Archive for 01/11/07 - 01/12/07

MaStErEd NeGiMa - LiVeS cEnA 14

Ae gente
to dexando Lives mais cedo essa semana pq eh a minha ultima semana de provas na facu e to com umas provas.. essa tbm eh a razão de eu ainda naum ter terminado o cap 3 de partners ^^'' jah sei ateh o que acontece, mas naum to conseguindo por uma falta de tempo e uma pressão a cima da media que to colocando em mim..
ehhh... final de ano eh dificil... XD

CENA 14: A OUTRA SETSUNA – PARTE 2



Konoka estava sentada em sua cama fintando os próprios joelhos. Era o inicio da tarde do terceiro dia sem Setsuna e a quase-maga já se sentia totalmente esgotada pela falta do calor da espadachim. Como não teriam aulas naquela tarde Kazumi e Haruna já estavam planejando algo para o grupo fazer durante as horas livres.

A garota sentia uma ansiedade grande misturada com um temor crescente, isso por que estava apenas ela e Setsuna-P no quarto. Ela olhava de relance para a shikigami que apreciava a paisagem vista pela janela do aposento. Estava como sempre fazia, com os cabelos soltos e trajava o uniforme escolar. Tinha um leve sorriso no rosto e Konoka se perguntava se era pela paisagem ou por ter novamente a chance de estar a sós com ela.

Konoka havia conseguido evitar bem o contato com Setsuna-P no segundo dia, já que havia passado maior parte do tempo grudada em Asuna fazendo até está insinuar que estava muito carente pra apenas dois dias sem sua protetora. Mas agora estavam apenas as duas no quarto por um tempo que parecia sem fim. A ruiva havia saído para tomar um banho e Negi havia dito qualquer coisa sobre falar com Takamichi. Mas... e agora? Como conseguiria fugir da pseudo-espadachim daquela vez?

Setsuna-P por sua vez observava a paisagem da república estudantil como se avaliasse algo. Seus olhos corriam as árvores externas, mas parecia não realmente vê-las. O que estaria pensando? É... realmente era um shikigami pensante. O olhou de canto para Konoka que ainda fintava os joelhos como se temesse levar um castigo ou coisa do gênero e sorriu um pouco mais:

- Algum problema Ojou-sama?

Konoka pareceu despertar com o som da voz de Setsuna que por um momento breve a fez se animar. Apenas por um segundo por que logo se lembrou de quem se tratava:

- N-Não é nada... – procurava não olhar nos olhos da “garota”, tinha medo. Eram os mesmo olhos de sua Set-chan, porém sem o mesmo brilho sereno.

- Hum? – Setsuna-P pareceu reparar em algo e se aproximou de Konoka sobressaltando-a, fazendo-a fintar o rosto agora sério desta. Para o horror da garota de cabelos longos a pseudo-garota apoiou um dos joelhos na cama ao lado dela e se curvou sobre esta enquanto a mesma recuava até a parede já corando e sentido o coração acelerar. Setsuna-P passou a mão lentamente pelos cabelos de Konoka que se sentia completamente indefesa.

- O-Oo que você está f-fazendo? - perguntou engasgada sob o olhar penetrante da outra. Setsuna-P sorriu de lado.

- Nada. - respondeu tirando uma folha seca que devia estar presa nos cabelos de Konoka. - Viu? Só estava tirando isso, mas se quiser... - continuou jogando a folinha pra trás e aproximando-se mais. - ... posso fazer outras coisas...

- E-es... - Konoka podia sentir novamente a respiração de Setsuna-P sobre o seu rosto. Sua mente ia ficando anestesiada e seu coração completamente descompassado. Mas não podia perder a razão logo agora! - ... espere...

- Vai dizer que não quer estes lábios nos seus, Ojou-sama? - desafiou Setsuna-P com tom de quem sabe que esta dominando completamente a situação.

E estava mesmo, pois Konoka estava fisicamente acuada e psicologicamente perturbada. Claro que queria aqueles lábios! Seus instintos gritavam em concordância, mas sua consciência ainda tentava fazê-la voltar a razão. Aquela luta interna a fazia se encolher contra a parede, mas ainda assim não fazer nada para se ver livre da pressão da "garota":

- E-eu... eu... - tentava dizer sem saber se completaria a frase incluindo um “não”. O pior é que as duas frases tinham um "quero" no meio. Isso era demais para qualquer mente adolescente bombardeada de homônios! Setsuna-P parecia plenamente ciente de sua vantagem esmagadora contra a frágil força de vontade da quase-maga e parando para sentir o prazer da vitória apenas por um segundo antes de tomar os lábios de Konoka.

Konoka não pode resistir, estava completamente anestesiada. Apenas respondia à pseudo-espadachim até mesmo quando essa invadiu sua boca com desejo. Até mesmo a maneira de beijar era completamente diferente da de Setsuna, havia muito menos pudor e muito mais... ah... alguma coisa que fazia a garota não conseguir resistir. Setsuna-P não parecia disposta a largar os lábios que havia insistido para conseguir, na verdade parecia disposta a ir muito além se não houvesse uma interrupção inconveniente. Apertava o ombro de Konoka com força quase a machucando, não permitiria que está tentasse fugir de seu contato nem por mais um segundo. Setsuna-P parecia necessitar daqueles lábios, como se os tivesse desejado por muito tempo, mas.... seria isso?

Para o azar da “garota” e a sorte da mente totalmente dominada de Konoka, o som estridente de um celular despertou-as fazendo se separarem. Setsuna-P tirou o celular que na verdade era de Setsuna do bolso sem tirar os olhos dos de Konoka. Já esta tentava recuperar a respiração enquanto a mente trabalhava ainda desnorteada, evitou olhar nos olhos de sua... “dominadora?”:

- Sim? – perguntou Setsuna-P ao aparelho com a voz com o mesmo tom sem emoção que costumava usar como formal, porém deixando transparecer uma leve irritação. Ainda encarava os olhos desviados da quase-maga, o rosto a dez centímetros do dela. – Kazumi-chan? O que houve?... Sim... Certo, estarei aí em quinze minutos. – e desligou o aparelho recolocando-o no bolso da camisa.

- ... Era a Asakura-chan? – perguntou Konoka recuperando a fala, mas ainda sem encarar o rosto próximo ao seu.

- Sim. Ela nos convidou para uma pequena comemoração na área próxima ao prédio 3 do colegial. – disse a pseudo-espadachim, dessa vez deixando transparecer claramente um tom de frustração. Konoka se viu agradecendo aos céus intimamente por aquilo.

- Então devemos ir... certo?

- ... Sim. Devemos. – respondeu Setsuna-P saindo de cima da garota ainda com uma leve expressão de descontentamento. Konoka levantou-se da cama e desamarrotou um pouco a blusa, se surpreendeu ao olhar de relance para a outra e ver um sorriso no seu rosto.

- Hum? – sem saber o porquê, sentiu o coração pular. A “garota” pareceu perceber isso.

- Não se preocupe Ojou-sama. Ainda teremos algum tempo para aproveitar. – disse com o olhar mais malicioso que Konoka já vira do rosto de sua Set-chan. Ei! Mas não era sua Set-chan! – E farei de tudo para que seja da melhor maneira possível.

Konoka ficou petrificada. A pseudo-garota nem pareceu perceber ou se importar, foi em direção a porta o mais lento e calmamente que pode deixando uma quase-maga afogada em seus pensamentos que viajavam a mil. A garota sentiu-se péssima, um lixo. Era como se algo dentro dela a sufocasse e queimasse por dentro. Como fora capaz!? Como havia se deixado levar daquela maneira!? Era um monstro! Estava traindo os sentimentos de sua pura e angelical Set-chan!!! Como podia?! Não! Aquilo tudo estava indo longe demais! Não podia permitir que Setsuna-P brincasse assim com os sentimentos dela! Tinha que dar um basta naquela situação antes que passasse dos limites além dos limites que já havia passado! Se conteve para não cair nas lágrimas antes de sair do quarto, sentia-se mais desamparada do que nunca.

“Cadê você, Set-chan?”




No dia seguinte estavam Negi e bando mais uma vez no resort de Evangeline para assistir, atrapalhar e dar palpites bem indesejados nos treinamentos do garoto. Konoka estava murcha sentada de costas para Asuna que se tornara novamente seu escudo sem mesmo perceber, apoiando-se nela. Setsuna-P passeava pelo lugar com Kazumi e Paru admirando a paisagem exótica enquanto o trio biblioteca e Kotarô observavam o treino de kung-fu de Negi e Kuu Fei:

- Nossa... uma paisagem incrível... – comentava Setsuna-P admirando o céu ilusório enquanto a brisa do mar batia no seu rosto. Hoje dispensara o uniforme escolar por um conjunto totalmente preto e estava com os cabelos soltos como sempre.

- Você gosta de observar os lugares, não é Pee-chan? – perguntou Asakura que se referia a “garota” por um apelido dado por ela e Paru logo no segundo dia convivendo com esta.

- São belas paisagens que merecem nossos olhares... – respondeu e as duas garotas se surpreenderam com a poética desta.

- Ei Asakura-san! Que tal tirarmos uma foto da Pee-chan para deixar de recordação desse período em que ela foi a nossa Sakurazaki-san? – sugeriu Paru animada e Kazumi se animou também.

- Ótima idéia! Que tal Pee-chan? – perguntou a paparazzi já sacando a câmera e observando a luz do lugar.

- ... – Setsuna-P sorriu. Parecia contente com a possibilidade de marcar sua passagem de alguma maneira. Talvez significasse algo para alguém que não tinha realmente uma história. – É uma boa idéia.

Paru e Asakura logo trataram de mexer Setsuna-P de um lado para o outro para pegar os melhores pontos de iluminação e tirar várias fotos. Um pouco distante delas, Evangeline observava a cena.

Realmente havia algo de muito estranho na shikigami, concluiu a vampira que reparava em cada atitude desta desde o primeiro dia desta no lugar da espadachim shinmei. Alguns detalhes que não escapavam de seus olhos era, por exemplo, o fato desta não usar uma espada de kendô, mas sim uma espada mais larga como a dos cavaleiros ocidentais. Até mesmo sua maneira de lutar não era de um espadachim japonês... em alguns momentos da luta que tivera logo no primeiro dia a imortal conseguira até mesmo vislumbrar movimentos que lembrava o kung-fu e o karatê. Mas o que seria afinal aquele shikigami?

Seja lá o que fosse, Evangeline tinha certeza que a espadachim original teria muita dor de cabeça quando voltasse para Mahora. Konoka Konoe não era capaz de esconder nenhum sentimento dos olhos apurados dela. Talvez devesse interrogar a discípula para saber até onde a “garota” havia ousado chegar, mas talvez não fosse realmente necessário. A cara de culpa e pesar da quase-maga já eram o suficiente para ela deduzir o que queria facilmente.

“É... você está com bons problemas, Setsuna Sakurazaki”.



sábado, 24 de novembro de 2007
Posted by Se-chan

PaRtNeRs CaP 03 *Ainda Incompleto, mas com + partes*

Aee gente!
Aki tah soh o iniciozinhu do cap! ^^''
naum vo coloca o titulo pq sei que vai ser mto spoiler XD
To pegando gosto por spoiler em titulo uhahuaauhuhauah
Amanha devo postar o resto.. talvez ateh hoje...
Falando em hoje.. HOJE eh meu niver!! *.*
Apesar de uns problemas.. cheguei a maior idade! /o/

De repente escutaram-se, vindo dos corredores, sons interpretados como leves risadas e passos rápidos, escondidos pela escuridão. As moradoras não sabiam o que era, mas o mais provável era que fosse um casal secreto tentando passar um tempo a sós.

Bem, realmente era um casal secreto. Quer dizer, um casal que tentava ser secreto. Os passos foram escutados pela maior parte das moradoras e provavelmente as risadas já bastavam para se reconhecer as vozes.

Konoka puxava a espadachim pelo pulso com um sorriso enorme, estampado no rosto o dia inteiro, fazendo a mão da guarda-costas tocar de leve em seu ombro.

Quando chegaram na escada que dava para o telhado, Setsuna deixou correr sua mão até a ligação do pescoço com o rosto da amada, virando o rosto da garota e deixando-as com os lábios quase colados.

Já a maga esperou até o ultimo milímetro que separava os lábios para fugir e correr até o terraço. Setsuna, indignada pela ação da querida parceira, alcançou-a sem esforço e segurou-a pela cintura, abraçando-a carinhosamente e murmurando em seu ouvido.

“Não quer? Então vou voltar para lá embaixo.”

A curandeira arrepiou-se toda. O sussurro de tom sério, mas com obvias intenções maquiavélicas, era uma verdadeira covardia contra a garota. A voz rouca da espadachim a fez suspirar por um momento, fechando seus olhos até que deu-se conta de que a amada havia tomado-lhe os lábios e feito de sua língua dela.

Mais atraente do que sua fala apenas suas ações. O beijo de sua ministra magi a fazia ir aos céus e despencar quando encerrado. O paraíso logo seguido do inferno, irônico não?

Mas a Shinmei satisfazia seu ego quando via os olhos suplicantes da querida em seguida do termino da união dos lábios. O desejo não precisava ser demonstrado com palavras, o modo que a maga a fazia caricia após os beijos carinhosos era tudo o que a espadachim precisava para entender o chamado pela natureza (?). Realmente, a garota usava todas suas armas para conseguir mais daqueles lábios de mel para si.

Bem, normalmente conseguia-os, mas naquele dia Setsuna estava para jogos com sua maga e queria divertir-se com a provável insistência que a garota iria ter por mais beijos seus. Parecia mágica, agora a tímida espadachim virara uma terrível amante com perversas intenções de ver o quanto a outra a desejava.

“Claro que quero, boba..”A curandeira foi em direção aos lábios da guarda-costas, mas fora impedida de seguir por uma súbita mão que subira até seus lábios. O que era aquilo? Sua Set-chan não queria seu carinho como ela desejava o dela?

“Calma, ainda temos tempo para aproveitar.” O tom de deboche fez Konoka irritar-se. Para que falar assim? Ela não quer aproveitar o máximo possível? Será que já não quer mais passar mais por momentos assim comigo?

“Por quê? Eu quero mais Set-chan...” A maga dizia com uma voz chorosa para Setsuna. A espadachim deu uma risada, mas logo viu um olhar tristonho vindo da garota e não resistiu. Não conseguia resistir, não com aqueles olhos da curandeira. O beijo fora mais intenso, mais nervoso, com muito mais desejo. As mãos da espadachim agora corriam pelo corpo de Konoka. A pena bateu na consciência de Setsuna, no momento queria satisfazer os desejos da maga, pois se sentiu culpada por fazê-la esperar para receber o carinho que era merecido já pelo grande tempo que esperou pela espadachim.

Após mais uma separação dos lábios das amadas, Konoka deixou seu rosto apoiar-se abaixo do pescoço da espadachim. Colocou-o de tal jeito que Setsuna tinha seu queixo colado nos cabelos chocolate da garota, sentindo o aroma do shampoo que a garota costumava usar.

Um cheiro gostoso, não somente falando da camomila que emanava dos longos cabelos da maga, mas sim o doce cheiro da própria Konoka que a Meia-Uzoku tanto amava.

Há tanto tempo que desejava essa paz, essa harmonia gostosa entre os corações dela e de sua Ojou-sama. Sua querida princesa que tanto queria proteger, apossar-se. Toma-la somente para si era o que desejava na realidade, pois ninguém é perfeito, e a Shinmei não era exceção. Não tinha somente amor, obviamente também vivia cheia de desejos e fetiches, ou acham que Setsuna nunca imaginou sua estimada Ojou-sama com sua vestimenta de ministra magi de Negi em cima de um futon?

Aquela doce voz deveria soltar sons ainda mais adoráveis do que na noite anterior. Ah, aqueles gemidos e leves comentários da maga durante sua quase relação sexual deixavam a Meia-Uzoku pronta para um novo ataque. Combinando isto com a forma do corpo da curandeira sentida sobre seu próprio era como quando uma leoa está há poucos metros de sua presa, ou seja, irresistível.

Mas deveria controlar-se, não podia fazer algo assim, tão cedo, iria assustar sua querida Kono-chan. Mas a verdade era que tinha medo. ‘Será que ela irá gostar? Será que eu conseguirei faze-la gritar meu nome como se quisesse dizer para o mundo quem a esta fazendo tão feliz? Será que conseguirei fazer algo em frente quando as imagens de meus sonhos virarem realidade?’

Duvidas cruéis e normais, afinal, não era somente ela que via-se numa encruzilhada. A maga não era diferente. Desejava a espadachim sempre que a via, todos os dias, quando a viu na viagem de Kyoto robusta, com uma fantasia de Shinsengumi, quase caiu aos pés da garota, quase reverenciou uma deusa que surgira ali.

Konoka desejava mais que tudo ver um dia ser posta contra uma parede e ser enchida de beijos calorosos e ofegantes de sua Set-chan. Sentir o toque firme de sua guarda-costas, sua parceira, sua amante.

Quem não iria querer aquela figura tipicamente japonesa, com seus curtos cabelos negros soltos sobre o leve vento da primavera que estava chegando, com pétalas de cerejeiras caído sobre elas, encobrindo-lhes os corpos fogosos e nus sobre uma das árvores das redondezas daquele lindo campo de flores de Kyoto.

O que estava pensando!? Quanta indecência! Claro que desejava isso mais do que tudo, mas imagine se Setsuna pudesse ler seus pensamentos! Que terrível seria ver o olhar assustado da espadachim para os horríveis pensamentos impuros da curandeira! Tentou acalmar-se, afinal, tinha que aproveitar o momento a sós com sua Set-chan, para que possa fazer algo pelo menos perto do que pensara. O que!? De novo esses pensamentos impuros! Avermelhou-se e tentou de novamente tentou esquecer tal criatividade indecente que tinha.



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Naum fikem brabos por soh estar a 1ª cena aki XD
Ainda tem mais umas 2-3.. sendo que a ultima... *.*
*chata que gosta de dar spoilers*
Vo sair antes que fale oq eh! ^^''
Bye o/
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Posted by Se-chan
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MaStErEd NeGiMa - LiVeS cEnA 13

Geennteeee... *Em crise*
O que eu faaçooo???
To depreee...
queria escrever o cap 3 de Partners mas to me sentindo taum mal.. ¬¬
Mas que .. *Se controla*
Bem.. Sobre o cap...
Fikou mto legal.. Essa estadia da Pee-chan(Setsuna-P, entenderão lendo o cap XD) tah mto boa *.*


CENA 13: A OUTRA SETSUNA – PARTE 1



Mais uma manhã de outono transcorria em Mahora. Como sempre havia a corrida matinal para se chegar a tempo para as aulas. Naquela manhã, porém, o grupo que ia com Negi e Asuna estava bem maior do que o de costume, isso graças a um membro diferente que os acompanhava.
Asakura, Sayo, o trio biblioteca, Kuu Fei e Kôtaro corriam com eles animados, na verdade estavam mais para curiosos, pois não paravam de falar e fazer perguntas a uma única pessoa:
- Então, ah... Setsuna-P: a quanto tempo você é shikigami da Setsuna? – perguntou Asakura com seu gravador a postos para registrar as resposta.
- Você é um tipo diferente de conjuração, certo? – perguntava Yue com seu costumeiro suco de laranja com chá verde de todas as manhãs.
- Você parece mais divertida que a Sakurazaki original! – comentou Paru que parecia ter ido com a cara da pseudo-espadachim.
- Você é “folte” como ela? – perguntou Kuu Fei vendo a possibilidade de ter um bom desafio.
Setsuna-P corria não muito distante de Konoka que tentava manter-se afastada correndo ao lado de Asuna. A shikigami portava um sorriso meio debochado, parecia estar gostando de toda aquela atenção. Não se deu ao trabalho de tirar a liga dos cabelos, pois já o tinha feito logo cedo. O fato é que a shikigami havia recebido ordens da verdadeira Setsuna para freqüentar as aulas em seu lugar para que nenhum “inocente” desconfiasse de qualquer coisa. Claro que nenhuma das pessoas que estava ali a cercando se enquadrava na categoria de “ignorante sobre magia”, portanto começou a responder os questionamentos:
- Pertenço à... mestra a seis meses. – respondeu à Asakura que registrou no gravador, Yue percebeu silenciosamente o tom ligeiramente desconfortável com que a “garota” referira-se a Setsuna, mas ignorou. – Sim, sou um shikigami especial. Minha matéria-prima não foi um simples papel comum, o que torna minhas habilidades diferenciadas. – disse olhando para Yue que manteve-se impassível. – Quanto a ser “divertida”, não tenho certeza sobre esses assuntos... e, infelizmente não tenho a mesma quantidade de “ki” do que minha... mestra. – completou com simplicidade e Kuu Fei fez uma careta de desapontamento.
- “Dloga”...
- Então você está no lugar da Setsuna para proteger a Konoka enquanto ela está fora, certo? – continuou Asakura em sua entrevista exclusiva.
- Exato. Minha única missão é a de manter a segurança a Ojou-sama. – respondeu sem tirar os olhos do caminho, Konoka se mexeu desconfortável ao lado de Asuna.
- Sakurazaki-senpai!!!! – gritou uma voz masculina vindo do lado do grupo. Negi e as garotas pararam ao ouvir o estranho chamado, Setsuna-P parou para encarar o garoto que se aproximava com um sorriso debochado. Todos repararam logo que ele carregava uma espada de kendô nas costas.
- De novo esse “cala”... – comentou Kuu Fei aborrecida.
- Quem é ele? – perguntou Negi curioso, sem entender a situação.
- É um garoto do clube de kendô de “Mahola”. Ele vive tentando desafiar a Setsuna “pla” lutar, mas ela nunca aceita. – respondeu a chinesa erguendo o dedo indicador no ar.
- Vamos lá Sakurazaki-senpai! Está com disposição hoje para perder sua fama no clube? – desafiou o garoto tirando duas espadas de madeira, normalmente usadas em treinos, de uma bolsa e segurando-as na direção de Setsuna-P.
- Cara ousado. – comentou Yue tomando seu suco.
- Será que ela vai aceitar? – perguntou Nodoka com uma das mãos próxima a boca.
- Mas esse cara parece “mó” fracote! – reclamou Kotarô achando que se ria uma perda de tempo uma luta.
- A Setsuna nunca aceitou as “plovocações” desse “galoto”. – disse Kuu Fei pensando ser aquele um bom motivo para a shikigami fazer o mesmo. – Ainda é um novato no clube...
Porém, para surpresa de todos, Setsuna-P abriu um largo sorriso que poderia ser interpretado como maligno:
- Hoje é seu dia de sorte, novato. – disse esticando o braço no ar. O desafiante sorriu e jogou uma das espadas para Setsuna-P que a pegou.
A pseudo-espadachim afastou-se do grupo para posicionar-se de frente para o adversário que parecia emocionado em finalmente conseguir lutar com um dos membros mais respeitados do clube de kendô de Mahora. Negi e as garotas ficaram se ação diante do que ocorria. O desafiante e a desafiada se encararam por um instante:
- Pronta? – perguntou o rapaz que tremia ligeiramente. Setsuna-P alargou mais o sorriso frio.
- Você nem imagina. – respondeu partindo com a espada erguida para atacar.
A batalha inesperada começou e rapidamente amontoaram-se muitos alunos ao redor da cena para assistir, entre eles diversas alunas do 1º ano A:
- Aquela é a Sakurazaki? – perguntou Sakurako boquiaberta.
- Legal... – comentou Yunna que carregava uma bola de basquete embaixo do braço como quase sempre.
A luta prosseguia sem que nenhum dos dois parecesse levar vantagem. Negi logo percebeu que a shikigami estava brincando com seu adversário. E não foi apenas ele que percebeu:
- Mas que droga ela pensa estar fazendo?! – exclamou Kotarô irritado ao notar a displicência da “garota”.
- Está se divertindo... – comentou Yue baixo observando o sorriso enorme que persistia no rosto da “pseudo-garota”.
De fato Setsuna-P passou mais de três minutos apenas esquivando-se e defendendo sem dificuldades os golpes do seu desafiante inexperiente. Sorria sarcasticamente à situação do jovem e parecia não ter pressa em mostrar-lhe seu lugar. Somente aos cinco minutos de embate que a shikigami pareceu lembrar-se da hora:
- Acho que está na hora de te mostrar algo do verdadeiro kendô. – comentou esquivando-se com facilidade de mais um golpe mal aplicado do rapaz. – Hu...- a shikigami golpeou a espada do jovem com uma força imensa, fazendo-a voar das mãos do seu portador indo espatifar-se ao longe.
- Quê?! – exclamou o garoto já percebendo sua derrota. Mas Setsuna-P não se satisfez em desarmá-lo, com um golpe poderoso atirou seu próprio desafiante a uns quinze metros de distância.
A platéia ficou abismada, mas em seguida aplaudiu a demonstração gratuita de violência usando o kendô. Setsuna-P pareceu agradar-se ainda mais ao ouvir os aplausos:
- Caraca! Você arrasou Sakurazaki-san! – exclamou Yunna erguendo o braço para a “colega de sala”. Setsuna-P sorriu amistosa para o grupo das alunas do 1º ano A que assistira.
- Vocês ainda não viram nada. – afirmou sem hesitar fazendo o queixo do grupo que acompanhava Negi ficar ainda mais caído do que já estava com a cena de luta.
- Nossa! Esse kendô é maneiro mesmo! Você arrasou mesmo Sakurazaki! – afirmou Sakurako que estava verdadeiramente impressionada com a força da “jovem”.
- Hu... podem me chamar de Setsuna-senpai. – disse Setsuna-P antes de ir na direção do grupo.
- Setsuna-senpai!? – repetiu Asuna incrédula. Setsuna-P parou de frente para Konoka e Negi olhando para o relógio.
- Nossa... vamos nos atrasar se não corremos. – afirmou e todos se tocaram da hora olhando para os próprios pulsos. – Venha Ojou-sama, não é nada bom para a neta do diretor se atrasar. – disse a shikigami segurando o braço de Konoka fazendo-a deslizar de patins sendo puxada por essa que recomeçara a correr, deixando para trás um grupo de jovens bem abobalhados.
- Ela é... – começou Nodoka.
- ... meio... – continuou Asuna que quase babava de tanto choque.
- Demais! – exclamou Paru recomeçando a correr também.
- Quê?! – espantou-se Kuu Fei que estava perplexa com a atitude da pseudo-espadachim.
- É. Até que ela parece boa gente... – comentou Asakura recomeçando a deslizar em seu patinete com uma fantasma abobalhada ao lado.
- Na verdade eu diria “meio diferente”. – admitiu Negi ainda parado.
- Eu gostei dela Aniki! - afirmou Kamo.
- Eu diria “meio suspeita”. – disse Yue sem ninguém ouvir novamente.
- CARACA! Olha a hora! – exclamo Kotarô e todas retomaram seus caminhos.
“Suspeita até demais” pensou Yue.





Mais tarde naquele dia, Konoka ia a caminho da sala do clube de artes esotéricas. Mesmo que o clube só funcionasse uma vez por semana ela ia quase todos os dias ao lugar, o porquê só ela sabia. Porém hoje estava se sentido meio estranha durante o caminho, e não era para menos estando acompanhada de Setsuna-P que sorria levemente observando a paisagem à entrada do prédio:
- O clima de outono é bastante agradável, não acha Ojou-sama? – perguntou observando as árvores que constantemente perdiam suas folhas antes de entrar no prédio. Konoka ignorou o comentário da shikigami e continuou em frente chegando à porta do clube de artes esotéricas, destrancando-a.
Entrou na sala que era até bem espaçosa sem esperar pela “garota”, quem sabe desistisse de segui-la se fosse ignorada. Mas para sua tristeza a shikigami entrou em seguida fechado a porta ruidosamente.
Konoka sentiu o coração dar um pulo. Estavam a sós. A maga podia sentir a insistência do olhar da pseudo-Setsuna nas suas costas e engoliu em seco. Não gostava dela, nem um pouco, e as atitudes dela naquela manhã haviam sido o suficientes para a garota ter certeza de que não devia confiar nem um milímetro na “garota”.
Sem olhar para trás, Konoka foi até a mesinha que ficava no canto para mexer em qualquer coisa. Esperava que a outra se tocasse de que não queria sua presença ali, mas, ao invés disso, Setsuna-P aproximou-se por detrás sussurrando perto de seu ouvido:
- Algum problema Ojou-sama? – sua voz era suave e calma, era completamente o mesmo tom de Setsuna ao falar com ela. Konoka sobressaltou virando-se para encarar a shikigami que estava muito próxima, corou forte pela aproximação, era o rosto de sua Set-chan afinal.
- N-Não é nada... – disse baixo encarando com dificuldade o olhar persistente de Setsuna-P. Odiava-se por se sentir tão afetada pela “garota”. – Eu só queria ficar um pouco sozinha...
Setsuna-P sorriu calmamente:
- Por que você teme a minha presença Ojou-sama? – perguntou aproximando-se minimamente de Konoka, apoiando a mão esquerda na parece logo atrás da mesa às costas da maga, prendendo-a de maneira sutil. – Não gosta de mim?
- Ah... é que... – Konoka tentava arranjar alguma desculpa para correr dali imediatamente, seu coração e seus hormônios pareciam que não resistiriam muito tempo à voz e tudo mais de sua Set-chan que estavam em P.
- Você não quer este corpo, Ojou-sama? – perguntou Setsuna-P parecendo exatamente o que fazer para atravessar as barreiras que Konoka tentava levantar entre elas. – Eu estou aqui apenas para satisfazê-la, da maneira que você desejar. – aproximou-se mais da garota que tremeu ao sentir a respiração da shikigami bater no seu rosto. Não resistiria àquilo por muito mais tempo, sua respiração se descompassava só de sentir o corpo de sua Set-chan tão junto ao seu. Sabia que não era ela, mas seus sentidos não conseguiam ignorar.
- N... Não devemos... eu... – tentava dizer algo que pudesse deter a “garota”, mas não conseguia nem se controlar. Fechou os olhos perdendo a noção do que fazia. Setsuna-P parecia satisfeita só por ter Konoka sob seu domínio.
- Você me quer, não quer Kono-chan? – perguntou dois segundos antes de chegar à boca da quase-maga.
Mas parecia ter dito a única coisa que poderia estragar sua investida. No memento em que seus lábios iam tocar nos de Konoka sentiu-se empurrada quase um metro. Abriu os olhos de deu de cara com uma Konoka corada e ofegante, porém repleta de determinação nos olhos:
- Não me chame de “Kono-chan” Setsuna-P. – disse com a voz firme e a perplexidade tomou conta do olhar da shikigami. Ela afastou-se da curandeira reassumindo um tom formal. Konoka encarou seus olhos negros sem hesitar.
- Devo fazer uma inspeção nesta área da cidade acadêmica. – disse Setsuna-P sem emoção dirigindo-se a porta e abrindo-a. – Mas estarei de volta às dezessete horas para lhe buscar... Ojou-sama. – continuou enfatizando levemente o pronome de tratamento. – Minha... mestra deu ordens para não deixa-la andar desacompanhada por Mahora, portanto peço que me espere para voltar à republica estudantil. – e saiu sem dizer mais nada, batendo a porta um pouco forte demais.
Konoka permaneceu algum tempo parada no mesmo lugar, refletindo. Que destino cruel esse seu, de trair seus próprios sentimentos daquela maneira. Como podia cair tão facilmente nas garras da pseudo-espadachim!? Isso era abominável! Mas não conseguia evitar, Setsuna-P sabia exatamente como dobrar sua vontade sem fazer nenhum esforço e ela se detestava por isso. Por permitir que fosse manipulada daquela maneira. O que estava fazendo afinal?! Traindo os sentimentos de seu anjo na primeira virada de costas!?
Droga! Mas também era culpa de Setsuna, oras! Por que tinha que lançá-la daquela maneira nas garras maldosas de uma shikigami sem escrúpulos!? Mas o que estava dizendo!? Como podia botar a culpa em sua querida Set-chan!?! Era mesmo uma besta... provavelmente Setsuna sequer imaginava que sua serva era tão... inescrupulosa!
A quase-maga sentou-se no chão à frente da mesinha. Sua respiração ainda se normalizava. Percebeu que não teria como fugir da shikigami o resto dos dias em que sua Set-chan estivesse fora. Quem sabe se entrasse em coma? Daí não poderia fazer nada! Sim! Era uma ótima idéia! .... Quer dizer... seria, se isso não fosse deixar sua guardiã morta de preocupação. Não... já tava bem ruim sem tragédias...
“Estou numa bela enrascada...” .






EHHHH.. Konoka fiko irritada por causa do "Kono-chan"!!
É isso ae! Ninguem mais chama ela de Kono-chan!! Soh a Set-chan dela! >D
Ateh amanha *Espero*
Uma bela torcida e talvez consigam me convencer a fikar inspirada.. XD
Bye Bye o/
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Posted by Se-chan

PaRtNeRs CaP 02

Ae Gente!
Esse cap tah taum fofo! *.*
acreditam que ele eh o maior cap que eu jah escrevi de fic?
com soh 7 paginas XD
vamo logo pra ele! /o/

Capítulo 02 - Meu Doce Primeiro Amor

Setsuna abrira os olhos calmamente. Onde estava mesmo? Estava com calor, mas por quê?

A espadachim quase saiu correndo quando viu que não fora um sonho. Havia mesmo beijado sua Kono-chan. Havia mesmo dormido com sua Kono-chan! Aos poucos o coração foi se acalmando e a garota começar a pensar em um meio de tirar suas pernas de baixo do adorável rosto angelical de sua Kono-chan.

Olhou para a janela. Ainda era noite, aliviou-se por não precisar sair correndo para o seu treino matinal. Começara a olhar o suave sorriso inserido nos lábios de sua protegida. Tão bonita, tão meiga, por que desejou logo uma Meia-Uzoku como parceira, na magia e na vida. NA VIDA!? Estava louca? Já começara a se ver como dona de Kono-ch.. Ojou-sama?

Bem, estava próxima disso. Também, a maga parecia bastante a favor de se fazer de objeto da guarda-costas. Já pensara? Uma relação de amor nascido desde o berço, ou quase. “Que romântico!” é o que todos pensariam. Quer dizer, todos menos as Associações Mágicas, presumia a espadachim sentindo o forte poder mágico que estava a cada minuto a crescer dentro da curandeira. Mas por que diabos estaria o poder mágico de Kono-chan aumentando enquanto esta dorme!?

A espadachim olhara fixamente para a maga. Parecia feliz em algum sonho gostoso. Será que seria por causa do sonho e seu poder mágico estaria elevando-se, pois a garota ainda não tem domínio total sob este? Rira por dentro quando notou o surgimento de um enorme sorriso nos lábios de sua amada. Aproximou-se deles devagar e silenciosamente. Tocou-lhe no rosto de leve. Estava tão graciosa daquele jeito, parecia um anjo caído do céu.

“Kono-chan..” Setsuna encostou os lábios nos da curandeira.

“S-Set-chan... Não faça isso...” A guarda-costas atirou-se para trás, batendo com a nuca na parede e deixando Konoka cair no chão. A maga acordou meio zonza, mas olhando a guardiã em um estado de dor causado por uma tentativa de atravessar paredes correu em pró da sua querida.

“Você está bem Set-chan?” A garota perguntava enquanto socorria a outra tentando examinar sua cabeça.

“Não foi nada grave.. Estou bem..” Setsuna respondia com um sorriso meio sofrido mesmo assim. “Mas... Por que você disse ‘Não faça isso’?”

A curandeira fez uma cara estranha no momento após a pergunta. “Do que você está falando? Eu não disse isso, eu estava dormindo e quando vi você tinha se batido na parede...”

“Você deve ter falado enquanto dormia então..” A espadachim ria-se. Como fora boba, achava que Konoka não queria que a beijasse. Bem, mas será que ela quer mesmo que a beije? A duvida mortal de Setsuna, uma pessoa pode mudar da água para o vinho em algumas horas de sono. (Será?) Mas a pergunta seria: A mudança seria da água para o vinho ou o inverso?

“Eu tava sonhando com... Hmmm.. Ah! Você tava tentando fugir de mim..” Konoka fazia uma expressão triste, como se pensasse que sua querida e tão amada fosse realmente fugir a qualquer momento.

A dor no peito da guardiã veio no mesmo instante. ‘Esse rosto.. Nunca quero ver ele assim... Ainda mais por culpa minha!!’ Setsuna segurou os ombros da curandeira com força.

“Eu estou aqui Kono-chan. Não irei fugir!” A garota de cabelos chocolate era somente lágrimas após a forte declaração da outra. As lágrimas não eram de tristeza ou dor, mas sim de alivio. Não podia acreditar, Set-chan queria mesmo estar ao seu lado, não iria fugir.

Somente quando o sorriso surgiu nos lábios da maga é que a espadachim fora baixar a guarda e despreocupar-se.

“Set-chan... Eu também... Quero sempre estar com você..” O abraço em seguida fora apertado e o sentimento que Setsuna sentia vindo de sua protegida era como se esta quisesse gritar “Nunca me deixe! Nunca!”. A Meia-Uzoku acolheu sua parceira com um abraço amoroso, leve e caloroso.

“Nem pense nisso... Nunca irei te ferir desse jeito...” Setsuna segurava o queixo da curandeira, fazendo esta se dirigir até seus lábios. A união destes com de sua amada provocou um conforto inimaginável na maga. O calor dos lábios da espadachim fazia Konoka tremer de emoção, era amoroso, mas ao mesmo tempo conseguia se notar o quanto a guardiã estava se segurando para não passar da linha da sanidade.

Alguns sons foram ouvidos no meio da relação amorosa de Konoka e Setsuna. De tempo em tempo a espadachim tentava decifrar ou olhar para onde o som vinha, mas Konoka impedia a garota de concentrar-se. Queria sua Set-chan prestando atenção somente nela, queria que a garota começasse a fazer outros afazeres além de protegê-la.

A maga segurou uma das mãos de Setsuna e levou-a em direção de sua cintura. Queria ver o quanto a guarda-costas agüentaria até mostrar seu lado malicioso e com sede de... “amor”.

Pois bem, conseguira. Ao sentir a pele por detrás da blusa da maga, Setsuna não conseguira impedir-se de explorar levemente o corpo da curandeira. Há milímetros do busto da outra estavam suas mãos, ainda sendo controladas pela razão pouco existente agora na Meia-Uzoku.

Estavam muito próximas de Negi, Asuna e Kamo. Não deveriam fazer tais coisas, mas o fantasminha do fetiche estava possuído na curandeira. Desejava emoção, calor, a garota de cabelos chocolate era somente desejo no momento em que sua Set-chan explorava seu pescoço, demarcando seu cheiro Meio-Youkai na herdeira das Associações Mágicas.

Somente ao escutarem o despertador cair da cama e escutarem uma Asuna sonolenta tentando saber que barulho que era que ambas entenderam que era hora de parar. Setsuna insistiu até conseguir que a maga deita-se em sua cama, sozinha.

A guardiã sentou-se ao lado da cama, segurando a mão da curandeira perto do rosto, dera um beijo de boa noite na garota e as duas voltaram a dormir tranquilamente.

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De manhã Konoka escutou uma voz doce a chamando. Só poderia ser sua Set-chan, somente ela conseguiria fazer esta acordar com tão bom humor. Confirmou-se quando esta abriu os olhos, sua Set-chan estava ali, sentada na beirada da cama com um leve sorriso angelical e com olhares cintilantes apenas para a garota. Será que ela realmente estava com aqueles brilhos nos olhos ou a mente apaixonada da maga que criara para aparentá-la ainda mais bonita a seu ver.

A herdeira das Associações Mágicas levantou-se, foi rapidamente ao banheiro e colocou o avental para ir até a cozinha, mas fora detida pela espadachim.

“Deixe por minha conta. Irei fazer o café da manhã, Kono-chan.” O sorriso permanente logo de manhã na face da normalmente séria guarda-costas a fez o mundo mais lindo naquele momento. Sua Set-chan estava tão carinhosa, tão leve, solta, linda. Maravilhosamente tudo parecia o paraíso dos recém casados para a curandeira. Recém casados!? Bem, só faltaria o pedido de casamento surgir, pois a maga já estava com o “sim” na ponta da língua.

“Não Set-chan, deixe comigo. Você sabe que eu gosto de cozinhar.” Um leve empurrão com o ombro fez a garota de cabelos negros sorrir mais, mas não desistir do que desejava fazer.

“Eu insisto, deixe-me fazê-lo.” Os olhos pedintes de Setsuna estavam quase convencendo a garota, mas antes de entregar-se teve uma idéia.

“Então por que não o fazemos juntas?” Um olhar curioso veio no rosto da espadachim.

“Como desejar, Kono-chan..” O sussurrar no ouvido de Konoka fez esta quase cair ao chão, mas antes de que pudesse faze-lo fora puxada pela sua amada pelas mãos.

Realmente, fora uma experiência curiosa e prazerosa. Novos gostos foram sentidos na cozinha, mas, para o azar dos leitores famintos por coisas diferentes de gostos culinários, eram apenas temperos e misturas que fizeram juntas.

Os risos, gargalhadas e beijos discretos acordaram os outros moradores do quarto. Asuna foi tomar nota do que estava acontecendo e deu-se com uma espadachim de cabelos negros tocando suavemente o queixo de uma maga com olhos abobalhados dirigidos a amada. A garota retirou-se sem ser percebida e dirigiu-se ao banheiro.

Após um café da manhã sem nenhum comentário sobre a noite passada (Apesar da grande curiosidade vinda principalmente de Kamo), todos se dirigiram para Mahora calmamente.

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Após uma aula monótona e pouco estimulante de inglês, Asuna dirigiu-se diretamente a sua amiga espadachim para um convite inusitado. “Setsuna-san, venha almoçar comigo.” Após alguns segundos analisando a proposta, quase obrigatória a resposta “sim”, Setsuna aceitou com cautela.

Chegando ao destino final, um canto qualquer que não houvesse ninguém escondido para depois sair fofocando as intimidades alheias, Asuna tomou o posto de amiga severa e preocupada com o futuro de sua amiga e fechou seu sorriso de antes, encarando de modo pouco amigável para a espadachim.

“O que você quer com a Konoka?” Direta ao ponto, a guerreira quase fez sua mestra no kendô deixar cair o queixo até o chão.

“P-Por que a pergunta Asuna-san?” Perguntava completamente corada a espadachim.

“Por que eu vi a ceninha romântica entre vocês duas hoje mais cedo.”

Setsuna quase se matou pelo que escutara. Asuna havia visto sua quase relação sexual durante a madrugada. Não acreditara. Que descuidada que fora! Se bem que qualquer um naquele momento seria ao estar fazendo algo tão prazeroso com alguém tão gos... bonita quanto sua Kono-chan.

“Você viu?”

“Claro! Estava escancarado! Não sou surda pra não me acordar com todo o barulho que fizeram!” A Shinmei sentou-se num banco qualquer. Estava pasma. Asuna tinha as visto e teria que pedir-lhe mil perdões pelo erro que cometera.

“Desculpe por ver algo tão... insolente...” O olhar da espadachim era lamentável. Havia perdido uma batalha. Pior ainda, havia perdido uma guerra de anos contra seus instintos e fora pega no exato momento que estava em nocaute.

“Nem foi pra tanto Setsuna-san.. Foi só um beijinho na cozinha..” A garota de cabelos laranja ria-se enquanto a espadachim tinha suas pernas frouxas pelo alivio que lhe viera no momento. Não havia sido pega numa situação constrangedora no final. “Mas isso não muda minha preocupação. Konoka pode não parecer, mas se entrega muito fácil. Se você for fugir quando ela falar em oficializar namoro eu saio atrás de você, te trago de volta e desço o braço em você garota!”

A espadachim parou por um momento. ‘Kono-chan..Eu.. Namoro.. Oficial..’ As palavras fluíam na mente da garota de cabelos negros, mas não eram devidamente processadas. Kono-chan realmente queria algo com ela? REALMENTE!? Que felicidade que subia na garota, afinal, o que é melhor que ter certeza de que se é amado de volta? Bem, seria melhor se esta pessoa não fosse a futura mais importante pessoa no gênero de magia oriental e você uma reles Meia-Uzoku.

“Bem...” A guerreira ria da forma corada de Setsuna com bastante prazer.

“É verdade... Você é apaixonada por ela há tanto tempo quanto ela é por você..” A espadachim quase caiu no chão. ‘Kono-chan também é apaixonada por mim desde nossa infância!?’ O corado não era apenas um grande vermelho, mas um vermelho mais forte que o de seu uniforme escolar.

“Desde quando.. você sabe ..que ela é..?” Dizia timidamente a Shinmei enquanto abaixava a cabeça, falando em tom baixo.

“Bem.. EU sei desde uns meses atrás.. Um pouco depois da viajem pra Kyoto sabe.. Mas ela se tocou que é toda gamada por você desde uma vez lá que vocês tavam brincando e ela disse que as bocas de vocês quase se tocaram.. ou coisa parecida...”

Velhas lembranças vinham na mente da Meio-Demônio. Esta época tão especial voltou a tona nos pensamentos da garota. A guerreira continuava a falar, mas não era mais tão ouvida pela outra. Esta agora tinha sua mente voltada para o tão gostoso passado que tivera ao lado de sua querida antiga amiga e presente .. hmm... “ficante”(!?).

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“Ojou-sama, a mestra do Shinmei ryuu está aqui.“ Konoka olhou para o grande portão de onde vinha a voz de alguma empregada de sua família. Quando um homem e duas mulheres adultas chegaram mais perto, a pequena garotinha pode ver uma pequena criatura vestindo um quimono de kendô, timidamente escondida e segurando na parte de baixo do quimono da que provavelmente era sua mãe.

A troca de olhares das pequenas foi penetrante e durou muito tempo. A mãe de Setsuna já havia saído de perto e as duas continuaram a olhar-se com um pouco de medo, mas ao mesmo tempo de modo curioso, afinal, nenhuma tinha amigas da mesma idade. Mesmo que por motivos diferentes, Setsuna e Konoka não tinham ninguém para brincar, para conversar, nem para ao menos ter esta troca de olhares.

Finalmente tiveram a experiência da troca de olhares, do primeiro encontro marcante de uma vida que ainda teriam muitos importantes, mas que não quer dizer que este seja menos importante do que os futuros, muito pelo contrário, esta troca fora imprescindível para o futuro das duas jovens.

Ambas olhavam curiosas, eram duas garotas de mesma idade, mas por algum motivo ambas ficaram olhando curiosamente para suas diferenças. Setsuna era uma jovem pré-espadachim de um dos mais importantes estilos de kendô, tinha que treinar severamente e já começara a ter seus treinos e marcas no corpo, mesmo que leves. Konoka era uma pequena lady da vizinhança nobre de Kyoto, não tinha que se preocupar com nada, tinha corpo liso, sem arranhão, imagine só se teria uma marca sequer.

O encontro da Princesa com o Monstro, como diria Setsuna. Ou o encontro da menina mimada comum com um Anjo, como poderíamos presumir da herdeira das Associações Mágicas japonesas. Não importa o que fosse, era o encontro mais importante da vida das duas garotas.

Após minutos, talvez horas de olhares, Konoka aproximou-se mais da pré-espadachim e sorriu deixando sua cabeça balançar levemente para o lado, fazendo seus pequenos cabelos chocolate caírem em seu rosto, mostrando a outra toda sua graciosidade.

A verdadeira mini-Setsuna corou de leve, notando as pequenas pétalas de sakura caindo sobre o cabelo da futura herdeira das Associações Mágicas. Setsuna não conseguia compreender o que era aquela beleza que via na garota, ela era bonita, calma, mostrava suavidade ao falar e andar, era obviamente uma futura dama, diferente das mulheres que via no Shinmei, cheias de força e agressividade, sem preocupar-se com a aparência.

Setsuna foi aproximando-se aos poucos, olhando a leve feminilidade vinda da outra. Chegando perto o bastante para tocá-la, foi em direção ao rosto da outra e tirou uma pétala de sua bochecha. A futura maga corou levemente, dando um sorriso com a cabeça inclinando para o lado onde a mão ainda a tocava.

A pele da garotinha era macia como seda, nunca tinha tocado em alguém assim. Ela realmente era diferente dos outros, passava uma sensação calorosa e cheia de felicidade.

O que poderia ser aquele sentimento agora conhecido pela pequena Setsuna? Amor, “apenas” amor. Pela primeira vez Setsuna sentiu o calor no peito que queremos tanto ter. Finalmente tinha se apaixonado por alguém, mesmo que ainda não saiba.

“Konoka Ojou-sama, esta é Sakurazaki Setsuna e irá permanecer em sua casa por um certo período de tempo.” Disse uma de suas empregadas após alguns minutos de permanente silêncio no mundo, pelo menos para as duas meninas.

Após isso Setsuna curvou-se de leve e retirou-se para pegar suas coisas. Ainda não haviam dito palavras, mas a comunicação entre as garotas já estava feita, já se conheciam, haviam percebido como a outra era. Não precisavam de palavras, apenas olhar uma nos olhos da outra para sentir o desejo de certa comunicação e entenderiam o que ia ser dito.

Dia após dia as garotas começaram a brincar no tempo de descanso dos treinos da pré-espadachim. Konoka adorava levar a atual primeira amiga para ir para os campos de flores. Era lindo, Setsuna tinha vontade de levantar, literalmente, a vôo pelos campos carregando Kono-chan para ver como é bom voar e como era linda a vista de cima daqueles montes gigantescos de flores.

Sim, já se chamavam pelos apelidos. Fora idéia da futura maga, para chamarem-se com mais facilidade e para distinguirem-se dos outros na forma de chamar uma pela outra. Claro, queriam ter uma forma de tratamento diferente dos demais, esse era o verdadeiro por que. Queriam poder chamar-se do que quisessem, de amigas, de apaixonadas, de namoradas, Kono-chan e Set-chan são apenas as formas de falar todas essas palavras juntas.

Subitamente Konoka segurou a mão da outra e começou a correr puxando ela. A pré-espadachim adorava correr ao lado dela pelos campos, era tão lindo, as flores combinavam com o jeito carinhoso de Kono-chan. Ahhh, Kono-chan, como era bom falar isso naquela época. Na verdade, Setsuna sempre desejou voltar a chamá-la assim, e provavelmente voltaria a chamar agora que estavam tão... Intimas.

A herdeira das Associações Mágicas tropeçou. Bem que Setsuna tentou cair por baixo da menina para que esta não se machucasse, mas ambas caíram, uma do lado da outra, tendo apenas as flores em volta.

A Meia-Uzoku olhara imediatamente para a garota, levantando seu corpo levemente com o braço apoiado ao chão. A garotinha havia misturado-se as flores e estas a cobriram com suas pétalas e seu perfume. Estava graciosa, ria-se por ter-se caído tão desastrosamente.

Setsuna aproximou-se da outra, tentando enxergar seu rosto, pois este estava tapado pela franja. Quando a tirou da frente, vira algo que parecia mais uma miragem. Era belo demais para ser real. O rosto da futura maga cercado das flores, com seus cabelos misturados as pétalas poderia somente ser obra divina, algo fora da realidade comum.

Sem perceber o momento de reflexão da outra, Konoka puxou a garota para uma divertida rotação sobre as flores. Uma ia segurando-se mais firme na outra, como se quisessem não mais afastar-se, como se fossem ser afastadas a qualquer momento.

Ao pararem, virão o quão próximos seus rostos estavam. Quase colados, uma como se estivesse presa a outra, era tudo o que mais queriam. Sentir a outra, ter a outra como sua, mas como realmente ter certeza de que a outra era sua se eram tão novas.

Outra vez a troca de olhares pode dizer tudo o que elas desejavam. Mais uma vez aquela sensação calorosa. Mas desta vez estava mais claro. Queriam uma a outra não como amigas. Mas como saber isso? Ora, do jeito mais simples de se saber. A vontade de abraçar, de dizer qualquer bobagem apenas para ouvir a voz da outra, ou ainda melhor, para ver seu sorriso. A vontade que todos conhecemos e adoramos. O calor do amor, não do amor carnal, mas o puro amor adquirido cedo, sem beijos nem declarações, aquele que com apenas o conhecimento de seus próprios sentimentos já era o bastante para a felicidade própria.

O momento infelizmente fora interrompido por alguma Shinmei chamando Setsuna para o treino, mas nunca fora esquecido nos corações das jovens, agora, apaixonadas.


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Depois de um lapso de memórias inocentes e adoráveis, Setsuna e Asuna dirigiram-se para a aula e, após ela, elas e os demais moradores foram para o quarto da guerreira.

A espadachim estava sem jeito, tímida, corada, apenas pelas doces lembranças com sua Kono-chan. A outra estava sorridente como de costume, mas percebera o estranho estado da outra, apesar de corada e tímida ser bem comum para ela.

Chegando ao quarto, todos falavam normalmente, pouco a pouco a maga foi aconchegando-se ao lado de sua amada, planejando chegar perto o bastante de sua orelha para apenas sussurar "Vamos para o telhado?".

O arrepio fora instantâneo. A guarda-costas aceitara timidamente e, quando os outros estavam distraídos, as duas garotas fugiram do local o mais rápido possível.

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Oq acharam?
AMEI colocar a troca de olhares pra quando elas saum crianças..
dexo de um jeito tão puro e romantico!! *.*
esse clima romantico irá continuar no proximo cap!!! >D
A unica coisa que naum gostei de colocar foi o "ficante" lah no meio.. ¬¬
Odeio essa expressão xD
Mas tem tanta variação disso neh?
-Fikante que dexa livre pra fika com outros
-Fikante que parece mais namorado pq prende XD
-Namorado que naum prende ou trai
-Namorado que prende - Salve salve os ciumentos, saum os unicos que eu entendo nesse meio tão estranho XD *Talvez pq eu seja meio ciumenta ^^'''*
Entaum .. Até o Lives semana que vem!
Devo começar a postar as quartas o Partners pra naum fika taum colcado no inicio da semana ^^
Até lá o/
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Posted by Se-chan

MaStErEd NeGiMa LiVeS cEnA 12

Genteeee *.*
Esse cap eh de deixa todo mundo com um mmeeeddooo xD
Lives tá começando a aquecer!! >D
Go go Mazaki!! /o/

CENA 12 : DE VOLTA AO LAR



A céu da tarde estava bastante claro e azularado para o outono em Mahora. Os estudantes passavam em grupinhos animados na parte próxima aos ginásios esportivos, parecia que algum evento aconteceria aquele dia, pois lideres de torcida ensaiavam em um lado enquanto alguns universitários faziam apostas.
Asuna Kagurazaka estava sentada em um banco um pouco afastado da agitação lambendo solitariamente um sorvete, pensativa. Muita coisa havia acontecido nos últimos seis dias e a garota se perguntava como tinha ido parar sozinha ali naquela tarde.
Não que uma ”revolução do século” tivesse ocorrido em Mahora desde a viagem de Setsuna, mas com certeza algo que tivesse tirado o senso de tempo da baka ranger, pois ela se sentia completamente abismada com tudo e qualquer coisa:
- Não acredito que, no fim, aquele brutamontes destruiu o tal Chikarasei. – disse Mana irritada. As três mercenárias haviam acabado de voltar a Mahora depois de uma batalha intensa e passavam pelas proximidades da área esportiva da cidade acadêmica.
- Pelo menos recebemos o nosso pagamento inteiro, de gozaruna. – ponderou Nagase com seu sorriso de sempre. – Afinal, o tal mago ocidental misterioso não botou a mão no amuleto.
- É... pelo menos isso. Mas ainda não admito que tenham conseguido fugir ilesos. – esbravejou a morena decidida a ficar irritada, mas sem alterar a expressão mansa da ninja.
- Nem tão ilesos. – corrigiu Kaede parecendo se divertir. – Há algo de errado Setsuna, de gozaruna? Está ainda mais quieta desde a batalha no templo Kurokawa. – perguntou à espadachim que andava silenciosamente acompanhando as outras duas, tinha diversos cortes pelo corpo. Asuna pareceu despertar ao ouvir a voz de Kaede logo atrás dela.
- Hm? – virou-se com o sorvete na boca e viu Mana, Kaede e Setsuna caminhando am direção ao prédio onde ficava a diretoria, não a tinham visto, mas a alegria da ruiva foi tanta que ela não esperou nem meio segundo para atirar o sorvete para qualquer lado se levantar a se atirar na direção delas.
- Vocês voltaram!!!! – berrou empurrando Setsuna de maneira tão subita e violenta que atirou a espadachim no chão a três metros de distância.
- Olá Asuna, de gozaruna. É muito bom vê-la também! – cumprimetou Kaede feliz e Mana olhou para uma Setsuna estirada com a boca entreaberta (*gota*).
- A-A-Asuna! – exclamou Setsuna se levantando ainda mais doída do que já estava por causa de seus machucados. – É bom te ver também! – disse um pouco mais animada e logo teve sua cabeça prensada pelos braços de Asuna que a enforcava da maneira mais “MacacAsuna” possível.
- Caraca! É tão bom que tenham voltado! Parece que já faz anos que estão fora! – dizia a ruiva enquanto fazia cafunes de arrancar o coro cabeludo em Setsuna que, apesar da dor, estava feliz de ver novamente a amiga.
- Quanto exagero Asuna Kagurazaka. – disse Mana que também se divertia um pouco com a situaçãoda espadachim. – Por que não solta a Setsuna para podermos nos apresentar de volta ao serviço? – sugeriu num tom mais de ordem do que de qualquer coisa.
- Ah... – Asuna soltou Setsuna que massageou o pescoço antes de ajeitar a liga no cabelo. – Tá bom, mas eu posso ir com vocês? – perguntou a baka ranger estupidamente alegre. As três mercenárias se entreolharam por um segundo antes de Setsuna responder.
- Claro Asuna! Só não podemos deixa-la entrar conosco para falar com o diretor. – disse a espadachim também muito alegre para seus padrões normais, principalmente no que se referia aos últimos seis dias.
- Beleza. – concentiu Asuna e as quatro garotas recomeçaram o caminho em direção ao prédio central da cidade acadêmica de mahora, onde ficava o gabinete do diretor geral.
Asuna não teve que esperar mais do que cinco minutos à porta do gabinete do chefão de Mahora, logo Mana, Kaede e Setsuna reapareceram e a baka red esfregou as mãos como se estivesse se preparando para saltar de um trampolim, ou talvez para levantar um altere bem grande... qualquer coisa do tipo. Mana e Kaede, não se demoraram conversando, a pistoleira queria checar se sua coleção de armas raras estava intocada como deixara e Kaede disse que tinha que ir falar com as gêmeas. Logo, Asuna e Setsuna caminhavam lentamente devolta a republica estudantil de Mahora, a ruiva não cinseguia esconder a alegria em rever a amiga:
- Sabe, Setsuna. Parece que fazem séculos que vocês saíram daqui de Mahora... – ia dizendo com os braços cruzados atrás da cabeça. A espadachim sorria serenamente como não vinha conseguindo a dias.
- Por que diz isso, Asuna? Não pode ter acontecido tanta coisa em seis dias... – disse crendo não passar de mais um exagero da garota de sininhos.
- Er... – estranhamente Asuna pareceu desconcertada e Setsuna franziu ligeiramente a testa. – Ah... aconteceram só algumas coisas... afinal, você deixou aquela sua shikigami no seu lugar e... – dizia disclicente a ruiva tentando não chamar atenção para suas palavras conseguindo obter o contrário.
- Setsuna-P? – a consciência de Setsuna pareceu ficar alerta. – O quem tem ela? Ela fez algo que não devia?
- Não, na verdade... – respondeu Asuna sincera, mas ainda com tom de displicência ineficaz. – É só que.... ela é muito diferente de você... Foi meio estranho, sabe...
- Hei! Setsuna-senpai! – exclamou uma voz mais adiante e por um instante Setsuna preparou-se para desembanhar Yuunagi por ouvir o tratamento “senpai”, mas logo constatou para sua surpresa de que se tratava de Yuuna.
- Ah?
- Espero que esteje mesmo lá no jogo hoje, heim! – berrou à distancia e continuou seu caminho com as outras jogadoras do clube de basquete, como se sempre falasse com ela daquela maneira. Ouve um silêncio momentâneo aquela cena.
- Ah... – começou Asuna com o tom mais constrangido que antes. – Como eu ia dizendo: a Setsuna-P é muito diferente de você...
- Ela tornou-se próxima da Akashi-san? – estranhou Setsuna sem entender direito a situação. Asuna suspirou.
- Na verdade, não foi só isso o que aconteceu nesses dias... – disse e começou a narrar os principais acontecimentos dos últimos dias a uma espadachim que a cada palavra ia se tornando mais boquiaberta e reticente.




Setsuna olhava pela janela sem realmente ver qualquer coisa, na verdade nem conseguia se lembrar de onde estava. Sua mente estava em choque.
Ela e Asuna estavam no quarto da morena, e a ruiva havia terminado de contar tudo o que lembrava dos últimos seis dias que envolvesse Setsuna-P. A exorcista parecia não conseguir acreditar em tudo o que ouvira e de repente ficou muito claro o porquê da insistência de seu subconsciente em desconfiar da shikigami. Asuna só aguardava alguma reação da amiga, não tinha idéia de como reagiria as revelações.
“Sabia que ela ia aprontar... devia ter me escutado sua tola... olha só o que ela aprontou!” dizia sua consciência toda dona da razão e Setsuna nem podia contra-argumentar, estava com a razão mesmo. Pelo menos, dentre tudo o que ouvira, nada tinha se referido a Konoka, “Hunf... Menos mal. Pelo menos não teve a coragem de tocar em Konoka Ojou-sama!” (e por que sua consciência se referia a Konoka de maneira diferente dela!?!?).
Setsuna respirou aliviada por um momento. Sim, não tinha feito nada com sua Kono-chan. Apesar de tudo a maga havia permanecido em segurança e nada de realmente ruim tinha ocorrido. Talvez desse um pouco de trabalho consertar tudo, mas pelo menos tinha conserto. Infelizmente Setsuna-P havia perdido toda a confiança que tinha de sua craidora depois daquilo, mas nada que se possa controlar, pensava Setsuna quando Asuna, vendo que estava melhor, disse:
- Claro que... isso foi tudo o que eu vi. Mas, na verdade, quem passou a maior parte do tempo com ela foi a Konoka... – ia dizendo quando subtamente Setsuna se levantou.
- O que...
- Ãh? O que foi? – perguntou Asuna preocupada. De repente a expressão da espadachim tinha se tornado séria até demais.
O fato era que, no momento em que Asuna falava, Setsuna se tocou de uma presença mágica relevante que parecia pertubar-se. Claro que uma energia mágica agitada era motivo de alerta, mas era ainda mais por que reconhecera imediatamente a energia:
- Kono-chan...
- Quê? – Asuna não entendeu direito as palavras da amiga.
- Mas o que... – começou a espadachim sem terminar, saindo sem mais nem menos pela porta.
- Setsuna!? – Asuna se levantou da beira da cama desta e seguiu-a. A garota de cabelos negros caminhava decidida pelo corredor como se soubesse exatamente onde ia e Asuna teve que apressar o passo para não ficar pra trás. – Ei! O que houve Setsuna?!
Setsuna continuou pelos corredores, sempre subindo os andares com Asuna a uma certa distância, estava quase correndo. Sentia um aperto no peito muito pior do que qualquer outro que sentira durante toda a viagem, sentiasse ainda pior ao perceber o poder de Konoka se estabilizar mais:
- Setsuna! O que foi que te deu?!
Porém Asuna deu de encontro com a espadachim quando ela parou sem aviso de andar. Estava parada à porta que levava ao terraço daquele prédio da república estudantil de Mahora. Asuna se recompôs e olhou para a amiga surpreendendo-se em vê-la pálida olhando fizamente para fora:
- Mas que bicho te mordeu ga- . – Setsuna tampou a boca da ruiva com força para que não se livra-se, mas ainda sem tirar os olhos do que fosse que olhava tão abismada. Asuna ainda se debateu por alguns segundos antes de olhar na mesma direção que Setsuna.
Ergueu as sobrancelhas. Isso além de perder completamente a vontade de falar. Setsuna soltou-lhe e as duas observaram o que quer que fosse do lado de fora, no terraço. O tempo pareceu parar para ambas naquele momento. Era simplesmente absurdo demais para se acreditar.
Mas era exatamente aquilo.







Putz.. esse cap foi .. bem.. deu medo da Setsuna-P, neh? ^^''
Que lokuras que ela deve ter feito?
Soh no proximo cap! XD
Ou seja.. Semana que vem uhauhauhauhauahuhauha
Mas eu jah sei oq acontece e... sem spoilers XP
Bye Bye! o/ *Amanha sai certamente o cap novo de Partners! >D*
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Posted by Se-chan

bLeSsEd ChIlD cAp 05

Aee!! /o/
Cap MTO BOM de Blessed Child!
Soh o titulo jah mata a gente do coração XD
Sem mais delongas...

Capítulo 05 – Primeiro Beijo

O café da manhã com Konoka e Asuna foi longo e embaraçoso.

Após minutos com piadas vindas de Asuna e chacotas de Konoka chegara a hora de todos irem para a alameda.

Konoka havia pedido para Asuna cuidar de Emiko por algum tempo.

Ela e Setsuna realmente precisavam conversar.

Elas tinham agora uma criança delas mesmas e Konoka queria mais que qualquer coisa saber como Setsuna estava se sentindo sobre tudo isso.

Ela sabia o quão facilmente perturbada (confusa) a samurai poderia ser e ela estava surpresa pela facilidade que ela havia se acostumado.

Depois de um incidente no trem envolvendo um idoso, o guarda-chuva dele, um bigode engraçado e Emiko, eles tiveram que ir para o escritório da Segurança.

Devido à série de eventos, Setsuna e Konoka foram deixadas sozinhas, deixando Emiko arrastar Asuna e Negi por todas as lojas.

Elas se sentaram em um restaurante e pediram alguma comida.

Setsuna podia sentir o olhar de Konoka em si e enquanto o garçom anotou seus pedidos e afastou-se da mesa.

Não propositalmente esperando o encontro de seus olhos, Setsuna levantou a cabeça do cardápio por estar tão ansiosa pela saída do garçom para que tivesse somente os olhos da bela garota para olhar.

Mas não era fácil de fazer.

Ela corou e isso fez com que a princesa mostrasse um largo sorriso.

Mas Konoka não havia a visto corar, surpreendentemente.

“Set-chan..” Foi tão fácil quanto isso.

O tom leve de sua voz fez Setsuna tremer com o cardápio, fazendo-a colocar ele para baixo rezando para que ela não tivesse notado.

Konoka estava prestes a falar novamente quando Setsuna interrompeu-a com um toque em sua mão.

“Eu-Eu queria me desculpar com você Ojou-sama.” Escutando o odiado apelido, Konoka embraveceu um pouco, mas ainda estava um pouco surpresa pela seriedade do tom que sua protetora estava usando.

“Eu sei como isso tudo deve ser para você.. e eu lamento que eu, forcei... todas essas coisas em você.” Não entendendo exatamente o que ela estava falando, Konoka subitamente fez um beicinho e deu um olhar confuso.

“O que você quis dizer Set-chan?” A atenção de Setsuna foi de Konoka para o garçom que trazia rapidamente a refeição e ela esperou para começar novamente após a saída do garçom.

“Eu quero dizer, uma criança de repente e, e...” O lábio inferior de Setsuna tremia enquanto ela segurava as lágrimas.

Ela amava Konoka com todo seu coração, mas ela sabia que Konoka não a amava da forma como ela amava.

Ela e Konoka nunca iriam ficar juntas.

Uma princesa e um demônio...

Konoka por outro lado estava muito ciente dos sentimentos da espadachim com relação a si e estava ciente de seus próprios.

Konoka colocou uma mão na de Setsuna.

Setsuna, chocada com o movimento repentino, moveu lentamente seus olhos até encontrar os de Konoka.

“Eu te amo Set-chan.”

Setsuna estava sem palavras.

O que havia acontecido?

Konoka de repente havia retornado todos aqueles sentimentos que ela sabia que era proibido para elas terem?

Ou Konoka apenas disse isso pelo que havia acontecido nos últimos poucos dias?

Ela estava confusa.

-------------------

“Eu quero esse aqui, esse aqui e...” Emiko dizia enquanto corria através da loja de brinquedos apontando para cada boneca ou brinquedo que desejasse.

“Certamente que seus pais a mimaram...” Asuna sussurrou para Negi enquanto Emiko estava com uma pilha de bonecas em seus braços e levou-os até eles.

-----------------------------

Setsuna e Konoka haviam pagado e estavam agora saindo do restaurante.

Elas não tinham realmente falado muito mais após a súbita confissão de Konoka e toda vez que ela tentava olhar para Setsuna, esta estava olhando para longe.

Não no sentindo do caminho, mas apenas não conseguia o encontro dos olhos que Konoka desejava.

Realmente não percebendo para onde elas andavam, andaram até um parque.

Havia ficado escuro na rua e Emiko e os outros com certeza já haviam chego em casa há muito tempo.

As lâmpadas acenderam e o parque estava vazio.

Setsuna e Konoka sentaram juntas em um banco em frente a uma fonte, com uma lâmpada perto.

“Kono-chan..” Setsuna começou, mas de repente percebeu seu deslize e colocou a mão sobre a boca enquanto ela olhou para outro lado do de Konoka, que sorriu com a fofa reação por causa do nome.

“Set-chan, eu gosto quando você me chama assim.” De repente ela se sentiu muito idiota por querer chamar a garota com tanta formalidade, por alguma razão o apelido familiar que ela usava tantos anos atrás, de repente sentiu calorosa e confortável para usá-lo.

“Kono-chan, eu queria te dizer que eu-eu...” Setsuna pode sentir a hesitação crescendo dentro de si, mas ela ignorou isso, ela tinha que, já que Konoka estava olhando para ela agora, estava lentamente começando a corar pelo momento.

“Eu te amo Kono-chan, eu tenho desde que éramos crianças.” Setsuna retornou seu olhar para a bela garota sentada ao seu lado e ela colocou um braço sorrateiramente atrás do pescoço da espadachim, puxando lentamente ela para um beijo.

Setsuna pode sentir Konoka lentamente escorregar sua língua e em breve ela entrou para a boca da outra num primeiro beijo ardente.

--------------------

“Cara.. Me pergunto onde elas estão?” Asuna disse com uma espécie de perturbação na voz enquanto olhava para Emiko e viu o modo que ela comia seu sorvete, rápido, mas não desleixada.

“Bem.. Elas precisam de algum tempo sozinhas, você não acha?” Asuna estava realmente irritada com o garota que agia como adulto, ele tinha apenas dez anos para sair chorando.

Asuna nem sequer se preocupou em responder, foi pegar prato e talher e foi coloca-los no balcão da cozinha.

Emiko se sentou na frente da tv e começou a jogar ‘o jogo do genro’.

“Estou cansada...” Asuna disse e subiu até sua cama.

“Estou indo dormir agora, e não pense que você irá dormir aqui!” Negi fez um gesto tranqüilizador com a mão e foi lavar os pratos.

A porta fez um som baixo quando foi aberta por Konoka e Setsuna andou encontrando Negi dormindo no sofá com Emiko dormindo em seu braço esquerdo.

Setsuna e Konoka notaram alguns salgadinhos sobre o rosto de Negi e sorriram tranquilamente.

“Eu tive um bom dia, Set-chan.” Konoka virou-se para Setsuna e deu a ela um sorriso amoroso.

“Eu também.. Kono-chan” Elas lentamente inclinaram para dar um último beijo da noite até que um som foi escutado das camas.

“Uhm..” Asuna olhou para elas com um sorriso, um sorriso muito cansado.

“Vejo uqe seu encontro foi bem sucedido.” Ambas ficaram com os rostos todos corados.

“E eu quero que você saiba que eu sei o que você fez.” O sorriso de Asuna alargou-se, e primeiro elas ficaram confusas pelo que Asuna havia apenas implícito e, em seguida, elas só perceberam.. Ela havia espiado elas no parque?

Não querendo realmente ouvir mais nada vindo de Asuna, Setsuna corajosa como estava agora, rapidamente roubou um beijo da maga e sorriu.

“Boa noite Kono-chan, eu vejo você amanhã.” E quando ela andou para fora, Konoka estava completamente derretida de amor.

Asuna tinha caído no sono e Konoka pegou um cobertor para cobrir Negi e Emiko, e sorriu enquanto ela ia para sua cama adormecendo e sonhando com ela e sua Set-chan.


Continua.


Desculpem pelas frases que parecem mal formadas...
Algumas delas saum mal formuladas pela tradutora baka.. XD
Mas outras saum estranhas no original mesmo uhauhauhauahauh
Até ... espero breve.. *antes de Lives* com Partners ^^''
Bye o/
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Posted by Se-chan

MaStErEd NeGiMa LiVeS 11

CENA 11 : CORAÇÃO VERSUS ESPADA




Havia algo de diferente no ar aquela tarde. Mana Tatsumiya, Kaede Nagase e Setsuna Sakurazaki estavam finalmente chegando ao misterioso templo Kurokawa, muito além das fronteiras da cidade de Kyoto. Já faziam mais de cinco dias desde que chegaram ao templo central da associação de Kansai e finalmente iriam encontrar com seus inimigos naquele dia, uma batalha que caminhava para ser bem interessante. Caminhavam até a entrada do lugar em silêncio repassando cada uma mentalmente o objetivo de estarem ali.



“Existe um amuleto muito poderoso chamado Chikarasei.” Havia dito Eishun Konoe às três mulheres quando estavam em sua sala há cinco dias atrás e elas apenas ouviram atentamente como boas servidoras. “O que temos certeza é que há um mago, provavelmente de origem ocidental, que está empenhando-se em conseguir este artefato”.
“Então nosso trabalho é acabar com ele.” Concluiu Mana sem deixar o mago concluir seu discurso. Este apenas sorriu calmamente antes de prosseguir. Um sorriso bem ao estilo que lembrava Konoka na opinião de uma voz que só podia ser ouvida por Setsuna.
“Não exatamente Tatsumiya. O fato é que este mago está se utilizando de ajudantes para caçar o tal amuleto. Por tanto dificilmente vocês o encontrarão durante a perseguição a seus servos.”.
“Deveremos apenas impedi-los, então Mestre?” Perguntou Setsuna com um tom totalmente profissional, como o de um arquiteto falando de sua próxima obra.
“Sim. O poder deste artefato é muito grande e pode ser usado para coisas terríveis se cair em mãos erradas. O que a associação quer é impedir este inimigo ainda oculto de botar suas mãos nesse poder”. Respondeu Eishun sério. “Esse é o dever de vocês nesse serviço senhoritas. Bom trabalho”.
“Coisa besta.” Murmurou Mana torcendo os lábios.



- Parece que são três. – disse Kaede com seu tom sereno comum, porém deixando transparecer uma compenetração grande.
- Isso é bom, fica um pra cada uma de nós. – disse Mana engatando as pistolas que levava nas mãos.
Setsuna nada disse, tentava esvaziar a mente para concentrar-se apenas na batalha que se aproximava, mas alguma coisa em sua mente, sem contar com sua consciência, não lhe fazia esquecer de Konoka. Por que estava tão inquieta? Afinal só haviam se passado cinco dias. Não era tanto tempo assim! Mas... o que estaria acontecendo em sua ausência? O que estaria fazendo Setsuna-P em seu lugar? Havia dado total liberdade para a shikigami se fazer passar por ela na frente dos leigos. Pensando bem, era mesmo uma idéia bem imprudente deixar um shikigami tão estranho como Setsuna-P se passar por ela. Mas... por quê? Sua inquietude era tanta que se perguntava se não seria aquilo algum feitiço de telepatia incompleto que Konoka estaria fazendo para chamá-la. Mas a maga não tinha os poderes tão desenvolvidos para isso. A espadachim sacudiu a cabeça levemente para afugentar esses pensamentos confusos que pareciam ter virado rotina na mente adolescente dela. Respirou fundo e silenciou os pensamentos quando as três mulheres botaram os pés no templo abandonado.
Apesar de desolado, o templo Kurokawa inspirava respeito e uma aura mágica evidente. Setsuna percebeu imediatamente uma fonte poderosa de poder vindo do centro do templo. Devia ser o tal Chikarasei. Kaede segurou melhor seu enorme bumerangue que usava em batalha e franziu minimamente as testa. Mana ergueu os braços. As mercenárias pararam ao se verem de fronte a outras três pessoas que as encaravam paradas, como se as esperassem.
A batalha estava prestes a ter inicio.
O vento soprou durante os segundos em que se fez completo silêncio na cena. As árvores desfolhadas ao redor balançaram-se debilmente:
- É garotas, acho que está na hora do nosso show. – disse Mana observando uma arqueira alta e fina que já segurava seu arco de maneira segura, tinha uma expressão sem emoção.
- Perece que sim, de gozaruna. – concordou Kaede observando um lutador grande e pesado que alongava os braços com os olhos fixos nela.
- ... – Setsuna nada disse. Sua expressão tornou-se um pouco mais de surpresa do que de concentração. Seus olhos fintavam outros olhos que a observavam profundamente por detrás de duas lentes pequenas e arredondadas. Observava o sorriso se formar nos lábios de uma jovem espadachim que carregava duas espadas curtas e rápidas nas mãos. Aquelas eram espadas, óculos e olhos que já encarara outra vez no passado. Um mal pressagio sobre a batalha veio-lhe.
Tsukuyomi por outro lado, sorriu ainda mais abertamente.





A batalha se desenrolava de maneira frenética. As enviadas da Associação de Kansai haviam se separado para enfrentar cada um de seus oponentes. Era possível ouvir sons de explosões e golpes por todo o templo Kurokawa. As poucas partes que ainda preservavam a arquitetura intocada iam se tornando também um monte de pedras e madeira conforme a batalha passava por ali.
Setsuna Sakurazaki desferia golpes potentes contra sua adversária que desviava e contra-atacava com sua técnica de espada dupla de maneira perigosa, por pouco não arrancando algum membro da espadashim. Tsukuyomi sorria insistentemente enquanto avançavam pelos corredores trocando golpes perigosos, parecia estar brincando com a paciência da guarda-costas, mas Setsuna tentava manter-se impassível a provocação constante:
- Rai Mei Ken Duplo! – exclamou Tsukuyomi golpeando usando a eletricidade nas lâminas de suas duas espadas curtas. Setsuna sentiu o impacto mesmo defendendo, indo parar a cinco metros da outra espadachim Shinmei.
Encararam-se por um instante e puderam ouvir uma explosão que parecia ser de um míssil, seguida de um clarão vindo de uma outra parte daquele templo:
- Parece que suas amigas não estão tendo muita facilidade, senpai. – comentou a garota de óculos encarando os olhos de Setsuna com a estranha meiguice que sempre usava para esta.
- Não sabia que agora você se vendia para qualquer bandidinho. – provocou Setsuna mantendo o olhar, apesar de sentir um estranho incomodo.
- É... esse não é mesmo o tipo de serviço que costumo pegar. – concordou Tsukuyomi sem tirar o persistente sorriso do rosto. – Mas não pense que estou me importando com algum deles, ou mesmo com o tal Chikarasei.
- Então por que está aqui? – Setsuna não conseguia ver nenhum outro motivo para a presença da garota.
- Hu... às vezes sua ingenuidade me surpreende, senpai. – riu-se Tsukuyomi e Setsuna pode ouvir um “Será que...” vindo de sua mente antes de ter que esquivar-se de mais um golpe ágil da menor.
Recomeçaram a batalha frenética. Tsukuyomi atacava repetidamente Setsuna que tinha que segurar um de seus braços e defender a outra espada a cada golpe. A espadachim parecia decidida a fecha-lá para que não pudesse mais esquivar-se de seus golpes. Em certo momento golpeou a espada de Setsuna com toda a força:
- O quê...? – Setsuna exclamou sentindo seu braço recuar pela força do golpe. Estava completamente aberta para um golpe. Estava encrencada e não tinha certeza se sairia inteira. Porém, ao invés de perfurar-lhe o ventre desprotegido com sua outra espada, Tsukuyomi colocou a mão atrás do pescoço da veterana e, mais do que inesperadamente, a beijou.
Setsuna não teve reação por um momento. Tentou afasta-se, mas Tsukuyomi segurava-lhe pelo pescoço tentando quase desesperadamente manter o contato com os seus lábios. Depois de alguns segundo a guarda-costas empurrou a menor com força conseguindo separar-se, afastando-se alguns passos, a mão próxima aos lábios, uma expressão de total incredulidade.
Mas o que fora aquilo? “Mas que diabos essa garotas fez!?”. Sim, Setsuna não conseguia entender a atitude de Tsukuyomi. Encarou com espanto e raiva os olhos quase vitoriosos da garota de óculos. Como tinha coragem!? A confusão não lhe deixava associar suas idéias que disparavam. Sentiu que estava corada e com a respiração um pouco descompassada, “Claro! Isso é assédio!!!” esbravejou sua consciência que também parecia abalada com a situação:
- Ela não pode ser sua, senpai. – disse Tsukuyomi e Setsuna despertou imediatamente de seus pensamentos embaralhados.
- O quê...? – não podia estar falando de quem achava que estava.
- Será que você não vê, senpai. – continuou a espadachim que demonstrava agora uma exasperação e até angústia nas palavras. – Ela e você são de mundos diferentes.
- V-você... – Setsuna percebia a cada segundo que a garota falava exatamente de quem imaginava. O espanto e temor cresciam nela: como podia saber qualquer sobre...
- Konoka Ojou-sama nunca vai poder ser sua, senpai. – sentenciou Tsukuyomi e tudo pareceu ficar em silêncio àquelas palavras. O coração de Setsuna apertou terrivelmente: ela sabia. Mas... Como!? Percebeu que não poderia tomar mais uma postura evasiva diante do discurso da garota.
- Em que isso te interessa Tsukuyomi? – perguntou Setsuna decidida a entender o que estava acontecendo ali. A garota sorriu triste.
- Como eu disse: sua ingenuidade me surpreende senpai. – disse. – Será que não é claro agora?
- Tsukuyomi... – a meio-uzoku fitou os olhos escuros que agora refletiam uma mágoa profunda. - ... Eu não...
- Eu não quero que você se machuque, senpai. – disse ela aproximando-se de Setsuna que se encolheu ligeiramente. – Por que não esquece isso antes que seja tarde?
- Mas... – agora sim começava a compreender perfeitamente a situação e não acreditar no absurdo daquilo tudo. Ela não poderia estar querendo dizer que...
- Por que não deixa Mahora e vem comigo de volta para a escola Shinmei, senpai? – pediu Tsukuyomi que parecia perto das lágrimas, estava ruborizada e se aproximava constantemente. Setsuna sentiu-se encostar contra a parede.
- Vocês são totalmente diferentes, senpai. – disse apoiando as mãos na parede pelos lados de sua senpai. Setsuna sentiu o coração disparar novamente, não entendia o porquê de se sentir tão impotente diante das palavras de sua adversária. – Mas nós duas... nós somos iguais. – concluiu antes de tomar novamente os lábios de Setsuna.
A meio-uzoku sentiu-se completamente paralisada diante daquela situação. Então era por isso... tudo, desde a segunda vez em que vira Tsukuyomi... não era apenas uma birra de sua consciência... era verdade. Não conseguia acreditar, mas a verdade era evidente nos beijos cheios de calor que recebia da espadachim.
Mas o pior de tudo era o fato de que Tsukuyomi tinha toda a razão.
Havia uma dor no peito de Setsuna: Konoka nunca seria dela, isso era absolutamente verdade... Então... Por que não desistia de Mahora? Por que não se desligava do que só lhe causaria dor mais cedo ou meia tarde? Será que agüentaria ver Konoka noivar com um mago qualquer indicado pelo conselho das Associações de Kanto e Kansai? Claro que não! Então... por que querer aquela dor? Não havia sentido...
Por um instante Tsukuyomi sentiu Setsuna retribuir-lhe os beijos e sentiu que estava vencendo a batalha: não a batalha de antes, por um amuleto idiota, mas sua grande luta pelo coração de sua senpai que tanto admirava. Chegou a pensar que estava com a vitória nas mãos, mas foi nesse instante que Setsuna a empurrou com uma certa violência fazendo-a recuar quase três metros. Encarou sua senpai ofegante, esta também estava com a respiração desequilibrada. Assustou-se, porém, ao ver uma raiva e determinação que vira apenas e pouquíssimas ocasiões, sempre envolvendo a filha dos Konoe:
- Senpai?
- Mesmo que eu nunca possa ficar com ela... – começou Setsuna encarando sem piscar os olhos por detrás das lentes de Tsukuyomi. – ... Ainda assim... meu dever é proteger Konoka Ojou-sama... mesmo que ela nem saiba que eu existo... – Setsuna tinha que dizer aquilo para que ela mesma voltasse acreditar no seu dever. – É para isso que eu vivo... Eu não vou sair de Mahora.
Tsukuyomi engoliu em seco. A dor de ouvir aquelas palavras não podia ser descrito. Era absurdo, mas não podia aceitar perder daquela maneira. Por que?... Tinha vontade de matar Konoka ou mesmo sua senpai por ser tão idiota. Como podia preferir a patricinha herdeira dos Konoe a uma vida de liberdade para lutar. Tremia por inteiro. Encarou com ferocidade Setsuna. Mesmo que tivesse perdido, não ia desistir daquela batalha tão fácil:
- Então só me resta tentar impedi-lá de uma maneira. – disse colocando-se em posição de luta e Setsuna empunhou Yuunagi novamente. - Vamos ver até quando vai insistir nesse absurdo...
Recomeçaram a batalha. Dessa vez Tsukuyomi parecia muito mais decidida a ferir Setsuna do que antes. Setsuna também mais decidida a parar os golpes rápidos e perigosos da garota, queria acabar com a batalha o mais depressa o possível.
Nenhuma das duas lembrava-se o motivo pelo qual estavam ali. Aquela disputa estava muito mais no campo interior e pessoal delas do que em qualquer missão ou amuleto que fosse. Era uma disputa entre seus corações e suas espadas. Era uma batalha feroz onde não há regras ou limites. Continuaram assim por horas a fio, sem ao menos saber se a disputa real pelo Chikarasei havia terminado ou não, cada uma determinada a provar que estava certa e a outra completamente errada.
Porém só o tempo poderia dizer quem venceria a verdadeira batalha que travavam.



segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Posted by Se-chan

NeGiMa ChIbI - tRaDUçÃo

Aee gente!
Incorporada no meu modo viciada em Kono-Setsu traduzi um zine mto kawaii!! *.*
Só que na ultima parte eu naum consegui traduzir a parte do Negi... ¬¬
E alguem pode me dizer o q eh "Blissful"? Eu deduzi e coloquei ali... *Num interessa a parte*
Se alguem me disser a tradução correta eu coloco lá.. XD
Um misterio maior do que essa palavra eh que ...
eu jah vi esse zine versão original (japones), em ingles e espanhol.
A versão americana eh totalmente diferente da espanhola! ¬¬
Quase nenhuma das palavras eh a mesma coisas.. e o desenvolvimento eh totalmente diferente.. XD
Preferi a versão em espanhol.. mas num tenho ela aki.. entaum traduzi a em ingles.. quando ver a em espanhol eu traduzo aki /o/
O blog de onde tirei o zine tah nos favoritos ali do lado! o/








Vou começar a traduzir tbm um outro zine..
maior e mais sério..
LINDO D+!! *.*
Bye gente! o/
sábado, 3 de novembro de 2007
Posted by Se-chan

PaRtNeRs CaP 01

Aee gente! /o/
Terminei o 1º cap da minha nova fic!! /o/
Vcs vaum ama!!! XD
Todos que jah leram alguma parte disseram que tah otima.. ainda mais com o super elogio da Milk dizendo que ela tah a minha melhor fic! *.*
Entaum to postando aki dpois de dois dias tanto super inspirada e fazendo coisas super perfeitas de puro momento criativo e sem planejamento nenhum XD

Capítulo 01: É só um Smack! Ou Dois.. Ou Mais..

Setsuna estava no quarto de Konoka, com uma xícara de chá e todo o nervosismo do mundo. Sua estimada Ojou-sama queria beijá-la, queria muito beija-la, a ponto que quase estava o fazendo frente à Kamo, Negi e Asuna.

‘O que eles iriam pensar Ojou-sama?’ Setsuna pensava enquanto Konoka voltava da cozinha com um prato com biscoitos e sentando-se ao lado da espadachim.

“Eu acho que vocês deveriam mesmo, já está mais do que na hora!” Dizia Asuna num tom pervertido.

‘Por que ela era a favor? Deveria ser contra! Muito contra!’ Se mais alguém ser a favor delas se beijarem Setsuna teria que correr o risco de perder-se nos lábios de Kono-chan! Um doce risco admitia em sua mente.

“Vamos Set-chan, não deve ser tão ruim.” Konoka dizia colocando a mão no ombro de Setsuna. A guarda-costas estava pronta para dar uma resposta quando olhou para o lado e viu um olhar implorador de sua protegida a 10 centímetros de seus lábios.

“Errr....” Setsuna tentou arduamente não corar ou gaguejar, mas acabou fazendo os dois com bastante intensidade.

“Vamos...?” Konoka chegava perto do rosto da guardiã que estava momentaneamente paralisada.

Os espectadores ficavam com os olhos fixos nas garotas próximas de fazer... hm ... coisas levemente indevidas, inclinando levemente para o melhor ponto de vista da cena.

“Não.” Os três curiosos caíram ao chão ao escutar a resposta direta da espadachim. Konoka enquanto isso ficara com o rosto levemente deprimido, tirando qualquer sorriso malicioso que tinha nos lábios.

“Primeiro, nós não temos o circulo de pacto.” Konoka olhou para Setsuna com esperança nos olhos, que fora logo afundada na seriedade da espadachim. “Segundo, não devo... Pois sou apenas sua guarda-costas, não parceira.”

“Mas eu quero!” Konoka dizia com uma cara de criança querendo doce. O doce realmente adoraria chegar a sua boca, mas isso não quer dizer que o caminho até lá seria calmo e sem interrupções indesejadas.

“Setsuna nee-san, você já fez pacto com o aniki, por que não quer fazer com a Konoka nee-san?” Perguntava maliciosamente o arminho com um charuto entre os dedos.

“Bem... é diferente..” Setsuna desviou o olhar e colocou a xícara frente aos lábios. “Kono-ch.. Ojou-sama é...”

Konoka ficou momentaneamente com os olhos brilhantes. Setsuna a diferenciava dentre os demais. Será que...?

“... Uma garota...”

O sorriso sumira dos lábios da maga. ‘Será que Set-chan é burra!? Será que não nota que o pacto é só uma desculpa para nós nos beijarmos?? Eu te amo boba!’ Konoka surtava em mente enquanto que seu corpo estava pronto para enforcar a espadachim.

“E daí? É apenas um beijo. Não quer dizer que seremos namoradas.” O tom saia como uma agressão, violenta e com intenção somente de maltratar o coração obviamente conflitante da guarda-costas.

“As coisas não funcionam assim, Ojou-sama. Um beijo não é apenas um beijo, é um beijo.” A espadachim tentava ainda contra-argumentar firmemente contra a evasiva agressiva de sua protegida.

“Então um beijo meu não é tanto tentador quanto um do Negi-kun, não é?” A maga ria-se por dentro por ter certeza que seria algo desconcertante para a sua Set-chan. “Ou você acha um beijo comigo tão importante que não quer que seja dado como um pacto?”

“Eu... não quis dizer...” Setsuna estava completamente sem resposta. Como poderia responder aquilo sem revelar seus verdadeiros sentimentos por sua querida Kono-chan? E claro, sem dar uma resposta dura que soe como um “Eu não sinto nada por você”.

“Não quis dizer o que Setsuna-san?” Perguntava o jovem mago que estava curioso demais para esperar a mais interessada, a maga, perguntar.

“Hmm.. Eu..” A espadachim estava totalmente tonta com tantos deixando-a contra a parede. “Mas é que... Bem.. Daquela vez... Foi para salvar a Ojou-sama..” Setsuna dizia com as pontas dos dedos indicadores unidas e com uma vermelhidão que tinha cor parelha com a de seu uniforme.

A noite ia caindo, o quarto ficava mais escuro, e os rostos iam sendo aos poucos tapados pela escuridão das sombras do fim do dia. Setsuna tentava enchergar o rosto de sua querida quase parceira com perfeição, forçando os olhos para o lado em que essa estava. Enquanto isso a maga ainda tentava parar de ficar desajeitada pela resposta fofa de sua espadachim. Os demais desejavam acender as luzes para ver como estava o clima entre as duas, mas ainda assim não o fizeram, pois sabiam que Setsuna provavelmente iria voltar ao estado de subordinada e não voltaria tão cedo a admitir tanta preocupação com Konoka.

Silenciosamente Kamo foi fazendo um circulo de pacto logo ao lado de Konoka, avisando-a ainda mais cautelosamente do que havia feito.

Ao ver a boa ajuda dos amigos ali presentes, a curandeira sabia que agora estava na hora. Tinha que fazer sua querida espadachim a beijar, ou o contrário. Começara a tentar achar a espadachim no meio de tanta escuridão, claro, já era por volta de 19h40min. Foi tentando achar a garota até que, não propositalmente, mas bem vindo, tocou com a ponta dos dedos na mão da guardiã.

“Oj-” A espadachim parou por um momento. As outras pessoas ali pareciam ter sumido e sua Ojou-sama estava chamando-a para um momento de intimidade levemente avançada. Sentiu seu braço sendo puxado pela mão imploradora por carinho da maga. Setsuna, por um instante deixou-se levar pelos instintos e obedeceu a ordem. Estava bem ao lado da garota que mais amava no mundo. Não amava mais ninguém, apenas ela. Sua Ojou-sama! Sua Kono-chan!

Apesar da escuridão, agora que estava perto da garota, podia a ver perfeitamente, sentir seu leve perfume, e conseguiria chegar facilmente aos seus lábios. A maga afastou-se de leve, chegando mais para trás. Talvez estivesse querendo afastar-se dos outros indivíduos presentes na sala. Seja o que fosse, era tentador, principalmente pelo fato de se aproximarem mais e mais da cama da curandeira.

Aos poucos sua Kono-chan tirava seu cabelo da frente dos olhos, encarando a espadachim tentadoramente. Era incrivelmente sedutora. Será que aprendera em algum lugar a ter esse olhar tão ... tão... brilhantemente sexy e perfeitamente encantador? Provavelmente não. Deve ser de herança. Talvez de Eishun-sama... Talvez de sua mãe... Por que saber naquele momento? Poderia muito bem perguntar mais tarde, agora tinha os lábios de sua princesa quase colados aos seus.

“Set-chan... Vamos nos... beijar...” O pedido, ou ordem, seja como for, foi encarado como ambos. Setsuna segurou firmemente os braços da maga, enquanto a maga desamarrava os cabelos negros da espadachim. Os lábios uniram-se num beijo fulminante, cheio de desejo, não o puro desejo da carne, mas do carinho que uma tinha pela outra. Uma luz parecia cercá-las e um calor vinha na guarda-costas.

De repente, via-se num turbilhão de emoções e demonstrou-o através do beijo. Estava forte demais. O que era aquilo? Não devia demonstrar tais horripilantes atrações corporais para sua querida Kono-chan!

Setsuna saiu dos lábios da curandeira e viu o circulo de pacto embaixo de ambas.

“O que diabos--!?” A espadachim gritou ao ver a carta com sua imagem em uma robusta armadura japonesa escrita gladiaria amante nela.

Estava feito. Um pacto. Um “pacto”. Um beijo. O beijo. As luzes foram acessas por Negi. Setsuna corou terrivelmente ao notar que havia caído numa armadilha tão boba. Uma espadachim Shinmei cair em algo tão simples. Bem, nem tão simples afinal. Quem agüentaria ao ver o charme de alguém tão doce, amável, e perversamente atraente?

Ao contrario da guardiã, Konoka estava com um sorriso estampado no rosto. Finalmente conseguiu um beijo, roubado ou não, de sua querida Set-chan. Os lábios quentes dela envolveram os seus numa profunda demonstração de carinho e lealdade. Estava abobalhada, mesmo tentando não parecer. Tentava olhar normalmente a espadachim, mas fracassou, olhando apaixonadamente uma linda e corada garota de cabelos negros soltou em sua frente.

Por um instante, ambas se olharam. Fora o bastante para Setsuna virar de costas para não demonstrar o incrível nível de... “atração” ... que sentiu ao ver os olhos da maga encararem os seus como se dissesse “vem” novamente, colocando ao mesmo tempo as mãos entre as pernas, encostadas no chão.

Os três espectadores se entreolharam, tentando entender qualquer coisa daquela troca de olhares. Konoka aproximou-se da guarda-costas, encostando-se aos poucos nela. Tocando levemente em seus ombros, logo após encostando seu corpo levemente em suas costas, terminando por puxar o rosto da espadachim, para encarar o dela.

A guardiã só fazia corar e soltar leves sons que só quem estava perto, como a curandeira, poderia ouvir. Era obvio que a espadachim estava se segurando, tão obvio quanto o amor que as duas sentiam uma pela outra.

“Por que ficou tão braba?” Perguntava a curandeira com um olhar de cachorrinho sem dono.


“Por que eu não queria que isso fosse assim...” Setsuna resmungou. A maga olhou boquiaberta para ela. Será que sua Set-chan estava admitindo que desejava um beijo sem pacto com ela? A curandeira corou olhando com um sorriso bobo para a espadachim. A Shinmei desajeitou-se quase caindo no chão, mas apenas com o intuito de afastar-se da herdeira das Associações Mágicas japonesas.

“Eu não quis dizer isso Ojou-sama!!” Setsuna fora até a parede como um raio.

“Eu não falei nada Set-chan...” A maga sorria maliciosamente. “... mas agora que você falou... O que você quis dizer com aquilo?” De mancinho a garota aproximava da outra.

“Bem... Hmm... É que eu... acho um pacto uma coisa importante e... faze-lo em uma situação tão tranqüila e sem problema nenhum não é o mais desejado... Pe-Pelo menos.. na minha opinião..” A garota gaguejava a cada palavra e até tentou fazer uma desculpa bem elaborada, mas foi bastante difícil de se acreditar nela. Todos ficaram com olhos maliciosos e de quem não acreditou, tirando Konoka. ‘Espero que ela tenha acreditado.. Mas... O beijo... Acho difícil ela acreditar depois de eu ter me soltado daquele jeito...’ A espadachim martirizava-se enquanto o resto esperava algum sinal de vida da maga.

A curandeira, como não era garota boba, fingiu-se de acreditada para ver o resultado do beijo mais tarde, em uma alegre tarde que teria a sós com a espadachim ou algum passeio amigável com todos onde ela estaria com uma roupa nada propositalmente sensual. Obviamente sua mente usava dos mais perversos sarcasmos na oração anterior.

“Mas você saiu no meio do pacto por quê?” A cara de inocente escondia os planos “maléficos” da curaneira.

“Bem... É que acabou se tornando... Como posso dizer....?” Um silêncio correu pela sala por alguns minutos, sendo cortado por iniciativa da maga, que estava se segurando para não falar algumas “besteiras”.

“Acabou se tornando um beijo mais forte, né?” A risada após a fala da curandeira, dada pela própria, fora como uma sentença de morte para a espadachim. A garota não acreditara no que ouvira. Sua Kono-chan havia exposto para os demais que haviam se agarrado arduamente durante o pacto!

“Bem... É....” Setsuna corava como nunca. Que “terrível” comentário sua Ojou-sama dera. E por que raios estava pensando tantas vezes “sua”!? “Não se adorne de Kono-chan! Meia-Uzoku burra!” Martirizava a consciência rígida da guarda-costas.

“Mas agora o pacto está feito, e se não estivesse, beijava você de novo por que você fugiu do beijo e a culpa seria sua!” O choque veio a espadachim. Que “horrível” direta de Ojou-sama! ‘Que pena que o pacto se fixou facilmente... Poderia ter beijado Kono-chan de novo..’ Lamentava a parte pervertida da mente da Shinmei.

“Desculpe por ter saído....” Setsuna disse lamentando o “xingamento” da maga. Parecia tão dura com a espadachim. Olhou por alguns segundos para Konoka e viu uma expressão no rosto da garota de como se quisesse dizer “É bom que esteja lamentando mesmo!”, desviou de leve o olhar e a maga inclinou o corpo para manter o contado com os olhos de Setsuna.

“Bem... Mas está feito e temos é que comemorar. Agora somos parceiras Set-chan!” Disse alegremente a garota enquanto segurava ambas as mãos da sua ministra magi com firmeza.

Setsuna quase se deixou entregar por seus instintos novamente, mas fora salva por sua percepção conseguir notar o arminho tarado atrás de Konoka com uma máquina fotográfica.

A maga notou sua espadachim olhando para atrás dela, então olhou para ver o que era. ‘Kamo-kun.... Hmm..’ E a mente maligna da curandeira agiu rapidamente.

“Pessoal... Vocês podem dar licença? Queria falar algo a sós com a Set-chan.” Todos ficaram boquiabertos para a maga e o pensamento de todos eram sincronizados e com o mesmo significado: ‘Konoka quer ficar sozinha com a Setsuna!?’

“T-Tá bem... A gente ta saindo e já voltamos Konoka.” Asuna dizia corada saindo de fininho pela porta, com um certo arminho em sua mão tentando escapar para gravar cenas que lhe vinham em mente, deixando seu nariz sangrando.

Os espectadores não mais estavam lá. Agora Setsuna tinha que encarar seu maior medo. Ficar a sós com sua estimada e amada Ojou-sama, tendo sérios riscos de se descontrolar e agarra-la em seu maior modo Uzoku selvagem.

“Set-chan...” A maga se aproximou devagar na direção de Setsuna. Parecia tão sexy com aquelas pernas inclinadas para trás, enquanto o tronco levantava-se levemente, realçando seus adoráveis seios parcialmente mostrados pelo decote da blusa que usava.

“O que foi Ojo--” Fora interrompida por dois dedos de Konoka colocados em seus lábios. A maga aproximava-se rastejando para o colo de Setsuna. Quando se deu conta, a espadachim tinha a cabeça de Konoka apoiada em suas pernas, como se servissem de travesseiro.

Um sorriso saíra dos lábios da curandeira. Parecia aliviada, tranqüila, certa de que havia cumprido seu papel.

‘É mesmo... Agora somos parceiras...’ A guarda-costas via-se admirando o belo rosto da “princesa” em seu colo. Seus lábios provados a pouco pareciam imãs, eram tentadores. As curvas do corpo doce e puro da maga pareciam enfatizar mais agora, após o contato físico de seus lábios. Queria sentir mais de sua textura, de suas curvas, de seus prazeres, seus gostos.

A curandeira olhou para a guardiã e tocou delicadamente no rosto da mesma com os dedos, passando calmamente por sua bochecha e chegando a sua nuca. Puxando devagar a cabeça da espadachim fez com que seus lábios beijassem o superior da outra, logo após beijando o inferior, e depois finalmente invadiu a boca de sua amada.

Setsuna deixou-se levar pelo carinho incalculável de sua querida Kono-chan. Sua boca sendo invadida por ela, sem o pacto, era um prazer ainda maior, mesmo se no beijo anterior ela não tenha desconfiado ser um pacto. A sensação era diferente. Agora nenhuma delas tinha a obrigação de fazer um pacto, queriam fazê-lo somente pelo prazer de fazer, não pela obrigação. Agora sim Setsuna poderia deixar-se levar, já que sua Kono-chan a puxou para o encontro de seus lábios, não precisava ficar com medo de “poluir” a querida herdeira das Associações Mágicas, ela que estava querendo ser “poluída”.

A separação dos lábios acontecera após alguns minutos de deliciosas trocas de saliva, de carinho, de carícias delicadas. As garotas agora não pareciam apenas parceiras de pacto, mas sim amantes escondendo seu amor para que ninguém as separe.

“Set-chan...” Tudo o que a maga fez foi olhar profundamente nos olhos de Setsuna. Estava passada a oração desejada a pronunciar. “Eu te amo.”, “Nunca fique longe de mim.”, “Eu sempre quis dizer toda a verdade para você, mas....”. As palavras mágicas que nunca precisam ser ditas, elas transparecem nos olhares dos apaixonados, e as garotas ali presentes estavam finalmente podendo transparecer esse amor que tanto queriam demonstrar.

Após alguns minutos com Setsuna acariciando os longos cabelos da maga, e Konoka passando os dedos sobre a pele do rosto da espadachim Shinmei, ambas com leves sorrisos abobalhados, a curandeira parou com o carinho para aproveitar a romântica e suave passada de mãos em seus cabelos.

Aos poucos, a respiração da maga foi normalizada, tranqüila, enquanto seus olhos fecharam-se aos poucos, até que dormira no colo da espadachim. Setsuna ficou admirando a pureza do sorriso da garota até que também pegara no sono. Os outros moradores do quarto chegaram silenciosamente, se depararam com a cena e seguiram até suas camas tentando não fazer ruído nenhum, pois sabiam que a ministra magi de Konoka acordaria com qualquer sinal de vida que se desse nas proximidades.


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Adorei o titulo... uhahuauhauhaha
Imagino a Konoka falando isso XD
Amei mta coisa que eu escrevi nesse cap!
Vou me esforçar terrivelmente para deixar os caps todos desse nível!! *punho*
Até segunda gente! Com o Lives da Mazaki!!
Bye bye o/
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Posted by Se-chan

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