em seus pensamentos com os olhos nas árvores ao longe que nem ouviu a pergunta da “garota”. Setsuna-P aproveitou-se de sua distração para aproximar-se pelas suas costas discretamente. Sorriu de lado antes de sussurrar próximo da orelha esquerda da garota:
- Algo errado Ojou-sama? – Konoka sobressaltou-se e fez menção de afastar-se da outra, mas Setsuna-P segurou-a pela cintura fazendo-as ficar de frente uma para a outra, com os rostos a dez centímetros do outro.
- Ah... – a garota quase se esqueceu do objetivo de estar ali diante do olhar penetrante da pseudo-garota, mas conseguiu recuperar os pensamentos antes que esta tomasse alguma outra iniciativa. – Preciso falar muito sério com você, Setsuna-P. – disse se desvencilhando dos braços firmes da outra. Setsuna-P ergue uma sobrancelha, não parecia realmente surpresa, parecia mais irônica do que qualquer outra coisa na verdade.
- E do que se trata Ojou-sama? –perguntou deixando o tom de deboche transparecer. Konoka sentiu-se desafiada.
- Não podemos continuar com essas coisas Setsuna-P. – disse ela sendo o mais direta e objetiva o possível. O sorriso da outra se alargou um pouco mais enquanto esta diminuía novamente o espaço entre as duas.
- Está falando de que exatamente Ojou-sama? – perguntou com um tom de falsa inocência já segurando os cotovelos de Konoka com as mãos.
- Estou falando exatamente disso! – afirmou Konoka tentando soltar-se, mas Setsuna-P era mais forte e conseguia impedi-la mesmo sem fazer força.
- Ué? Vai me dizer que não está satisfeita com meus serviços Ojou-sama...
- Não é isso... – Konoka argumentou enquanto Setsuna-P segurava-a pela nuca forçando a se aproximarem, seu coração começou a disparar novamente. – Isso... não é certo...
- Ora, Ojou-sama... – Setsuna-P demonstrava a cada centímetro vencido que parecia saber muito bem como vencer a vontade de Konoka. – Vai me dizer que não gosta desses lábios, dessa voz, desse corpo...
- E.... eu... isso... não está certo... Setsuna-P... – Konoka tentou resistir ao máximo, mas não pode evitar ter os lábios tocados por Setsuna-P. Não conseguiu evitar ter sua boca completamente tomada pela da pseudo-espadachim. Sim, ela gostava mesmo daqueles lábios, daquela boca, mas não era Setsuna! Não podia usar-se desse artifício tão... deplorável só porque queria verdadeiramente poder ter os lábios de Setsuna! Então por que raios não saía daqueles beijos? Por que ainda por cima os retribuía com a mesma vontade que os recebia?! Por que?!
Konoka estava em um mar de sentimentos a pensamentos confusos nos braços de Setsuna-P. A própria parecia perdida enquanto provava a boca de sua protegida como se necessitasse dela como se necessita de ar. Ambas estávamos inconscientes de qualquer coisa além de si próprias e seus beijos ardentes, inconscientes demais para ouvir uma voz atrás delas, uma voz que rapidamente foi silenciada:
- Mas que bicho te mordeu ga...
Tudo o que Konoka percebia eram os braços de Setsuna-P em sua cintura e suas costas e sua língua explorando sua boca. Estava submersa demais para perceber a presença de um ki bem familiar logo à entrada do terraço, mais ainda para olhar para as figuras de Asuna e Setsuna paralisadas observando a cena.
Mas era exatamente aquilo.



segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Posted by Se-chan

MaStErEd NeGiMa - LiVeS cEnA 14

Ae gente
to dexando Lives mais cedo essa semana pq eh a minha ultima semana de provas na facu e to com umas provas.. essa tbm eh a razão de eu ainda naum ter terminado o cap 3 de partners ^^'' jah sei ateh o que acontece, mas naum to conseguindo por uma falta de tempo e uma pressão a cima da media que to colocando em mim..
ehhh... final de ano eh dificil... XD

CENA 14: A OUTRA SETSUNA – PARTE 2



Konoka estava sentada em sua cama fintando os próprios joelhos. Era o inicio da tarde do terceiro dia sem Setsuna e a quase-maga já se sentia totalmente esgotada pela falta do calor da espadachim. Como não teriam aulas naquela tarde Kazumi e Haruna já estavam planejando algo para o grupo fazer durante as horas livres.

A garota sentia uma ansiedade grande misturada com um temor crescente, isso por que estava apenas ela e Setsuna-P no quarto. Ela olhava de relance para a shikigami que apreciava a paisagem vista pela janela do aposento. Estava como sempre fazia, com os cabelos soltos e trajava o uniforme escolar. Tinha um leve sorriso no rosto e Konoka se perguntava se era pela paisagem ou por ter novamente a chance de estar a sós com ela.

Konoka havia conseguido evitar bem o contato com Setsuna-P no segundo dia, já que havia passado maior parte do tempo grudada em Asuna fazendo até está insinuar que estava muito carente pra apenas dois dias sem sua protetora. Mas agora estavam apenas as duas no quarto por um tempo que parecia sem fim. A ruiva havia saído para tomar um banho e Negi havia dito qualquer coisa sobre falar com Takamichi. Mas... e agora? Como conseguiria fugir da pseudo-espadachim daquela vez?

Setsuna-P por sua vez observava a paisagem da república estudantil como se avaliasse algo. Seus olhos corriam as árvores externas, mas parecia não realmente vê-las. O que estaria pensando? É... realmente era um shikigami pensante. O olhou de canto para Konoka que ainda fintava os joelhos como se temesse levar um castigo ou coisa do gênero e sorriu um pouco mais:

- Algum problema Ojou-sama?

Konoka pareceu despertar com o som da voz de Setsuna que por um momento breve a fez se animar. Apenas por um segundo por que logo se lembrou de quem se tratava:

- N-Não é nada... – procurava não olhar nos olhos da “garota”, tinha medo. Eram os mesmo olhos de sua Set-chan, porém sem o mesmo brilho sereno.

- Hum? – Setsuna-P pareceu reparar em algo e se aproximou de Konoka sobressaltando-a, fazendo-a fintar o rosto agora sério desta. Para o horror da garota de cabelos longos a pseudo-garota apoiou um dos joelhos na cama ao lado dela e se curvou sobre esta enquanto a mesma recuava até a parede já corando e sentido o coração acelerar. Setsuna-P passou a mão lentamente pelos cabelos de Konoka que se sentia completamente indefesa.

- O-Oo que você está f-fazendo? - perguntou engasgada sob o olhar penetrante da outra. Setsuna-P sorriu de lado.

- Nada. - respondeu tirando uma folha seca que devia estar presa nos cabelos de Konoka. - Viu? Só estava tirando isso, mas se quiser... - continuou jogando a folinha pra trás e aproximando-se mais. - ... posso fazer outras coisas...

- E-es... - Konoka podia sentir novamente a respiração de Setsuna-P sobre o seu rosto. Sua mente ia ficando anestesiada e seu coração completamente descompassado. Mas não podia perder a razão logo agora! - ... espere...

- Vai dizer que não quer estes lábios nos seus, Ojou-sama? - desafiou Setsuna-P com tom de quem sabe que esta dominando completamente a situação.

E estava mesmo, pois Konoka estava fisicamente acuada e psicologicamente perturbada. Claro que queria aqueles lábios! Seus instintos gritavam em concordância, mas sua consciência ainda tentava fazê-la voltar a razão. Aquela luta interna a fazia se encolher contra a parede, mas ainda assim não fazer nada para se ver livre da pressão da "garota":

- E-eu... eu... - tentava dizer sem saber se completaria a frase incluindo um “não”. O pior é que as duas frases tinham um "quero" no meio. Isso era demais para qualquer mente adolescente bombardeada de homônios! Setsuna-P parecia plenamente ciente de sua vantagem esmagadora contra a frágil força de vontade da quase-maga e parando para sentir o prazer da vitória apenas por um segundo antes de tomar os lábios de Konoka.

Konoka não pode resistir, estava completamente anestesiada. Apenas respondia à pseudo-espadachim até mesmo quando essa invadiu sua boca com desejo. Até mesmo a maneira de beijar era completamente diferente da de Setsuna, havia muito menos pudor e muito mais... ah... alguma coisa que fazia a garota não conseguir resistir. Setsuna-P não parecia disposta a largar os lábios que havia insistido para conseguir, na verdade parecia disposta a ir muito além se não houvesse uma interrupção inconveniente. Apertava o ombro de Konoka com força quase a machucando, não permitiria que está tentasse fugir de seu contato nem por mais um segundo. Setsuna-P parecia necessitar daqueles lábios, como se os tivesse desejado por muito tempo, mas.... seria isso?

Para o azar da “garota” e a sorte da mente totalmente dominada de Konoka, o som estridente de um celular despertou-as fazendo se separarem. Setsuna-P tirou o celular que na verdade era de Setsuna do bolso sem tirar os olhos dos de Konoka. Já esta tentava recuperar a respiração enquanto a mente trabalhava ainda desnorteada, evitou olhar nos olhos de sua... “dominadora?”:

- Sim? – perguntou Setsuna-P ao aparelho com a voz com o mesmo tom sem emoção que costumava usar como formal, porém deixando transparecer uma leve irritação. Ainda encarava os olhos desviados da quase-maga, o rosto a dez centímetros do dela. – Kazumi-chan? O que houve?... Sim... Certo, estarei aí em quinze minutos. – e desligou o aparelho recolocando-o no bolso da camisa.

- ... Era a Asakura-chan? – perguntou Konoka recuperando a fala, mas ainda sem encarar o rosto próximo ao seu.

- Sim. Ela nos convidou para uma pequena comemoração na área próxima ao prédio 3 do colegial. – disse a pseudo-espadachim, dessa vez deixando transparecer claramente um tom de frustração. Konoka se viu agradecendo aos céus intimamente por aquilo.

- Então devemos ir... certo?

- ... Sim. Devemos. – respondeu Setsuna-P saindo de cima da garota ainda com uma leve expressão de descontentamento. Konoka levantou-se da cama e desamarrotou um pouco a blusa, se surpreendeu ao olhar de relance para a outra e ver um sorriso no seu rosto.

- Hum? – sem saber o porquê, sentiu o coração pular. A “garota” pareceu perceber isso.

- Não se preocupe Ojou-sama. Ainda teremos algum tempo para aproveitar. – disse com o olhar mais malicioso que Konoka já vira do rosto de sua Set-chan. Ei! Mas não era sua Set-chan! – E farei de tudo para que seja da melhor maneira possível.

Konoka ficou petrificada. A pseudo-garota nem pareceu perceber ou se importar, foi em direção a porta o mais lento e calmamente que pode deixando uma quase-maga afogada em seus pensamentos que viajavam a mil. A garota sentiu-se péssima, um lixo. Era como se algo dentro dela a sufocasse e queimasse por dentro. Como fora capaz!? Como havia se deixado levar daquela maneira!? Era um monstro! Estava traindo os sentimentos de sua pura e angelical Set-chan!!! Como podia?! Não! Aquilo tudo estava indo longe demais! Não podia permitir que Setsuna-P brincasse assim com os sentimentos dela! Tinha que dar um basta naquela situação antes que passasse dos limites além dos limites que já havia passado! Se conteve para não cair nas lágrimas antes de sair do quarto, sentia-se mais desamparada do que nunca.

“Cadê você, Set-chan?”




No dia seguinte estavam Negi e bando mais uma vez no resort de Evangeline para assistir, atrapalhar e dar palpites bem indesejados nos treinamentos do garoto. Konoka estava murcha sentada de costas para Asuna que se tornara novamente seu escudo sem mesmo perceber, apoiando-se nela. Setsuna-P passeava pelo lugar com Kazumi e Paru admirando a paisagem exótica enquanto o trio biblioteca e Kotarô observavam o treino de kung-fu de Negi e Kuu Fei:

- Nossa... uma paisagem incrível... – comentava Setsuna-P admirando o céu ilusório enquanto a brisa do mar batia no seu rosto. Hoje dispensara o uniforme escolar por um conjunto totalmente preto e estava com os cabelos soltos como sempre.

- Você gosta de observar os lugares, não é Pee-chan? – perguntou Asakura que se referia a “garota” por um apelido dado por ela e Paru logo no segundo dia convivendo com esta.

- São belas paisagens que merecem nossos olhares... – respondeu e as duas garotas se surpreenderam com a poética desta.

- Ei Asakura-san! Que tal tirarmos uma foto da Pee-chan para deixar de recordação desse período em que ela foi a nossa Sakurazaki-san? – sugeriu Paru animada e Kazumi se animou também.

- Ótima idéia! Que tal Pee-chan? – perguntou a paparazzi já sacando a câmera e observando a luz do lugar.

- ... – Setsuna-P sorriu. Parecia contente com a possibilidade de marcar sua passagem de alguma maneira. Talvez significasse algo para alguém que não tinha realmente uma história. – É uma boa idéia.

Paru e Asakura logo trataram de mexer Setsuna-P de um lado para o outro para pegar os melhores pontos de iluminação e tirar várias fotos. Um pouco distante delas, Evangeline observava a cena.

Realmente havia algo de muito estranho na shikigami, concluiu a vampira que reparava em cada atitude desta desde o primeiro dia desta no lugar da espadachim shinmei. Alguns detalhes que não escapavam de seus olhos era, por exemplo, o fato desta não usar uma espada de kendô, mas sim uma espada mais larga como a dos cavaleiros ocidentais. Até mesmo sua maneira de lutar não era de um espadachim japonês... em alguns momentos da luta que tivera logo no primeiro dia a imortal conseguira até mesmo vislumbrar movimentos que lembrava o kung-fu e o karatê. Mas o que seria afinal aquele shikigami?

Seja lá o que fosse, Evangeline tinha certeza que a espadachim original teria muita dor de cabeça quando voltasse para Mahora. Konoka Konoe não era capaz de esconder nenhum sentimento dos olhos apurados dela. Talvez devesse interrogar a discípula para saber até onde a “garota” havia ousado chegar, mas talvez não fosse realmente necessário. A cara de culpa e pesar da quase-maga já eram o suficiente para ela deduzir o que queria facilmente.

“É... você está com bons problemas, Setsuna Sakurazaki”.



sábado, 24 de novembro de 2007
Posted by Se-chan

PaRtNeRs CaP 03 *Ainda Incompleto, mas com + partes*

Aee gente!
Aki tah soh o iniciozinhu do cap! ^^''
naum vo coloca o titulo pq sei que vai ser mto spoiler XD
To pegando gosto por spoiler em titulo uhahuaauhuhauah
Amanha devo postar o resto.. talvez ateh hoje...
Falando em hoje.. HOJE eh meu niver!! *.*
Apesar de uns problemas.. cheguei a maior idade! /o/

De repente escutaram-se, vindo dos corredores, sons interpretados como leves risadas e passos rápidos, escondidos pela escuridão. As moradoras não sabiam o que era, mas o mais provável era que fosse um casal secreto tentando passar um tempo a sós.

Bem, realmente era um casal secreto. Quer dizer, um casal que tentava ser secreto. Os passos foram escutados pela maior parte das moradoras e provavelmente as risadas já bastavam para se reconhecer as vozes.

Konoka puxava a espadachim pelo pulso com um sorriso enorme, estampado no rosto o dia inteiro, fazendo a mão da guarda-costas tocar de leve em seu ombro.

Quando chegaram na escada que dava para o telhado, Setsuna deixou correr sua mão até a ligação do pescoço com o rosto da amada, virando o rosto da garota e deixando-as com os lábios quase colados.

Já a maga esperou até o ultimo milímetro que separava os lábios para fugir e correr até o terraço. Setsuna, indignada pela ação da querida parceira, alcançou-a sem esforço e segurou-a pela cintura, abraçando-a carinhosamente e murmurando em seu ouvido.

“Não quer? Então vou voltar para lá embaixo.”

A curandeira arrepiou-se toda. O sussurro de tom sério, mas com obvias intenções maquiavélicas, era uma verdadeira covardia contra a garota. A voz rouca da espadachim a fez suspirar por um momento, fechando seus olhos até que deu-se conta de que a amada havia tomado-lhe os lábios e feito de sua língua dela.

Mais atraente do que sua fala apenas suas ações. O beijo de sua ministra magi a fazia ir aos céus e despencar quando encerrado. O paraíso logo seguido do inferno, irônico não?

Mas a Shinmei satisfazia seu ego quando via os olhos suplicantes da querida em seguida do termino da união dos lábios. O desejo não precisava ser demonstrado com palavras, o modo que a maga a fazia caricia após os beijos carinhosos era tudo o que a espadachim precisava para entender o chamado pela natureza (?). Realmente, a garota usava todas suas armas para conseguir mais daqueles lábios de mel para si.

Bem, normalmente conseguia-os, mas naquele dia Setsuna estava para jogos com sua maga e queria divertir-se com a provável insistência que a garota iria ter por mais beijos seus. Parecia mágica, agora a tímida espadachim virara uma terrível amante com perversas intenções de ver o quanto a outra a desejava.

“Claro que quero, boba..”A curandeira foi em direção aos lábios da guarda-costas, mas fora impedida de seguir por uma súbita mão que subira até seus lábios. O que era aquilo? Sua Set-chan não queria seu carinho como ela desejava o dela?

“Calma, ainda temos tempo para aproveitar.” O tom de deboche fez Konoka irritar-se. Para que falar assim? Ela não quer aproveitar o máximo possível? Será que já não quer mais passar mais por momentos assim comigo?

“Por quê? Eu quero mais Set-chan...” A maga dizia com uma voz chorosa para Setsuna. A espadachim deu uma risada, mas logo viu um olhar tristonho vindo da garota e não resistiu. Não conseguia resistir, não com aqueles olhos da curandeira. O beijo fora mais intenso, mais nervoso, com muito mais desejo. As mãos da espadachim agora corriam pelo corpo de Konoka. A pena bateu na consciência de Setsuna, no momento queria satisfazer os desejos da maga, pois se sentiu culpada por fazê-la esperar para receber o carinho que era merecido já pelo grande tempo que esperou pela espadachim.

Após mais uma separação dos lábios das amadas, Konoka deixou seu rosto apoiar-se abaixo do pescoço da espadachim. Colocou-o de tal jeito que Setsuna tinha seu queixo colado nos cabelos chocolate da garota, sentindo o aroma do shampoo que a garota costumava usar.

Um cheiro gostoso, não somente falando da camomila que emanava dos longos cabelos da maga, mas sim o doce cheiro da própria Konoka que a Meia-Uzoku tanto amava.

Há tanto tempo que desejava essa paz, essa harmonia gostosa entre os corações dela e de sua Ojou-sama. Sua querida princesa que tanto queria proteger, apossar-se. Toma-la somente para si era o que desejava na realidade, pois ninguém é perfeito, e a Shinmei não era exceção. Não tinha somente amor, obviamente também vivia cheia de desejos e fetiches, ou acham que Setsuna nunca imaginou sua estimada Ojou-sama com sua vestimenta de ministra magi de Negi em cima de um futon?

Aquela doce voz deveria soltar sons ainda mais adoráveis do que na noite anterior. Ah, aqueles gemidos e leves comentários da maga durante sua quase relação sexual deixavam a Meia-Uzoku pronta para um novo ataque. Combinando isto com a forma do corpo da curandeira sentida sobre seu próprio era como quando uma leoa está há poucos metros de sua presa, ou seja, irresistível.

Mas deveria controlar-se, não podia fazer algo assim, tão cedo, iria assustar sua querida Kono-chan. Mas a verdade era que tinha medo. ‘Será que ela irá gostar? Será que eu conseguirei faze-la gritar meu nome como se quisesse dizer para o mundo quem a esta fazendo tão feliz? Será que conseguirei fazer algo em frente quando as imagens de meus sonhos virarem realidade?’

Duvidas cruéis e normais, afinal, não era somente ela que via-se numa encruzilhada. A maga não era diferente. Desejava a espadachim sempre que a via, todos os dias, quando a viu na viagem de Kyoto robusta, com uma fantasia de Shinsengumi, quase caiu aos pés da garota, quase reverenciou uma deusa que surgira ali.

Konoka desejava mais que tudo ver um dia ser posta contra uma parede e ser enchida de beijos calorosos e ofegantes de sua Set-chan. Sentir o toque firme de sua guarda-costas, sua parceira, sua amante.

Quem não iria querer aquela figura tipicamente japonesa, com seus curtos cabelos negros soltos sobre o leve vento da primavera que estava chegando, com pétalas de cerejeiras caído sobre elas, encobrindo-lhes os corpos fogosos e nus sobre uma das árvores das redondezas daquele lindo campo de flores de Kyoto.

O que estava pensando!? Quanta indecência! Claro que desejava isso mais do que tudo, mas imagine se Setsuna pudesse ler seus pensamentos! Que terrível seria ver o olhar assustado da espadachim para os horríveis pensamentos impuros da curandeira! Tentou acalmar-se, afinal, tinha que aproveitar o momento a sós com sua Set-chan, para que possa fazer algo pelo menos perto do que pensara. O que!? De novo esses pensamentos impuros! Avermelhou-se e tentou de novamente tentou esquecer tal criatividade indecente que tinha.



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Naum fikem brabos por soh estar a 1ª cena aki XD
Ainda tem mais umas 2-3.. sendo que a ultima... *.*
*chata que gosta de dar spoilers*
Vo sair antes que fale oq eh! ^^''
Bye o/
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Posted by Se-chan
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MaStErEd NeGiMa - LiVeS cEnA 13

Geennteeee... *Em crise*
O que eu faaçooo???
To depreee...
queria escrever o cap 3 de Partners mas to me sentindo taum mal.. ¬¬
Mas que .. *Se controla*
Bem.. Sobre o cap...
Fikou mto legal.. Essa estadia da Pee-chan(Setsuna-P, entenderão lendo o cap XD) tah mto boa *.*


CENA 13: A OUTRA SETSUNA – PARTE 1



Mais uma manhã de outono transcorria em Mahora. Como sempre havia a corrida matinal para se chegar a tempo para as aulas. Naquela manhã, porém, o grupo que ia com Negi e Asuna estava bem maior do que o de costume, isso graças a um membro diferente que os acompanhava.
Asakura, Sayo, o trio biblioteca, Kuu Fei e Kôtaro corriam com eles animados, na verdade estavam mais para curiosos, pois não paravam de falar e fazer perguntas a uma única pessoa:
- Então, ah... Setsuna-P: a quanto tempo você é shikigami da Setsuna? – perguntou Asakura com seu gravador a postos para registrar as resposta.
- Você é um tipo diferente de conjuração, certo? – perguntava Yue com seu costumeiro suco de laranja com chá verde de todas as manhãs.
- Você parece mais divertida que a Sakurazaki original! – comentou Paru que parecia ter ido com a cara da pseudo-espadachim.
- Você é “folte” como ela? – perguntou Kuu Fei vendo a possibilidade de ter um bom desafio.
Setsuna-P corria não muito distante de Konoka que tentava manter-se afastada correndo ao lado de Asuna. A shikigami portava um sorriso meio debochado, parecia estar gostando de toda aquela atenção. Não se deu ao trabalho de tirar a liga dos cabelos, pois já o tinha feito logo cedo. O fato é que a shikigami havia recebido ordens da verdadeira Setsuna para freqüentar as aulas em seu lugar para que nenhum “inocente” desconfiasse de qualquer coisa. Claro que nenhuma das pessoas que estava ali a cercando se enquadrava na categoria de “ignorante sobre magia”, portanto começou a responder os questionamentos:
- Pertenço à... mestra a seis meses. – respondeu à Asakura que registrou no gravador, Yue percebeu silenciosamente o tom ligeiramente desconfortável com que a “garota” referira-se a Setsuna, mas ignorou. – Sim, sou um shikigami especial. Minha matéria-prima não foi um simples papel comum, o que torna minhas habilidades diferenciadas. – disse olhando para Yue que manteve-se impassível. – Quanto a ser “divertida”, não tenho certeza sobre esses assuntos... e, infelizmente não tenho a mesma quantidade de “ki” do que minha... mestra. – completou com simplicidade e Kuu Fei fez uma careta de desapontamento.
- “Dloga”...
- Então você está no lugar da Setsuna para proteger a Konoka enquanto ela está fora, certo? – continuou Asakura em sua entrevista exclusiva.
- Exato. Minha única missão é a de manter a segurança a Ojou-sama. – respondeu sem tirar os olhos do caminho, Konoka se mexeu desconfortável ao lado de Asuna.
- Sakurazaki-senpai!!!! – gritou uma voz masculina vindo do lado do grupo. Negi e as garotas pararam ao ouvir o estranho chamado, Setsuna-P parou para encarar o garoto que se aproximava com um sorriso debochado. Todos repararam logo que ele carregava uma espada de kendô nas costas.
- De novo esse “cala”... – comentou Kuu Fei aborrecida.
- Quem é ele? – perguntou Negi curioso, sem entender a situação.
- É um garoto do clube de kendô de “Mahola”. Ele vive tentando desafiar a Setsuna “pla” lutar, mas ela nunca aceita. – respondeu a chinesa erguendo o dedo indicador no ar.
- Vamos lá Sakurazaki-senpai! Está com disposição hoje para perder sua fama no clube? – desafiou o garoto tirando duas espadas de madeira, normalmente usadas em treinos, de uma bolsa e segurando-as na direção de Setsuna-P.
- Cara ousado. – comentou Yue tomando seu suco.
- Será que ela vai aceitar? – perguntou Nodoka com uma das mãos próxima a boca.
- Mas esse cara parece “mó” fracote! – reclamou Kotarô achando que se ria uma perda de tempo uma luta.
- A Setsuna nunca aceitou as “plovocações” desse “galoto”. – disse Kuu Fei pensando ser aquele um bom motivo para a shikigami fazer o mesmo. – Ainda é um novato no clube...
Porém, para surpresa de todos, Setsuna-P abriu um largo sorriso que poderia ser interpretado como maligno:
- Hoje é seu dia de sorte, novato. – disse esticando o braço no ar. O desafiante sorriu e jogou uma das espadas para Setsuna-P que a pegou.
A pseudo-espadachim afastou-se do grupo para posicionar-se de frente para o adversário que parecia emocionado em finalmente conseguir lutar com um dos membros mais respeitados do clube de kendô de Mahora. Negi e as garotas ficaram se ação diante do que ocorria. O desafiante e a desafiada se encararam por um instante:
- Pronta? – perguntou o rapaz que tremia ligeiramente. Setsuna-P alargou mais o sorriso frio.
- Você nem imagina. – respondeu partindo com a espada erguida para atacar.
A batalha inesperada começou e rapidamente amontoaram-se muitos alunos ao redor da cena para assistir, entre eles diversas alunas do 1º ano A:
- Aquela é a Sakurazaki? – perguntou Sakurako boquiaberta.
- Legal... – comentou Yunna que carregava uma bola de basquete embaixo do braço como quase sempre.
A luta prosseguia sem que nenhum dos dois parecesse levar vantagem. Negi logo percebeu que a shikigami estava brincando com seu adversário. E não foi apenas ele que percebeu:
- Mas que droga ela pensa estar fazendo?! – exclamou Kotarô irritado ao notar a displicência da “garota”.
- Está se divertindo... – comentou Yue baixo observando o sorriso enorme que persistia no rosto da “pseudo-garota”.
De fato Setsuna-P passou mais de três minutos apenas esquivando-se e defendendo sem dificuldades os golpes do seu desafiante inexperiente. Sorria sarcasticamente à situação do jovem e parecia não ter pressa em mostrar-lhe seu lugar. Somente aos cinco minutos de embate que a shikigami pareceu lembrar-se da hora:
- Acho que está na hora de te mostrar algo do verdadeiro kendô. – comentou esquivando-se com facilidade de mais um golpe mal aplicado do rapaz. – Hu...- a shikigami golpeou a espada do jovem com uma força imensa, fazendo-a voar das mãos do seu portador indo espatifar-se ao longe.
- Quê?! – exclamou o garoto já percebendo sua derrota. Mas Setsuna-P não se satisfez em desarmá-lo, com um golpe poderoso atirou seu próprio desafiante a uns quinze metros de distância.
A platéia ficou abismada, mas em seguida aplaudiu a demonstração gratuita de violência usando o kendô. Setsuna-P pareceu agradar-se ainda mais ao ouvir os aplausos:
- Caraca! Você arrasou Sakurazaki-san! – exclamou Yunna erguendo o braço para a “colega de sala”. Setsuna-P sorriu amistosa para o grupo das alunas do 1º ano A que assistira.
- Vocês ainda não viram nada. – afirmou sem hesitar fazendo o queixo do grupo que acompanhava Negi ficar ainda mais caído do que já estava com a cena de luta.
- Nossa! Esse kendô é maneiro mesmo! Você arrasou mesmo Sakurazaki! – afirmou Sakurako que estava verdadeiramente impressionada com a força da “jovem”.
- Hu... podem me chamar de Setsuna-senpai. – disse Setsuna-P antes de ir na direção do grupo.
- Setsuna-senpai!? – repetiu Asuna incrédula. Setsuna-P parou de frente para Konoka e Negi olhando para o relógio.
- Nossa... vamos nos atrasar se não corremos. – afirmou e todos se tocaram da hora olhando para os próprios pulsos. – Venha Ojou-sama, não é nada bom para a neta do diretor se atrasar. – disse a shikigami segurando o braço de Konoka fazendo-a deslizar de patins sendo puxada por essa que recomeçara a correr, deixando para trás um grupo de jovens bem abobalhados.
- Ela é... – começou Nodoka.
- ... meio... – continuou Asuna que quase babava de tanto choque.
- Demais! – exclamou Paru recomeçando a correr também.
- Quê?! – espantou-se Kuu Fei que estava perplexa com a atitude da pseudo-espadachim.
- É. Até que ela parece boa gente... – comentou Asakura recomeçando a deslizar em seu patinete com uma fantasma abobalhada ao lado.
- Na verdade eu diria “meio diferente”. – admitiu Negi ainda parado.
- Eu gostei dela Aniki! - afirmou Kamo.
- Eu diria “meio suspeita”. – disse Yue sem ninguém ouvir novamente.
- CARACA! Olha a hora! – exclamo Kotarô e todas retomaram seus caminhos.
“Suspeita até demais” pensou Yue.





Mais tarde naquele dia, Konoka ia a caminho da sala do clube de artes esotéricas. Mesmo que o clube só funcionasse uma vez por semana ela ia quase todos os dias ao lugar, o porquê só ela sabia. Porém hoje estava se sentido meio estranha durante o caminho, e não era para menos estando acompanhada de Setsuna-P que sorria levemente observando a paisagem à entrada do prédio:
- O clima de outono é bastante agradável, não acha Ojou-sama? – perguntou observando as árvores que constantemente perdiam suas folhas antes de entrar no prédio. Konoka ignorou o comentário da shikigami e continuou em frente chegando à porta do clube de artes esotéricas, destrancando-a.
Entrou na sala que era até bem espaçosa sem esperar pela “garota”, quem sabe desistisse de segui-la se fosse ignorada. Mas para sua tristeza a shikigami entrou em seguida fechado a porta ruidosamente.
Konoka sentiu o coração dar um pulo. Estavam a sós. A maga podia sentir a insistência do olhar da pseudo-Setsuna nas suas costas e engoliu em seco. Não gostava dela, nem um pouco, e as atitudes dela naquela manhã haviam sido o suficientes para a garota ter certeza de que não devia confiar nem um milímetro na “garota”.
Sem olhar para trás, Konoka foi até a mesinha que ficava no canto para mexer em qualquer coisa. Esperava que a outra se tocasse de que não queria sua presença ali, mas, ao invés disso, Setsuna-P aproximou-se por detrás sussurrando perto de seu ouvido:
- Algum problema Ojou-sama? – sua voz era suave e calma, era completamente o mesmo tom de Setsuna ao falar com ela. Konoka sobressaltou virando-se para encarar a shikigami que estava muito próxima, corou forte pela aproximação, era o rosto de sua Set-chan afinal.
- N-Não é nada... – disse baixo encarando com dificuldade o olhar persistente de Setsuna-P. Odiava-se por se sentir tão afetada pela “garota”. – Eu só queria ficar um pouco sozinha...
Setsuna-P sorriu calmamente:
- Por que você teme a minha presença Ojou-sama? – perguntou aproximando-se minimamente de Konoka, apoiando a mão esquerda na parece logo atrás da mesa às costas da maga, prendendo-a de maneira sutil. – Não gosta de mim?
- Ah... é que... – Konoka tentava arranjar alguma desculpa para correr dali imediatamente, seu coração e seus hormônios pareciam que não resistiriam muito tempo à voz e tudo mais de sua Set-chan que estavam em P.
- Você não quer este corpo, Ojou-sama? – perguntou Setsuna-P parecendo exatamente o que fazer para atravessar as barreiras que Konoka tentava levantar entre elas. – Eu estou aqui apenas para satisfazê-la, da maneira que você desejar. – aproximou-se mais da garota que tremeu ao sentir a respiração da shikigami bater no seu rosto. Não resistiria àquilo por muito mais tempo, sua respiração se descompassava só de sentir o corpo de sua Set-chan tão junto ao seu. Sabia que não era ela, mas seus sentidos não conseguiam ignorar.
- N... Não devemos... eu... – tentava dizer algo que pudesse deter a “garota”, mas não conseguia nem se controlar. Fechou os olhos perdendo a noção do que fazia. Setsuna-P parecia satisfeita só por ter Konoka sob seu domínio.
- Você me quer, não quer Kono-chan? – perguntou dois segundos antes de chegar à boca da quase-maga.
Mas parecia ter dito a única coisa que poderia estragar sua investida. No memento em que seus lábios iam tocar nos de Konoka sentiu-se empurrada quase um metro. Abriu os olhos de deu de cara com uma Konoka corada e ofegante, porém repleta de determinação nos olhos:
- Não me chame de “Kono-chan” Setsuna-P. – disse com a voz firme e a perplexidade tomou conta do olhar da shikigami. Ela afastou-se da curandeira reassumindo um tom formal. Konoka encarou seus olhos negros sem hesitar.
- Devo fazer uma inspeção nesta área da cidade acadêmica. – disse Setsuna-P sem emoção dirigindo-se a porta e abrindo-a. – Mas estarei de volta às dezessete horas para lhe buscar... Ojou-sama. – continuou enfatizando levemente o pronome de tratamento. – Minha... mestra deu ordens para não deixa-la andar desacompanhada por Mahora, portanto peço que me espere para voltar à republica estudantil. – e saiu sem dizer mais nada, batendo a porta um pouco forte demais.
Konoka permaneceu algum tempo parada no mesmo lugar, refletindo. Que destino cruel esse seu, de trair seus próprios sentimentos daquela maneira. Como podia cair tão facilmente nas garras da pseudo-espadachim!? Isso era abominável! Mas não conseguia evitar, Setsuna-P sabia exatamente como dobrar sua vontade sem fazer nenhum esforço e ela se detestava por isso. Por permitir que fosse manipulada daquela maneira. O que estava fazendo afinal?! Traindo os sentimentos de seu anjo na primeira virada de costas!?
Droga! Mas também era culpa de Setsuna, oras! Por que tinha que lançá-la daquela maneira nas garras maldosas de uma shikigami sem escrúpulos!? Mas o que estava dizendo!? Como podia botar a culpa em sua querida Set-chan!?! Era mesmo uma besta... provavelmente Setsuna sequer imaginava que sua serva era tão... inescrupulosa!
A quase-maga sentou-se no chão à frente da mesinha. Sua respiração ainda se normalizava. Percebeu que não teria como fugir da shikigami o resto dos dias em que sua Set-chan estivesse fora. Quem sabe se entrasse em coma? Daí não poderia fazer nada! Sim! Era uma ótima idéia! .... Quer dizer... seria, se isso não fosse deixar sua guardiã morta de preocupação. Não... já tava bem ruim sem tragédias...
“Estou numa bela enrascada...” .






EHHHH.. Konoka fiko irritada por causa do "Kono-chan"!!
É isso ae! Ninguem mais chama ela de Kono-chan!! Soh a Set-chan dela! >D
Ateh amanha *Espero*
Uma bela torcida e talvez consigam me convencer a fikar inspirada.. XD
Bye Bye o/
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Posted by Se-chan

PaRtNeRs CaP 02

Ae Gente!
Esse cap tah taum fofo! *.*
acreditam que ele eh o maior cap que eu jah escrevi de fic?
com soh 7 paginas XD
vamo logo pra ele! /o/

Capítulo 02 - Meu Doce Primeiro Amor

Setsuna abrira os olhos calmamente. Onde estava mesmo? Estava com calor, mas por quê?

A espadachim quase saiu correndo quando viu que não fora um sonho. Havia mesmo beijado sua Kono-chan. Havia mesmo dormido com sua Kono-chan! Aos poucos o coração foi se acalmando e a garota começar a pensar em um meio de tirar suas pernas de baixo do adorável rosto angelical de sua Kono-chan.

Olhou para a janela. Ainda era noite, aliviou-se por não precisar sair correndo para o seu treino matinal. Começara a olhar o suave sorriso inserido nos lábios de sua protegida. Tão bonita, tão meiga, por que desejou logo uma Meia-Uzoku como parceira, na magia e na vida. NA VIDA!? Estava louca? Já começara a se ver como dona de Kono-ch.. Ojou-sama?

Bem, estava próxima disso. Também, a maga parecia bastante a favor de se fazer de objeto da guarda-costas. Já pensara? Uma relação de amor nascido desde o berço, ou quase. “Que romântico!” é o que todos pensariam. Quer dizer, todos menos as Associações Mágicas, presumia a espadachim sentindo o forte poder mágico que estava a cada minuto a crescer dentro da curandeira. Mas por que diabos estaria o poder mágico de Kono-chan aumentando enquanto esta dorme!?

A espadachim olhara fixamente para a maga. Parecia feliz em algum sonho gostoso. Será que seria por causa do sonho e seu poder mágico estaria elevando-se, pois a garota ainda não tem domínio total sob este? Rira por dentro quando notou o surgimento de um enorme sorriso nos lábios de sua amada. Aproximou-se deles devagar e silenciosamente. Tocou-lhe no rosto de leve. Estava tão graciosa daquele jeito, parecia um anjo caído do céu.

“Kono-chan..” Setsuna encostou os lábios nos da curandeira.

“S-Set-chan... Não faça isso...” A guarda-costas atirou-se para trás, batendo com a nuca na parede e deixando Konoka cair no chão. A maga acordou meio zonza, mas olhando a guardiã em um estado de dor causado por uma tentativa de atravessar paredes correu em pró da sua querida.

“Você está bem Set-chan?” A garota perguntava enquanto socorria a outra tentando examinar sua cabeça.

“Não foi nada grave.. Estou bem..” Setsuna respondia com um sorriso meio sofrido mesmo assim. “Mas... Por que você disse ‘Não faça isso’?”

A curandeira fez uma cara estranha no momento após a pergunta. “Do que você está falando? Eu não disse isso, eu estava dormindo e quando vi você tinha se batido na parede...”

“Você deve ter falado enquanto dormia então..” A espadachim ria-se. Como fora boba, achava que Konoka não queria que a beijasse. Bem, mas será que ela quer mesmo que a beije? A duvida mortal de Setsuna, uma pessoa pode mudar da água para o vinho em algumas horas de sono. (Será?) Mas a pergunta seria: A mudança seria da água para o vinho ou o inverso?

“Eu tava sonhando com... Hmmm.. Ah! Você tava tentando fugir de mim..” Konoka fazia uma expressão triste, como se pensasse que sua querida e tão amada fosse realmente fugir a qualquer momento.

A dor no peito da guardiã veio no mesmo instante. ‘Esse rosto.. Nunca quero ver ele assim... Ainda mais por culpa minha!!’ Setsuna segurou os ombros da curandeira com força.

“Eu estou aqui Kono-chan. Não irei fugir!” A garota de cabelos chocolate era somente lágrimas após a forte declaração da outra. As lágrimas não eram de tristeza ou dor, mas sim de alivio. Não podia acreditar, Set-chan queria mesmo estar ao seu lado, não iria fugir.

Somente quando o sorriso surgiu nos lábios da maga é que a espadachim fora baixar a guarda e despreocupar-se.

“Set-chan... Eu também... Quero sempre estar com você..” O abraço em seguida fora apertado e o sentimento que Setsuna sentia vindo de sua protegida era como se esta quisesse gritar “Nunca me deixe! Nunca!”. A Meia-Uzoku acolheu sua parceira com um abraço amoroso, leve e caloroso.

“Nem pense nisso... Nunca irei te ferir desse jeito...” Setsuna segurava o queixo da curandeira, fazendo esta se dirigir até seus lábios. A união destes com de sua amada provocou um conforto inimaginável na maga. O calor dos lábios da espadachim fazia Konoka tremer de emoção, era amoroso, mas ao mesmo tempo conseguia se notar o quanto a guardiã estava se segurando para não passar da linha da sanidade.

Alguns sons foram ouvidos no meio da relação amorosa de Konoka e Setsuna. De tempo em tempo a espadachim tentava decifrar ou olhar para onde o som vinha, mas Konoka impedia a garota de concentrar-se. Queria sua Set-chan prestando atenção somente nela, queria que a garota começasse a fazer outros afazeres além de protegê-la.

A maga segurou uma das mãos de Setsuna e levou-a em direção de sua cintura. Queria ver o quanto a guarda-costas agüentaria até mostrar seu lado malicioso e com sede de... “amor”.

Pois bem, conseguira. Ao sentir a pele por detrás da blusa da maga, Setsuna não conseguira impedir-se de explorar levemente o corpo da curandeira. Há milímetros do busto da outra estavam suas mãos, ainda sendo controladas pela razão pouco existente agora na Meia-Uzoku.

Estavam muito próximas de Negi, Asuna e Kamo. Não deveriam fazer tais coisas, mas o fantasminha do fetiche estava possuído na curandeira. Desejava emoção, calor, a garota de cabelos chocolate era somente desejo no momento em que sua Set-chan explorava seu pescoço, demarcando seu cheiro Meio-Youkai na herdeira das Associações Mágicas.

Somente ao escutarem o despertador cair da cama e escutarem uma Asuna sonolenta tentando saber que barulho que era que ambas entenderam que era hora de parar. Setsuna insistiu até conseguir que a maga deita-se em sua cama, sozinha.

A guardiã sentou-se ao lado da cama, segurando a mão da curandeira perto do rosto, dera um beijo de boa noite na garota e as duas voltaram a dormir tranquilamente.

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De manhã Konoka escutou uma voz doce a chamando. Só poderia ser sua Set-chan, somente ela conseguiria fazer esta acordar com tão bom humor. Confirmou-se quando esta abriu os olhos, sua Set-chan estava ali, sentada na beirada da cama com um leve sorriso angelical e com olhares cintilantes apenas para a garota. Será que ela realmente estava com aqueles brilhos nos olhos ou a mente apaixonada da maga que criara para aparentá-la ainda mais bonita a seu ver.

A herdeira das Associações Mágicas levantou-se, foi rapidamente ao banheiro e colocou o avental para ir até a cozinha, mas fora detida pela espadachim.

“Deixe por minha conta. Irei fazer o café da manhã, Kono-chan.” O sorriso permanente logo de manhã na face da normalmente séria guarda-costas a fez o mundo mais lindo naquele momento. Sua Set-chan estava tão carinhosa, tão leve, solta, linda. Maravilhosamente tudo parecia o paraíso dos recém casados para a curandeira. Recém casados!? Bem, só faltaria o pedido de casamento surgir, pois a maga já estava com o “sim” na ponta da língua.

“Não Set-chan, deixe comigo. Você sabe que eu gosto de cozinhar.” Um leve empurrão com o ombro fez a garota de cabelos negros sorrir mais, mas não desistir do que desejava fazer.

“Eu insisto, deixe-me fazê-lo.” Os olhos pedintes de Setsuna estavam quase convencendo a garota, mas antes de entregar-se teve uma idéia.

“Então por que não o fazemos juntas?” Um olhar curioso veio no rosto da espadachim.

“Como desejar, Kono-chan..” O sussurrar no ouvido de Konoka fez esta quase cair ao chão, mas antes de que pudesse faze-lo fora puxada pela sua amada pelas mãos.

Realmente, fora uma experiência curiosa e prazerosa. Novos gostos foram sentidos na cozinha, mas, para o azar dos leitores famintos por coisas diferentes de gostos culinários, eram apenas temperos e misturas que fizeram juntas.

Os risos, gargalhadas e beijos discretos acordaram os outros moradores do quarto. Asuna foi tomar nota do que estava acontecendo e deu-se com uma espadachim de cabelos negros tocando suavemente o queixo de uma maga com olhos abobalhados dirigidos a amada. A garota retirou-se sem ser percebida e dirigiu-se ao banheiro.

Após um café da manhã sem nenhum comentário sobre a noite passada (Apesar da grande curiosidade vinda principalmente de Kamo), todos se dirigiram para Mahora calmamente.

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Após uma aula monótona e pouco estimulante de inglês, Asuna dirigiu-se diretamente a sua amiga espadachim para um convite inusitado. “Setsuna-san, venha almoçar comigo.” Após alguns segundos analisando a proposta, quase obrigatória a resposta “sim”, Setsuna aceitou com cautela.

Chegando ao destino final, um canto qualquer que não houvesse ninguém escondido para depois sair fofocando as intimidades alheias, Asuna tomou o posto de amiga severa e preocupada com o futuro de sua amiga e fechou seu sorriso de antes, encarando de modo pouco amigável para a espadachim.

“O que você quer com a Konoka?” Direta ao ponto, a guerreira quase fez sua mestra no kendô deixar cair o queixo até o chão.

“P-Por que a pergunta Asuna-san?” Perguntava completamente corada a espadachim.

“Por que eu vi a ceninha romântica entre vocês duas hoje mais cedo.”

Setsuna quase se matou pelo que escutara. Asuna havia visto sua quase relação sexual durante a madrugada. Não acreditara. Que descuidada que fora! Se bem que qualquer um naquele momento seria ao estar fazendo algo tão prazeroso com alguém tão gos... bonita quanto sua Kono-chan.

“Você viu?”

“Claro! Estava escancarado! Não sou surda pra não me acordar com todo o barulho que fizeram!” A Shinmei sentou-se num banco qualquer. Estava pasma. Asuna tinha as visto e teria que pedir-lhe mil perdões pelo erro que cometera.

“Desculpe por ver algo tão... insolente...” O olhar da espadachim era lamentável. Havia perdido uma batalha. Pior ainda, havia perdido uma guerra de anos contra seus instintos e fora pega no exato momento que estava em nocaute.

“Nem foi pra tanto Setsuna-san.. Foi só um beijinho na cozinha..” A garota de cabelos laranja ria-se enquanto a espadachim tinha suas pernas frouxas pelo alivio que lhe viera no momento. Não havia sido pega numa situação constrangedora no final. “Mas isso não muda minha preocupação. Konoka pode não parecer, mas se entrega muito fácil. Se você for fugir quando ela falar em oficializar namoro eu saio atrás de você, te trago de volta e desço o braço em você garota!”

A espadachim parou por um momento. ‘Kono-chan..Eu.. Namoro.. Oficial..’ As palavras fluíam na mente da garota de cabelos negros, mas não eram devidamente processadas. Kono-chan realmente queria algo com ela? REALMENTE!? Que felicidade que subia na garota, afinal, o que é melhor que ter certeza de que se é amado de volta? Bem, seria melhor se esta pessoa não fosse a futura mais importante pessoa no gênero de magia oriental e você uma reles Meia-Uzoku.

“Bem...” A guerreira ria da forma corada de Setsuna com bastante prazer.

“É verdade... Você é apaixonada por ela há tanto tempo quanto ela é por você..” A espadachim quase caiu no chão. ‘Kono-chan também é apaixonada por mim desde nossa infância!?’ O corado não era apenas um grande vermelho, mas um vermelho mais forte que o de seu uniforme escolar.

“Desde quando.. você sabe ..que ela é..?” Dizia timidamente a Shinmei enquanto abaixava a cabeça, falando em tom baixo.

“Bem.. EU sei desde uns meses atrás.. Um pouco depois da viajem pra Kyoto sabe.. Mas ela se tocou que é toda gamada por você desde uma vez lá que vocês tavam brincando e ela disse que as bocas de vocês quase se tocaram.. ou coisa parecida...”

Velhas lembranças vinham na mente da Meio-Demônio. Esta época tão especial voltou a tona nos pensamentos da garota. A guerreira continuava a falar, mas não era mais tão ouvida pela outra. Esta agora tinha sua mente voltada para o tão gostoso passado que tivera ao lado de sua querida antiga amiga e presente .. hmm... “ficante”(!?).

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“Ojou-sama, a mestra do Shinmei ryuu está aqui.“ Konoka olhou para o grande portão de onde vinha a voz de alguma empregada de sua família. Quando um homem e duas mulheres adultas chegaram mais perto, a pequena garotinha pode ver uma pequena criatura vestindo um quimono de kendô, timidamente escondida e segurando na parte de baixo do quimono da que provavelmente era sua mãe.

A troca de olhares das pequenas foi penetrante e durou muito tempo. A mãe de Setsuna já havia saído de perto e as duas continuaram a olhar-se com um pouco de medo, mas ao mesmo tempo de modo curioso, afinal, nenhuma tinha amigas da mesma idade. Mesmo que por motivos diferentes, Setsuna e Konoka não tinham ninguém para brincar, para conversar, nem para ao menos ter esta troca de olhares.

Finalmente tiveram a experiência da troca de olhares, do primeiro encontro marcante de uma vida que ainda teriam muitos importantes, mas que não quer dizer que este seja menos importante do que os futuros, muito pelo contrário, esta troca fora imprescindível para o futuro das duas jovens.

Ambas olhavam curiosas, eram duas garotas de mesma idade, mas por algum motivo ambas ficaram olhando curiosamente para suas diferenças. Setsuna era uma jovem pré-espadachim de um dos mais importantes estilos de kendô, tinha que treinar severamente e já começara a ter seus treinos e marcas no corpo, mesmo que leves. Konoka era uma pequena lady da vizinhança nobre de Kyoto, não tinha que se preocupar com nada, tinha corpo liso, sem arranhão, imagine só se teria uma marca sequer.

O encontro da Princesa com o Monstro, como diria Setsuna. Ou o encontro da menina mimada comum com um Anjo, como poderíamos presumir da herdeira das Associações Mágicas japonesas. Não importa o que fosse, era o encontro mais importante da vida das duas garotas.

Após minutos, talvez horas de olhares, Konoka aproximou-se mais da pré-espadachim e sorriu deixando sua cabeça balançar levemente para o lado, fazendo seus pequenos cabelos chocolate caírem em seu rosto, mostrando a outra toda sua graciosidade.

A verdadeira mini-Setsuna corou de leve, notando as pequenas pétalas de sakura caindo sobre o cabelo da futura herdeira das Associações Mágicas. Setsuna não conseguia compreender o que era aquela beleza que via na garota, ela era bonita, calma, mostrava suavidade ao falar e andar, era obviamente uma futura dama, diferente das mulheres que via no Shinmei, cheias de força e agressividade, sem preocupar-se com a aparência.

Setsuna foi aproximando-se aos poucos, olhando a leve feminilidade vinda da outra. Chegando perto o bastante para tocá-la, foi em direção ao rosto da outra e tirou uma pétala de sua bochecha. A futura maga corou levemente, dando um sorriso com a cabeça inclinando para o lado onde a mão ainda a tocava.

A pele da garotinha era macia como seda, nunca tinha tocado em alguém assim. Ela realmente era diferente dos outros, passava uma sensação calorosa e cheia de felicidade.

O que poderia ser aquele sentimento agora conhecido pela pequena Setsuna? Amor, “apenas” amor. Pela primeira vez Setsuna sentiu o calor no peito que queremos tanto ter. Finalmente tinha se apaixonado por alguém, mesmo que ainda não saiba.

“Konoka Ojou-sama, esta é Sakurazaki Setsuna e irá permanecer em sua casa por um certo período de tempo.” Disse uma de suas empregadas após alguns minutos de permanente silêncio no mundo, pelo menos para as duas meninas.

Após isso Setsuna curvou-se de leve e retirou-se para pegar suas coisas. Ainda não haviam dito palavras, mas a comunicação entre as garotas já estava feita, já se conheciam, haviam percebido como a outra era. Não precisavam de palavras, apenas olhar uma nos olhos da outra para sentir o desejo de certa comunicação e entenderiam o que ia ser dito.

Dia após dia as garotas começaram a brincar no tempo de descanso dos treinos da pré-espadachim. Konoka adorava levar a atual primeira amiga para ir para os campos de flores. Era lindo, Setsuna tinha vontade de levantar, literalmente, a vôo pelos campos carregando Kono-chan para ver como é bom voar e como era linda a vista de cima daqueles montes gigantescos de flores.

Sim, já se chamavam pelos apelidos. Fora idéia da futura maga, para chamarem-se com mais facilidade e para distinguirem-se dos outros na forma de chamar uma pela outra. Claro, queriam ter uma forma de tratamento diferente dos demais, esse era o verdadeiro por que. Queriam poder chamar-se do que quisessem, de amigas, de apaixonadas, de namoradas, Kono-chan e Set-chan são apenas as formas de falar todas essas palavras juntas.

Subitamente Konoka segurou a mão da outra e começou a correr puxando ela. A pré-espadachim adorava correr ao lado dela pelos campos, era tão lindo, as flores combinavam com o jeito carinhoso de Kono-chan. Ahhh, Kono-chan, como era bom falar isso naquela época. Na verdade, Setsuna sempre desejou voltar a chamá-la assim, e provavelmente voltaria a chamar agora que estavam tão... Intimas.

A herdeira das Associações Mágicas tropeçou. Bem que Setsuna tentou cair por baixo da menina para que esta não se machucasse, mas ambas caíram, uma do lado da outra, tendo apenas as flores em volta.

A Meia-Uzoku olhara imediatamente para a garota, levantando seu corpo levemente com o braço apoiado ao chão. A garotinha havia misturado-se as flores e estas a cobriram com suas pétalas e seu perfume. Estava graciosa, ria-se por ter-se caído tão desastrosamente.

Setsuna aproximou-se da outra, tentando enxergar seu rosto, pois este estava tapado pela franja. Quando a tirou da frente, vira algo que parecia mais uma miragem. Era belo demais para ser real. O rosto da futura maga cercado das flores, com seus cabelos misturados as pétalas poderia somente ser obra divina, algo fora da realidade comum.

Sem perceber o momento de reflexão da outra, Konoka puxou a garota para uma divertida rotação sobre as flores. Uma ia segurando-se mais firme na outra, como se quisessem não mais afastar-se, como se fossem ser afastadas a qualquer momento.

Ao pararem, virão o quão próximos seus rostos estavam. Quase colados, uma como se estivesse presa a outra, era tudo o que mais queriam. Sentir a outra, ter a outra como sua, mas como realmente ter certeza de que a outra era sua se eram tão novas.

Outra vez a troca de olhares pode dizer tudo o que elas desejavam. Mais uma vez aquela sensação calorosa. Mas desta vez estava mais claro. Queriam uma a outra não como amigas. Mas como saber isso? Ora, do jeito mais simples de se saber. A vontade de abraçar, de dizer qualquer bobagem apenas para ouvir a voz da outra, ou ainda melhor, para ver seu sorriso. A vontade que todos conhecemos e adoramos. O calor do amor, não do amor carnal, mas o puro amor adquirido cedo, sem beijos nem declarações, aquele que com apenas o conhecimento de seus próprios sentimentos já era o bastante para a felicidade própria.

O momento infelizmente fora interrompido por alguma Shinmei chamando Setsuna para o treino, mas nunca fora esquecido nos corações das jovens, agora, apaixonadas.


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Depois de um lapso de memórias inocentes e adoráveis, Setsuna e Asuna dirigiram-se para a aula e, após ela, elas e os demais moradores foram para o quarto da guerreira.

A espadachim estava sem jeito, tímida, corada, apenas pelas doces lembranças com sua Kono-chan. A outra estava sorridente como de costume, mas percebera o estranho estado da outra, apesar de corada e tímida ser bem comum para ela.

Chegando ao quarto, todos falavam normalmente, pouco a pouco a maga foi aconchegando-se ao lado de sua amada, planejando chegar perto o bastante de sua orelha para apenas sussurar "Vamos para o telhado?".

O arrepio fora instantâneo. A guarda-costas aceitara timidamente e, quando os outros estavam distraídos, as duas garotas fugiram do local o mais rápido possível.

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Oq acharam?
AMEI colocar a troca de olhares pra quando elas saum crianças..
dexo de um jeito tão puro e romantico!! *.*
esse clima romantico irá continuar no proximo cap!!! >D
A unica coisa que naum gostei de colocar foi o "ficante" lah no meio.. ¬¬
Odeio essa expressão xD
Mas tem tanta variação disso neh?
-Fikante que dexa livre pra fika com outros
-Fikante que parece mais namorado pq prende XD
-Namorado que naum prende ou trai
-Namorado que prende - Salve salve os ciumentos, saum os unicos que eu entendo nesse meio tão estranho XD *Talvez pq eu seja meio ciumenta ^^'''*
Entaum .. Até o Lives semana que vem!
Devo começar a postar as quartas o Partners pra naum fika taum colcado no inicio da semana ^^
Até lá o/
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Posted by Se-chan

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