Archive for 01/10/11 - 01/11/11

[Fanfiction] Destiny 04

Olá a todos! Estou começando a ficar animada em cumprir prazos, ainda que se eu fosse realmente boa nisso, já teria terminado todos os capítulos e apenas esperaria para postá-los, não?

Enfim, antes de mais nada eu gostaria de agradecer de coração todos que ainda tem paciência com a saga de Mastered Negima e, especialmente, a quem tem comentado nos capítulos de Destiny. Obrigada mesmo, vocês são uma parte importante da motivação para continuar com este singelo e amado trabalho ^^

Avisos antes da leitura: Mastered Negima Destiny é um arco realmente um pouco mais sombrio do que se esperaria normalmente em um fanfiction konosetsu, eu admito, mas também não vou mudar meu conceito de que personagens precisam passar por problemas para que nós os apaixonemos por completo ne! Enfim, estejam avisados de que as coisas não serão só fluffy daqui pra frente!


Destiny 01 - kono-ai-setsu - pdf(mediafire)
Destiny 02 - kono-ai-setsu - pdf(mediafire)
Destiny 03 - kono-ai-setsupdf(mediafire)
Destiny 04 - pdf(mediafire)

Boa leitura e comentem!



Elaborado e escrito por: Lilian K. Mazaki - http://twitter.com/LKMazaki - http://lkmazaki.blogspot.com
Aviso legal: Mahou Sensei Negima não me pertence, essa é uma obra de fã sem fins lucrativos.

Mastered Negima Destiny

CENA 04

Por um momento havia apenas o som do vento. As árvores nuas e as poucas pessoas pelo caminho. A sensação de nostaugia invadiu a mente de Setsuna quando percebeu Konoka e Asuna entrando em seu campo de visão. Ambas sorriam, falavam animadas, ainda que o som não chegasse à consciência da espadachim. Ainda podia ver os resquícios da neve enquanto avançavam pela passagem que levava aos dormitórios.

A hanyou percebeu quando a maga branca chamou seu nome, ainda que nada escutasse, apenas pela sua expressão e olhar que lhe dirigia. Como parecia feliz e despreocupada. Não era pra menos, ela própria ainda devia estar sob o efeito da aceitação do pai e avô na família Konoe, ainda que na verdade naquele instante não fosse capaz de sequer perceber seus sentimentos.

Aquele momento fora apenas de alegria e paz, Setsuna sabia bem. Aquele misterioso momento onde não se é capaz de pensar que alguma coisa possa vir a dar errado, onde até mesmo o mais inseguro dos homens sente-se vitorioso e com todas as possibilidades da vida na palma da mão.
Mas porque isso despertava aquela dorzinha no peito da shinmei?
. . .

― Setsuna. ― chamou Asuna, com o coração partido por interromper o breve momento de descanso da amiga.

Era início de noite e além das duas, Negi e Kotarô também estava na abafada sala da residência de Evangeline. Haviam perdido a noção das horas, imersos em discussões sobre o atual momento em Mahora e todas as preocupações que sobre o "Ice Soul". Nesse meio tempo Setsuna havia adormecido sentada à mesa, com o rosto enterrado entre os braços. Evangeline sequer havia se dado ao trabalho de xingar ou castigar a adolescente pela falta de educação, pois mesmo seu coração "frio" podia entender que a espadachim estava enfrentando uma rotina difícil:

― Setsuna. ― chamou novamente a ruiva, tocando de leve o ombro da shinmei, que reagiu desta vez. Com um ar anestesiado, Setsuna abriu os olhos e se levantou sem dizer qualquer palavra. ― Tudo bem? ― perguntou a baka red , sabendo que era uma indagação sem necessidade, mas que fez por simples preocupação com o estado da outra.

― Acho que sonhei com alguma coisa boa. Talvez uma lembrança. ― respondeu a morena, ainda tentando segurar as imagens que fugiam rapidamente da sua memória.

― Vamos embora, garotas. ― chamou Kotarô, metendo a cabeça pela porta do aposento. Estava no alto de seus quatorze anos, com uma voz ainda guardando algum toque da antiga de infância. Já tinha a altura da shinmei e todas (especialmente Natsumi) concordavam que a juventude estava fazendo muito bem ao meio kuzoku. Sem esperar resposta saiu se dirigindo à porta de entrada da casa.

― Nossa, já é de noite. ― observou Setsuna, completamente perdida no tempo.

― Pelo menos ganhou algum tempo de descanso, ne. ― ponderou Asuna, tentando de algum modo melhorar o astral da amiga.

― Na verdade, por algum motivo, eu estou liberada da guarda por esta noite.

― Sério?! Será que a Konoka deu uma dura no vovô quando foi falar com ele? ― supôs a ruiva, levando a mão ao queixo. Já fazia três dias desde o acontecimento, mas Konoka não contara muita coisa sobre isto nem mesmo para a namorada.

― Eu não acho. Afinal eu não vou poder ir à aula amanhã porque terei que patrulhar de manhã e de tarde desta vez. ― argumentou Setsuna, enquanto as duas caminhavam pelo pequeno corredor para o hall de entrada. ― Alias, onde está Evangeline-san?

― Ah, a mestra disse que iria descansar. . . er, da nossa "conversa de mortais" ― respondeu Negi, que estava à porta com Chachamaru.

― Eu quero chegar logo em casa para poder comer! Tô faminta! ― exclamou Asuna feliz, ao imaginar a culinária da sua companheira de quarto, mas estalou. ― Apesar de que a Konoka não cozinha tão bem quando está estressada, droga. . . faça alguma coisa, Setsuna!

― Ah. . . me desculpe. ― disse a shinmei, com um sorriso levemente culpado. Afinal de certa forma a hanyou realmente se sentia mal pelo estado de ansiedade da maga branca. Um guerreiro nunca estaria satisfeito por ter ver sua princesa mal, por assim dizer.

― Vamos logo, ainda temos que passar pelo dormitório de vocês antes que eu possa ir pro meu posto de patrulha. ― disse Kotarô com pressa, ainda que a perspectiva de passar a madrugada inteira de guarda, esperando por um inimigo lendário que jamais aparecia não era algo motivador.

― Espera aí! Eu não sou nenhuma moça indefesa para precisar de tantos guardas! ― reclamou Asuna, ao perceber que o grupo só iria unido por causa da sua presença. ― Será que já esqueceram que eu sei muito bem lutar?

― Não é questão de ser indefesa ou não, Asuna. As ordens são para que nunca andemos sozinhos, seja de dia ou de noite. E por estarmos com alguém que não faz parte do corpo mágico da instituição, é claro vamos tomar mais cuidado. ― explicou Negi.

― O dormitório não é um desvio muito grande de caminho. ― acrescentou Kotarô, que agora fazia parte da equipe de proteção de Mahora de maneira oficial, desde o anúncio fatídido do diretor geral.

― Aff, detesto ser tratada como uma "donzela em perigo". ― bufou a ruiva.

― Donzela ou não, vamos ir juntos, Asuna. ― sorriu Setsuna, que já esperava essas queixas da outra.







Dez minutos depois, os quatro jovens caminhavam em um gradativo e incomodo silêncio. Sempre que tentavam puxar alguma conversa tudo recaía no tema "Ice Soul", algo que já havia sido completamente desgastado pelas horas de debate na casa de Evangeline. O ar noturno parecia pouco acolhedor, mesmo para Abril, o que fazia todos ali sentirem uma apreensão maior do que esperavam que seria:

― Droga, meus instintos estão me deixando já nervoso. ― comentou Kotarô após um longo silêncio.

― Bobagem, Kotarô. Não tem porque nos preocuparmos realmente. ― ponderou Negi, que não parava de olhar por cima dos ombros, para todos os cantos escondidos pelo caminho.

― Afinal, o que o assassino iria querer com um grupo com dois mestiços, não é? ― disse Setsuna com um tom amargo, mas não deixava de estar correta, afinal o "Ice Soul" era conhecido por enfrentar sempre pessoas de poder ou influência política, não seriam hanyous problemáticos que iriam figurar em sua seleção.

― Hunf, não que eu fique alegre por isto. ― exasperou-se o meio demônio.

Setsuna abriu a boca para argumentar mais uma vez, porém uma rajada poderosa de vento surpreendeu a todos, fazendo-os assumir posição defensiva:

― O-O que foi isso?! ― questionou Asuna, que já estava com sua longa e pesada espada em mãos.

― Droga, não estamos sozinhos por aqui. ― rosnou Kotarô.

Negi e Setsuna permaneceram em silêncio, tentando localizar a presença misteriosa, mas a força parecia emanar de todos os lados, deixando-os ainda mais inseguros. O vento soprava constante, circundando o grupo, como se estivesse analisando antes de dar mais um bote. O professor-mago mal teve tempo de perceber a sombra atrás de si, antes de se jogar ao chão quando esta passou numa velocidade absurda, levando consigo todo o vendaval. Mesmo Setsuna teve que se firmar muito bem para não ser arrastada pela força das rajadas de ar. Ergueram os olhos focando no ser que estava parado, cinco metros à frente.

A figura tinha um ar espectral, inumano, quase como uma sombra com trejeitos de ser. Seu corpo parecia inteiro formado pelas trevas, sem marcas ou qualquer coisa que diferisse suas roupas de sua pele. Apenas a pálida forma de uma máscara alva que cobria sua face se destacava em meio ao preto. Sem expressão, com um buraco na parte que cobriria o olho direito, deixando à mostra a luz safira que emanava de sua orbe. Só perceberam a capa que usava pelo seu esvoaçar feroz em meio as correntes de vento, totalmente negra como sua forma.

Ainda que nenhum dos jovens tivesse qualquer informação, pois não se conhecia qualquer mortal que tivesse sequer sobrevivido para contar a experiência do encontro, todos souberam imediatamente que aquele era Ice Soul. Ali parado sobre o ar, a cinco metros de distância do grupo, esperando que quebrassem o silêncio mortal que se fez à sua chegada:

― N-Não pode ser. . . ― disse Asuna sem perceber, num sussurro assombrado.

― R-Realmente?! ― gaguejou Kotarô, tentando não admitir que mesmo sua coragem selvagem de meio demônio fraquejou perante o ser lendário.

Negi fechou em punho a mão que tinha seu anel catalisador dado por Evangeline, endireitando a postura e decidido à encarar de frente seu adversário. Havia dentro de si, antes de qualquer coisa o instinto de que era seu dever proteger Mahora e todas as pessoas que ali viviam, ainda que dentro de si houvesse o temor que na verdade a única vítima aquela noite fosse ele próprio:

― Fique onde está, assassino procurado. ― começou o garoto-mago. ― Em nome de Mahora esta detido.

Claro que o professor mirin sabia bem que suas palavras eram tolas, porém ele ainda confiava na vantagem que sempre teriam enquanto estivessem onde estavam ― o simples fato de estar em Mahora.

Só que mesmo o pensamento lógico do mago perdeu o rumo quando a voz inumana do seu inimigo se fez ouvir naquela noite sem lua:

― Jovem Springfield. Como és corajoso. ― disse Ice Soul, sem mover um centímetro sequer, de forrma lenta e calma, porém o som era tão perturbador que fez os outros três preparar a guarda como de instinto. ― Admiro como te assemelhas a vosso pai.

― O que?! V-Você. . . ― deixou escapar Negi à menção do Thousand Master. Isso pareceu de alguma forma alegrar o monstro, que apertou levemente o olho sinistro visível.

― Alegre-se em saber que o lendário "Mestre Milenar" foi o único mortal que sobreviveu após entrar na minha adorada lista. ― contou o assassino, sem parecer de fato chatear-se. ― Não que tenha sido isto por mérito próprio, mas este é o fato.

O professor ainda pensou em questionar sobre o assunto, porém a resposta havia sido mais do que o suficiente para o momento. Engoliu as palavras, mas acabou deixando outras igualmente pouco sensatas escapar:

― E por que cruza o nosso caminho, Assassino Imortal? ―questionou o garoto, para o pavor completo de seus companheiros. Havia o jovem perdido a noção total de perigo ao saber da vitória que seu pai tivera no passado?

― N-Negi! ― Asuna teve que controlar muito o instinto que teve de dar uma porrada certeira com sua espada na cabeça do ruivo. Será que não estava claro o bastante que estavam completamente encrencados?

― Estou apenas a seguir a natureza do Destino, jovem Springfield. Destino esse que me faz escolher as melhores vítimas para integrar minha infinita lista de grandes vitórias. Sigo estes desígnios com destreza, portanto aqui vim, já que existem entre vocês, nomes que escolhi.

Setsuna apertou com força o cabo da Yuunagi. Em algum lugar do seu íntimo ela sentiu alívio por Konoka não ser o alvo do ser, mas é claro que isso não fez ela se acalmar. Afinal o monstro só poderia estar se referindo à Negi e Asuna e isso era algo que ela não poderia aceitar:

― Droga, com tanta gente poderosa em Mahora, tinha que vir pra cima da gente?! ― esbravejou Kotarô, mais falando para si do que realmente dirigindo a palavra ao assassino secular. Porém Ice Soul era do tipo de adorava "brincar com a comida" e fez questão de levar em consideração as palavras do rapaz. Porém foi Negi quem falou primeiro.

― Se busca vingança pelo meu pai, saiba que não vou fugir, Ice Soul. ― bradou o professor, tentando ignorar qualquer voz de medo que ecoasse em sua mente, concentrado apenas no fato de que com certeza poderia resistir por tempo o bastante para que outros magos chegassem até ali.

― Poder mágico não é a única qualidade que torna uma pessoa memorável, jovem Kuzoku. ― respondeu o assassino, ignorando o mago. ― Muitas vezes o próprio fato de existir torna alguém raro e valioso.

Asuna teve uma péssima sensação sobre estas palavras, que fez até a lâmina da sua espada tremer no ar por um instante:

― Não vai tomar ninguém neste grupo! ― desafiou Negi, decidido a não deixar o lendário assassino forcar-se em nenhum de seus amigos. Não que os estivesse subestimando, mas todos eram valiosos demais para arriscá-los naquela jogada perigosa.

― Muito se engana, Springfield. Pois os nomes que minha voz anunciar estarão amaldiçoados apartir deste momento a morrer pela minha espada gélida, em talvez um minuto ou dois. ― disse Ice Soul com um tom sem emoção que arrepiou a alma dos quatro adolescentes.

Nenhum deles sequer conseguiu respirar durante a pequena pausa antes que o assassino lendário lançasse sua maldição simbólica de morte:

― A vida de vocês será minha, Kotarô Inugami e Setsuna Sakurazaki.



Cena 04 - Encontro Maldito
[Continua]

O nome da cena ficou no final! Acho que isso é influência dos animes que tenho assistido!
Até semana que vem! (opiniões, please!)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Posted by LKMazaki

Yuri Week Gallery #21

Olá pessoas!
Hoje temos mais um YWG, e como estou maniacamente apaixonada por uma personagem, venho surtar na frente de vocês só para levar unfollow no blog (Espero que não XD).


Como todos sabem, Fate/Zero estreou há algumas semanas, e com ele, voltou o hype encima da Saber e seu potencial seme (que eu não conhecia - Não vi Fate/Stay Night). Eu comecei a acompanhar a série para ninguém ficar choramingando para cima de mim que eu não tinha visto, e acabei ficando obcecada pela Saber.


Querem saber por que? Então vamos olhar imagens dela!
Obviamente, EU só poderia ficar obcecada por uma personagem cavaleira por ela ter que defender uma linda moça com poderes curandeiros (KonoSetsu feelings?!)
Saber lá na frente, e a Irisviel atrás só na cura. Definitivamente é igual a KonoSetsu
e definitivamente deve ser por isso que eu também amei a primeira vista.
Mas claro que eu não iria gostar tanto se não tivesse as cenas lindas, maravilhosas e shippaveis das duas.
Definitivamente, a Saber meteu uma flecha amorosa no meu coração nessa cena. (DEFINITIVAMENTE!)
O melhor para quem amou elas juntas é depois procurar imagens delas e conseguir imagens ÓTIMAS e OFICIAIS  que dão pra shippar até morrer (hahauhahuauhauhauha)
Eles abusam da nossa cabeça não é? Olha essa imagem!
O Kiritsugu fica se agarrando com a mulher lá e a gente nem pode dizer
que rola um pingo de romancezinho entre a Saber e a Iri..... Droga (shippando demais XD)

Pronto, surtei.
Sinto muito incomodá-los. (XD)
Bom, como sempre, por favor comentem.
Fiquem bem e até logo! o/

(OBS: Vou sempre chamar a Irisviel de Iri. Nome difícil demais....... XD)
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Posted by Se-chan

KaS Illustration #17

Olá gente!
Desculpem por eu ser viciada, mas hoje no KaS Illustration temos novamente o meu casalzinho queridamente shippado: Mio e Ritsu de K-ON!.
Pra quem não gosta, desculpa, mas eu tenho desenhado mais elas do que qualquer outra coisa, então não tenho mais o que mostrar, a não ser um desenho que fiz delas (XD)
Eu tive que colocar uma foto do desenho, por que meu scanner não tem cooperado muito ultimamente.
Portanto, comentem por favor, ok?
Até logo e beijos e abraços para todos! (\o/)
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Posted by Se-chan

[Fanfiction] Destiny 03

Chegando bem a tempo com um capítulo no prazo! (no prazo! Vamos sair e comentar amigos e amigas! XD). Espero que gostem deste capítulo, um pouco mais sério mas com algo que estava faltando em Destiny até agora..... KonoSetsu! Só um pouquinho, infelizmente, mas ainda assim o casal-nome do blog em ação mais uma vez!

Como será que Konoka e Setsuna lidarão com todos os problemas e adversidades que surgem?


Destiny 01 - kono-ai-setsu - pdf(mediafire)
Destiny 02 - kono-ai-setsupdf(mediafire)
Destiny 03 - pdf(mediafire)


Elaborado e escrito por: Lilian K. Mazaki - http://twitter.com/LKMazaki - http://lkmazaki.blogspot.com
Aviso legal: Mahou Sensei Negima não me pertence, essa é uma obra de fã sem fins lucrativos.

Mastered Negima Destiny

CENA 03: Maus presságios


Konoka Konoe caminhava sem tanta pressa à caminho da entrada do dormitório. O dia já estava claro e o ar era refrescante em seus pulmões. Ainda que tivesse tido uma noite de sono boa, a jovem não deixava de sentir-se de alguma forma cansada, mesmo que não fisicamente.

Normalmente a aprendiz de maga branca recordava de muitos de seus sonhos, todos os dias, algo normal para sua classe de poder. Impressões vagas de coisas que acontecerão no dia seguinte ou fantasias quaisquer que de alguma forma também expressavam coisas da vida real. Evangeline lhe dissera que seu nível de clarividência era um pouco acima do comum, mesmo para um experiente mago branco, era um dom raro que iria ainda lhe render muitas dores de cabeça. Afinal, ninguém fica mal de saber que algo bom vai acontecer, mas é muito pior quando se sabe que algo ruim esta a caminho e não há o que se fazer sobre isto.

Não que a impressão que estava povoando a mente da Konoe naquele início de dia fosse claramente ruim, mas era incomoda. Talvez fosse sinal de que algo irritante fosse acontecer, o que já era o bastante para deixar Konoka chateada. Seu estresse atual pela ausência forçada de sua namorada já estava sendo um problema grande e, somando a isso toda a situação sobre a presença do misterioso assassino em Mahora, com certeza não estava vendo com bons olhos ter ainda mais coisas para pensar:

― Kono-chan. ― disse Setsuna ao chegar do corredor na entrada do prédio. Seu tom era de uma alegria enorme e Konoka não deixou de sentir uma pontada pela expressão cansada que a espadachim shinmei carregava consigo sempre.

― Set-chan, bom dia. ― cumprimentou a maga, se jogando nos braços da namorada como uma expressão de filhote carente. Não tinha como agir diferente quando se tratava da samurai. Não havia seriedade de situação que fizesse Konoka privar-se de ser somente uma garota apaixonada quando isso lhe era permitido.

Setsuna afagou os cabelos castanho longos da outra por longos minutos, também se permitindo não ter pressa. Depois curvou-se para depositar um beijo suave em seus lábios, para despertá-la para o mundo real:

― Vamos indo, então? ― perguntou, sorrindo tão sincera e abobadamente o quanto podia e a maga branca lembrou-se de como era privilegiada por poder ainda ver aquela expressão.

― Sim, sim. Mas só se a Set-chan me prometer ficar de mãos dadas até chegarmos na sala de aula! ― exigiu Konoka apoiando o queixo no colo da outra, sorrindo como um pequeno gato.

― M-Mas. . . ― a guarda-costas corou ao pensar na expressão que teria que encarar de todas as colegas de classe ao vê-las assim. Não que fosse ser a primeira vez, mas era exatamente por não ser que ela tinha certeza de que morreria de timidez.

― Mou, Set-chan! ― miou Konoka, franzindo as sobrancelhas, o que só lhe fez ficar ainda mais fofa, para o azar da razão de Setsuna.

― E-esta bem. ― concordou por fim, sem ter saída. Segurou a mão direita da namorada com a sua esquerda e elas começaram a caminhar.

Foram assim, em paz, por boa parte do caminho parado que tomavam para chegar ao campus do colegial. Konoka quase pendurada no braço da espadachim, que se sentia culpada por aproveitar tanto aquele momento onde deveria estar "escoltando em segurança a neta do diretor geral". Sequer falaram muito, detendo-se em aproveitar a presença uma da outra, até que a agitação de alunos correndo apressados para todos os lados as distraiu o bastante para voltarem a pensar sobre a vida:

― Set-chan, eu estou com uma impressão sabe. ― comentou a maga branca, recordando-se de seus pensamentos de antes de encontrar a namorada.

― Hm? Um sonho? ― perguntou a shinmei, que ainda com tantas ocupações, sabia tudo sobre a evolução e treinamento da outra.

― Não é um sonho, mas a impressão é forte também. ― explicou.

― E sobre o que é? ― Setsuna ainda tinha esperanças que alguma hora as sensações da Konoe fossem finalmente lhe deixar mais aliviadas sobre o futuro, mas essa opção foi descartada pela expressão que esta fez.

― Sobre meu avô, na verdade. Acho que vou acabar brigando com ele. Heh, o que não é assim tão surpresa ne, ele tâ merecendo. ― disse Konoka com um sorriso ressentido.

― Não devia falar isso do diretor, Kono-chan. ― censurou a shinmei, com um tom repreendor, leve, mas repreendor.

― Hunf. ― bufou a Konoe, fazendo um beicinho que fez a espadachim esquecer de falar mais alguma coisa contra esta. Na verdade nem tiveram mais muito tempo para alguma conversa, pois logo viram Chizuma-sensei andando na direção delas e pararam para que as alcançasse.

― Bom dia, Konoka-chan, Setsuna-kun. ― cumprimentou a professora com um tom levemente agitado.

― Bom dia, Chizuma-sensei. ― responderam em um coro perfeito, até se entreolhando por isto.

― Aproveitei que as vi para dar-lhe logo o recado, Konoka-chan: o diretor quer falar-lhe o quanto antes. Agora mesmo, antes das aulas, se possível. ― explicou a mulher, que parecia estar tentando parecer mais amena, o que não disfarçava nada. Setsuna ergueu as sobrancelhas ao encarar novamente a namorada. Os pressentimentos dela realmente não tinham como ser ignorados.

― Tudo bem, Chizuma-sensei. Então acho melhor irmos agora ne. ― disse a maga branca, apertando com mais força a mão da shinmei.

― Ótimo. ― alegrou-se a mulher, educadamente. ― Então vamos, eu a acompanho. Pode ir tranquila para as aulas, Setsuna-kun.

Setsuna realmente não ficou surpresa por estar sendo elegantemente dispensada. Sabia que Chizuma fazia isto somente para que seu patrão não tivesse irritações evitáveis. Sim, uma meio-uzoku sempre seria somente uma irritação, não parte da família, não é mesmo?

― Ah. . . ― Konoka pensou em falar alguma coisa, ao sentir a sua mão se separar da garota que amava. Mas ela também sabia que não havia o que ser feito.

As duas adolescentes se despediram brevemente e a herdeira de Kanto e Kansai acompanhou a professora, à caminho do escritório que ficava no prédio um de Mahora, apenas tendo certeza que seus pressentimentos eram também uma maldição.






As portas às costas da maga branca fecharam num pequeno estalo, deixando-a naquel escritório mais escuro do que lembrava ser da última vez que estivera ali. À sua frente o diretor geral de Mahora, e também seu avô materno, lia e escrevia em diversos papeis organizados sobre sua mesa. Provavelmente seria mais material a ser usado no planejamento da segurança pesada que toda a equipe mágica da instituição estava mantendo desde o anúncio do fato sinistro do assassino misterioso. Sem falar nada, Konoka apenas aproximou-se e sentou na cadeira de frente para o homem centenário:

― Desculpe por esta bagunça, Konoka, as coisas estão realmente agitadas, você sabe. ― disso ele, ainda lendo uma folha que retirou de cima da pilha mais à esquerda sobre a grande mesa. ― Eu só . . . ah, esquece, preciso falar com você. ― e colocou o papel de lado, finalmente dando atenção à garota de dezessete anos à sua frente.

― Algum problema, vovô? ― perguntou Konoka, sem saber muito bem por onde começar uma conversa com ele. Já fazia um bom tempo desde que haviam conversado pela última vez, e fora somente uma vez depois da conversa fatídica que ele e Eishun haviam tido com a sua, agora publicamente, namorada.

Nenhum dos dois estava mesmo à vontade com aquela conversa:

― Bom, na verdade são só os problemas que você já sabe, não é mesmo. Mahora não é mais o local seguro de outrora, e isso está deixando este velho bem preocupado com sua neta. ― disse Konoemon, recostando-se em sua poltrona, parecendo mais cansado que a jovem esperaria.

― Mas acho que Mahora não é menos segura do que qualquer outro lugar, afinal aqui existem magos como não se reunem tantos por ai. ― consolou Konoka.

― Heh, muita ingenuidade sua, minha neta. Nem mesmo um milhão de magos fariam diferença. Tudo o que podemos fazer é atrapalhar este assassino de andar livremente por aí, escolhendo vítimas. ― ponderou o diretor, com a voz grave. ― Estou dia e noite vasculhando tudo ao meu alcance, tenho pessoas poderosas em todos os becos e ruas possíveis, mas isso é só um pequeno atraso para essa criatura sombria, Konoka.

― Ele não está em Mahora para me escolher como alvo, vovô. ― disse a jovem, com uma segurança que surpreendeu a si mesma, mas como maga branca, ela teve certeza de suas palavras. Konoemon a encarou em silêncio por algum tempo, talvez refletindo sobre o quanto poderia confiar nos poderes de uma garotinha.

― Você não pode ficar exposta aqui, Konoka. Você é de longe a pessoa mais importante que vive em Mahora, nos critérios desse ser. Você tem um potencial enorme. . .

― Mas esse "Ice Soul" prefere inimigos já poderosos, para poder demonstrar sua força, não é mesmo? ― interrompeu Konoka, ainda sem convencer-se da importância da preocupação do homem.

― Você vai ficar onde eu disser para ficar, Konoka! ― exasperou-se Konoemon, falando asperamente. ― Você ainda é inocente demais para entender que está em um perigo maior do que qualquer outro que já viveu.

― Eu nunca saio a lugar nenhum sozinha! O Negi mora no mesmo apartamento que eu! Eu vou e volto das aulas sempre com a Set-chan. . . ― argumentou a maga branca, irritada com o tratamento que estava recebendo. Mais do que nunca estava detestando ser vista como uma criança indefesa, pois isso ela não era mais.

― Sakurazaki. . . Sakurazaki. . . Realmente acha que ela faria alguma diferença se o Assassino Imortal aparecesse? ― questionou o mago, com total descrença.

― Eu não confiaria a minha vida a mais ninguém do que a Set-chan. ― respondeu Konoka com sinceridade, ainda que isso fosse somente um argumento emotivo.

Konoemon deu uma risada com desdém:

― Essa maldita hanyou não poderia fazer nada, Konoka.

― Não fale assim dela! ― ordenou a garota, que se ergueu do lugar. Tinha as mãos fechadas para não tremer.

― Não gosta que eu fale assim da sua. . . sua. . . ― começou o diretor, com visível asgo com a ideia que não pode pronunciar. ― Ainda que ela esteja lá fora, se matando para cumprir as minhas ordens, ela não vale nem a maldita comida que come, Konoka. ― disse, deixando toda a raiva contida sobre ter tido que aceitar o relacionamento de Konoka e Setsuna transparecer em cada palavra. A garota ficou assombrada com aquele tom quase homicida.

― Não fale assim . . . ― insistou a maga branca, com a voz mais fraca, mas ainda determinada. ― Você está usando tudo isso como uma desculpa para nos separar não é? Aposto que também tem certeza de que esse assassino não virá atrás de mim, é só a desculpa perfeita.

― Pense o que quizer, minha querida e tola neta. ― disse Konoemon, contendo o tom de voz, percebendo que havia passado muito do que deveria. ― Eu só poderia ser mais maquiavélico se acreditasse na chance do assassino escolhar à Setsuna Sakurazaki como vítima. Porém eu não sou tolo e ele não escolhe escória.

― Cala a boca! ― berrou Konoka e deu às costas para o homem, saindo sem hesitar do grande escritório. Sem pensar ou se importar com qualquer coisa. Talvez tenha visto Chizuma-sensei, mas se ela disse-lhe algo, não escutou.

Ainda que a conversa em si tenha sido muito difícil, Konoka percebia que estava alterada demais pelas palavras ditas pelo se avô. Entendia bem como devia ser ruim para ele aceitar o seu relacionamento com Setsuna. Entendia que provavelmente o peso de ter a vida de todos os magos e guerreiros de Mahora sob sua responsabilidade deveria ser um fardo terrível, insuportável para a maioria das pessoas. Então não entendia o que era aquela sensação que as palavras de seu avô havia deixado sobre seu coração.

Eram pressentimentos, pressentimentos terríveis. Ideias horriveis e impossíveis que de repente passavam como um raio pela mente agitada da garota. Tinha que pensar com racionalidade e ver que aquelas suposições que estava fazendo eram apenas por puro medo e insegurança. Nunca, realmente nunca poderia acontecer algo como aquilo.

Precisava ver Setsuna. Mais do que antes, precisava da presença da pessoa que tanto amava ali, ao seu lado, junto a si, para espantar os pesadelos que estavam tomando conta da sua mente.


[Continua]

************************

Comentários, comentários! Nem que seja só pra dizer que eu deixo muitos erros de ortografia passar (eu não vou negar, afinal meu tempo para revisão é quase inexistente).

Meus beta readers já me disseram que realmente não esperavam pelo desenvolvimento dessa cena ocorrer desse jeito tão hostil, mas eu realmente gostei da maneira que aconteceu. Konoemon e Konoka estão sobrecarregados e realmente estressados com toda a situação. 

Enfim, espero que tenham gostado! Semana que vem tem mais! \o/

quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Posted by LKMazaki

Yuri Week Gallery #20

Olá pessoal!
Hoje temos mais um YWG aqui no KaS! (Nossa, quanta sigla XD)
Espero que gostem, por que hoje tem os meus vícios: K-ON! (Mitsu = Mio e Ritsu) e Madoka Magica (HomuMado = Homura e Madoka).
 Eu adoro HomuMado! (*o*)
São tão fofas as imagens mais felizinhas, não?
 Quem não pensou algo assim?!
Quase morri de rir quando vi essa imagem! (XD)
Momento Homu Homu! Essa cara de séria da Homura enquanto faz algo "Homu Homu"
(acho que entendem a expressão já, não é? XD) é muito bonitinha! (XD)
 Kyaaaa~ Mitsu é sempre tão legal!!! (*o*)
E essas carinhas assim são irresistíveis!
Elas são tão fofinhas! E a Ritsu é uma seme encantadora!!
Aiai, Mitsu é irresistível, sempre preciso shippar!!
Olha isso, é tão encantadoramente fofo! (*o*)

Bom, espero que tenham aguentado o meu surto duplo. (xD)
Comentem, por favor!
Até logo! o/
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Posted by Se-chan

Shoujo-Ai Drops #07

Olá pessoal!
Hoje vou postar um quadrinho pequenino que fiz de teste pro meu traço "Mitsu" (Mio e Ritsu, de K-ON!).
Achei fofinho e espero que gostem. (=D)
Então, comentem por favor!
Até logo! o/
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Posted by Se-chan

[Fanfiction] Destiny 02

by Mazaki

Demorou, eu sei, mas estamos aqui, finalmente de volta com a fan-série "Mastered Negima". Ainda me sinto ressentida por ter feito vocês que tem paciência com essa história esperar tanto, mas vamos deixar as adversidades e aventuras para o lançamento dos créditos ou quem sabe para as cerimônias de premiação, não é mesmo? (Desculpem, estou bem humorada por finalmente estar postando).

Estou organizando todo o material de "Mastered Negima" para lançar tudo em pdf, de modo organizado e fácil tanto para os novos leitores quanto para os que acompanham essa saga desde os primórdios de 2007 (faz tempo!). Por enquanto, vou ir deixando os links para download dos capítulos de Destiny, antes do começo de cada capítulo.

Lembrando que o lançamento é semanal, às quartas-feiras.

Destiny 01 - kono-ai-setsu - pdf(mediafire)
Destiny 02 - pdf(mediafire)

Boa Leitura!


CENA 02: O anúncio


O vento frio do início da manhã de primavera soprava os cabelos frágeis e cinzentos do jovem professor-mago. Seus olhos escuros e misteriosos fintavam as paredes das construções que se erguiam por todos os lados, em uma das partes mais habitadas da Cidade Acadêmica de Mahora. Ainda que fosse cedo, haviam diversas pessoas, estudantes e outros moradores, indo e vindo no inícios de ruas rotinas que formava a cara daquela cidade feita de pessoas incomuns buscando o conhecimento.

Claus caminhava tão silencioso que ninguém repararia na sua alta velocidade enquanto cruzava pelas ruas e ruelas daquele "bairro". Se fosse possível ele teria mesmo feito um feitiço para ir voando até seu compromisso urgente, pois sentia dentro de si que algo importante estava por vir naquela manhã.

Ainda que fosse evidente a todos os que participavam da comunidade mágica que havia na cidade acadêmica que o diretor estava preocupado em demasia com a segurança dos alunos no último mês, ele nunca havia convocado todos dessa maneira tão repentina, pela primeira hora da manhã. Como não havia se pronunciado claramente sobre suas preocupações e objetivos com o aumento tremendo nas vigílias noturnas, todos deveriam estar esperando as explicações que justificassem as noites em claro de muita gente que trabalhava naquilo.

Em particular, todo esse movimento não havia alterado muito a rotina do professor de matemática do terceiro ano do colegial, pois seu nível em combate ainda era considerado muito baixo pelo conselho de Mahora, para que ele fosse posto em muitos horários noturnos. Claus com certeza discordava da visão que os mais antigos tinham sobre ele, mas preferia manter-se somente em silêncio para preservar seus momentos de paz e leitura.

Porém algo dentro de si dizia que a reunião próxima iria afetá-lo igualmente afetaria todos, não somente no grupo mágica da cidade-escola, mas como de todos que ali viviam.





Um auditório inteiro havia sido reservado para a reunião emergencial daquela manhã, no campus número um de Mahora, o lugar onde ficava também o gabinete do diretor geral, Konoemon Konoe. Todos os presentes eram de alguma forma membros da equipe gigantesca de magos e guerreiros especializados que a instituição possuía e o clima de apreensão era tangível.

Setsuna sentou-se ao lado de Negi, em uma das inúmeras filas das arquibancadas do auditório. Os sons de conversas e burburinhos por todos os lados era caótico e initerrupto. Foi observando essa atitude de todos que a espadachim finalmente conseguiu ficar mais atenta e ansiosa pela reunião (até então o sono não havia lhe permitido refletir muito). Mesmo os professores mais calados estavam conversando com muitos, questionando e fazendo suposições sobre o que deveria estar acontecendo. A espadachim conseguiu supor que talvez a sua sobrecarga atual não fosse motivada somente pelo rancor do velho diretor de Mahora:

― Ah, Claus-sensei! ― cumprimentou Negi, levantando-se do seu lugar à ponta da fileira em que estavam. O tranquilo professor de matemática sorriu e parou para cumprimentá-lo.

― Bom dia, Negi-sensei, Sakurazaki-san. ― respondeu ele, inclinando-se levemente paracumprimentar a estudante que se levantou desajeitada do lugar. ― Realmente está tudo agitado por aqui.

― É. Até eu estou ficando nervoso com o que o diretor vai dizer. ― confessou o jovem Springfield, observando ao redor.

― Bom, vou ficar em algum canto para ver o que será dito, até mais Negi-sensei, Sakurazaki-san. ― despediu-se o mago, caminhando no seu natural ritmo lento, apoiando-se sobre a elegante bengala prateada que costumava usar, descendo mais alguns degraus à procura de uma fileira ainda vazia.

Ainda que Claus fosse aparentemente inofensivo como um pássaro, Setsuna não conseguia simpatizar com ele. Não que o achasse má pessoa, apenas parecia que ele estava o tempo inteiro fazendo questão de mostrar-se mais fraco do que realmente era. Ou será que ela somente não havia "ido com a cara" dele?

Mais uns dez minutos se parassaram para que o auditório ficasse preenchido quase por completo e os presentes estabelecerem alguma calma. Logo que isso aconteceu a figura de Konoemon surgiu pela entrada direita do palco à frente, caminhando com seus passos cansados em direção ao microfone que ficava bem ao centro da estrutura de madeira. O silêncio recai sobre todos, até que finalmente a voz áspera, mas ainda cheia de força do diretor geral de Mahora se faz escutar:

― Bom dia, caros membro dos departamentos de segurança e comunidade mágica de Mahora. Desculpem-me por convocá-los tão repentinamente, mas motivos maiores me levam a isto.

Imediatamente o lugar foi tomado de burburinhos que juntos se tornavam uma grande zuada. O diretor fez algum silêncio enquanto observava a reação das pessoas, tão exaltada, antes que ele fosse capaz de dizer qualquer coisa:

― Diretor, afinal, o que está acontecendo? ― questionou Toriyama, um gordo e ansioso professor de geografia do fundamental, conhecido por ser sempre um dos primeiros a fazer escandalos diante de situações tensas.
― Estou aqui para dizer isto, Toriyama-sensei, então não precisa questionar nada. ― disse Konoemon, fazendo todas as conversas paralelas cessar. ― Entendo perfeitamente que para muitos de vocês os últimos tempos soaram como mais trabalho e pouco motivo, mas posso garantir que todos entenderão tudo.

Setsuna estava mais desperta e atenta do que estivera em toda a última semana de aulas. Não sabia se mais por causa da situação ou se pela simples presença do idoso que tanto estava atrapalhando sua felicidade tola e adolescente ao lado da namorada que tanto amava:

― Senhores, sem mais rodeios, irei dizer-lhes o fato que me fez decidir dar-lhes todas as explicações que vocês ainda não tem, hoje. E esse fato fará com que toda essa rotina estressante que temos vivido faça algum sentido. ― continuou o líder da Associação de Magia de Kanto.

Negi encoliu em seco enquanto o silêncio se arrastou por cinco segundos:

― O temido assassino de magos e guerreiros, conhecido por diversos apelidos, entre eles "Ice Soul" está em Mahora.

A meio-uzoku sentiu o estomago afundar ao som daquelas palavras, fazendo-a sequer dar atenção ao alvoroço que se fez à esta revelação. Lembrava-se dos comentários sobre o tal assassino que estava no Japão, isso na época em que estivera em Kyoto deixando Setsuna-P em seu lugar. Pelo que lembrava essa misteriosa figura era temida a séculos, jamais tendo sido detida, derrotada ou sequer frustrada em seus planos de assassinato.

Era o ceifador perfeito de magos e guerreiros envolvidos com magia. Alguém que não se poderia combater com qualquer meios conhecidos ou disponíveis:

― Senhores. ― chamou Konoemon, tentando sobrepor sua voz amplificada às conversas frenéticas, conseguindo chamar a atenção de volta de uma parcela dos presentes. ― Terminem de me escutar primeiro.

― O "Ice Soul", ou "Assassino Imortal" como costumavam chamar na minha juventude, é o feiticeiro mais terrível que já existiu sobre a face de todo o mundo. É um guerreiro que escolhe grandes nomes do mundo da magia e os aniquila, por puro prazer, a mais de duzentos anos. Ninguém sabe sua origem ou a explicação para sua habilidades. Todos os grupos mágicos ao redor do globo e no Mundus Magicus já tentaram em vão capturá-lo.

― Realmente agora faz sentido. ― chamingou Toriyama, sentado encolhido em sua cadeira.

― Desde o final do ano passado, sabe-se que ele está no nosso país e, a um mês eu tive pistas de que talvez ele estivesse interessado em entrar em Mahora. Sinto muito por todos que tiveram que cuidar das barreiras mágicas específicas que coloquei em todas as entradas da cidade-acadêmica, se eu lhes dissesse o motivo, o pânico seria precipitado. ― explicou com firmeza Konoemon Konoe, parecendo muito mais cheio de vitalidade e capacidade de lidar com a situação do que todos os outros presentes.

― Isso é terrível. ― sussurrou Negi, assombrado e ainda parecendo em choque pelas informações.

― O que mais tenho a dizer-lhes, infelizmente, é que eu não tenho a menor ideia de onde ele possa estar escondido em nossa escola. Seu rastro é quase imperceptível. Eu só poderia encontrá-lo se houvese magia o bastante para colocar uma barreira específica em cada metro quadrado de Mahora.

E Konoemon continuou seu discurso curto, para ser o mais prático o possível diante daquela ameaça:

― Tendo dito isto a vocês, digo que irei me reunir com os líderes de cada uma das divisões de trabalho de proteção de Mahora, para que possamos estabelecer roteiros de caçada a esse inimigo. Ainda que não possamos vencê-lo, precisamos preservar a segurança total de todos os estudantes desta instituição.

"Agora, estão todos dispensados", finalizou, dando imediatamente às costas para os presentes e retornando para entrada lateral que havia usado antes. As conversas se tornaram ensurdecedoras no segundo seguinte, enquanto os responsáveis pelas equipes ( entre eles Takamichi Takahata) se dirigiam à uma porta que também levaria aos bastidores do palco.

Setsuna estava completamente perturbada pela situação. A primeira coisa que lhe ocorrera era que Konoka era uma das figuras mais importantes presentes na cidade-escola, depois do próprio diretor, e como o "Ice Soul" parecia sempre escolher magos de posição importante ou poder alto como suas próximas vítimas, de repente parece que o mundo da hanyou estava total e diretamente ameaçado.

Ainda assim a jovem teve que deixar um sorriso cansado surgir em seus lábios, ao escutar seus pensamentos. Pois a próxima coisa refletiu, mesmo diante de toda aquela grave situação, era que seus horários ficariam provavelmente ainda mais apertados para namorar. Adolescentes sempre conseguem ser egoístas e tolos, não importa a situação.



quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Posted by LKMazaki

Yuri Week Gallery #19

Hello gente!
Vamos dar uma voltinha no conjunto semanal de imagenzinhas shoujo ai do blog? (\o/)


 Como sempre, o Tumblr me dá ótimas fontes, e essa imagem de Utena eu encontrei lá.
Linda, não? (*o*)
 Eu adoro encontrar desenhos originais, que não são fanarts.
Esse está tão fofo!!
Nunca vi nada de Touhou, mas essa imagem ficou ótima!
 Continuando com as imagens originais, essa eu amei!
As cores estão lindas, e a iluminação.... Simplesmente => *o*
Por fim, garotinhas fofas de Strawberry Panic!
Eu nunca parei pra shippar ninguém de Strawberry, mas elas realmente ficaram bem juntas! heheh

Bom, a lista de hoje foi essa.
Espero que tenham gostado!
Por que, pra mim foi ótimo ficar procurando imagens (como sempre).
Então, por favor, comentem!
Até logo! o/
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Posted by Se-chan

[Review] - Yuru Yuri


Finalmente vamos falar aqui no Kono-ai-Setsu sobre uma das franquias yuri mais badaladas do momento (quer você conheça, goste ou odeie). Vamos falar sobre Yuru Yuri!
~by LKMazaki

Graças a diversos fatores o mercado de animações está aberto para obras que sigam as tendências deixadas pela "avalanche K-On!" e o "yuri leve e social" é uma das características em evidência. Dentre tantas obras que agora se aproveitam disso para deixar mais desentendidos entre suas personagens do que normalmente fariam, uma delas se destaca por usar esse artifício com toda a intenção de ser clichê e fanservice, aliás, como será dito mais à frente, essa série foi feita exatamente por este motivo.

Yuru Yuri (Easy Yuri) faz questão de demonstrar isso desde o título.




Informações básicas

Originalmente um mangá publicado desde 2008 pelo autor de pseudônimo Namori, na revista especializada no gênero yuri Comic Yuri Hime e na sua edição especial Comic Yuri Hime S. Não é um 4-panel (yonkoma) e recentemente foi adaptado em uma temporada de 12 episódios.

Para mais detalhes técnicos, pesquise um pouco, o foco do artigo é a "história" e características em torno desta franquia, principalmente o anime.

História?

Bom, basicamente, temos um grupo de amigas que vivem uma rotina tranquila de estudantes, frequentando um clube que na verdade não é registrado e que não tem um objetivo específico. Como a história não quer chegar a lugar algum, elas simplesmente ficam neste clube a tarde inteira, conversando sobre qualquer aleatoriedade que surgir (chegando a fazer uso de uma "caixa de sugestões" para encontrar um tema para conversa *é sério!*).

E é isso.

É, exatamente isso, não mais histórias realmente, são capítulos soltos que na verdade só podem ser chamados de série porque tem os mesmos personagens e, bem, porque o autor está publicando como uma série. Como dito no início, esta é mais uma das características exaltadas depois da "avalanche K-On!".

Personagens

Do quarteto principal:

Akaza Akari: suposta protagonista da série, mas que desde o primeiro episódio tem sua participação ofuscada por todas as outras personagens mais ativas ou marcantes do que esta calma e simpática garotinha. Aliás essa falta de presença da personagem é explicitamente explorada no anime, com piadas em todos os momentos possíveis, mas vamos falar mais disso quando entrarmos no ponto da metalinguagem de Yuru Yuri.


Toshino Kyouko: energética, curiosa, mimada, levemente obssessiva e sem qualquer noção da realidade, Kyouko é a típica "cara de pau que todos amam" com o leve diferencial de ter um design extremamente fofo e meigo (como já é padrão em toda a série). É a personagem que mais, se é que se pode dizer assim, movimenta a trama de Yuru Yuri, pois é quem inventa algo para que as personagens não passem o tempo inteiro somente conversando ou dormindo ao redor da mesa do clube de diversão que as personagens formam para si.


Funami Yui: por algum motivo misterioso (e emocionante para os fanáticos fãs de yuri) essa calma e sensata jovem é melhor amiga desde a infância de Kyouko. Tem um aspecto responsável, inclusive morando sozinha em um apartamento (que está sempre em perfeita ordem, quando Kyouko não está lá). Parece sempre segura, mas esconde um lado mais solitário que a loira consegue revelar por já conhecê-la bem. 





Yoshikawa Chinatsu: falando de um modo bem pessoal - eu tenho muito medo da Chinatsu-chan! Ao surgir na trama, acreditamos que ela vai ser apenas a típica garotinha moe, sofrendo com os abusos da louca Kyouko, mas logo ela demonstra ter muito mais personalidade do que isso. Não somente afugenta Kyouko, admira Yui, como vai demonstrado ser uma pessoal totalmente obssessiva em relação principalmente a sua senpai (Yui). Não são poucas as vezes que ela faz questão de nos lembrar que um rostinho meigo não diz nada.


Personagens do conselho estudantil:

Sigiura Ayano: vice-presidente do conselho estudantil que a princípio parecer ser apenas alguém que gosta de vir importunar o grupo principal (ou simplesmente trazer um pouco de racionalidade), mas logo todos passam a concordar com Chitose (ver a seguir) que na verdade tudo o que a garota quer é uma chance de ver Kyouko. Alias, particularmente, ainda que ela tente em alguns pontos passar o aspecto da tsundere, com sua implicância com a loira, ela mais consegue é tornar-se fofa e carismática com isso.


Ikeda Chitose: a personagem que explodiu em popularidade com o lançamento do anime. Não somente porque ser a garota quietinha que na verdade se revela uma maldosa que vive perdendo sangue por imaginar "yurices" com Ayano e Kyouko, mas por ela ser MUITO maldosa e sangrar realmente.... MUITO! Vai entender. . .  de toda a forma ela protagonista inúmeras das cenas mais hilárias na série.


Omuro Sakurako: essa sim é a tsundere de Yuru Yuri. Tem uma rivalidade extrema com Himawari, em disputa dentro do conselho estudantil, formando com esta, ao mesmo tempo, o casal mais popular entre os que conhecem a franquia. Mimada, demonstrando muitas vezes uma preguiça e burrices acima do padrão.











Furutani Himawari
:  em contra partida, Himawari é muito mais controlada, pelo menos em público, em relação à sua rivalidade/amor com Sakurako. (Sinceramente eu não sei muito o que escrever sobre estas duas, não sei de onde as pessoas conseguem material para se tornar tão fanáticas xP).









Metalinguagem

Yuru Yuri é uma grande sátira de si mesmo e do gênero yuri. A todo o instante somos bombardeados de piadas com relação ao papel dos personagens, à cores de cena, a formato de quadros (isso citando mais exemplos do mangá). Aliás, é realmente hilária a passagem de um capítulo especial em formato 4-panel, onde descobrimos que Akari tem claustrofobia e passa mal graças ao formato diminuto dos quadrinhos do estilo yonkoma.

Chinatsu-chan também foi afetada pela falta de presença da protagonista, ficou invisível!


O anime traz, na medida do que é possível adaptar, esse espírito de "piadas sobre a piada", colocando em um ritmo mais adequado para animação, apesar de muita coisa ficar apenas nas páginas breves da obra desenhada por Namori.

Aliás, em uma das correntes de discussão sobre Yryr *Yuru Yuri* defende que o valor da série está exatamente em sua força de metalinguagem. Através de suas páginas ou episódios, diversos paradigmas impostos dentro do gênero yuri são questionados ou simplesmente ridicularizados, mostrando como "é bom quebrar às regras".

Claro que muita gente acha que é só uma bobagem tremenda.

O anime

Falando resumidamente, já que realmente não sou a pessoa mais indicada para falar de cores e estúdios, podemos dizer sem medo que a versão animada de Yuru Yuri é satisfatória e cumpre bem o seu papel de fomentar novos fãs e alegrar aos que já acompanham a anos o mangá mais descontraído e divertido da Comic Yuri Hime.

A trilha sonora, particularmente por ser um ponto que sempre me chama a atenção, é leve e simples. As músicas são do tipo feitas na medida para grudar e não sair mais da cabeça. Tão batido, mas tão viciante, como toda a série.

As seyuus são em esmagadora maioria novatas, estreiantes e gente com pouca experiência, mas isso não significa que a qualidade seja pouca. As vozes são muito bem encaixadas em cada personagem, demonstrando bem a impressão que o autor tentou colocar em cada uma (sério, a Sakurako me irrita também com a voz dela!). Talvez o maior nome seja o de Aki Toyosaki, já imortalizada como Hirasawa Yui (K-On!) que faz aqui a "Hanaji Girl" Chitose. Parabéns a todas por este trabalho.

Talvez o único aspecto que, no anime ficou ainda mais marcante como uma falha, foi a introdução de novas personagens até o episódio 9 de 12. Se com essa quantidade de episódio não há como explorar tanto as personagens centrais, imagine as "retardatárias"?

Quem é você mesmo? Ah, a garotinha que não fala. . . legal.


As polêmicas

Nossa, essa parte aqui renderia um pouco inteiro sozinha! (Na verdade eu já escrevi um post assim, mas preferi começar introduzindo ao KaS com um review da série e aproveitar para unir os textos XD).


Talvez não seja tão evidente para quem acompanha apenas os canais de comunicação em português (sobre yuri e shoujo-ai, ok?), mas nas comunidades internacionais espalhadas por tantos endereços novos e antigos, Yuru Yuri é um título que gera controvérsias enormes. Não é exagero dizer que são "brigas de xingar a mãe."

o tipo de série que não é você quem diz - nossa, que coisa apelativa e moe besta - mas sim a própria série que te diz, com um sorriso malandro - oi! sou uma série moe e besta, mas adivinha só, você vai adorar isto!.

Vejamos o que encontrei vasculhando a rede (retirado diretamente do outro post que escrevi antes sobre Yuru Yuri)

***

Yryr em si é uma série que polemiza diversos aspectos do gênero (ou agrupamento de gêneros, como é meu ver) yuri de várias maneiras diferentes.

Claro que todas essas discussões que são levadas a extremos de amor e ódio são fúteis, mas ainda assim são interessantes para questionar diversos pontos sobre o gênero atualmente.

Vamos ver os principais pontos de guerra entre os otakus (fóruns anônimos dão uma liberdade de expressão que assusta com seus resultados!)

"Essa série é para estranhos pervertidos! Não fãs de romance yuri"
"Mas o yuri é em si feito para estranhos pervertidos!"

Eis aqui a sempre presente batalha entre o que é o o que não é yuri.

Particularmente não vou nunca entender porque nós ocidentais somos tão resistentes as diferenças entre yuri e shoujo-ai. Uma mania de generalizar as coisas que faz o termo yuri ficar sobrecarregado de significado e interpretações conflituosas.

"Isso é uma comédia, não um romance!"
"Isso é uma comédia romântica, então pode muito bem entrar na parte mais séria do romance"

Bom, essa discussão entra quando começa-se a se questionar sobre casais canon dentro de Yryr.

O que dizer? Por um lado temos fãs desesperados de conteúdo yuri que esperam ansiosos por algo a mais do que insinuações (fortes neste caso), bem ao estilo da imaginação de Chitose ou as fantasias *da intragável* Chinatsu.

Do outro lado temos os que acreditam que todas as insinuações, não existe uma personagem sequer neste anime que possa ser dita "uma yuri de verdade".

Claro que existem outros que (como eu também) tem uma visão menos extremista da coisa. Existem sim personagens "yuris" no sentido atual do termo, mas a série muito dificilmente irá ter algo mais do que as insinuações (e beijos roubados? #gota), afinal o objetivo é ser uma comédia que usa, abusa e ridiculariza os clichês do yuri.

Sim, eu disse ridiculariza, este aliás é o ponto de base para outra discussão relativa a série, mas vamos nos manter no foco.

E os fanáticos deliram


"Yuru yuri é a salvação do gênero!"
"Como assim?! Yuru Yuri é a ruína completa do yuri!"

Tentando não entrar nessa questão pertinente dentro do fandom (ó como seria bom se esse fandom no Brasil fosse mais expressivo, mas vamos em frente...), infelizmente esta é uma questão que depende muito do que falamos anteriormente sobre conceito sobre o gênero e etc.

Se separmos as coisas para analisar: é, YrYr é um problema para o shoujo-ai por tornar ainda mais mainstream o "yuri fanservice"; mas para o yuri em si é mais um anime para fazer coro com todos os que vem empurrando a todos a presença perene de "garotinhas fofinhas que fazem fanservice com outras garotinha fofinhas".



E existem discussões ainda mais bizarras, só para exemplificar:
"Você está querendo dizer que os otakus aceitam o yuri se for somente uma insinuação, mas se as personagens confirmarem realmente ser homossexuais eles detestariam?"
"Exatamente"

Otakus, seus homofóbicos! Pois é, tem opinião pra tudo mesmo ein. Sinceramente, generalizar não é sempre uma boa opção, apesar de ser a primeira. (Espero que pelo menos 20% de vocês, leitores do Kono ai Setsu, não concordem com essa ideia XD)

***


Yuri Yuri

Uma coisa que poucos sabem é na verdade Yuru Yuri é baseada em um outro mangá, chamado "Yuri Yuri" de autoria do mesmo Namori, que é de fato um romance onde aparecem algumas personagens que posteriormente se tornaram o elenco de Yryr. É difícil encontrar conteúdo sobre essa série, mas existem alguns poucos capítulos disponíveis em scanlators internacionais como o dynasty-scans.

Conclusão

Com certeza esse é um anime bobo que dá muito pano para discussões, principalmente para os ufanistas que gosta de argumentar sobre valores e ideais que todas as histórias do gênero shoujo-ai e yuri devem carregar consigo. Mas é realmente uma distração muito boa, rendendo boas risadas, então não pense demais e somente se divirta com este mundinho parado e cheio de yurices.

Ah, ainda acho que o Namori tentou fazer algo mais a série com Yuri Yuri, mas percebeu que sacanear tudo e todos daria muito mais dinheiro, e nasceu Yuru Yuri!

Fim!



Entre você também na campanha #AbaixoAoReviewde7Parágrafos , por comentários mais elaborados sobre animes, afinal eles merecem e nós também, ne gente ;D
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Posted by LKMazaki

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