Archive for 01/01/10 - 01/02/10

Melhores de 2009: Shoujo-Ai - Parte 3


By Mazaki

Olá a todos! Demorei um pouquinho, mas finalmente cheguei com a parte final dos comentários sobre os animes yuris de 2009 e hoje vamos falar dos yuris que.... não são yuris?!

Bom, mas antes disso eu gostaria de dizer-lhes que estou preparando um lançamento esperado há anos por quem acompanha o blog (pois é este blog já tem uma idade e tanto! Desde 2007...). Ainda não vou dar todos os detalhes, mas podem contar que a parte de fanfictions do blog, que aliás era o foco no início deste, está retornando e com um lançamento muito especial, ligado a uma das séries que mais fez sucesso aqui mesmo neste endereço! Fiquem de olho, pois novidades vêm por aí, aqui no 'Kono Ai Setsu'. (Aliás, o título de blog já diz tudo né!)

Mas agora vamos de reviews!

To Aru Kagaku no Railgun

Anime da temporada de Outubro, do J.C.Staff, é um seinen que conta se passa no mesmo universo de To Aru Majutsu no Index como uma trama paralela sem ligações com a antecessora, porém desta vez temos como foco as personagens Shirai Kuroko e Misaka Mitoko. O anime ainda está em exibição e até a data desta postagem está com 16 episódios disponíveis legendados em português na web.

Ok, mas porque falar de Railgun no 'Kono ai Setsu'? Resposta simples: porque é bishoujo e contendo shoujo-ai claro, além de ter uma personagem yuri-maniaca (além disso, o anime é bom mesmo ;D). De acordo com o critério das editoras do blog, este é um dos animes que realmente consegue usar-se do elemento yuri/shoujo-ai de forma boa.

Música


A OP de Railgun ganhou um grande destaque entre as anime songs de 2009, mesmo aparecendo somente na última temporada do ano, foi o terceiro single de seyuu mais vendido do ano. Fora isso as EDs e trilhas do anime são também com uma boa qualidade, sem necessariamente todas seguirem o estilo dancante. Uma trilha que vale a pena e que já tem mostrado novas músicas tão boas quanto neste início de 2010.

Shirai Kuroko e Misaka Mikoto



nota: aieeeee, adorei a imagem *o*

Kuroko é a típica "totalmente apaixonada-fissurada pela minha onne-sama" (será que ela viu muito Marimite?!). Desde o primeiro capítulo vemos diversas cenas onde ela tenta de formas nada sutis ou inocentes "reforçar" sua relação com sua onne-sama. Nos ciclos iníciais da trama isso está em bastante destaque, por ser uma fase onde a trama complexa ainda não se desenvolveu, então somos presenteados com muitas cenas hilárias.

Hilárias pelo fato da 'onne-sama', Misaka, detestar todo esse comportamento pervertido da companheira de quarto. Aliás, elas só são companheiras de quarto porque Shirai invadiu e se estabeleceu por ali. Fica claro no decorrer dos capítulo que Misaka é uma garota que ainda não despertou pra sentimentos ou romance, o que deixa não somente Kuroko com seu fio de esperança, mas quem torce para a maníaca se dar bem também.

Saten e Uiharu

A estória também é focada nessa dupla de amigas que também dá sua dose de shoujo-ai para os fãs do gênero, ou simplesmente observadores de plantão. Se bem que não é preciso ser observador para notar a brincadeirinha de Saten levantando a saia de sua amiga para observar a estampa. Algo puramente por diversão para ela, mas não é isso que torna está dupla também shoujo-ai.

Saten ganha uma grande importância na trama na aproximação do clímax da primeira metade da obra e é nesse momento que o laço sentimental entre as duas se mostra mais forte e tocante. (Sério, eu fiquei envolvida no diálogo pelo celular que elas tem onde Saten deixa exposta todos os seus medos e erros por ser de nível 0 e etc etc). Não é a toa que os primeiros raros fics yuris de Railgun já tem elas como protagonistas ;D


Saki

A onda dos bishoujos com toques de yuri escancarados parece que veio para ficar e Saki está exatamente nessa categoria. Infelizmente ele tem seus pontos altos e também baixos no uso desse elemento tão precioso, o yuri.

Forçado não vale!

Saki e Nodoka são a dupla principal do anime de mahjong, porém a relação delas é algo desde o primeiro capítulo claramente diferente de uma amizade. Porém é exatamente as protagonistas que pecam e muito no sentido de desenvolver um yuri de modo bem usado para agradar ao público. Suas cenas não são somente forçadas e soam falsas como carecem totalmente de profundidade e significado. É, não é sempre que um shonen acerta na dose, porém devem haver alguns ecchis que gostam de todo modo o.o

Salvando a pele!

Em contrapartida, temos Yumi e Momoko, um casal shoujo-ai muito mais interessante e que ganha à simpatia de quem acompanha a série. Elas sim conseguem transmitir algum carisma shoujo-ai. Muito boa a cena em que a Yumi simplesmente entra na sala de aula da Momoko sem saber quem ela é e berra "eu preciso de você!", fez a garota invisível até corar o suficiente para ser visível!


Brincadeiras a parte, Saki é um anime viciante e que tem sim seus pontos de shoujo-ai positivos, apesar de ter outros negativos.


Ufa Ufa, finalmente terminamos os reviews de 2009! Quase no final do primeiro mês deste novo ano! Fiquem ligados no blog porque novos artigos e fanfics estão chegando para vocês ;D

Matta ne!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Posted by LKMazaki

O Olhar sobre o Shoujo-ai (Dublagem Ocidental)

Olá pessoal!
Não quero ser otimista, mas o KAS tá começando a ser mais direito né? Digo, ter postagens mais regulares. Espero que o meu trabalho e o da Mazaki estejam agradando a todos. Porém, se não estiver, podem criticar! Faz parte dar uma capotada no Rally Dakar sabe! (Que comparação..... XD)

Eu tenho lido alguns livros sobre J-pop para meu trabalho de conclusão de curso (Ensino sobre J-pop nas escolar normais, basicamente) e tenho me deparado com uns conhecimentos a mais do que simplesmente entender sobre o que eram certas séries que sempre ouvi falar (como exemplo, Berusaiyu no Bara – A Rosa de Versalhes). Coisas como cultura japonesa em geral, ou o panorama da civilização em meio a destruição pós segunda guerra mundial.

Um destes destaques que me surpreendeu e que quis colocar como postagem aqui, vem do livro “JAPOP: O Poder da Cultura Pop Japonesa” da Cristiane A. Sato, pesquisadora renomada sobre J-pop desde meados da década de 90. A parte que me chamou a atenção foi quando estava lendo sobre Sailor Moon, assunto básico em qualquer livro que lide com mangás conhecidos, tanto no ocidente, quanto no oriente. Ela estava explicando a história, sobre as Sailors, e por fim falou pelas presenças de Sailors yuris e de, no final da série, de Sailors que eram homens que se transformavam em mulheres em sua versão Sailor.



Esses fatos no Japão não influenciam muito numa obra. É bem fácil mesmo achar alguém com este tipo de opção sexual em animes/mangás bem populares, como Touya/Yukito de Card Captor Sakura, assim como a Tomoyo do mesmo, aquela moça que era gato no Bleach também tem um rolo Yuri pelo que sei, e até tem séries que usam estas opções sexuais como apelação ou comédia em certos enredos. Mas onde quero chegar é como isso tem um efeito bem diferente no ocidente.

No Brasil não temos muitos problemas com isso, até onde sei. Sailor Moon veio com uma dublagem normal, assim como Card Captor Sakura, com todas as insinuações e afirmações. Porém, não foi o mesmo caso nos nossos “amiguinhos” do norte, bem norte, americanozinhos “from” USA. Muita gente sabe, mas não sei se todo mundo, então vou explicar.



Sailor Moon é uma das maiores destruições em dublagens feitas nos EUA que tenho em meu conhecimento. Para começo de conversa, as nossas queridas Sailors Urano e Netuno não tem nada de .... “profundo” em seu relacionamento. Não é um relacionamento segundo a dublagem americana. Elas foram transformadas de um dos mais famosos casais yuris da história, para simples, sim, simplesmente, primas. Todas as cenas suspeitas, ou descaradas tiveram uma dublagem totalmente alterada da original nipônica e se teve (não lembro) alguma cena realmente descarada, ela foi cortada.

Não sei se vocês lembram, mas o primeiro episódio que a Urano apareceu a Usagi (Serena – Moon) e a Minako (Mina – Venus) ficaram correndo atrás dela pensando que ela era homem, babando olhando, e no final do episódio elas descobrem que era mulher. Fico pensando se este episódio foi cortado, não me surpreenderia. Ou a Urano seria homem, mas ai entraria para a mesma história “dos” Sailors Stars.



Bom, a história de Card Captor Sakura acabou sendo colocada nas mãos dos brasileiros de forma intocada, mesmo não tendo a exibição do primeiro movie. Sakura era Sakura, Syaoran era “Shoran” (não consigo o chamar do modo certo u.u), Tomoyo era uma lunática pela Sakura e pelo Touya, e este e Yukito tinham aquele climinha yaoi, né? Lembram que “Shoran” só aparecia no ... 7° episódio, que ele e Sakura foram o casal mais fofo que apareceu do mundo dos mangás/animes aqui nas nossas terras brazucas e o anime/mangá era Shoujo?

Pois é, para nossos “simpáticos” dos EUA, Card Carptor Sakura começava no 7° episódio, Sakura era apenas rival de “Shoran” (Sim! Sem romance!!), o garoto não tinha queda por Yukito (Alias, nem a Sakura tinha! O.o) e o anime mais aparentava Shonen do que Pokémon! Sim, era um anime sobre capturar cartas, e não um lindinho mundo de cores e romances em meio à magia e muita fofura (Nessas horas eu digo com mais orgulho ainda que vivo no Brasil u.u).



Agora entendem por que não devemos pegar os animes com a dublagem americana e depois re-dublar? Entendem então por que Pokémon não teve aqui o episodio que deixou os japinas doentes dos joios (entendam “olhos” XD) ou o que o James se traveste pra ganhar um concurso de beleza? Por que ele foi dublado a partir dos EUA! Ta-dã~! Mágica né? Agora entendem por que, apesar da maravilha ocidental do mundo otaku, não se deve confiar sempre nos “United States”? Pois é! Deixemos os carinhas com as dublagens deles que a gente faz melhor! (/o/)

Mas querendo só dar um final legal, quero deixar aqui uma citação do livro “JAPOP”:

“A presença de personagens homossexuais em mangás e animês direcionados ao público infanto-juvenil, embora não choque ou cause reações de aversão entre os japoneses, no ocidente é vista como apologia ao homossexualismo, e por isso tais mangás e animês são frequentemente censurados no exterior. Tal choque de conceitos resulta da diferente fundamentação religiosa que rege o comportamento de japoneses e ocidentais quando o assunto é a homossexualidade. A escala de valores ocidental, baseada no raciocínio judaico-cristão, condena a homossexualidade como um crime e propicia comportamentos de aversão tão radicais que chega ao ódio gratuito ao homicídio (embora matar, de acordo com os Dez Mandamentos, seja a primeira proibição da lista).”

Acho que acabo aqui a postagem. Espero que tenham entendido a mensagem:
“Nunca vejam animes dublados em inglês!”
To brincando! (Heheh)
Mas que esse pessoal não exagere assim né? As pessoas precisam ser compreendidas, mesmo com diferenças (u.u).
Até a próxima!! o/
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Posted by Se-chan

Os caminhos do gênero shoujo-ai/yuri

by Mazaki

Oi pessoal! Que tal uma avaliação sobre esse mundo dos animes com um yuri tão mais presente que estamos agora? /o/

((ok, Aoi Hana é bem bonito visualmente, eu admito, mesmo que não sendo fã da série))



O gênero do yuri/shoujo-ai desde se surgimento vem passando por fases que se sobrepõe e coexistem no mundo do anime e mangá. O ano que passou foi bem expressivo para o gênero e pode demonstrar muito bem as tendências atuais.

Podemos dividir esses caminhos em três principais. Essa divisão e alguns termos são meus somente, sintam-se à vontade para sugerir nomes e divisões melhores. =)

Comédias com yuri

Esta é tanto uma tendência forte que já tem se continuado agora no início de 2010, com Chu-Bra (apesar de eu ainda suspeitar mais de que seja um ecchi, mas ainda dou crédito por ainda não ter visto xP).

Em 2009 tivemos os animes já comentados aqui no Kono ai Setsu - Maria Holic e Kanamemo, estórias onde o yuri é um elemento utilizado para a comédia simplesmente, o que é completamente oposto a antigas filosofias do gênero (em pensar que no passado todo yuri acabava em morte ou qualquer coisa ruim ^^''). Um ponto que o fandom ocidental tem sempre que lembrar antes de conclamar que "o yuri está sendo aceito!" é que no Japão o gênero nunca foi repudiado.

Obviamente lá existe a crença de "isso faz parte da juventude e passa", porém isso é bem diferente de abominar e permitiu ao estilo ir crescendo e se transformando com o passar do tempo. O natural com um estilo em amadurecimento é as novas experimentações, novos jeitos de fazer shoujo-ai.

(( Tá aí um estilo que me deixou feliz em surgir! Adoro comédias e quando elas usam yuri ficam demais! Só particularmente não gosto do jeito ecchi de usar

isso, mas este é o próximo ponto ))


Fanservice-Yuri

Não é de hoje que o gênero é dividido em duas principais partes, através de seu público: yuri para mulheres e yuri para homens. O "yuri masculino" vem se mantendo firme e cada vez até mais presente, seja com personagens secundários ou até no foco da estória (afinal, o que é aquele yuri forçado e cheio de fanservices entre a Saki e a Nodoka? XP). Claro que essa obras não precisam ser desmerecidas, elas só são um outro estilo (e que agrada bastante gente! E também não me desagrada por completo, basta ser bem bolado).

Os exemplos de 2009 são diversos, entre eles Saki e To Aru Kagaku no Railgun, este segundo sendo uma boa amostra de como o yuri está se fundindo com mais naturalidade a outros gêneros, no específico caso o Seinen. Claro que cada obra é cada obra, por isso tem-se desde misturas agressivas até bem harmoniosas.

((Acredito que um exemplo atual desse gênero é o Seikon no Qwaser, pelas informações que já vi dele, desculpem meu pouquíssimo tempo para ver estas obras mais atuais, dois empregos não é mole))

Yuri mesmo! ((XD))


Os animes realmente yuris atualmente tem se mostrado diferentes de seus 'parentes' até mesmo mais próximos. Os grandes exemplos de 2009 são Sasameki Koto (não vou falar muito dele aqui, mas que é O [bem maiúsculo] yuri da atualidade, isso é) e Aoi Hana.

Antes os yuris normalmente mostravam personagens que sofriam por seus sentimentos e estavam em tramas pessoais pesadas ou complicadas(Shoujo Kakumei Utena é de 97, mesmo que a qualidade de animação não pareça tanto). No outro grupo estavam os já batidos animes de escolas femininas (Strawberry Panic, Marimite). O gênero precisava ganhar uma nova tendência e isso se concretizou.

O que seria essa tendência? Basta pegar as obras atuais para entender. O yuri tem se mostrado muito mais perto da realidade moderna, garotas que gostam de garotas e não precisam sofrer a irá de Dios por isso. A simples vida cotiana e mais tangível, mais aceitável e coerente.

((Digam o que quiser, eu nunca vi um yuri tão real quanto Sasameki Koto *-*))

Um ponto positivo na cultura dos otakus ocidentais é a de lidar com mais
naturalidade com o estilo. Claro que isso não é unânime, mas é um ponto positivo.


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Espero que a analise tenha sido útil e perdoem minha mania de inventar terminologias e expressões ^^'

Apesar de atrasado, em breve trago a analise de Railgun e Saki na retrospectiva /o/

Matta ne!
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Posted by LKMazaki

Melhores de 2009: Shoujo-Ai - Parte 02

Esse meu tempinho extra demais sem fazer nada logo no início de 2010 tá me tirando um pouco do sério, mas pelo menos hoje me deixaram sozinha em casa, o que quer dizer:

- Pc livre
- Internet livre
- Xbox 360 livre

Acho que isso me anima um pouco, apesar de não ter tudo o que quero agora mas....
O que importa é que to com vontade de escrever, to escutando músicas que eu tava com saudade de escuta, e que vo mostrar pra vocês mais sucessos shoujo-ai de 2009!!


Aoi Hana






Aos puxa-sacos/fãs desse anime, me desculpem, mas esse anime, apesar da ótima qualidade técnica, não foi tudo o que pensei que seria.... u.u

Sinto muito, mas eu lembrava de Aoi Hana como uma série mais real do que foi colocada na versão animada. Sabe, todas aquelas partes depressivas e cheias de choro não me convenceram. A vida não é só “Um litro de lágrima” (riam fãs do livro/dorama pela piadinha = estou vendo a série, sabe... choro em quase todos os capítulos, mas aquela é uma vida que AI sim, tem que se ter dó e chorar litros mesmo....), e no mangá mostra mais do que os berros de depressão das personagens, pelo menos eu tinha essa impressão. Mas no anime, foi feito um corte (e que serviu de mal exemplo para os dois primeiros episódios de Sasameki Koto) das partes mais divertidas, o que tornou o anime muito, muito sério, depressivo.

Sério, eu não vi no mangá aquela cena que a Fumi chora junto com aquela loira perseguidora maníaca da nojenta mor do anime (nojenta mor do anime = Sugimoto Yasuko e maníaca = Ikumi Kyouko), mas aquilo foi tão ... sem sentido. Por que, duas garotas, no meio do nada, começam a chorar no meio de um café? Pow, eu sei, eu sei, não sou uma senhora velha sem coração. Eu entendo a situação, mas o autor bem que podia colocar isso em outro lugar, tipo um parque, ou um canto escuro onde não seja tão fácil de se enxergar duas choronas. Fico imaginando a garçonete pensando “Tá, e agora? Como eu sirvo elas?” (=P).

Então, vamos aos fatos:


1.Pintura e Animação


Não posso negar que o investimento feito para este anime é enorme e que a produção ficou muito bem feita. Lembro que na primeira vez que vi, fiquei babando (Também, baixei um mp4 de 233 mb e baixei a legenda separada que tinha no pqqv = isso é bom por que é normal que alguns fansubs não saibam juntar a legenda com o vídeo e que a qualidade do vídeo piore). Foi ótimo, a qualidade é linda, perfeita. E, como sou aluna de Artes Visuais, achei maravilhosamente perfeita a pintura em tons aquarelados.

A abertura, descaradamente deixando as personagens nuas (O.o Sério, me assustei quando vi pela primeira vez, não esperava. =P), mas com a cor da pele tão bonita, fiquei babando de novo (admito, sou muito levada pela qualidade da animação e/ou do traço). As flores caindo no rosto da Fumi na abertura são lindas, aquelas cores tão vivas me emocionaram (só por que tenho adoração a cores bem vivas).

Os movimentos são bem feitos, e o traço lembrando muito o mangá, acho que não só me deixaram, mas assim como muita gente, de queixo caído. Só que diferente deles, eu parei de ser puxa-saco do anime. Talvez seja influência da Mazaki, fazer o que? Escutava todos os dias ela dizer que era uma novela (XD). Na realidade, a história é muito boa, assim como a animação, mas mesmo assim, o mangá me deixou mais satisfeita que o anime.


Maria Holic



Bom, este anime me foi aconselhado duas vezes:

- Primeiro pelo meu grande amigo Kei, meu eterno chefinho do “falecido” Negima Advanced (até hoje fico sentida pelo projeto não ter ido adiante u.u). Ele me veio no verão passado maniacamente falando pra baixar, mas como eu fico nas férias em um balneário, e só agora tivemos a grande idéia de ter uma internet 3g nas férias, no verão passado estava sem internet, a não ser pelas lan house que poucas vezes eu tinha dinheiro para ir. O que importa é que em uma das vezes que fui em uma lan house naquele verão, o Kei veio-me maníacamente falando deste anime, dizendo mil maravilhas, que era muito engraçado e que as músicas eram ótimas. Baixei as músicas, sai da lan house, liguei meu mp3, catei as músicas, e fiquei depois escutando elas até dormir (Tipico do meu ser! XD).
- Segundo pela Mazaki, que depois de uns meses, e eu já de volta a civilização, me lembrou da existência do anime. Elogiou muito, portanto, se Mazaki diz, aconselha, portanto, manda ver (XD).

Depois disso, e alguns leves spoilers dados pela Mazaki que me explicaram e me atraíram muito pela história:





Se-chan: “Tá, mas sobre o que é o anime?”
Mazaki: “Imagina um anime que tem uma Yuri, que tem alergia a homens, que entra num colégio feminino e que tem grandes ataques de jorradas de sangue por, você sabe que razões, como principal. Ela encontra logo de cara uma linda garota loira na entrada da escola e que lhe dá um beijo, mas na verdade, depois ela descobre que essa garota na verdade é homem!”
Se-chan + pessoas que não conheciam a moral do anime: “Waaa~ Quero ver!!!” *o*


1.Shaft


Sim, a moral básica de Maria Holic é muito engraçada só de imaginar, e como foi feito pela minha querida Shaft (não é querida.... nem perto. Destruiu Negima! u.u), o nível de nonsense dos personagens/episódios ficou ótimo. Admito, certos animes realmente foram feitos para a Shaft, como Maria Holic e Zetsubou Sensei, mas animes como Negima e Bakemonogatari não acho que ficam muito legais com esse humor muito escrachado e animação 3d exagerada.


Apesar de tudo, Maria Holic foi feito pela e para a Shaft. O anime saiu bem de acordo com o mangá pelo que notei e li no mangá e de opinião exteriores.


2.Músicas


Desculpem, eu sempre acabo falando muito sobre músicas dos animes, né? Mas essa abertura, esse encerramento, essa trilha sonora tinha que estar aqui!

A trilha sonora que acompanha a animação, assim como as músicas engraçadíssimas feitas pela Kobayashi Yu (SSIIIMMM, a mesma que faz a Setsuna em Negima!, a Yumi de Saki e Shizuku de Candy Boy. Parece que ela tem um ima para animes Yuri/shoujo-ai/semelhantes XD). Neste anime, Kobayashi-san interpreta perfeitamente Mariah, o travesti que tem que estudar no colégio feminino sem ser descoberta sua verdadeira identidade. A abertura, a cargo da própria Kobayashi, para quem se interessar (e deveriam se interessar!), tem um instrumental bem corrido, com bastante baixo e abusando de uma guitarra pesada e dificilíssima (serio O.o). Para completar, Kobayashi ainda abusa do bom senso de seus fãs e dá... algo parecido com sons não muito inocentes logo antes do refrão (sério! Me assustei a primeira vez que escutei! XD).

Com uma letra escrachada, falando de como é difícil se manter sem Hanaji (Sangramento pelo nariz), a música acaba sendo a incorporar o título de a que mais incorporou o espírito do anime em 2009 para mim. Espero que escutem e se agradem!

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Depois de sentir que eu deveria ter passado Aoi Hana para o primeiro post, e Kanamemo para este, para ter uma parceria entre os animes que coloco nos posts, pois Aoi Hana esta para Sasameki Koto, assim como Kanamemo está para Maria Holic. Fico surpresa por só ter pensado nisso agora, mas agora é tarde, certo? ^^’
Parando por aqui, vou-me indo e até a parte 3, com Saki e Railgun! o/
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Posted by Se-chan

Melhores de 2009: Shoujo-Ai - Parte 01

Deixando 2009 de lado, estou aqui para contá-los os destaques dos animes que vi no ano passado para aconselhá-los ou para ver se levo alguns xingamentos por não ter posto algum anime, ou por ter colocado algum que não devia, ou por falar não tão bem de certo anime que todo mundo tá puxando saco ultimamente (sim, vão me xingar. ^^’).


Kanamemo





Então, começando por um que fui assistir pelo traço, sem saber muito da história, mas que na verdade antes de ver (mas já ter baixado) tive uma conversa com a Mazaki aqui levemente escrita com o que a minha memória que não é lá muito confiável consegue lembrar:

Mazaki: “É shoujo-ai sabia?”
Se-chan: “Verdade? Eu tava querendo ver há um tempo depois que vi o traço fofinho que tem...”
Mazaki: “É bom! A garotinha principal perde a avó e vai procurar um lar novo, ai vai numa loja de jornais onde dizia que tinha quarto livre, mas sai duas gurias que se beijam antes de sair pra trabalhar” (...)

Pois é, depois da cena descrita, quase sai correndo para ver o anime (huauhahuahu). Fazer o que? Traço fofo + Shoujo-ai bem exposto são coisas que me fazem querer fazer qualquer coisa pra ver um anime (tirando Saki que ainda verei forçadamente... Shoujo-ai feito pra homem me dá nojo u.u).

Mas o que estou aqui para falar é de (se ainda não sabem) Kanamemo! Sim, Kanamemo, anime super fofo, que foi uma bela surpresa para meu ano até que com considerável substância de Shoujo-ai e algumas confusões bem grandes na vida real (nem quero lembrar... mas foi divertido! hehe).

O que posso deixar de destaque sobre o anime?

1.Músicas


A parte musical do anime é bem animada. Tem uma trilha sonora que combina muito com a série, e me surpreendi muito com a presença de Yui Horie na trilha e na dublagem da série. Ainda mais ela interpretando uma personagem tão Yuri-maníaca, que acho que cativou não só a mim, mas todo o resto do pessoal que viu o anime.

A abertura “Kimi he to Tsunagu Kokoro” é bem alegre, com letra em certas partes bem rápida (quando digo rápida, é que não consigo acompanhar com a legenda o.o), com um instrumental que gostei bastante, eu gosto de músicas ao estilo comum que as seiyuus (dubladoras) cantam. A letra fala sobre como superar as dificuldades de uma nova vida com alguém que se ame (acho que não no sentido de namorado, mas sim de uma “família”).

O encerramento “Yahoo!” interpretado por Yui Horie (sim, eu gosto muito dela tá! =D) é extremamente contagioso! Adoro a música.

Combina muito com o visual do anime, e a “ilustração” no encerramento é perfeita com a música. Imagino se todos os que viram o anime cantavam os “Hei! Hei!” junto que nem eu (sim, agora me sinto um pouco otaku retardada x.x).









2.Visual


Imagino se todo anime Shoujo-ai poderia ser tão bem introduzido ao público geral de animes tão bem como Kanamemo. O meio de comunicação da série não é diretamente o Shoujo-ai, não se passa em uma escola feminina e nem tem nenhum grande drama de “Oh, não posso fazer isso!”.

Kanamemo faz em meio a comédia uma introdução de um casal Shoujo-ai, uma pedófila e de duas amigas que podem por fim ter um romance. Ele cativa, e tira aquele clichê que eu tenho horror de escola feminina (eu não agüento mais eles, sério!). Isso pra mim já vale o prêmio de destaque do ano pra ele (hehe).



Por fim, acho que a personalidade de cada uma ressalta a imagem popular de Kanamemo. Não é a toa que o anime foi legendado pelos sites Anime Warehouse e CRANF, que não são fansubers que tratam somente do tipo Shoujo-ai (apesar do AW ter feito Aoi Hana e esta tentando fazer Sasameki Koto, Kanamemo foi o primeiro a ser lançado). Kanamemo é uma introdução ao mundo “normal” sobre relacionamentos, tanto Shoujo-ai, quanto de amigas jovens que tem que se virar no mundo real sem a ajuda de outros.


Sasameki Koto





Eu sou suspeita para falar deste anime, mas (apesar de um susto nos 2 primeiros episódios) o anime de Sasameki Koto se saiu razoavelmente bem.

Há muita gente que acha que ele tentou beber na água de Aoi Hana, e eu concordo. Como fã do mangá de Sasameki Koto e leitora de Aoi Hana também, não posso deixar de notar que o anime teve toques depressivos que não havia na versão em quadrinhos, assim como houve a ocultação de momentos mais engraçados e um aumento da intensidade dos momentos sérios em Aoi Hana.

O primeiro episódio de Sasameki Koto teve tais tons sérios mais enfatizados, e as cenas engraçadas não retirou tantas risadas minhas quanto no mangá. Se não fosse o bastante, o tema de abertura (ah, a abertura.....) foi feita completamente para Aoi Hana (Como se Aoi Hana fosse melhor.... ¬¬''). Desde quando esta fase inicial de Sasameki Koto merecia um tema musical depressivo?? Fazer o que? Eles que inventaram.

Mas vamos para os lados bons da série:

1.Dublagem


Apesar da falta de artistas que fizeram grandes papéis anteriormente, achei a dublagem talentosa. Já no primeiro episódio, com a cena da Kazama chorando piedosa e escandalosamente. Quem viu, sempre se terá um momento de pena ao lembrar da imagem e, principalmente, da sonoridade daquela cena.

PS: Até hoje tenho rancor daquela senpai que a fez chorar (Sério!)

Se no início achei a voz da Sumika um pouco diferente do que imaginava (assim como a de Fumi de Aoi Hana), foi por mera inocência. A voz acabou por incorporar bem na personagem, assim como a do resto dos personagens.

Então, para quem não quer ver todo o anime, então veja o primeiro episódio e tenha compaixão por Kazama também. (^^v)


2.Música


"Mas você não acabou de xingar a abertura?" Você deve estar pensando. MAS, ainda há de ter o encerramento!

Sim! O encerramento de Sasameki Koto é um dos mais fofos que escutei na temporada. Combina com a série e, de brinde, ainda tem imagens fofas em SD dos personagens da série!

Comentei com a Mazaki outro dia como seria tudo mais fácil invertendo a ordem, o encerramento como abertura e vice-versa. Ficaria tudo em paz, afinal, o que normalmente importa é a abertura. Tanta gente (assim como eu) costuma passar direto pelo encerramento. Agora, em Sasameki Koto, eu faço o inverso, passo a abertura e deixo rolando o encerramento, afinal, após o encerramento ainda há um toque especial que já havia no mangá e que é o próximo tópico da postagem.

3.Tirinhas


No mangá, assim como no anime, há umas mini-tirinhas após o término do capítulo. São engraçadinhas e fofas, sempre as li e me agradam muito. É bom ver que o anime continua com a tradição do mangá.















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Bom, por hoje é só gente!
Até a continuação da postagem: Melhores de 2009: Shoujo-ai - Parte 02!
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Posted by Se-chan

Chikane Himemiya



By Mazaki

Sim! Os seus olhos não estão enganando, este é o Kono ai Setsu de volta! Pois é, meses e meses paradas, que feio né? Mas acontece, afinal uma equipe formada de duas pessoas altamente ocupada como eu e a Se-chan as vezes falham. Mas, aqui está o blog de volta, com uma nova proposta e aberto para novas redatoras que queiram ajudar a divulgar e compartilhar informação e conteúdo sobre shoujo-ai e yuri.

E para que este não parece mais um daqueles posts "Estaremos de volta apartir de hoje, porém eu nunca mais apareço" Estou já colocando um pequeno conteúdo para vocês hoje! Como minha especialidade é em análises e fanfics (infelizmente hoje não tive tempo pra um oneshot!), vamos falar um pouquinho de uma personagem muito marcante para o público de yuri.

Personagem: Chikane Himemiya



Bom, se você perguntar pra Himeko o que ela tem a dizer sobre Chikane, ela provavelmente responderá: "Chikane-chaaaaannnnnn" e terá uma reação drástica. Para evitar esse tipo de constrangimento maluco, vamos desde o princípio falar dessa personagem marcante.

Chikane Himemiya, segunda protagonista do anime e mangá Kannazuki no Miko, é a sacerdotiza lunar, cujo destino é, junto com a sacerdotiza solar impedir que o demônio Orochi se eleve e destrua por completo a humanidade. (Uau! Eu nunca me canso de admirar como o plot de KnM é diferente dos clichês). Bom, até aí tudo bem, porém Chikane esconde um segredo muito desconfortável: é completamente apaixonada por sua amiga Himeko Kurusugawa, a sacerdotiza solar.

Um detalhe muito importante a se levar em consideração é que o mangá e o anime de Kannazuki no Miko são muito diferentes entre si, e boa parte dessa mudança se dá exatamente na construção de Chikane como personagem durante a trama. Pessoalmente eu acredito que todas as modificações do anime o tornaram bem melhor e mais interessante que o mangá, que chega a ser bem confuso durante a leitura.

No mangá Chikane se desenvolve indo para o caminho da obsseção por Himeko, tendo atitudes completamente... tresloucadas? (Alguém vai tentar me convencer de que ela ficou triste quando enfiou aquele.... enfim, no spoiler!).

Já no anime seu papel é muito alterado, para o de uma personagem com um grande conflito interno, uma comovente solidão e tristeza e por fim uma atitude heróica digna de muita citação e honra dentro do hall dos shoujo-ai/yuri (perdão, mas KnM é um dos meus favoritos!). Em muitos momentos da trama que assiste é levado a sentir o peso do sentimento proíbido que Chikane nutre por Himeko e como isso a faz sofrer muito. Acompanhamos cada passo da sua tentativa de não fazer nada ao ver "sua princesa" sendo levada por Souma e sua moto.


Uma das boas sacadas que a adptação faz na hora de trazer elementos do mangá para a animação é a parte em que somos levados a acreditar que Chikane simplesmente chutou o "pau da barraca" pra fazer tudo o que quizer. Por isso no anime também contamos com a polêmica cena de estupro de Himeko, só em quem uma versão MUITO mais light do que no mangá (onde tudo é, com o perdão do trocadilho, preto-no-branco *tá, foi péssima XD*).

Eu enfatizo essa reviravolta do anime, que muitos por ai até criticam bastante, porque foi uma maneira de conseguir reverter toda a tensão ao redor da paixão proibida de Chikane fazendo o público ficar ainda mais ansioso ("Mas que ****, agora **** tudo!").

No fim da trama, como eu falei antes, é finalmente revelado os motivos que levaram a sacerdotiza lunar a cometer várias loucuras (não foi só abusar da coitada da Himeko não!) , como se aliar ao Orochi para conseguir mais poderes (mas isso dá uma fic....ops!). Não vou dar mais detalhes desses acontecimentos pela minha politica pessoal de tentar evitar quando possível o spoiler, vamos nos concentrar em Chikane.

O que faz dela uma personagem pra ficar marcada na memória?

O anime de Kannazuki no Miko se preocupa bastante em conseguir definir a imagem de Himemiya Chikane (mas esse sobrenome... hãn!): a garota perfeita aos olhos de todos, porém solitária e que não vê motivos para sua 'glória' a não ser se for para brilhar para quem ela tanto ama. Esse papel somado a todos os seus questionamentos, sofrimentos, carísma e sorriso(Chikane-chan *.*) fazem dela uma personagem realmente marcante e singular.



Tanto Kannazuki no Miko como a própria Chikane tem a capacidade de despertar amor ou aversão por onde são conhecidos. Na opinião da equipe do Kono Ai Setsu a sacerdotiza lunar tem um lugar especial e intocável (eu disse intocável, viu..... Hi-me-ko!!). É muito provável que essa também seja a opinião de vários outros, incluindo o autor, afinal tanto ela como a própria Himeko aparecem em duas obras posteriores(Kyoshiro to Towa no Sora e atualmente Himegami no Miko *podem esperar mais infos dessas obras aqui no Kono ai Setsu*).

Conclusão dessa análise: dê uma chance pra essa garota conquistar seu coração! (Epa, não entenda mal ein!).

Comentem e em breve eu tô de volta com mais pedacinhos do mundo yuri pra vocês!
Matta ne!


terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Posted by LKMazaki

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