Posted by : Se-chan domingo, 8 de janeiro de 2017

Você sabe aquele autor de mangá que você ama, mas que não é conhecido por tanta gente, ou que não é reverenciado por ter uma "obra prima"? Pois então, para mim, esse autor é Takemiya Jin, uma autora de mangás lésbicos cheios de representatividade e veracidade.

Por que disse que são mangás lésbicos, e não yuri? Porque a própria autora é declaradamente lésbica (leia a entrevista dela no blog Okazu), e mostra um lado muito menos idealizado e muito mais real (apesar de muitas vezes ainda fofo e sem problemas pesados).

Mas por ser uma artista que foca muito mais em one-shots (capítulos ou volumes únicos), ela é uma autora que muitas vezes não fica entre as primeiras quando você cita autores de yuri. Porém, sinto que ela é de uma geração de  evolução dos antigos shoujo ais mais puros, mas antes da "legião dos beijos", liderados por Citrus e Netsuzou Trap, e que foi uma forte influência para as autoras destas séries de maior expressão da atualidade.

Mas por que aqui vou falar de somente uma obra da autora, em vez de explorar mais do potencial dela? Sinceramente, é devida a quantidade bem grande de obras curtas, e que acho que (para mim), junto com as séries Fragments of Love e Irrational Us, é a representação mais abrangente do potencial da artista.
Resumindo, Steps é uma série de dois volumes que conta alguns romances dentro de um colégio feminino, muitos desses contendo uma diferença de idade entre as mulheres (ou seja, relação aluna-professora). Pode parecer errado inicialmente? Sim, mas o modo como Takemiya mostra essas histórias é tão real e sincero que eu não consigo simplesmente achar errado. Como são garotas por volta dos 15 anos, ou um pouco mais, acho até natural que elas sintam algo por alguém mais velho. Mas o modo que é retratado não é como se as pessoas não soubessem que estão realizando algo errado, muito pelo contrário, é bem explorado e muitas vezes tenso.

A história principal de Steps é sobre Ah-chan e sua aluna Ryouko, que é sua amiga há muitos anos (desde que Ryouko era criança). Ah-chan tem uma sincera e complexa culpa de sentir algo por Ryouko, mesmo ela sendo sua amiga há muito tempo, e só com muita insistência Ryouko consegue mostrar que ela não deveria se culpar tanto, já que muito antes delas terem a relação aluna-professora, elas tinham um outro vínculo emocional. Tanto que, no final da série, depois de anos, Ah-chan largou seu trabalho como professora e é casada com Ryouko. Por isto, digo que as histórias vão muito além do fanservice comum. 

Acho que o principal nessa série, é como as personagens se comportam quanto a sentimentos "proibidos", mas não de um modo padrão "ai, sinto desejo pela minha professora/aluna". Ninguém ali quer ser tratado como inferior, como criança, ou inocente. Todas sabem de suas posições e tem seus sentimentos mostrados de modo maravilhoso por Takemiya.

Essa é uma capacidade que Takemiya mostra em todas suas obras, que deveriam ser traduzidas e vendidas no ocidente, mas que por uma falta de "promoção", seu nome não tem tanta força quanto deveria. É uma pena que uma autora tão talentosa e importante dentro de seu nicho não tenha mais destaque.

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